Três Cumes de Lavaredo, nas Dolomitas: hiking nas montanhas escarpadas dos Alpes Italianos

Tre Cime - Trilha nos Alpes italianos, Dolomitas

Tão altas que, perto delas, nos sentimos minúsculos. As montanhas nos Alpes Italianos são um convite para trilhas exuberantes com cachoeiras, lagos de água verde esmeralda e cumes pertinho do céu. Há tempos, as Dolomitas povoavam meus sonhos… E, em um surto de final de semana, decidimos que era hora de, enfim, dar um pulinho até a Itália – afinal, as Dolomitas ficam a apenas 330km de Munique – e explorar essa beleza toda!

Para desbravar as Dolomitas, cadeia de montanhas reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco (por conta de suas belezas naturais excepcionais!), optamos pela trilha circular com vista para os três famosos picos nos Alpes Italianos — Três Cumes de Lavaredo (ou Tre Cime di Lavaredo, em italiano; Drei Zinnen, em alemão). As Dolomitas são casa de 18 picos que crescem acima de 3 mil metros de altura.

Dá para ter ideia da magnificência desse lugar?

Não sei se dá para imaginar. Mas a gente sonha.

Hiking em Três Cumes de Lavaredo

Distância: 18,35 km
Tempo: 5h30 (com direito às paradas nos refúgios!)
Elevação: 1217m
Dificuldade: Fácil/Médio

A rota circular de hiking em Três Cumes de Lavaredo

Nossa trilha começou no vale Fischleintal (em italiano, Val Fiscalina), que pode ser alcançado de Sexten-Moos (em italiano, Sesto Moso) de ônibus ou carro. Estacionamos o carro em um parking em Fischleinboden e partimos a pé para a trilha.

As paisagens bucólicas da trilha para Tre Cime de Lavaredo
Vale Fischleintal: o começo da trilha para Tre Cime, nas Dolomitas
Vale Fischleintal: o começo da trilha para Tre Cime, nas Dolomitas

Enquanto caminhamos pelo vale Altensteintal, passamos pelo refúgio Talschluss, ainda no comecinho da trilha. Mais alguns metros e seguimos a trilha com sentido a  Drei-Zinnen-Hütte. Ali a subida começou!

Uma trilha com paisagens assim <3

Passamos por duas belas cachoeiras – onde você pode se refrescar, se tiver coragem. A segunda, “escondida” em um grande buraco, era particularmente encantadora.

Parece tão pequena, né? Mas olha só o tamanho da pessoa no canto inferior direito!

Enfim, chegamos na área com vista para os dois lagos verde cintilantes Bödensee (Laghi dei Piani, em italiano). Ali também estava o primeiro refúgio nas montanhas de verdade: o refúgio Drei-Zinnen (2.407 m), com a maravilhosa vista para os Três Cumes. Hora de um cappuccino e apreciar a beleza da paisagem!

Bödensee/Laghi dei Piani: incrivelmente verdes!

Seguimos a trilha 101, passando por Toblinger Riedl (ou Forcella di Toblin), e pelas belas encostas de Bödenknoten (ou Croda dei Piani) e Paternkofel (ou Monte Paterno). Dali era possível avistar outro pequeno lago de águas incrivelmente verde. A paisagem, por sua vez, era absurdamente cinza e até um pouco lunar.

Passamos pelo pequenino refúgio Büllelejoch (2.544 m) e a descida começou. Seguimos para o refúgio Zsigmondy-Comici, onde paramos para um pequeno almoço. A vista do lugar para o impressionante Einserkofel também valia alguns minutos extras para apreciação. Uma gigante e inóspita montanha cinza! Continuamos a descida com vista para o igualmente magnífico Zwölferkofel (em italiano, Cima Dodici) até chegar novamente no Vale Altensteintal.

Foram quase 20 quilômetros de uma das trilhas mais bonitas que já fiz e, apesar de torcer o tornozelo em uma queda na trilha cheia de pedras, valeu a pena!

O que levar para a trilha

Caminho cheio de pedras e alguns obstáculos: prefira usar botas de trilha

Água e alguns snacks
Botas de trilha
Capa waterproof
Fleece
Protetor solar
Boné
GPS
* No topo da montanha o tempo pode mudar muito, muito rápido. Por isso, mesmo que a previsão do tempo garanta um dia ensolarado, não deixe de levar agasalho e calça na mochila.

Três Cumes de Lavaredo: onde se hospedar

Nos hospedamos em Sexten, na Pension im Wiesengrund, uma pensão simples com café da manhã, estacionamento e uma bela vista das montanhas, mas afastada da cidade. De manhãzinha seguimos de carro rumo ao vale Fischleintal.

Se você prefere um pouco mais de conforto, o Hotel Monika oferece spa com saunas finlandesas, piscina indoor, academia e bio sauna. Outra experiência interessante (e mais aventureira) é se hospedar no camping Caravan Park Sexten, com seus bangalôs de madeira (e kitchenette), banho turco e academia – e exatamente no lugar de onde sai a trilha!

Dica extra: alugue um carro!

Alugar um carro para viajar pelas Dolomitas é uma das melhores coisas que você pode fazer! Isso porque o caminho pela região é um parque de diversões para adultos, com pequenas cidades charmosas pelo caminho, estradas sinuosas e vistas de tirar o fôlego.

Korčula, na Croácia: entre vinhedos, histórias sobre Marco Polo e o charme da cidade antiga

O que fazer em Korcula, Croácia

Em Korčula, criamos nosso próprio ritmo. Depois de viajar em um ritmo relativamente rápido por Montenegro e dentro da Croácia, em Korčula decidimos relaxar um pouco e aproveitar a ilha sossegadamente. Korčula é a sexta maior ilha da Croácia, com 46.8 km de comprimento, e também o nome da pequena cidade onde nos hospedamos durante nossa curta estada de cinco dias na ilha.

Com uma bela cidade medieval murada e pequenas praias de águas calmas e cristalinas, a cidade de Korčula foi um ótimo ponto de partida para explorar o resto da ilha. Ela é cheia de história, com um ritmo pacato e pode garantir até algumas doses de aventura.

Logo de manhãzinha, era hora de enfrentar a fila para comer börek! O börek é um tipo de comida turca encontrado também em lugares ocupados pelo Império Otomano, e consiste em uma espécie de pastel com massa delicada recheado de carne, queijo ou vegetais. O börek fazia parte do prato principal dos banquetes otomanos, mas também se popularizou entre nômades e viajantes. No caminho, uma pausa para colher alguns figos fresquinhos das inúmeras árvores espalhadas pelo lugar. Então, finalmente era hora de explorar!

Explorando a cidade murada

Toda aventura em Korčula começa pela cidade fortificada. A cidade antiga possui ruas distribuídas em formato de espinha de peixe, e além dos muros, ainda mantém intactos os fortes que garantiam a proteção dos habitantes. Ali, dentro da cidade murada, você irá encontrar inúmeras referências a Marco Polo. Aí mora uma ideia controversa! Os italianos juram que Marco Polo (1254-1324) nasceu em Veneza, mas os habitantes de Korčula afirmam ali ter sido a terra natal do famoso explorador e mercador.

A vista de um dos píeres de madeira de Korčula

Korčula, uma breve história da ilha

Há vestígios de que a ilha é povoada há, pelo menos, quatro mil anos. Korčula foi uma colônia grega e ali, em Lombarda, foi encontrado o manuscrito mais antigo do território croata, datado do século IV a. C. Nele, os gregos concordavam com a construção da cidade e de uma assembleia, além da divisão de terras entre os habitantes. Depois, a ilha foi dominada pelo Império Romano e invadida diversas vezes por piratas. Fez parte ainda da República de Veneza, foi governada por austríacos e franceses – estes, responsáveis por construir estradas e fortificações. Só em 1871, depois de eleições locais, Korčula passou para as mãos croatas, que começavam a criar a ideia de identidade nacional. Depois, ainda foi ocupada pelos italianos e fez parte da Yugoslavia.

O Estatuto da cidade e da ilha, de 1214, também é considerado um dos documentos mais antigos em língua eslávica.

Passeando entre os vinhedos – e degustando bons vinhos!

Na ilha de Korčula o que não faltam são oliveiras e vinhedos. A tradição vinícola da ilha existe desde o século 4 antes de Cristo, quando ainda era ocupada pelos gregos.

A ilha é famosa pela alta qualidade do vinho branco, como o Grk que é cultivado em Lumbarda, no lado oriental da ilha, e as uvas Pošip e Rukatac, cultivadas em Čara e Smokvica. Plavac mali, por sua vez, é o vinho tinto mais comum. Por isso, vale reservar um momento na viagem para a degustação de vinhos em uma das vinícolas espalhadas pela ilha!

De lambreta até praias escondidas

Korčula: para apreciar sem pressa

Optamos por alugar uma lambreta para nos locomovermos dentro da ilha. Com ela, foi possível conhecer alguns pontos mais afastados e pouco explorados, como a praia Orlanduša, onde não há nada além da praia e alguns barquinhos de pescadores ancorados. E, se tudo der certo, pouca gente.

Orlanduša: para chegar é preciso encarar uma estrada de terra
Apenas mais um cantinho escondido de Korčula: a caminho de Medvinjak

Ali pertinho, também existem outras praias com essa vibe mais exclusiva, como a Bačva e a Pavja. Lembre-se que as praias de pedras (e não areia!) na Croácia são muito comuns, por isso pode ser um pouco complicado caminhar descalço.

Island hopping… de caiaque!

Definitivamente, um dos passeios mais divertidos em Korčula foi nosso island hopping de caiaque. Alugamos o caiaque em uma agência de turismo no centro da Korčula e, de carro, eles nos levaram até a praia Banje, de onde era possível sair com a pequena embarcação. A partir dali, remamos até a ilha Badija, onde está o mosteiro franciscano, e também onde almoçamos.

Island hopping de caiaque: o mosteiro franciscano na ilha Badija

No meu caso, a adrenalina consistia inteiramente no percurso: ao cruzarmos o estreito entre uma ilha e outra, podíamos ir de encontro às gigantescas balsas com carros e pessoas. Confesso que meu maior medo era ser atropelada por uma delas – e não o mar revolto com a chuva que se aproximava! Enfim, meu namorado não achou nada disso muito emocionante – mas só de pensar eu ainda fico bêbada de medo.

Em seguida, remamos até Otok Vrnik – minha ilha favorita. Sem carros, com chão de areia, casinhas de pedra e apenas dois restaurantes, a vila é um charme só!

Na verdade, são dois restaurantes para perfis completamente distintos: o elegante Vrnik Arts Club, que recebia gente chegando de barco-táxi só para almoçar por ali, e o restaurante Škoj, com comida caseira e de ambiente simples – mas com ótimos reviews para a salada de polvo!

A idílica ilha Otok Vrnik

Otok Vrnik além dos dois restaurantes existem duas igrejinhas pequenas e muitas casas de pedra. Encontramos algumas pessoas sentadas em banquinhos lendo livros, outras lagarteando no sol e um grupo de amigos brindando no restaurante. Sentiu a energia? Tão pertinho da civilização e a sensação era de que estávamos isolados do resto do mundo. Uma delícia! Otok Vrnik é definitivamente o tipo de lugar que eu iria para me isolar do mundo. Quero voltar!

Acho que vale sair cedinho de Korčula para aproveitar o dia nas ilhas e curtir a preguiça e o passeio sem pressa. Como deve ser.

Moreška, a tradicional dança de espadas

A Moreška é uma dança de espadas tradicional na ilha de Korčula. A dança de espadas era comum no Mediterrâneo entre os séculos 12 e 13 e apenas no século 16 começou a fazer parte da cultura de Korčula. A dança surgiu na Espanha e é inspirada na luta entre os Moros e os Cristãos, mas na Dalmácia (região que abrange territórios da Croácia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro) a dança é associada à luta contra os Otomanos. A dança desapareceu do resto do Mediterrâneo, mas há cerca de 400 anos é performada na ilha. E, por isso mesmo, ela é tão especial!

A performance do dia Sv.Todor (29/07) passou a ser feita regularmente no verão, no ‘Ljetno Kino’ (cinema ao ar livre), ali na cidade murada mesmo.

A verdade é que, à primeira vista, a ideia de ficar cinco dias na mesma ilha não me pareceu muito boa. Mas, à medida que fomos entrando no ritmo, e apreciando cada lugar de maneira menos apressada, Korčula foi se tornando uma segunda casa. Agora, tenho certeza que poderia passar ali um verão inteirinho!

Montenegro: uma road trip por esse minúsculo país dos Balcãs

Baía de Kotor, em Montenegro

Vou começar esse post com uma confissão: Montenegro nunca esteve na minha bucket list. É, a ignorância pode fazer a gente perder oportunidades bonitas do caminho! Lição aprendida. A ideia de visitar o país surgiu quando as restrições por causa do corona vírus começaram a serem aliviadas neste verão de 2020. Decidimos que era hora de viajar para um lugar com praia e aproveitar alguns dias de sol. Então…

Sempre lotada na alta temporada, a Croácia é o tipo de lugar que a gente costuma passar bem longe em nossas viagens. Mas, por causa do Covid-19, as cidades antes dominadas por cruzeiros e turistas do mundo inteiro agora estariam vazias apenas com turistas europeus. Enfim, era a chance perfeita para conhecê-la de uma maneira mais tranquila!

Mas ainda faltava uma pitada de interessância nesse roteiro de verão, sabe? Um lugar que fosse capaz de nos surpreender, de um jeito ou de outro. Olhamos no mapa e lá estava ela, a bela Montenegro – desconhecida (por nós, é claro), convidativa e cheia de história. Por isso, decidimos assim: ficaríamos uma semana em Montenegro e então partiríamos para outra semana na Croácia.

Nossa viagem começa aqui!

Como chegar em Montenegro?

Chegamos em Montenegro em um vôo direto de Stuttgart, na Alemanha, para Podgorica, capital do país balcã. Ali mesmo, alugamos um carro e partimos para explorar a região.

Alugar um carro é a melhor maneira de viajar em Montenegro, já que o transporte deixa a desejar e isso pode dificultar a locomoção entre um lugar e outro. Um bom exemplo dessa dificuldade: aguardamos um bom tempo pelo ônibus que nos levaria do aeroporto de Kotor até a cidade mas, no final, tivemos que pegar carona na estrada.

Adriatic Highway e as sinuosas estradas de Montenegro

As estradas de Montenegro pedem experiência e muita atenção no volante. São sinuosas e, muitas vezes, perigosas. São estradas de montanha, com muitas curvas e geralmente tem pista simples. Às vezes é preciso buzinar nas curvas para evitar uma colisão frontal.

A boa notícia é que Montenegro é um país de dimensões pequenas: tem apenas 13,8 mil km² (ou cerca de duas vezes o tamanho da região metropolitana de São Paulo!). Com as distâncias curtas, fica muito mais fácil viajar pelo país inteiro conhecendo os principais pontos turísticos.

Day trip x viagem longa: qual vale a pena?

Muita gente coloca Montenegro (geralmente, Kotor e Budva) no roteiro de viagem como uma day trip a partir de Dubrovnik, na Croácia. Mas, olha, você vai ver que vale a pena sim uma road trip mais longa pelo país.

Uma semana em Montenegro: o que visitar?

Com montanhas escarpadas, fiordes, praias de areia branquinha e um mar de águas cristalinas, Montenegro é um país de belezas naturais estonteantes. E história também!

Breve história de Montenegro

Os nomes do país, tanto Montenegro (do italiano veneziano) quanto Crna Gora, significam “Montanha Negra”, em referência ao Monte Lovćen, coberto por florestas muito densas, e que funcionou como fortaleza nos séculos de luta com os turcos.

Durante a Idade Média, três principados eslavos estavam localizados onde hoje é Montenegro: Duklja, Travunia e Rascia. Com a luta de poder pela nobreza, os principados foram enfraquecidos e dominados pelo Império Sérvio. O nome Montenegro foi usado pela primeira vez para se referir ao país apenas no final do século 15. Entre 1496 e 1878, o território foi tomado pelo Império Otomano.

Muitas rebeliões aconteceram até que Montenegro reconquistasse sua independência, se tornando primeiro uma teocracia e depois um principado. Em 1910, o território virou um reinado, quando o Império Otomano perdeu a maior parte de suas terras nos Balcãs. Após a Primeira Guerra, Montenegro se tornou parte da Iugoslávia. Com o fim da Iugoslávia, Montenegro e a Sérvia declararam que seriam uma federação. Em 2006, após um referendo, Montenegro declarou sua independência. Os montenegrinos são muito orgulhosos de toda a sua história de luta e o que não faltam são histórias de como eles venceram batalhas contra o Império Otomano!

Focamos nossa viagem na costa do país, mas é importante ressaltar que a parte continental de Montenegro também guarda lugares que valem a pena visitar, como o Monastério de Ostrog e o parque nacional de Durmitor, Patrimônio Natural da Unesco, e onde está Bobotov Kuk, uma das montanhas mais altas do país com 2523 m de altitude.

Lago Skadar e suas montanhas

Saímos de Podgorica e seguimos para Virpazar, pequena vila nas margens do Lago Skadar. Ali, decidimos fazer um passeio de barco pelo lago (25€ o casal + 4€ por pessoa, valor da entrada do parque). O passeio durou cerca de duas horas e pudemos ver pelicanos e até nadar.

Pavlova Strana: uma das paisagens mais famosas de Montenegro
Pavlova Strana: uma das paisagens mais famosas de Montenegro

De lá, seguimos para uma estradinha cheia de curvas com vistas impressionantes para um braço do Lago Skadar, o Pavlova Strana Viewpoint, perto de Rijeka Crnojevica. Do mirador, era possível ter a vista de uma das paisagens mais lindas do país com suas montanhas escarpadas sobre o terreno alagado.

A pequena vila de Virpazar, nas margens do Lago Skadar
A pequena vila de Virpazar, nas margens do Lago Skadar

Em Virpazar, além de passear de barco, tomamos um café-da-manhã/almoço com comidas tipicamente montenegrinas.

Budva, centro histórico medieval e belas praias

No mesmo dia, seguimos para Budva, onde passamos a noite. O centro histórico de Budva é uma graça, com suas casinhas de pedra (dominadas por lojinhas e restaurantes) e as praias de águas cristalinas – mas tomadas por bares com guarda-sol. Budva é famosa por seus clubes e festas e ali, assim como em Hvar na Croácia, atracam iates do mundo todo.

Praia em Budva: um dos poucos cantinhos livres para estender a canga na areia
Praia em Budva: um dos poucos cantinhos livres para estender a canga na areia

Budva é o destino turístico mais popular de Montenegro – mas, na minha opinião, não é nem de longe o mais charmoso. É um balneário muito turístico e perfeito para quem ama festas, apesar de possuir uma história riquíssima.

Um pedacinho da Igreja de Saint Ivan, em Budva
Um pedacinho da Igreja da Santíssima Trindade, em Budva

Budva é uma das cidades mais antigas do mar Adriático: sua história remonta ao século 5 antes de Cristo. No século 2 a.C., Budva foi dominada pelos romanos. Depois, com a queda do Império Romano, Budva fez parte do Império Bizantino. Foi ainda dominada pelo Império Servo, fez parte da República de Veneza e lutou contra os turcos. Enfim, história não falta!

A cidadela de Budva e suas casinhas de pedra
A cidadela de Budva e suas casinhas de pedra

Duas ótimas opções de hospedagem em Budva são o Fontana Hotel & Gastronomy e o Hotel Majestic, localizados pertinho do centro histórico. Outra opção mais em conta e com atendimento familiar (mas um pouco mais afastada do centro) são os Apartment Mikovic – nossa escolha em Budva.

A badalada Sveti Stefan

Partimos de Budva em direção às praias de Ulcinj e no caminho paramos para apreciar a beleza de Sveti Stefan. A apenas 6km de Budva, Sveti Stefan é uma ilhota com uma vila de pescadores fortificada datada do século 15 transformada em hotel de luxo, com spa e restaurantes. Entre as propriedades do hotel também está a Villa Milocer, datada do século 19, em terra firme.

A luxuosa Sveti Stefan até parece uma pintura!
A luxuosa Sveti Stefan até parece uma pintura!

Se sua intenção é passar o dia em Sveti Stefan mas sem se hospedar por lá, vale a pena fazer uma reserva em um dos restaurantes do lugar para conhecer as estruturas históricas.

Kitesurfer? Seu lugar é em Ulcinj!

Ulcinj é uma cidade bem ao sul de Montenegro, pertinho da fronteira com a Albânia. O lugar é famoso por causa de Velika plaža, uma praia de areias branquinhas com 12 quilômetros de extensão e considerada o melhor destino para kitesurf dos Balcãs.

Ulcinj: um pouquinho dos 12km de areias branquinhas da famosa praia
Ulcinj: um pouquinho dos 12km de areias branquinhas da famosa praia

Por lá, kitersurfers do mundo inteiro aproveitam os ventos fortes para aprender e treinar o esporte – e foi exatamente isso que o meu namorado foi fazer ali! Enquanto isso, eu aproveitava a vasta estrutura de bares e restaurantes a beira-mar para trabalhar com meu laptop. Wi-fi, a deliciosa salada sopska e uma limonada, o que a gente pode querer mais da vida?

A cidade antiga de Ulcinj

Apesar de famosa por sua praia, Ulcinj não se resume a isso. Ulcinj é a cidade mais antiga de Montenegro e, claro, também abriga uma cidade antiga, que aguarda o reconhecimento como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Vista da cidade antiga de Ulcinj
Vista da cidade antiga de Ulcinj

A cidade fortificada data da Idade Média, mas os muros de Cíclope indicam que as primeiras ocupações aconteceram entre os séculos 4 e 5 a.C. E como não poderia deixar de ser, os venezianos também passaram por ali. Entre os anos 1421 e 1571, eles dominaram a cidade e construíram rampas, portões e a torre. A cidadela ganhou palácios, igrejas e praças góticas e renascentistas. Sob o domínio turco, Ulcinj também se transformou, e essas referências orientais aparecem em construções de pedras cortas e quebradas.

Lendas e mistérios

Diz a lenda que Miguel de Cervantes foi preso e escravizado em Ulcinj. Se isso é verdade, ninguém sabe. A lenda se baseia no fato de que Dulcineia, o amor de Dom Quixote era de… Ulcinj!

Onde comer em Ulcinj?

Frutos do mar e vinho branco – o que a gente pode querer mais da vida?

A verdade é que assistir o pôr-do-sol em um dos restaurantes de Ulcinj Stari Grad (“Stari Grad” é o termo montenegrino para cidade antiga) é uma das melhores coisas que você pode fazer! E uma das mais românticas também. Jantamos no restaurante Antígona, com vista para o penhasco à beira-mar. Optamos por um menu variado com frutos do mar e vinho branco da casa. O atendimento também foi super especial. Uma delícia!

A hedonista Ada Bojana

Outro dia, jantamos em um restaurante nas proximidades da Ilha Bojana (ou Ada Bojana, em montenegrino), bem na fronteira com a Albânia, no delta de um rio.

Pôr-do-sol em Ada Bojana e seus restaurantes em palafitas
Pôr-do-sol em Ada Bojana e seus restaurantes em palafitas

Ali, há uma variedade extensa de restaurantes em casinhas palafitadas na beira-rio. Nosso escolhido foi o restaurante Misko, o primeiro e mais antigo restaurante de Ada Bojana. O lugar é um salão fechado com vista para o rio. E, apesar de o serviço ser um pouco demorado, os frutos do mar eram uma delícia. Nossa escolha: lulas grelhadas e risoto negro com frutos do mar.

O pôr-do-sol em Ada Bojana também é uma coisa de lindo! Importantíssimo: não se esqueça de levar repelentes. Para quem é mais livre, em Ada Bojana existe um resort naturista, de frente para a praia de areias branquinhas. O paraíso para quem quer relaxar e viver a vida offline.

Onde se hospedar em Ulcinj

Passamos quatro noites hospedados em Ulcinj, uma vez que meu namorado queria praticar kitesurf. Optamos por uma cabana do Holiday Park Olive Tree, uma propriedade relativamente isolada (para chegar à cidade é preciso passar por estradas de terra), com oliveiras e algumas cabanas de madeira. O dono do lugar nos contou que a propriedade está com a família dele há cerca de 400 anos! Enfim, é o ambiente perfeito para quem busca férias tranquilas e longe do burburinho.

Stari Bar: uma cidade antiga abalada por terremoto

Diferentemente de Kotor e Budva, a cidade antiga de Bar (chamada Stari Bar pelos montenegrinos) não está localizada na costa. Por uma simples razão: quando localizada na costa, a cidade era constantemente atacada por piratas. A solução foi então construí-la em uma parte alta, a cerca de 5 km da praia. Hoje, a vila medieval se encontra em ruínas, mas definitivamente vale a pena a visita. Metade de um dia é o suficiente para conhecer o lugar.

Em Stari Bar: um dos poucos aquadutos que ainda existe em Montenegro
Em Stari Bar: um dos poucos aquedutos que ainda existe em Montenegro

Antivari (como a cidade é chamada em italiano) era parte do Império Bizantino e também já foi anexada pela República de Veneza, até ser tomada pelo Império Otomano, em 1571. Entre 1876 e 1878, a cidade foi destruída na Guerra Montenegrina-Otomana. Em 1878, os montenegrinos detonaram 225kg de explosivo para destruir o aqueduto, cortando o fornecimento de água do lugar e fazendo com que os oponentes, ali encurralados, se rendessem. Por ter sido dominada por diferentes povos, é possível encontrar nas ruínas os restos de edificações de diferentes tipos arquitetônicos.

Pequenas preciosidades: os mosaicos da cidade antiga de Bar
Pequenas preciosidades: os mosaicos da cidade antiga de Bar

Cem anos depois, em 1979, o forte terremoto que atingiu Montenegro destruiu novamente o aqueduto que abastecia Stari Bar. Então, a população abandonou a cidade antiga para se instalar na costa e nas proximidades do porto. Mas com a reconstrução do aqueduto, a região passou a ser novamente ocupada.

Old Bar: o que restou de uma cidade medieval depois de terremotos e guerras
Old Bar: o que restou de uma cidade medieval depois de terremotos e guerras

Agora, na cidade baixa (conhecida como Podgrad), localizada na base da fortaleza, há uma série de pousadas, lojinhas de souvenir e restaurantes super charmosos – mesmo! É uma de-lí-cia ficar ali!

Nós almoçamos no Konoba Bedem, um restaurante casual com decoração colorida e ambiente descontraído. Além das delícias gastronômicas de Montenegro, ali também bebemos o típico suco de romã da região (mas o lugar oferece também cerveja e vinho de romã). As lojinhas da rua também vendem xaropes de romã, mel, vinho e azeite da região.

Nas proximidades de Bar também está a Stara maslina, uma das oliveiras mais antigas do mundo. Dizem que a árvore de dez metros de circunferência tem mais de 2 mil anos de idade – e é considerada uma das 3 oliveiras mais antigas do mundo! Ali, famílias que brigavam costumavam fazer acordos de paz. A Stara maslina está localizada em um parque, cuja a entrada custa 1 euro, a cerca de 5km de Bar. Enfim, essa é uma daquelas paradas típicas de road trip que valem para matar a curiosidade!

A majestosa Kotor

Kotor (ou Cattaro, em italiano) foi nossa última parada em Montenegro e também o meu lugar preferido no país. Eu amei tanto Kotor que acho que a cidade merece um post especial! A razão? Bem, Kotor é (mais?) uma cidade fortificada na costa dos Balcãs (assim como as já citadas Budva, Ulcinj e Bar, e também outras como Dubrovnik e Korcula, na Croácia).

Os fiordes da Baía de Boka, onde está Kotor

Bem, cada cidade fortificada é dona de uma beleza ímpar, e a beleza de Kotor mora na localização privilegiada: Kotor está na Baía de Boka, uma baía com fiordes. Sim, FIORDES! Os fiordes mais setentrionais da Europa, aliás.

A maneira como as montanhas escarpadas crescem sobre o mar de águas cristalinas e as construções mediterrâneas (com um toque veneziano) dão uma beleza quase que sobrenatural para o lugar. Palmeiras, flores, veleiros… Uma beleza idílica. A cidade ainda conta com uma cidade medieval muito bem preservada e que também é Patrimônio da Unesco.

Dali, seguimos para a Croácia e, no caminho, vivemos uma odisséia. Por causa do COVID, as fronteiras terrestres entre os dois países estavam fechadas. Táxis e ônibus saindo de Montenegro não podiam entrar na União Europeia. Tivemos que atravessar os quase 3km fronteira a pé, subindo o morro, com malas, em uma pista sem acostamento e no calor de 35 graus. Mas isso é assunto para a mesa de bar! haha

Informações úteis sobre Montenegro

Capital: Podgorica
Língua: Montenegrino, uma língua bem parecida com o croata e o sérvio.
Moeda: Euro (apesar de Montenegro – ainda – não fazer parte da União Europeia!).
Clima/Quando Visitar: Julho e Agosto são os meses de alta temporada, quando o clima está seco e muito quente (e os preços estão lá no alto!). Nós viajamos em Agosto e confesso que entre 12h e 15h era muito difícil fazer qualquer atividade ao ar livre por causa do calor extremo. Maio, Junho, Setembro e Outubro são meses em que as temperaturas estão mais amenas e ainda é possível nadar, mas alguns bares e restaurantes podem estar fechados. O inverno, entre Novembro e Abril, é a temporada perfeita para quem ama esquiar!
Visto para brasileiros: Dispensa de visto, por até 90 dias.

Soinsee: um lago escondido nos Alpes bávaros

Soinsee - Lago nos Alpes Bávaros

Aos poucos, a vida está voltando ao normal aqui na Alemanha. Quer dizer, caminhamos para o “novo normal” – talvez. Agora, podemos sair de casa e encontrar amigos sem correr o risco de levar uma multa por isso. As máscaras, no entanto, viraram regra em locais fechados como transportes públicos e supermercados. Na porta das lojas, há sempre um vidrinho com álcool em gel para que higienizemos as mãos antes de entrar.

Na última semana, decidimos aproveitar os primeiros dias de liberdade e sol para fazer uma trilha nos arredores de Munique. A escolhida? A trilha para Soinsee, um lago escondido no alto das montanhas dos Alpes bávaros (a 1.458 metros de altitude!), que fica congelado de seis a oito meses por ano.

A trilha para Soinsee: como chegar

Com até doze metros de profundidade, o Soinsee está localizado no município de Bayrischzell. O lago só pode ser acessado a pé a partir de Bayrischzell ou Spitzingsee.

Osterhofen: uma vilinha com as famosas construções bávaras

Por isso, pegamos um trem de Munique até Osterhofen (cerca de 1h20), município que faz parte de Bayrischzell, e seguimos a pé até a trilha para Soinsee. Eis a trilha que seguimos:

A trilha é relativamente fácil e apenas nos quilômetros finais se tornou cansativa de verdade.

Soinsee: o início da trilha
Soinsee: o início da trilha

Como estamos na primavera, as paisagens dos Alpes ganharam cores e cores por causa das flores. Rosas, azuis, lilases, muitos e muitos amarelos. Os campos abertos, as vistas lá do alto das casinhas isoladas e as montanhas ao redor… Absolutamente tudo idilicamente bonito!

Clássica: uma foto com as florzinhas da trilha para o Soinsee

O que me encantou de verdade foram os pequenos riachos que correm a montanha. À medida que você chega perto do topo da montanha onde está localizado o lago e acompanha com o olhar o caminho que a água faz, percebe uma cachoeira caindo logo à frente.

Lá no alto da montanha, grupos de trilheiros se reuniam para piqueniques à beira das águas verde esmeralda do Soinsee. Uma mulher decidiu se arriscar nas águas geladas e um labrador nadava empolgado. Uma enorme pedra cortava a paisagem e o lago também.

Soinsee: onde grupos se reúnem para piqueniques

Não há cabanas, nem abrigos na trilha e no lago. Por isso, não se esqueça de levar bastante água e snacks. Como era feriado, os restaurantes e cafés da pequena Osterhofen também estavam todos fechados.

Alguns trilheiros se aventuravam a ir ainda mais alto. Nós, no entanto, decidimos voltar… É que o cansaço da primeira trilha do ano já estava instalado.

Devagar a gente vai longe – dizem.

Soinsee: quando ir?

O Soinsee é um lago que fica congelado até oito meses por ano. Por isso, o melhor período para visitá-lo é no fim da primavera e durante todo o verão, quando as paisagens já ganharam mais cor e o gelo derreteu.

Onde se hospedar

A trilha para Soinsee é perfeita para ser feita em um day trip a partir de Munique, mas se você preferir ficar na região pra explorar outras trilhas e apreciar a paisagem com calma, vale a pena se hospedar em uma das tradicionais guesthouses bávaras, como o Exklusives Alpenchalet, com sauna e jacuzzi, e o DEVA Hotel Alpenhof, com piscina e spa.

Santorini: três dias mágicos na ilha grega

Santorini - vista de Phira

Se Míconos tem a fama de ser a Ibiza grega, Santorini ganhou o mundo como a ilha dos casais apaixonados. Mas, olha, três dias em Santorini foram suficientes para que eu me encantasse pelo lugar e percebesse que essa ilha grega é muito mais do que as piscinas de borda infinita com vista para o Mar Egeu.

Santorini não é apenas apaixonante porque é dona de paisagens de tirar o fôlego, mas também porque tem geografia e história interessantes.

Eu saí de lá encantada, e com todas as expectativas superadas. Te conto o porquê:

Santorini, fruto de um vulcão em atividade

Santorini (ou Thíra, em grego) é, na verdade, um complexo de ilhas formado pelas ilhas Thíra, Thirassiá, Asproníssi, Palea e Nea Kaméni. Aqui mora um dos pontos mais interessantes sobre Santorini: o complexo de ilhas de Santorini é um vulcão em atividade. Em Santorini, a terra é viva.

Santorini: uma trilha com uma vistas dessas, hein?

Se você reparar no mapa a distribuição das ilhas, enxergará a cratera do vulcão (sim, a vista das piscinas de borda infinita é para o mar, onde está a cratera do vulcão). Pensando assim, tudo fica mais instigante, certo?

Cruzeiros em Santorini

É por isso mesmo que conhecer Santorini pode ser uma experiência mágica em muitos sentidos: em um dos passeios de barco pelas ilhas do complexo, você poderá nadar em hot springs no mar e caminhar pelas lavas do vulcão de uma das ilhas. As cores da paisagem, posso garantir, são estonteantes!

Seria Santorini a Disney para gente grande?

Eu confesso: a primeira impressão que tive de Santorini é de que o lugar se tratava de um parque de diversão para adultos. Muitos hotéis boutique, restaurantes e lojinhas de souvenir. Tudo muito artificial, sabe? Faltava gente vivendo ali. Imerovigli e Oía, onde estão concentrados os famosos hotéis com piscina de borda infinita, são ainda mais sem identidade do que Thíra – que, apesar de mais simples, é dona de mais personalidade, por ser a capital da ilha. Os inúmeros cruzeiros que ancoram ali denunciam esse caminho. Enfim, se você busca conforto e luxo, seu lugar é Imerovigli ou Oía.

Santorini - Por do sol em Oía
Santorini: um oásis de restaurantes e hotéis de luxo em um vulcão em atividade (!)

Mas (ufa!) a geografia e a história de Santorini não estão para brincadeira!

Outro detalhe que me chamou a atenção em Santorini é que os hotéis são pequenos oásis de luxo na ilha, uma vez que a infra-estrutura ainda parece um pouco rústica. Seria esse um dos seus inúmeros charmes? Talvez.

Santorini: vista da caldera do vulcão
A beleza de Santorini é única

Transporte: como se locomover em Santorini

Um dos pontos altos (?) é que, por causa da escassez de transporte público (os ônibus muitas vezes estão super lotados e a fila pode demorar cerca de uma hora), uma das melhores maneiras de explorar a ilha é alugando um quadriciclo (ou uma scooter)! Vai dizer que não é um parque de diversão para adultos?

O aluguel diário do quadriciclo custou cerca de vinte euros por dia e no centro de Fira há diversas opções de empresas que alugam o automóvel.

Motivos para visitar Santorini

Some tudo isso ao fato de que Santorini também foi casa de vilas antigas, datadas de 4500 a.C (algumas das primeiras cidades da história da humanidade, aliás). Por causa de erupções do vulcão, essas vilas foram muito bem preservadas e hoje são interessantíssimos sítios arqueológicos.

Enfim, não existe apenas um motivo para visitar Santorini, na Grécia… Mas vários! Na minha opinião, três dias em Santorini é o tempo mínimo para quem deseja desfrutar um pouquinho de cada tipo de experiência que o lugar pode oferecer.

Afinal, que destino de viagem combinaria paisagens tão maravilhosas, romantismo, vulcões, gastronomia e tanta cultura em um só lugar?

Uma vez em Santorini, é hora de explorar tudo o que as ilhas tem de melhor! E, se você gosta de luxo, por aqui tem também.

Dia 1 em Santorini: hiking de Fira até Oia

É do time que ama hiking? Eu também! A boa notícia é que a ilha principal oferece algumas caminhadas com paisagens belíssimas.

Em nosso primeiro dia em Santorini, decidimos fazer o caminho que sai de Fira (capital da ilha e onde estávamos hospedados) até Oía (pronuncie “Ía”, ou algum grego rapidamente te corrigirá), a vila com o pôr do sol mais famoso de Santorini.

Vista de Santorini, na Grécia
Pausa para o descanso!

As paisagens exuberantes do caminho

A trilha é fácil, sem obstáculos e passa por vilas no melhor estilo cartão-postal grego, como Imerovigli. Mas é bom seguir o caminho com a ajuda de um GPS, porque não há sinalização e alguns trechos você percorrerá na beira da pista.

Skaros Rock, Santorini - Grécia
A famosa Pedra Skaros!

A trilha também é relativamente longa: são cerca de 10km e 2h20 de trajeto, mas certamente você demorará mais do que isso. Subir a Pedra Skaros (ou tentar, como foi no nosso caso!), em Imerovigli, é quase parada obrigatória.

O pôr do sol mais famoso de Santorini

Por do sol em Santorini: uma das melhores definições de beleza que a gente pode ter.

O importante é chegar antes do pôr do sol, para assistir a beleza do alto das ruínas do Castelo Bizantino. Spoiler: o lugar fica lotadíssimo (e era primavera! No verão, provavelmente, os seres humanos sobem até as tampas! #estressantedemais) e pode ser um pouco desconfortável ficar por ali. A beleza dos veleiros, das casinhas brancas e do Mar Egeu, no entanto, compensam o perrengue. Compensam demais.

Mas, atenção…

Eu sinceramente não recomendaria fazer essa trilha no verão. Era primavera e o sol já estava bem forte. O clima muito seco da ilha pode dificultar o passeio.

Decidiu fazer o trajeto mesmo assim? Não se esqueça do chapéu, protetor solar, muita água e, claro, calçar um tênis. No meio do caminho, perto da pista, há um pequeno negócio com bebidas. A chance perfeita para uma pausa regada a frappé!

Dia 2: tour de barco com hot springs e uma bela vista do vulcão

O tour de barco nas ilhas de Santorini foi definitivamente o ponto alto da viagem.

As agências de viagem oferecem três tipos de tours: Volcano – Hot Springs (o tour mais curto); Premium Half Day Tour (com visitas ao vulcão, hot springs, Thirassia e Oia) e Aphrodite Luxury Sunset Tour (que inclui o vulcão, as hot springs, assistir o pôr do sol em um veleiro e um jantar a bordo). Parece maravilhoso, né? E é!

Nós optamos pelo Premium Half Tour e não nos arrependemos. Na verdade, a maior diferença entre essa e a opção mais simples foi a parada em Thirassia, uma ilha grega com alguns restaurantes, para a pausa do almoço. De Oía, nos aproximamos, mas infelizmente não descemos do barco.

Dicas práticas: o que levar na bolsa para o tour de barco em Santorini

  • Não use roupas de banho brancas ou claras, nem joias de prata. O enxofre da água poderá manchar peças de roupas. E mudar a cor das joias.
  • Leve um par de chinelos (para circular nas praias) e um par de tênis (para caminhar entre as lavas/pedras).
  • Não se esqueça do protetor solar, chapéu e muita água! Lembre-se: o clima é bastante seco.

Dia 3: Acrotíri, uma vila milenar

Imagine uma vila da Idade do Bronze. Pequenas casinhas de pedra de até três andares, uma junto a outra, afrescos, cerâmica e até um sistema de drenagem funcionando…

Então, um dia, o vulcão Tera entrou em erupção. Dois mil anos antes de Cristo. E a vila todinha ficou enterrada nas cinzas, que protegeram as construções por milênios. Vestígios de uma sociedade que só foram descobertos em 1967. Dá para acreditar?

As praias vulcânicas de Santorini

Esqueça as praias de areia fininha e branquinha. Em Santorini, as praias são vulcânicas. Isso significa que se a sua intenção é deitar a canga na praia, isso não será possível…

As pedras que formam cada uma das praias de Santorini ganham diferentes cores de acordo com as rochas que as compõem. Há a praia vermelha, a praia preta (Praia de Perivolos)… Cada uma com seu charme.

As praias não são mesmo o forte de Santorini. Definitivamente, o charme da ilha mora nas casinhas brancas e igrejas de cúpula azul à beira do penhasco, olhando para a cratera do vulcão.

Outros pontos interessantes em Santorini

A única vinícola da ilha.
Se até nas margens do Rio São Francisco já são produzidos vinhos de boa qualidade, por que não seria em Santorini? De lá é possível assistir o por do sol enquanto beberica o famoso vinho branco da ilha da uva Assyrtiko.

Onde se hospedar em Santorini

Há uma infinidade de opções de hotéis para todos os gostos e bolsos. Nossa escolha foi o Reverie, em Firostefani. O lugar é um complexo de apartamentos (simples para os padrões da ilha, é bom ressaltar) gerenciado por uma família – e, por isso, o tratamento por lá é bem, bem intimista.

Enquanto o pai era o responsável pelo shuttle entre aeroporto-hotel-porto, a filha fazia o café da manhã e o filho explicava cada detalhe dos passeios disponíveis. Enfim, todos eram um poço de gentileza e, não à toa, o lugar tem nota 9,5/10 no Booking e 4,8/5 no Google. Sabe gente querida? Então!

O café da manhã com iogurte grego, waffle, salada de frutas, café grego e ovos é feito na hora e servido para cliente que chega no salão.

Outras informações importantes

Como chegar em Santorini
Poderia ser de yacht ou veleiro, mas chegamos em Santorini por meio de um vôo direto Milão (Malpensa). O aeroporto de Santorini recebe voos nacionais (Atenas e Míconos, por exemplo) e internacionais (como Lisboa, Milão, Zurique e Genebra). Há ainda a opção de balsa, para quem está fazendo island hooping. Nós, por exemplo, seguimos viagem para Creta de balsa (46 euros o trecho).

Melhor época para visitar
A alta temporada é entre julho e agosto – então espere milhares de pessoas circulando pelas pequenas vielas, principalmente em Oía e Imerovigli. Exploramos a ilha no final de maio e a experiência foi tranquila – apenas o por do sol foi bastante disputado. Visitar Santorini em setembro, quando é final de temporada e o clima está mais ameno, também pode ser uma boa ideia.

Lago de Garda: um final de semana em Riva del Garda

Sabe aquela vontade de escapar e fugir para um lugar de beleza idílica e desligar do resto do mundo? Um final de semana no Lago de Garda (ou Lago di Garda, em italiano) provavelmente é tudo o que você precisa!

Riva del Garda

Bem, pelo menos era tudo o que eu precisava.

Lago de Garda: diferenças entre norte e sul

Com águas incrivelmente cristalinas, o Lago de Garda está localizado no norte da Itália e é rodeado por encantadoras cidadezinhas – muitas delas com castelos!

É o maior lago da Itália e tem clima mediterrânico: palmeiras, oliveiras, laranjeiras e limoeiros crescem por ali. O visual é de tirar o fôlego – e muda bastante se você está na parte norte do lago ou na região sul.

Impressione-se com a altura das montanhas – como eu me impressionei!

Eu, pessoalmente, acho a região norte do lago muito mais bonita: as montanhas altíssimas encostam no lago, como um fiorde. Na região sul, o lago perde esse charme das montanhas.

O que fazer no Lago de Garda

Há uma infinidade de coisas no Lago de Garda. A principal atração turística definitivamente são os esportes aquáticos: os veleiros dominam a paisagem no verão. Windsurf e kite surf também são comuns.

Por outro lado, as paisagens maravilhosas do Lago oferecem trilhas e escaladas únicas. Os mais aventureiros (e sem medo de água fria) podem se aventurar no canyoning. Há também áreas onde é possível praticar mountain bike, golf e escaladas em vias ferratas.

De buenas na lagoa.

As pequenas cidades com casinhas de tons pastel e seus charmosos castelos também valem as visitas, claro.

Lago de Garda: pausa no passeio de bicicleta para olhar o mapa!

Lago de Garda no inverno

Visitar o Lago de Garda no inverno e no verão são experiências completamente diferentes. No verão, as cidades na beira do lago ficam lotadas de turistas e os esportes aquáticos estão por toda a parte. No inverno, grande parte dos restaurantes e hotéis estão fechados. Mas, nem tudo está perdido!

Lago de Garda no inverno
Lago de Garda no inverno: é paz que chama

Como Riva del Garda fica no meio do caminho entre onde eu moro (Rimini) e onde meu namorado mora (Munique), a cidade foi a escolhida para nosso romantic getaway. E, sinceramente, a escolha não poderia ter sido mais perfeita! Nos hospedamos em um hotel com spa e passamos o sábado inteirinho relaxando na jacuzzi e nas saunas. Domingo de manhã, partimos para explorar cada cantinho da cidade.

Homem em Lago de Garda, Riva del Garda.
O pensador.
Pequenos sinais de primavera.

E é por isso que o Lago de Garda pode ser um ótimo refúgio para descanso no inverno! As belezas do lugar continuam lá, intactas, enquanto as cidades estão vazias de turistas. No final de contas, todo atendimento – do restaurante ao hotel – é muito mais personalizado. Zero stress.

Os encantos de Riva del Garda

A arquitetura de Riva del Garda

Por conta da proximidade, Riva del Garda é um destino muito famoso entre os alemães (e isso pode render alguns momentos engraçados até). Também descobri que o lugar faz sucesso entre os dinamarqueses. Por isso, não faltam restaurantes com comida bávara e cervejas alemãs. Gardesana

Gardesana: a (coloque o seu superlativo de beleza preferido aqui) estrada italiana

Em Riva, decidimos passear de bicicleta até Limone pela antiga estrada, conhecida hoje como Sentiero del Ponale. Inaugurada em 1851, a estrada que liga Riva del Garda ao Valle di Ledro foi reaberta em 2004 apenas para pedestres e ciclistas. A estrada tambem oferece um panorama da Gardesana, construida nos anos 30, onde so circulam carros, e que ficou famosa por aparecer em James Bond, em Quantum of Solace.

A estrada antiga cravada nas pedras e considerada uma das mais belas do mundo, infelizmente, estava fechada (a previsao de reabertura é para 12 de abril de 2019).

As cachoeiras de Varone

Então, seguimos de bicicleta para a cachoeira de Varone – sem grandes expectativas, confesso. Pagamos os seis euros de entrada cada, um pouco descrentes. Mas, então, a surpresa!

As quedas d’água são fascinantes! A água cai sobre o cânion e impressiona. Para completar: uma dança de luzes coloridas faz o lugar ainda mais encantador.

Carnaval de Arco

Depois, seguimos até Arco, uma cidadezinha bem perto de Riva del Garda, onde acontecia um carnaval de rua para crianças. A cidadezinha cresceu ao redor de uma pedra com um castelo medieval no topo. Já é um bom motivo para conhecê-la, certo?

Onde comer

Escutamos a recomendação de um amigo que disse que a comida do Antiche Mura, em Riva del Garda, era maravilhosa. Fomos até lá e… O restaurante estava fechado! Eis uma das desvantagens de visitar Riva no inverno.

Seguimos então para a Osteria La Contrada e tivemos sim um jantar italiano como deve ser. O lugar era aconchegante, o serviço era simpático e o gnocchi de trufas estava delicioso!

Mas, se a Osteria é o lugar perfeito para um jantar curtido com calma, o Panem é o restaurante ideal para um bom almoço: o cardápio de lanches inspirados em diversas regiões da Itália é tentador. Escolhi o Friulano (com asìno – um dos queijos mais tradicionais de Friuli – mais fiocco di sauris, creme de cebola, pimentão em óleo) e o namorado foi de Ionio (uma versão peixe do panino). O problema ali foi o serviço, um pouco demorado.

Onde se hospedar em Riva del Garda

Como disse anteriormente, o melhor de visitar o Lago de Garda no inverno é aproveitar a beleza do lugar em meio à tranquilidade. Para completar a experiência, nos hospedamos em um spa hotel, o Hotel Parc Flora.

Área comum do Hotel Parc Flora, em Riva del Garda

O spa do lugar também foi uma boa surpresa. Pequeno, mas bem variado (o melhor spa de hotel que eu já vi até agora!): além dos clássicos jacuzzi, banho turco e sauna finlandesa, ele também contava com percurso Kneipp, cascata de gelo e duchas aromatizadas. Amei a ducha tropical de maracujá. hahaha

Infelizmente, não pude tirar fotos do pequeno spa porque haviam muitos alemães e, bem… alemães costumam ir à sauna pelados. Isso vale outro post, aliás!

Vou sentir falta do café da manhã do Hotel Parc Flora

O café da manhã do Hotel Parc Flora também foi uma delícia. Com um buffet farto de salgados e doces, cafés, espumante (!) e suco de laranja-vermelha fresquinho, feito ali na hora.

Aliás, desconfio que a explicação do café da manhã ser tão bom assim é porque eles também são donos de uma das melhores gelaterias da cidade, o Bar Gelateria Flora – que está localizado bem na frente do hotel. A gelateria é tão boa que estava lo-ta-da até mesmo com o clima frio. Se visitar o lugar, experimente o affogato e me conta o que achou!

24 horas em Xangai: o que ver, fazer e provar na futurista cidade chinesa

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao 8

Uma das belezas de viajar é se aventurar fora da nossa zona de conforto. Acredite, aterrissar em Xangai é como sair da bolha e ser transferido diretamente para o futuro!  Não sabe o que fazer em Xangai? Esse post vai te ajudar nessa tarefa.

Mais moderna do que qualquer cidade europeia, Xangai ainda guarda cantinhos intocados e que respiram a tradição milenar chinesa. Essa combinação de tradicional e futuro é, definitivamente, uma das maravilhas de Xangai.  Um dia na cidade não é suficiente, mas se tudo der certo você sairá de lá apaixonada e já querendo voltar!

O que fazer em Xangai em um dia

Xangai foi nosso stopover na viagem com destino à Tailândia e Laos. Passaríamos o dia na cidade, mas é bom ressaltar que a imigração pode ser (e foi!) um pouco demorada.

Chegamos de manhã em Xangai e o nosso voo para Bangkok (ei, mais sobre os melhores lugares para comer em Bangkok aqui) só sairia de madrugada. Ou seja: tínhamos a um dia inteiro para explorar o melhor que a cidade poderia oferecer. Nosso roteiro foi apertado e cansativo, mas valeu a pena!

Maglev, o trem-bala magnético: 430km/hora

Na lista de o que fazer em Xangai, a experiência começa no trem saindo do aeroporto rumo ao centro. O Maglev é um trem que liga Longyang Road em Pudong até o Aeroporto Internacional de Pudong.

O que fazer em Xangai - trem bala Maglev
Trem Maglev: o trem-bala magnético de Xangai

A diferença entre o Maglev e os trens comuns é bem simples: o Maglev é o único trem de levitação magnética que faz rota comercial no mundo. Ele atinge até 430km/hora e faz um percurso de 30km em apenas sete minutos.

Senti um pouco de náusea ao tentar observar as paisagens pela janela, mas a experiência definitivamente vale a pena.

Preço trem Maglev:
Passagem simples: 50 yuanes.
Ida e volta: 80 yuanes.

Cidades aquáticas: a beleza milenar de Zhujiajiao

Decidimos deixar o centro da badalada Xangai para conhecermos depois (as luzes da cidade à noite são de tirar o fôlego!) e partimos em direção a Zhujiajiao, uma cidade aquática com 1700 anos de história.

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao 8
Zhujiajiao: um pedacinho intocado pela modernidade

O lugar é famoso por suas pontes: são 36 diferentes construções feitas de madeira, pedra ou mármore.

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao 3 Aquela foto clássica. <3

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao
A beleza que é Zhujiajiao

Ali passamos a tarde explorando as ruelinhas da cidade e experimentando os curiosos pratos dos restaurantes locais.

Visite um templo budista

Voltamos de metrô e seguimos antes do entardecer para o centro. Escolhemos visitar o templo Jing’an, um dos mais famosos de Xangai e onde está uma das maiores estátuas do Buda de jade na China, o Buddha Sakyamuni.

O que fazer em Xangai - templo Jing'an Templo Jing’an: impressionantement

Em português, o nome significa “Templo da Paz e Tranquilidade” e, na realidade, o templo é isso mesmo: localizado na West Nanjing Road e rodeado de prédios espelhados, o templo budista é um oásis no meio da agitação.

O que fazer em Xangai - templo Jing'an Templo Jing’an e a fumaça de incensos

O que fazer em Xangai - templo Jing'An
Um resumo da China.

O templo tem uma história de mais de 780 anos, e já foi realocado, transformado uma fábrica de plásticos durante a Revolução Cultural e destruído por um incêndio em 1972. História não falta por aqui!

Explore a Nanjing Road

Najing Road é o espelho da modernidade da cidade. É a rua dos grandes shoppings e lojas da Xangai. Mas não só,  Najing Road ainda é casa do templo Jing’an, do Museu de Xangai (The Shanghai Museum), Shanghai Art Gallery, People’s Square e Shanghai Urban Planning Exhibition Hall.

O que fazer na China - comer muitos dumplings
Comer dumplings em Xangai? Checked!
O que fazer em Xangai - gastronomia 2
Dumplings, amor em forma de comida.

Ali, aproveitamos para ter um momento de pausa em um restaurante de dumplings (a hora certa de comer é pela manhã, mas…).

Conheça o Yu Garden

Em qualquer lista de o que fazer em Xangai sempre aparecerá o Yu Garden. Um dos mais tradicionais jardins da cidade, o Jardim Yu foi construído durante a Dinastia Ming (1368-1644).

Yu Garden - O que fazer em Xangai Yu Garden: à noite as luzes são lindas!

Yu Garden - O que fazer em Xangai As luzes de Xangai. Como não amar?

O jardim é uma beleza que só e, durante a noite, as luzes deixam o lugar ainda mais bonito. No Yu Garden você encontrará lojinhas de souvenir, stands de comida e construções típicas, como o Sansui Hall, usado para entreter os convidados do imperador.

A vista do rio Huangpu

O que fazer em Xangai - Huangpu
De tirar o fôlego.

Do Yu Garden seguimos para as margens do rio Huangpu, onde a vista mais famosa de Xangai (o maravilhoso skyline!) é fotografada. A beleza das cores dos arranha-céus fechou com chave de ouro o dia na cidade e deixou um gostinho de quero mais.

Melhor: o trem Maglev nos levou de volta para o aeroporto em apenas sete minutos.

Dica:
Tem viagem marcada para Xangai, na China? Encontre aqui uma lista dos melhores hotéis de Xangai. Há opções para todos os gostos e bolsos!

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Quanto custa viver na Itália?

Quanto custa morar na Itália - Malcesine no Lago di Garda

Um dos primeiros passos quando a gente decide mudar de país é calcular o custo de vida do lugar. Quando eu me mudei para a Itália, sinceramente não fazia ideia do que me esperava. Mergulhei de cabeça e, mesmo que essa tenha sido uma atitude extremamente ingênua, eu aprendi que as coisas sempre dão certo – e se não der a gente trabalha duro e faz dar. Se você pretende se mudar para o país e quer saber quanto custa viver na Itália, esse post é para você!

Quando deixei um emprego estável e uma carreira de repórter de uma grande editora para ver o mundo de lado de fora do escritório, não sabia muito bem o que viria depois. A verdade é que a maturidade veio em forma de boletos e na hora de lidar com burocracias em uma língua que não é a minha – é preciso fôlego e muita convicção para argumentar com italianos.

Também veio com a dificuldade que é entender como funciona o sistema de impostos quando você trabalha remotamente para empresas do Brasil e do Reino Unido, mas tem residência na Itália. Eu definitivamente me tornei uma pessoa muito mais forte e pé no chão com essa experiência.

But first things first, my dear!

Custo de vida na Itália x outros países europeus

A Itália é um país com custo de vida médio se comparado a outros países europeus. O custo de vida também varia, claro, de cidade para cidade. Milão é uma cidade cara, onde um quarto em casa compartilhada com outras pessoas, custa, em média, entre 600 e 700 euros por mês. Em Bologna, esse valor gira em torno de 400 a 500 euros.

Você perceberá que, não por acaso, a Itália é uma Blue Zone – áreas onde a população ultrapassa os 100 anos de idade. É possível comer bem e ter uma vida equilibrada com pouco.

Por aqui, reinam as pequenas empresas e comerciantes de bairro. As cooperativas também são o ponto forte da Emilia-Romagna. Buy Local é um movimento que existe desde sempre na Itália: eles valorizam de verdade pequenos produtores e negócios de bairro.

Quanto custa viver na Itália: tabela de gastos

É claro que o custo de vida é relativo. Ele vai depender da região onde você mora, do tipo de alimento (e do vinho! <3) que costuma consumir, dos seus hobbies e até se você é uma pessoa friorenta. haha

Viela de San Marino
Vielinhas para todos os lados

Abaixo, você terá uma ideia dos meus gastos básicos em uma cidade de médio porte na Itália: Rimini tem cerca de 300 mil habitantes, muita variedade de supermercados e está a 150 km de Bologna (cidade com um bom aeroporto com conexões para toda a Europa). Mas, é bom saber: os preços para aluguel crescem em escala exponencial no verão – e esses valores não entrarão na conta, porque no verão eu viajo – ufa! 

Eu não administro meu dinheiro por meio de budget, mas tenho uma planilha e sei para onde cada centavo vai. Isso de certa maneira me ajuda a ter consciência do que é necessidade, do que é válvula de escape (escolhas emocionais necessárias, de vez em quando) e de onde eu preciso prestar atenção para cortar custos. Meus money dials são comida, produtos de beleza (estou tentando reduzir, admito) e viagens – no geral, meu dinheiro é bem gasto com experiências, e não bens de consumo.

Aqui, segue uma lista dos meus gastos fixos e básicos – ou seja, meu custo de vida na Itália. E isso, claro, é pessoal e varia, mas talvez dê uma luz para quem pretende se mudar para cá em breve.

Aluguel

Pago 300€ em casa compartilhada com mais uma pessoa. Apesar de afastado do centro (3km), o apartamento está bem localizado, a duas quadras da praia. O contrato é de setembro a maio, uma vez que o apartamento é alugado por temporada.

Paguei um caução de 200€ na entrada, mas esse valor em outros lugares pode ser de até três vezes o aluguel. Também paguei  50€  pelo contrato + uma taxa de limpeza. Um monolocale (studio) em Rimini custa entre 500 a 600€ por mês.

Alimentação: o paraíso dos hortifrutis

Eu gasto cerca de 50€ por semana em supermercado – em média 200€ por mês. Mas, sinceramente, eu enfio o pé na jaca. Também é importante considerar que a carne é um alimento caro (a carne de frango custa entre 9 e 13€/kg) e um bom bife… Bem, nem sei quanto custa porque não como mais.

Se você é vegetariano, aqui é o seu lugar!

A pasta é muito barata (em média, a pasta Barilla custa 50-70 cents de euro). Uma passata rústica de tomate custa entre 60 cents e 1€ pasta fresca custa, no mínimo, 18€/kg para massas simples como gnocchi, 38€/kg para pastas recheadas, como tortellini.

O vinho também pode ser muito barato: no dia a dia,  sempre vou de Falanghina (para frutos do mar) e Sangiovese (pastas e carnes), que custam SÓ dois euros. Coisa boa!

E o que falar dos hortifruti? Espalhados pela cidade, eles são quase como um parque de diversões para gente grande: a maior parte dos alimentos tem preço tabelado de 1 euro/kg. Ou seja, é um estímulo e tanto para você ser uma pessoa saudável! Se você viver de salada, pode diminuir os gastos de supermercado para 10 euros por semana. E é exatamente o que eu pretendo fazer.

Os preços nos hortifrutis são muitas vezes 1/3 dos preços cobrados nos supermercados. Por causa do inverno, quando a oferta de frutas, legumes e verduras cai bastante, os italianos costumam criar um estoque de vegetais congelados. Compram os alimentos frescos na temporada e congelam para consumir no inverno. É uma ótima maneira de ter o controle sobre o consumo.

Banco

Aqui na Europa, tenho acesso a duas contas bancárias. A conta italiana que foi aberta na Posta Italiana e custa 10 euros por ano, e o Revolut, no qual posso fazer transações e saques gratuitos em toda a Europa (com limite de 6 mil euros por mês), além de poder receber em libras esterlinas e comprar euros quando a cotação me favorecer. Também uso o Transferwise para enviar dinheiro para a minha conta do Brasil sempre que necessário.

Os juros são extremamente baixos e, por isso, não faz muito sentido ter poupança ou investimentos em títulos do tesouro, por exemplo. O dinheiro fica parado e não rende. Mas ainda estou estudando boas formas de investimento na Europa – quem sabe o assunto não vira tema para um futuro post?

Transporte

Aqui, o bilhete unitário custa 1,70€ e a opção mensal custa 28€. Transporte é muito barato na Itália. Em Munique (Alemanha), por exemplo, o bilhete custa o dobro do preço.

Andar de trem também é uma pechincha por aqui. O trecho Rimini – Bologna pode ser encontrado por até 10 euros. Rimini – Florença sai por 13€. E ainda existe o Flixbus (linha de ônibus econômica com trechos por toda a Europa) como opção. Infelizmente, os horários dos ônibus dentro da cidade são ruins (o transporte aqui muitas vezes pára cedo), porém os preços são bons.

Despesas fixas: gás, luz, água e telefone

Não temos telefone em casa (aliás, quem ainda tem?). Por isso, pago 10 euros por mês para ativar meu plano de celular com 4G ilimitado na Tim (internet mobile na Itália é algo realmente impressionante – é rápida, barata e ilimitada).

Já o boleto de luz é pago a cada três meses e sai em média por 35€ por pessoa. O boleto de água é bimestral e sai em média por 46€.

O gás, sim, pode ser a grande surpresa! É muito difícil sobreviver no inverno se a sua casa não tem boa vedação – como é o caso da minha, construída para ser um oásis de frescor durante o verão.

Gás talvez seja o item mais caro entre as despesas de casa. Geralmente, ligamos o aquecimento em novembro e desligamos em meados de abril. Ou seja, cerca de seis meses pagamos a conta de gás mais cara.

Quando o aquecedor está desligado, o gasto de gás gira em torno de 35 euros a cada três meses. Aí mora a maior dica de todas: em apartamentos com aquecimento autônomo, é possível controlar o horário em que a caldaia ficará ligada. Nós, por exemplo, deixamos das 20h às 22h e das 8h às 9h. Assim, a casa sempre fica quentinha e não temos surpresas na conta.

Mas, como nada é perfeito, minha última conta de gás durante o inverno (com gastos de novembro a janeiro) foi de estratosféricos 232,5€. Ouch.

Entretenimento

Isso varia de acordo com seu estilo de vida, claro. Meu hobby é viajar, então sempre que posso dou um pulinho em outra cidade (San Marino é aqui do lado!), faço um bate e volta… Enfim, aqui é onde eu mais gasto. Então 100 euros por mês é um valor OK para entretenimento se eu não viajo (conto aqui pequenos luxos, como roupas, aquele cafezinho no centro da cidade com uma amiga e aperitivi com os amigos).

A Netflix na Europa é mais cara do que no Brasil: aqui, tem preço mínimo de 16,99 € enquanto no Brasil é R$ 19,90. E, por isso, pago a Netflix do Brasil com meu cartão de crédito brasileiro (ou seja, cerca de 3€!). Baita diferença, né?

Mas e a saúde, Mariana?

Sistema Sanitario Nazionale (SNN), sistema de saúde italiano, não é 100% gratuito, mas é acessível e de altíssima qualidade. Não é um sistema que te obriga a ter um seguro de saúde, como na Alemanha.

Na Itália, cada pessoa possui um médico de família e cada vez que você faz consulta com um especialista que não seja o seu médico de família deve pagar o ticket sanitário, que custa a partir de 25€.  Alguns exames e cirurgias também podem ser cobrados por meio do ticket sanitário. Enfim, esses custos só entram na planilha quando são usados de fato, né?

Ainda não tive nenhuma experiência no SNN (pretendo marcar em breve para fazer um check-up), mas acompanhei meu tio em Trento e o serviço é realmente muito bom. Mas é aquela coisa: no norte do país, os serviços públicos tem fama de serem mais eficientes do que no sul da Itália, então a região que você pretende morar também afetará nesses gastos.

Quanto custa viver na Italia: tabela de gastos

Resumindo a conta, na ponta do lápis meus gastos fixos mensais e por pessoa ficam assim:

Aluguel: 300 €
Transporte: 28 €
Alimentação: 200 €
Telefone: 10 €
Gás (inverno): 38,75 €
Água: 11,5 €
Eletricidade: 11,60 €
Taxa bancária: 0,83 €
Entretenimento: 100 €
Netflix: 3€

Total: 703,68€
Ou seja, meu custo de vida em Rimini é cerca de 3 mil reais.

Pretende mudar de país? Eu recomendo ter um colchão de segurança: tenha em uma conta doze vezes o seu custo de vida no novo país. O tempo de adaptação pode demorar e os custos de mudança também são altos – melhor estar sempre preparado. Também não deixe de levar em consideração as flutuações da moeda.

+ Com saudades da Itália? Viaje sem sair do lugar preparando uma noite italiana em casa!

Se você pretende reconhecer a cidadania italiana, também contei aqui o passo a passo do meu processo de reconhecimento sem a ajuda de assessoria.

Onde comer (muito!) bem em Bangkok: 5 experiências gastronômicas incríveis

Comida Tailandesa - Onde comer em Bangkok

Bangkok é vibrante, colorida e… Inebriante! A capital da Tailândia é famosa mundo afora por dois motivos especiais: é a cidade número 1 dos mochileiros, e também é casa de uma das melhores gastronomias do mundo. Por isso, depois de explorar cada cantinho da cidade em busca da Tom Yam Kung perfeita, decidi fazer uma lista de onde comer em Bangkok. E se você não é muito familiar com a culinária tailandesa, no final do post encontrará uma lista de o que comer em Bangkok.

Mas, antecipo: uma vida inteira pode não ser suficiente para provar todos os pratos típicos da Tailândia. A boa notícia é que Bangkok é definitivamente um dos melhores lugares do mundo para comer bem! E barato – de verdade. Na badalada Khao San Road (rua dos mochileiros em Bangkok), por exemplo, você encontrará um bom pad thai com camarões gigantes por só 60 Baht (cerca de R$ 7). Bom, né?

Onde comer em Bangkok?

Dar dicas de onde comer em Bangkok pode parecer pretensioso – e é mesmo! Cada cantinho da capital tailandesa esconde um caldeirão com uma alquimia única de especiarias. Também não é preciso comer em restaurantes estrelados para ter uma refeição inesquecível.

E já que a comida é algo tão especial para o povo tailandês, ela merece um post todinho dedicado!

Chatuchak Weekend Market: compras, turistas e… muita comida, claro!

O mercado de final de semana Chatuchak foi nossa primeira parada em Bangkok. Eu estava muito ansiosa por experimentar os pratos tailandeses in loco. Chatuchak  acabou sendo um ótimo começo.

Camarões em Chatuchak Market - Onde comer em Bangkok
Camarões gigantes, no Chatuchak Weekend Market

 

Camarões empanados - Onde comer em Bangkok
Bangkok é o paraíso para os amantes de camarão!

Chatuchak é o maior mercado a céu aberto da Tailândia, com suas 15 mil barraquinhas. Além de souvenirs, como camisetas, pulseirinhas e as famosas bolsas de palha, Chatuchak também conta com stands de comida. Por ali, os vendedores fritam os famosos camarões gigantes de rio, lulas e peixes na hora. Não faltam opções de barraquinhas com mesas para sentar e, por isso, Chatuchak também é um bom lugar também para almoçar.

Manga com pimenta - Onde comer em bangkok
Manga com açúcar e pimenta – e sim, é muito gostoso!

Anote: existe uma barraquinha famosa pelo mango shake e ele acaba muito rápido. Deixamos para experimentar depois e… Ficamos sem, claro.

Food Court Siam Paragon: um parque de diversões para adultos

Pode ser que o calor te incomode um pouco (era inverno e fazia mais de 30 graus!) e uma praça de alimentação com ar condicionado recheada de opções de restaurantes thai é uma ótima ideia.

Siam Paragon - Onde comer em Bangkok
Siam Paragon: shopping virou destino gastronômico (sim!)

É o caso da praça de alimentação do Siam Paragon: lá você encontrará além de stands de comida tailandesa, outros restaurantes realmente bons de culinárias de outros países da Ásia. O lugar mais parecia um parque de diversões para adultos!

O Siam Paragon é o quarto maior shopping da Tailândia (acredite, os tailandeses amam shoppings e os shoppings por lá são imensos!) e é famoso por abrigar muitas lojas de grife. A praça de alimentação fica no subsolo.

Optamos por ramen japonês em um restaurante chamado Bankara – e não nos arrependemos. O miso ramen e o guioza estavam deliciosos.

Asiatique: os clássicos com pitada fancy do Baan Khanitha

Se você procura um restaurante mais sofisticado, o Baan Khanitha é o lugar perfeito. O restaurante está localizado no Asiatique The Riverfront, um complexo aberto de lojas na beira do rio e que vale muito a visita – de preferência à noite. Chegamos lá depois de um passeio noturno de barco pelo rio.

Baan Khanitha - Onde comer em Bangkok
Baan Khanitha: drink delícia de Butterfly pea

No Baan Khanitha provei um drink com suco de limão e Butterfly pea, uma planta azulada comum no sudeste asiático. Redundante, porém vale ressaltar: delicioso.

Baan Khanitha - Asiatique - Onde comer em Bangkok
Baan Khanitha: soft shell crab e camarão ao molho de tamarindo

Para jantar, nossas escolhas foram: lab gai (salada com frango picadinho, limão, pimenta e ervas), camarões de rio com molho de tamarindo e o poo phad kong karee, meu preferido: a estrela do prato é o caranguejo da casca mole frito, com um perfumado curry amarelo para acompanhar.

Thip Samai, o melhor (e mais concorrido) pad thai de Bangkok

O Thip Samai é um dos restaurantes que sempre aparece nas listas de onde comer em Bangkok. A explicação é simples: ele ficou conhecido por servir o melhor pad thai da cidade.

Bem, nossa intenção era mesmo comer o melhor pad thai de Bangkok, mas quando vimos a fila virando a esquina em plena quarta-feira, mudamos de ideia. A boa notícia é que eles oferecem um serviço take away – cuja espera não dura nem dez minutos. E assim como outros lugares de Bangkok, a comida é feita na rua e o restaurante é indoor.

Thip Samai - pad thai - Onde comer em Bangkok
Thip Samai: o melhor pad thai de Bangkok

O meu escolhido foi o pad thai envolto em uma camada fina de ovo – o que eu achei bem interessante, nunca tinha visto pad thai apresentado dessa maneira. Mas nada que justifique duas horas de fila, sinceramente. O preço? 80 Baht.

Buffet de frutos do mar, minha atração preferida

E se você quer uma experiência tipicamente tailandesa, vá a um dos vários buffets de frutos do mar da cidade. Um amigo tailandês nos levou em seu preferido: o Suvarnabhumi Seafood Buffet. Longe do centro e perto do aeroporto, o buffet de frutos do mar é uma experiência incrível em inúmeros sentidos.

Suvarnabhumi Seafood Buffet - Onde comer em Bangkok
Suvarnabhumi Seafood Buffet: ambiente simples e preço amigo

 

Suvarnabhumi Seafood Buffet
Suvarnabhumi Seafood Buffet: buffet livre de frutos do mar

O lugar funciona assim: tem buffet de frutos do mar livre, e no preço estão inclusas as bebidas sem álcool. Quer refil de cerveja? É só pagar a parte. Em uma estação estão vários frutos do mar frescos (lulas, ostras, polvos e diferentes tipos de moluscos), que você mesmo seleciona e grelha em um tipo de churrasqueira (cada mesa possui a sua). Também existe uma estação onde você mesmo pode pescar os camarões gigantes de rio vivos  e outra estação dedicada aos caranguejos (também vivos). Para completar, há uma estação com ingredientes para saladas, onde você mesmo pode criar sua salada de papaya com pimenta na medida do seu paladar.

Suvarnabhumi Seafood Buffet - Onde comer em Bangkok
Suvarnabhumi Seafood Buffet: caldeirão de caranguejos

O lugar é enorme e não é lá muito bonito, mas a experiência vale a pena. Demais. E definitivamente é um dos lugares que vou mais sentir falta de Bangkok.

O preço: 400 Baht. Cerca de R$ 45 reais pela melhor comida de frutos do mar da sua vida. Inacreditável!

O que comer em Bangkok?

Assim como escolher os melhores lugares de onde comer em Bangkok é missão impossível, eleger os pratos mais saborosos também não é lá uma das coisas mais fáceis de fazer. Além do pad thai, prato básico de qualquer restaurante tailandês, outros pratos não podem faltar na sua viagem à Tailândia. Na minha opinião, são esses:

Noodles no café da manhã (!)

Noodles de café da manhã - Onde comer em Bankok
Toda hora é hora de noodles!

Depois de quase dois anos na Itália, a ideia de comer pasta de café da manhã me dá arrepios. Por isso, quando um amigo tailandês nos convidou para um café da manhã típico, fiquei um pouco receosa. A verdade é que, apesar de morar na meca da gastronomia italiana, eu não a-guen-to mais pasta. Mas abri meu coração para os noodles tailandeses e não me arrependi… Bem, vale a experiência pelo menos. Em Bangkok, toda hora é hora para noodles!

Tom Yam Kung

Eis outra receita perfumada e apimentada – porque o que não faltam são perfumes e pimentas na Tailândia. O Tom Yam Kung é uma sopa de camarão que também está no ranking das melhores sopas do mundo. Juntamente com o pad thai, o Tom Yam Kung é aquela receita que todo restaurante thai tem. Mas, não importa, na Tailândia os sabores são mais intensos.

Tom Yam Kung - O que comer em Bangkok
Tom Yam Kung: a melhor sopa do mundo (tem camarão, é claro!)

O Tom Yam Kung tem o capim-limão como ingrediente-chave. Se você não é fã de camarão, vá de Tom Yam Gai (versão de frango) ou  Tom Yum Hed (sem camarão e com o dobro de cogumelos).

Khao Soi, o rei dos noodles

Quando o assunto são noodles, o Khao Soi ocupa o primeiro lugar no meu coração. O prato tailandês consegue ser ainda melhor que miso ramen e spaghetti a bolognesa (na minha opinião, claro)!

Khao Soi - Onde comer em Bangkok
Khao Soi: o melhor noodles do mundo

O Khao Soi é uma mistura surpreendente de tudo o que há de bom na cozinha: noodles de ovo mergulhados em um curry com leite de coco mais toque de especiarias, como cardamomo e açafrão. Sobre essa mistura poderosa: crocantes de milho, algum tipo de carne (na receita tradicional é frango, mas eu sempre peço camarão de rio!) e o toque adocicado do capim-limão. Já consegue sentir o perfume invadindo a sala? Eu sim!

O prato é típico do norte da Tailândia e, portanto, Chiang Mai é o lugar ideal para você experimentar essa delícia. Mas se você não vai para Chiang Mai, pode experimentar em Bangkok mesmo, né? Por aqui, sigo torcendo para que o Khao Soi seja o próximo hype gastronômico do Ocidente (rámen e poke que digam amém!).

Mango Sticky Rice

Mango Sticky Rice - O que comer em Bangkok
Mango Sticky Rice, a sobremesa rainha da Tailândia

A melhor sobremesa de todas. O que poderia dar errado colocando manga, arroz e leite de coco na mesma receita? Tudo. Mas a mistura exótica tem sabor dos sonhos – e eu já estou planejando replicar em casa. É a sobremesa número 1 da Tailândia, então não deixe de provar, tá?

O prato consiste em: meia manga docinha cortada em pedaços e acompanhada de um tipo de arroz doce grudento. Por cima do arroz, amendoins ou gergelim salpicados. Um molho de leite de coco fecha com chave de ouro.

Mangostin e durian

Mangostin - O que comer em Bangkok
Mangostin: versão asiática da jabuticaba

Mangostin é uma fruta fotogênica que lembra jabuticaba (no sabor só!). E, por isso mesmo, é deliciosa. Por outro lado, durian é a prima malvada da jaca (e olha que eu odeio jaca). Tem gosto bom, mas é difícil lidar com o cheiro impregnante (e repugnante). Há quem ame, há quem odeie. Em muitos lugares, como hotéis e aviões, é proibido entrar com a durian por causa do mal cheiro.

Durian - O que comer em Bangkok
Durian e ambiente perfumado não combinam

Mas tudo na vida é experiência, né?

Bangkok e o nosso roteiro de viagem

Bangkok foi parte do nosso roteiro de viagem de Ano Novo, que começou em Shanghai (China) e continuou na capital da Tailândia. Depois, seguimos para Luang Prabang (Laos), passamos por Chiang Mai e Chiang Rai (Tailândia), voltamos para Bangkok e, por fim, seguimos para Pequim (China). Foi um roteiro apertado, com quinze dias intensos  – mas muito bem aproveitados.

Bangkok foi definitivamente um dos meus destinos preferidos nessa viagem pelo sudeste asiático! Decidimos deixar para outra viagem as praias do sul do país, já que esse período do ano (dezembro/janeiro) é época de chuvas por lá. Bangkok, por sua vez, nos recebeu com muito calor (30 graus, em média), apesar de ser inverno.

Bike tour em Liubliana: explorando os highlights da capital da Eslovênia

Centro de Liubliana, na Eslovênia

Liubliana é pequenina e acolhedora. Também é hospitaleira e sabe receber o turista com tanta gentileza que parece colo de mãe. A viagem, que foi uma continuação da visita ao Big Berry, no sul do país, fechou com chave de ouro e só me fez ficar ainda mais apaixonada pela Eslovênia!

Liubliana - Centro Histórico
Centro de Liubliana e suas casinhas em tons pastel

O centrinho de Liubliana é super charmoso com suas casinhas em tons pastel, mas não pára por aí… Tudo fica ainda mais encantador porque ali não circulam carros – apenas pedestres, bicicletas e carrinhos de golfe, em um serviço gratuito oferecido pela prefeitura. A Eslovênia não ganhou fama de Green Slovenia por acaso, né? Por isso, uma das melhores maneiras para explorar a cidade – que é bike friendly – é em um passeio de bicicleta, claro!

Postais de Liubliana
Postais de Liubliana

Liubliana de bike, a melhor opção

Um passeio de bicicleta pelo centro de Liubliana é uma ótima opção para conhecer o que a cidade tem de melhor. E isso é tão verdade que o órgão de turismo da cidade oferece tours guiados pelos principais pontos turísticos de Liubliana. Em apenas um dia é possível conhecer os principais pontos turísticos da cidade e ainda ficar com gostinho de quero mais. Um tour de bike também é uma ótima maneira de aproveitar um belo dia enquanto conhece os principais parques e centros culturais.

Tour de bicicleta e os principais pontos turísticos

O tour de bicicleta em Liubliana tem duração de três horas, é oferecido em inglês ou esloveno e inclui guia profissional, aluguel da bicicleta, capacete e um lanchinho com doces tradicionais eslovenos.

Liubliana_ Dragon Bridge
A famosa Dragon Bridge de Liubliana

O tour de bicicleta em Eslovênia começa no centro histórico e segue para a periferia da cidade. Tudo começa com a lenda que tornou Liubliana The Dragon City.  Não é exagero… Em Liubliana, você verá dragões por todas as partes! Nas placas dos carros, na bandeira da cidade, em vários escudos espalhados pelas lojas e, claro, na Ponte do Dragão.

Dragão, a lenda-símbolo de Liubliana

Bem, diz a lenda que a história de Liubliana começou com Jason e os Argonautas. Essa turma com nome de banda de pop rock foi responsável por fundar a capital do país!

Jason era um herói grego que roubou o Velocino de Ouro do rei do Mar Negro. Após o furto, Jason fugiu em uma nau chamada Argo até a foz do rio Danúbio. Juntamente com os argonautas, Jason chegou ao rio Ljubljanica. Como era inverno, decidiram acampar perto da nascente do rio Ljubljanica. Ali perto, encontraram um grande lago e um pântano onde vivia um dragão. Jason heroicamente lutou contra o monstro até matá-lo. E é por isso que Jason é considerado o primeiro cidadão de Liubliana.

A famosa Ponte Tripla

Liubliana_ Jakov Brdar
Uma das obras de Jakov Brdar no centro de Liubliana

No centro de Liubliana conhecemos a história da cidade, a famosa Ponte Tripla e vimos de pertinho a perturbadora obra do artista plástico Jakov Brdar.

Jardim Botânico, Tivoli Park e bairro de Krakovo: verde por toda parte!

Depois, pedalamos pertinho do rio Ljubljanica (onde vimos nutrias nadando sem timidez alguma) e seguimos para o charmoso Ljubljana Botanic Garden. Lá, ganhamos nossa cestinha de guloseimas com doces tradicionais eslovenos. Comemos por ali mesmo, porque garoava lá fora (mas a intenção era um pique-nique no parque Tivoli).

Liubliana - Jardim Botanico
Jardim Botânico de Liubliana: charmoso e cheio de cactos!

Metelkova mesto: Liubliana respira arte de rua!

Conhecemos as hortas do bairro de Krakovo – onde os moradores ainda mantém aquele ar de roça enquanto ainda cultivam os próprios vegetais no quintal, em casas localizadas bem no centro da cidade (Green Ljubljana again, babe!).

O Parque Tivoli e sua exposição permanente nos encantou sim, mas foi Metelkova mesto, um centro de cultura alternativa, que me surpreendeu de verdade! O nosso tour terminou ali, cheio de arte, cores e graffitti. Inspiração para dar e vender!

Metelkova mesto: o centro cultural alternativo em Liubliana
Metelkova mesto: o centro cultural alternativo em Liubliana

A área repleta de grafitti recebe exposições de arte, exibições e festas onde se apresentam DJs do mundo todo. Tudo começou quando em 1993 um grupo de artistas ocupou o antigo complexo do exército austro-húngaro (construído no final do século 19) para evitar que ele fosse derrubado. Metelkova mesto então se encheu de vida e cor e vive até hoje como um centro de arte alternativo.

Liubliana_ Metelkova mesto

E o que faltou conhecer no tour?

Infelizmente o castelo de Liubliana ficou para depois – mas esse é só mais um motivo para voltar a Liubliana, né?  Localizado no topo de uma montanha, bem no centro da cidade, o castelo medieval é o edifício mais marcante do skyline de Liubliana.

Como fazer a reserva do tour de bicicleta?

O tour de bicicleta em Liubliana é sazonal. Ou seja, só é oferecido de abril a setembro, por causa da temperatura (ninguém quer andar de bicicleta no frio, né?).  A reserva pode ser feita online no site da secretaria de turismo de Liubliana.

Como chegar em Liubliana

Liubliana é facilmente acessada por avião, trem ou ônibus. Por exemplo, há ônibus direto para Bologna, na Itália, ou Munique, na Alemanha. O aeroporto de Liubliana recebe vôos de Bruxelas, Munique, Istambul, Londres, Vienna e por aí vai. Acredite, chegar em Liubliana não será um problema!

Liubliana no Outono
Assim é Liubliana no Outono: toda amarela!

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Hotel Park – Urban & Green, um hotel três estrelas super bem localizado, a 700 metros do centro histórico e com um café-da-manhã delicioso. Um ótimo custo-benefício – afinal, você irá perceber que os preços em Liubliana não são tão amigos assim, viu?

Onde comer em Liubliana

Para ter uma experiência gastronômica autêntica eslovena é preciso mergulhar nas tradições. Há muitas opções de restaurantes nas margens do rio Liublianica, porém geralmente são mais caros e menos tradicionais – enfim, super turísticos. Mas nem tudo está perdido! Há algumas pérolas escondidas no centro histórico.

Frutos do mar e vinho

Vino e Ribe - Liubliana - Onde comer
Vino e Ribe, em Liubliana: frutos do mar acompanhados de vinho esloveno

Ok, frutos do mar não são bem a especialidade eslovena. Mas os vinhos são! No Vino & Ribe pratos com lulas, sardinhas, camarões, polvo e diferentes de peixes são bem servidos com vinhos típicos eslovenos: Malvasia e Refosco. Quer mais? A taça é super barata: apenas € 1,80!

Comida tradicional eslovena

Um achado é o Druga violina, localizado no centro histórico, com comida autêntica eslovena, em um ambiente aconchegante e preços amigos. O destaque fica para o idrijski žlikrofi, um tipo de dumpling recheado com batata que é uma delícia. A proposta do Druga violina também é interessante: o restaurante emprega pessoas com necessidades especiais e, por isso mesmo, o atendimento é mega atencioso. Vale incluir o restaurante no roteiro, viu?

Para apaixonados por café

Para quem não vive sem café (que nem eu!), o Cafetino é um oásis! O pequeno e aconchegante café oferece uma carta gigantesca com tipos de café do mundo inteiro. Tem brasileiro? Claro que tem! Mas tem também café indiano, do Iemên, de Java, Galápagos e os clássicos peruanos, colombianos e guatemalteco.

Hamburguer vegano? Tem também!

Se você é vegano, o Organic Garden é o seu lugar! A pequena lanchonete oferece algumas boas opções de hambúrgueres veganos com pão colorido (esse tipo de lanchonete virou febre na Europa!). Experimentei o Yellow Burger e o Black Burger e ambos são delicioso.

Organic Garden - Liubliana - Onde comer
Organic Garden: o melhor hambúrguer vegano de Liubliana

Um jantar com vista

Para um jantar romântico ou simples café com uma vistá incrível, siga até o Skyscraper – Nebotičnik, restaurante, bar e café com uma das melhores vistas do skyline de Liubliana, com vista para o castelo.

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Informações úteis sobre Liubliana:

Localização: Liubliana está localizada no centro da Eslovênia, país que faz fronteira com a Áustria, Croácia, Itália e Hungria.
Moeda: Euro (EUR)
Idioma: Esloveno
Melhores meses para viajar: De maio a setembro, quando os dias são longos, as temperaturas são amenas e é possível fazer passeios a pé na cidade, sem congelar por causa do frio! [/wc_box]

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Dicas extras!

Está pensando em reservar um hotel em Liubliana? Eu uso o Booking para garimpar boas ofertas e ler resenhas de quem já viveu a experiência. Lá, você encontrará uma boa seleção de hotéis, hostéis, chalés, guest houses e pousadas para todos os tipos de bolso e um ranking feito por usuários com o melhor custo-benefício. De quebra, você ainda ajuda o blog a crescer sem pagar nada a mais por isso. É um win-win! 

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