Onde se hospedar em Munique?

Onde se hospedar em Munique - Pexels - Photo by Leslie del Moral

Se você começou a pesquisar o preço dos hotéis em Munique, na Alemanha, para um roteiro de 1, 2 ou 3 dias provavelmente já percebeu que os valores são mais altos que a média de outras capitais europeias. É, Munique é a cidade mais cara da Alemanha. Quando o assunto é hospedagem, a oferta na capital da Baviera é ainda menor em relação a outros lugares, enquanto o custo de vida na cidade é mais alto. O resultado são hospedagens com valores mais altos do que você provavelmente está disposto a pagar.

Abaixo, listei os melhores bairros para se hospedar em Munique, quais os melhores hostels da cidade e dicas de como encontrar hotéis baratos:

Melhores bairros para se hospedar em Munique

Cada bairro de Munique possui uma atmosfera particular. Se você tem poucos dias na cidade e pretende apenas explorar o centro, então Altstadt-Lehel é o melhor lugar. Mas há outras opções mais práticas, com vida noturna mais agitada ou mais tranquilas. Veja quais os hotéis e hostels com melhores recomendações em cada bairro de Munique:

Altstadt-Lehel

Poucos minutos a pé dos principais pontos turísticos, como a Marienplatz (a praça principal de Munique), Viktualienmarkt e do Englischer Garten. O bairro Altstadt-Lehel é, definitivamente, a melhor opção para quem viaja pela primeira vez para Munique – e também a zona mais elegante e cara da cidade.

Hotel Torbräu – É um dos hotéis mais antigos de Munique, e recebeu seu primeiro hóspede em 1490. O hotel familiar de 4 estrelas oferece um café da manhã caprichado. Diárias a partir de € 169.
Louis Hotel Localizado no Viktualienmarkt, este hotel boutique tem vista panorâmica e decoração clássica moderna. Diárias a partir de € 266.
Mandarin Oriental – Um luxuoso hotel 5 estrelas bem no coração de Munique. Um dos diferenciais é a vista do terraço de 360 graus do skyline do centro da cidade, com suas igrejas e prédios históricos. O restaurante Matsuhisa oferece culinária nipo-peruana, além do tradicional kafee und kuchen alemão no chá da tarde; no wellness center, sauna finlandesa e banho turco, além de uma academia completamente equipada. Diárias a partir de € 600.

Hauptbahnhof

A região da estação central de trens de Munique, chamada Hauptbahnhof, não é uma das regiões mais bonitas (é a minha menos preferida, para ser sincera), mas é muito prática – já que está pertinho do centro da cidade (alguns minutos a pé e você estará em Marienplatz!) e oferece muitas opções de hospedagem. É aqui também onde estão a maioria dos hostels de Munique.

Maxvorstadt

Quer ficar por dentro do burburinho noturno da cidade? Então Maxvorstadt é o seu lugar. A região concentra grande número de bares e restaurantes, porque é uma área universitária. É em Maxvorstadt onde está a maior concentração de museus da cidade. Mais: é pertinho do centro da cidade e do Englischer Garten – menos de 30 minutos andando.

Schwabing

Um pouco ao norte de Maxvorstadt está Schwabing, outro bairro recheado de bares, cafeterias e restaurantes, concentrados em sua maioria na avenida Leopoldstrasse (estações de U-Bahn Giselastraße e Münchner Freiheit; U3 e U6). É uma boa região para quem quer ficar nas proximidades do Englischer Garten.

Entre os highlights de Schwabing está o biergarten do lago Kleinhesseloher. Nas proximidades do biergarten, é possível alugar pedalinho nos dias de verão.

Glockenbach e Gärtnerplatz

Entre Altstadt e o rio Isar, está a bela Gärtnerplatz, uma praça com uma fonte famosa por suas flores coloridas, e o bairro Glockenbach, área LGBT friendly e conhecida pela variedade de restaurantes e cafés. Em Gärtnerplatz está o Staatstheater, um teatro com operettas e musicais na agenda. Populares áreas coloridas de Munique, por ali frequentam gente de todas as idades, de famílias a grupos de adolescentes que se reúnem na praça para bater papo durante o verão.

A região ainda conta com inúmeras marcas independentes de artesãos e pequenos negócios super charmosos. Os primeiros pubs promovendo igualdade sexual nessa região, aliás, foram inaugurados já na década de 60. Enfim, Glockenbach é o bairro de Munique perfeito para quem gosta de estar imerso em cultura – e fica nas proximidades do Viktualienmarkt!

Au-Haidhausen

Mais afastado do centro, o Au-Haidhausen é um bairro tranquilo e perfeito para famílias. Perto do rio Isar, o bairro possui muitas áreas verdes e cervejarias. Ali também está o Deutsches Museum, museu de ciências e tecnologia (um dos maiores museus de ciências naturais do mundo!).

Munique é uma cidade bike-friendly, com muitas ciclovias e ciclofaixas. Se você optar por um bairro mais afastado, como o Au-Haidhausen e Schwabing, pense com carinho na opção de se locomover pela cidade de bicicleta. Há opções de companhias de compartilhamento de bicicletas espalhadas por toda a cidade, como a MVV/MVG (autoridade de trânsito da cidade). O patinete elétrico também tem feito sucesso por aqui. A Tier e Lime são empresas que oferecem o serviço de compartilhamento de patinetes.

Onde se hospedar em Munique: encontre o melhor preço e reserve seu hotel

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Onde se hospedar em Munique durante a Oktoberfest?

Se você pretende visitar Munique durante a Oktoberfest, esteja preparado para preços de hotéis ainda mais altos. Como há uma oferta muito restrita de acomodação na cidade, vale a pena reservar o hotel com pelo menos seis meses de antecedência.

A Oktoberfest acontece na estação de U-Bahn (linhas U4 e U5 do metrô) Theresienwiese e, portanto, essa é a região mais indicada de hospedagem durante a Oktoberfest.

Como encontrar hotel barato em Munique?

Para garantir a hospedagem com melhor custo benefício em Munique, a dica é planejar a viagem com pelo menos seis meses de antecedência e explorar a cidade em baixas ou média temporada, como primavera e outono, quando o clima é agradável e é possível conhecer os principais pontos turísticos com menos filas e ao ar livre. O verão em Munique é vibrante e cheio de festivais e atividades gratuitas ao ar livre, então pode ser uma ótima ideia visitar a cidade nessa estação se você curte este tipo de passeio.

No inverno, no mês que antecede o Natal, os preços de hospedagem sobem por causa do turismo nos mercadinhos de Natal da cidade. Por isso, essa temporada também pede um planejamento bem antecipado.


Melhores hostels em Munique

A maior parte dos hostels de Munique está localizada na região de Hauptbahnhof. Mas é possível garimpar bons achados em outras regiões da cidade também:

Wombats Pertinho de Hauptbahnhof, já me hospedei aqui e gostei da experiência (apesar de não gostar da região de Hauptbahnhof). A estrutura do hostel é moderna, o atendimento é 24 horas, os quartos limpinhos, há computadores para uso compartilhado, mesa de bilhar e um bar. Wombats é uma rede de hostels charmosinhos com acomodações também em Viena, Londres e Budapeste.

Euro Youth Hotel Munich Também pertinho de Hauptbahnhof, este hostel está localizado em um edifício histórico de 1880, e oferece um buffet livre de café da manhã. No bar do hostel, você encontrará as tradicionais cervejas bávaras e uma tela de projeção para assistir eventos esportivos.

THE 4YOU Hostel & HotelMais um hostel na região de Hauptbahnhof! A estrutura é um pouco mais simples e, por isso, a estada costuma ser mais barata do que as outras opções. Os quartos são espaçosos e na área social há um bar e mesa de bilhar. O hostel ainda oferece kickboard para aluguel.

HI Munich Park Youth Hostel Está localizado no bairro de Thalkirchen, em Munique, a 5 minutos a pé do zoológico e a 10 minutos de metrô do centro de Munique. O albergue da juventude está fora das áreas recomendadas de Munique, mas perto de transporte público . Serve um buffet de café da manhã e tem até um bistrô onde oferece almoço e jantar. Enfim, para quem prefere se hospedar em um lugar mais tranquilo.

+ Vai viajar para Munique? Então veja essa lista de costumes alemães que foram um choque cultural e prepare-se!

Esse post faz parte de uma blogagem coletiva. Leia também outros posts super interessantes sobre o tema hospedagem:
1. Dani Turismo – Hotel no Rio de Janeiro
2. Viajante Móvel – Onde ficar em Monte Verde, com dicas pet friendly e pousadas românticas 
3. 6 Viajantes – Onde se hospedar em Punta del Este
4. Elizabeth Werneck – Hotel Fazenda RJ: Final de semana no St. Robert com crianças
5. Destinos Por Onde Andei… – Hospedagem no Porto, Portugal
6. Vamos Viajar pra onde Agora – Dica de Hospedagem em Aracaju
7. Uma Viagem Diferente – Hotéis no Rio de Janeiro: Guia Completo
8. Let’s Fly Away – Hotel romântico em Campos do Jordão: o lindo L.A.H. Hostellerie
9. Viajante Econômica – Onde ficar: seleção de hotéis em Santos e região
10. Experiência Barbara – Onde ficar em Ilhabela para diferentes tribos!
11. De Lugar Nenhum – Hotel perto do aeroporto de Guarulhos

Outros posts sobre Munique e arredores:

7 passeios para explorar o melhor da Costa Blanca, na Espanha

Vista do Montgó, na Costa Blanca, Espanha_

Famosa por seus penhascos e praias de águas cristalinas, a Costa Blanca, na Espanha, é um disputado destino de verão. Nessa época do ano, os inúmeros hotéis e casas de temporada são ocupados por, em sua maioria, turistas espanhóis, ingleses e alemães, e as cidades da costa ganham outra energia – menos pacata, e mais festiva. As praias ficam lotadas e pode ser difícil encontrar um espaço na areia para estender a canga.

Mas, felizmente, esse não foi o nosso caso: neste mês de maio passamos duas semanas hospedados na casa de um amigo em Pedreguer, nas proximidades de Dénia. De lá, fizemos home office quando as cidades ainda estavam vazias de turistas e o clima ameno (alguns dias chuvosos, é verdade). Alugamos um carro no aeroporto de Alicante e, tendo Dénia como base, exploramos a região no tempo que tínhamos disponível. O clima de maio foi perfeito para fazer trilhas e deu para explorar as atrações da Costa Blanca sem tumulto… Quer dizer, a maioria das atrações.

A Costa Blanca consiste na costa do Mediterrâneo situada a partir da província de Alicante e se estende até o município de Dénia, na Espanha – são cerca de 250km de costa. Ela é famosa pelas praias e turismo gastronômico, mas também é riquíssima em história. Sim, a Costa Blanca é lar de mais de 100 castelos, além de montanhas com cavernas e pinturas rupestres. Abaixo, listei as 7 melhores coisas para fazer na Costa Blanca:

1. Visite Dénia, coração da gastronomia da Costa Blanca

O que fazer em Dénia

Dénia era a cidade mais próxima da casa onde ficamos e, por isso, também foi a cidade que melhor conhecemos. Dénia é famosa por ser um destino gastronômico na região e também é casa do Castelo de Dénia, uma construção com mais de dois mil anos de história em um pequeno monte de 60 metros de altura bem no centro da cidade. A fortificação tem origem muçulmana andaluza e data dos séculos 10 e 11, mas há vestígios encontrados do período romano.

Lá do alto, é possível apreciar a vista do centro histórico de Dénia, da marina da cidade e do exuberante Montgó, um maciço com 753 metros de altitude que marca o skyline da região. A subida ao castelo deve ser feita a pé e a entrada custa 3 euros. O castelo está em ruínas, mas guarda uma história interessante e você tem acesso à história do castelo em uma pequena exposição em uma das torres.

Entre os passeios mais famosos de Dénia estão o tour de caiaque nas cavernas da costa, a trilha no Montgó e o passeio de bike pelo Camì de la Colonia.

Onde comer em Dénia: melhores restaurantes e arrocerías

  • DeniArròs Les Marines Um restaurante tradicional frequentado por famílias espanholas e bastante disputado no almoço de domingo. No menu do dia, são oferecidas 3 entradas, você pode escolher o prato principal (arroz a banda, paella valenciana ou fideuá, por exemplo), sobremesa ou café. O pan y alioli vem fresquinho para a mesa – uma delícia! O preço? Cerca de € 15. Muito justo!
  • Els MagazinosUm agitado food hall com cerca de 20 opções de taperias para todos os gostos. É também um ótimo lugar para tomar uma sangría no fim de tarde acompanhada de deliciosos petiscos espanhóis, como croqueta de jamón. O Els Magazinos fica pertinho do centro histórico.
  • Republic, na Marina de Dénia – Um restaurante e lounge bar perfeito para um almoço ou jantar com uma bela vista para o Montgó e para a marina de Dénia. Aqui o menu custou cerca de € 24, e seguiu uma degustação com diferentes pratos, como guioza de frango ao curry.
  • Carrer de Loreto – Se você está passeando pelo centro histórico de Dénia, a Carrer de Loreto é a rua que abriga uma enorme variedade de restaurantes. Vale dar uma conferida nos menus do dia oferecidos e escolher o que mais te agrada.

Onde se hospedar em Dénia

Costa Blanca, Espanha - Dénia
Costa Blanca, Espanha – Dénia

Os arredores de Dénia são povoados por colônias de casas de temporada, mas há também a opção de hoteis no centro da cidade se você prefere estar por perto do burburinho. A Posada del Mar é um dos hotéis mais tradicionais da cidade: bem de frente ao mar e bem aos pés do Castelo de Dénia. Já o Soul Beach Hotel é uma opção com uma pegada mais moderna e com os pés no mar, mas afastada do centro de Dénia. Bem no coração do centro histórico de Dénia está o hotel boutique Nou Roma, que oferece em seu restaurante pratos locais feitos com ingredientes orgânicos.

2. Faça uma trilha no Parque Natural do Maciço de Montgó

Localizado entre Xábia e Dénia, o Montgó é uma montanha de 753 metros de altitude impossível de passar despercebida. Resultado do choque das placas tectônicas da Europa e da África, o Montgó é também um ótimo passeio na Costa Blanca para quem ama natureza ou montanhismo. De lá do alto, as paisagens são deslumbrantes e, definitivamente, valem a pena o esforço do caminho – que é salpicado de belas paisagens!

Breve história do Montgó

O Parque Natural do Maciço de Montgó ainda é riquíssimo em história: existem evidências de que há 30 mil anos a Cova del Montgó, a 450 metros acima do nível do mar, foi ocupada por colonos – por lá, existem também inscrições romanas. Na Cova del Barranc del Mig, por sua vez, foram encontradas pinturas rupestres, túmulos do Neolítico, vasos de cerâmica e pontas de flechas. No Montgó ainda existem ruínas de construções do século 6 a.C. e moinhos de vento que datam do século 14 ao 18. E, pasme, até um tesouro com moedas de prata e ouro por ali foi encontrado!

Trilha no Montgó

Em nossa trilha no Montgó, alcançamos a cruz, também conhecida como “La Creueta” – mas que não é o ponto mais alto da montanha. Da cruz é possível ter a vista uma bela vista da marina e de toda a cidade de Dénia. Os mais corajosos podem seguir o caminho acima das montanhas até Cima del Montgó, o ponto mais alto, com 753 metros de altitude.

Começamos a trilha no final da manhã, e confesso que o sol a pino atrapalhou um pouco. O percurso total foi de 8,9 km, com 562 metros de elevação e durou cerca de 2h50. A trilha não é difícil – mediana, eu diria. Apenas de muitas pedras por todo o caminho, ela fica mais difícil, de fato, no último trecho de 100 metros até a cruz, no qual é preciso muitas vezes usar as mãos para não se desequilibrar entre as pedras – que cortam de verdade.

Dicas práticas para visitar o Montgó

Prefira fazer a trilha no Montgó pela manhã, use botas de montanha e não se esqueça de levar água, snacks e protetor solar, uma vez que não há nenhuma infra-estrutura no percurso. Eu recomendaria ainda ir de calça: a vegetação tem muitos espinhos e usar shorts é garantia de sair com a pele toda arranhada. Também esteja preparado para chuvas: por ali são comuns chuvas muito concentradas e nebulosidade.

3. Aprecie a vista de Jávea e as falésias do Cabo de San Antonio

O Cabo de San Antonio é o local ideal para apreciar a beleza da baía de Jávea. É possível chegar até o Cabo de San Antonio de carro ou a pé, em uma caminhada de 14km que leva entre 4 e 5 horas e começa no porto de Jávea. No caminho, o conjunto de moinhos de vento – sendo o mais antigo do século 14!

Nas margens do Cabo de San Antonio estão muitas cavernas, que podem ser acessadas por meio de barcos e caiaques, e uma reserva marinha, perfeita para ser explorada com snorkel.

Curiosidade: o Cabo de San Antonio é o ponto em terra mais próximo de Ibiza – e, nos dias claros, dá até para ver a ilha a partir do farol!

4. Almoce com vista para os penhascos

Viajar pela Costa Blanca consiste basicamente em se encantar com as vistas dos penhascos que encontram o mar de águas azuis e cristalinas. Por isso, um restaurante com uma vista de tirar o fôlego não poderia ficar de fora de um roteiro de viagem por essa região da Espanha, né?

Em um almoço de domingo, conquistamos um espaço no disputado restaurante Mirador de Jávea. Optamos por um menu do dia com a paella de mariscos como prato principal. Ventava muito no dia e por isso a área externa estava fechada, infelizmente.

5. Em Calpe, suba o Penyal d’Ifac – com um pouco de drama!

A paisagem de Calpe é famosa por uma enorme pedra que cresce sobre o mar: o Penyal d’Ifac, uma rocha calcária de 332 metros de altura. A vista do Parc Natural del Penyal d’Ifac é provavelmente a mais bonita que você terá nessa viagem – mas, acredite, tudo tem um preço! Não por acaso o Penyal d’Ifac é o cartão-postal da Costa Blanca.

A trilha começa em uma estrada de pedras que leva até um túnel de pedra, onde é preciso se segurar em correntes para não tropeçar no chão irregular. Depois, o caminho complica: caminhos à beira de precipícios, muitas pedras, trechos bem íngremes e uma trilha com pouquíssimas demarcações.

O acesso com crianças pode ser feito até o túnel. A partir dali, o acesso fica a proibido para menores de 18 anos, por causa da periculosidade da trilha. Se as pessoas respeitam as regras? Não. E, sinceramente, me incomodou muito a maneira como muita gente lidava com a trilha. Crianças se desequilibrando, pessoas com animais de estimação e muita gente com sapatos inapropriados (como havaianas!). Gente com ataque de pânico e chorando no meio do caminho.

Apesar de fora de temporada, a trilha estava lo-ta-da, e era muito difícil cruzar alguns trechos em que era preciso se segurar em correntes. Não havia nenhum controle e claramente não era possível esperar o bom senso – apesar das inúmeras placas assinalando as proibições. Resultado: não me senti segura naquela situação e desisti da trilha na metade do percurso – mas o namorado seguiu e pôde tirar as fotos bonitas que ilustram esse post!

A entrada para o Parc Natural del Penyal d’Ifac é gratuita, mas nos meses de verão é preciso fazer agendamento prévio para percorrer a trilha da Rota Vermelha, que leva até o cume. Em alta temporada, o acesso fica restritos a apenas 300 visitantes por dia.

Depois da trilha, nossa próxima parada foi se refrescar na Platja de la Fossa, ali ao lado do Penyal d’Ifac. A Platja de la Fossa tem uma longa faixa de areia e é povoada por prédios – que, definitivamente, deixam o lugar pouco charmoso. Mas ali no cantinho, nas proximidades do Penyal d’Ifac resistem três casinhas bem em frente ao mar. E ali escolhemos estender a toalha e dar um mergulho nas águas geladas do Mar Mediterrâneo.

Outros pontos turísticos interessantes em Calpe: La Muralla Roja, um projeto pós-modernista de apartamentos do arquiteto Ricardo Bofill construído em 1973 (o lugar não é aberto para acesso ao público, por isso vale alugar um apartamento no complexo para conhecer a obra do arquiteto e garantir algumas fotos) e Los Baños de la Reina, piscinas naturais escavadas em rocha onde funcionava uma antiga fazenda de peixes romana. Ali, é possível nadar entre as ruínas romanas – incrível, não?

6. Explore as salinas de Santa Pola

E já que está ali pertinho, por que não conhecer as salinas de Santa Pola? As salinas que hoje fazem parte de uma reserva natural, são essencias a história da região. O parque contém um museu (Museo de la Sal) que explica de maneira didática a importância do sal para Santa Pola desde o período romano. Por ali, habitam flamingos e inúmeros tipos de aves. Para tirar boas fotos das salinas (que ganham tons de azul e rosa), estacione o carro na Torre del Tamarit.

7. Relaxe nas melhores praias da Costa Blanca

Infelizmente, a temperatura de início de maio não é particularmente favorável para quem quer conhecer muitas praias. Mas em um dia excepcionalmente quente, nós visitamos uma das praias mais bonitas que eu já fui: Granadella! Com um pequeno trecho de pedras brancas e águas azuis cristalinas (que provavelmente deve ser muito disputado no verão), a praia oferece uma infra-estrutura mínima, com alguns restaurantes e hotéis. Longe de tudo, eu achei o lugar bem charmoso e, definitivamente, voltaria para me hospedar por ali.

Toda a beleza de Granadella, na Costa Blanca

Para quem gosta de trilhas, há ainda a opção de subir até o castelo de Granadella e apreciar a vista dos penhascos que circundam a praia. Na minha lista ainda estava a Cala del Moraig, que ficou de fora do roteiro por falta de tempo.

A costa da Espanha é particularmente deslumbrante e guarda muitos lugares especiais – e nem tão famosos assim. Além da Costa Blanca, vale conhecer Valencia e (por que não?) subir mais um pouquinho e ir até Barcelona ou Tarragona, lar de vinícolas e joias como Cartoixa d’Escaladei. Definitivamente, faria o roteiro de uma viagem de carro pela costa da Espanha bem interessante – e recheada de paisagens maravilhosas!

Dicas úteis sobre a Costa Blanca
Melhor época para viajar:
Na alta temporada (julho e agosto), os hotéis ficam lotados e o clima é bastante quente e seco – pode ser difícil fazer passeios ao ar livre. Mas, se sua intenção é se refrescar no Mediterrâneo sem congelar, a melhor época do ano para visitar a Costa Blanca é de julho a setembro (quando a temperatura da água é 25°C, em média).
Moeda: Euro
Aeroportos na região: Alicante e Valencia
Se pretende conhecer as ilhas baleares (Maiorca, Minorca, Ibiza e Formentera), saiba que do porto de Dénia partem balsas rumo a Ibiza, Formentera e Maiorca. Se essa for sua intenção, a Mara do blog La Vida es Mara escreveu sobre o que fazer em Formentera, a ilha mais paradisíaca das Baleares. Vale dar uma conferida!

Walking tour em Copenhague: o que fazer na capital da Dinamarca a pé

Walking tour em Copenhague - Nyhavn

Pequena e cheia de vida, Copenhague é uma ótima cidade para explorar a pé, já que os principais pontos turísticos estão a poucos quilômetros de distância um do outro. Mas se preferir bicicleta, saiba também que Copenhagen é famosa por suas ciclovias – e até recebeu o título de cidade mais bike friendly do mundo!

A atmosfera hygge de cada pequeno café do caminho são atração garantida – e valem pequenas pausas entre um ponto turístico e outro. Afinal, a capital da Dinamarca também ganhou fama por sua estética minimalista escandinava – que promove sempre o bem-estar.

Se essa é sua primeira vez em Copenhague, os pontos turísticos abaixo são os destinos tradicionais de todo visitante. Mas já adianto que existem diversas atrações muito interessantes na região – e esse é um assunto para outro post que vem logo mais! Vale a pena explorar os arredores de Copenhague se você tiver mais do que dois dias na cidade.

Walking tour em Copenhague durante o inverno? Melhor não!

A dica é pegar um mapa de Copenhague no Centro de Informação Turística (em frente à entrada principal do Tivoli) ou por meio do CPH Visitor Guide, no qual o mapa é disponibilizado apenas para celulares. Veja abaixo um roteiro de dois dias em Copenhague para fazer a pé!

Dia 1

Tivoli Gardens

Inaugurado em 1843, o Tivoli Gardens é o segundo parque de diversões mais antigo do mundo, e oferece lazer para todo tipo de turista: tem montanha russa, áreas verdes e diversos restaurantes (de biergarten a brasserie). No Halloween e no Natal, o parque ainda ganha decoração temática! Veja aqui valores da entrada e horários de funcionamento. É claro, o Tivoli vale um dia completo de visita – mas por que não dar uma passadinha na frente já que a estada na cidade vai ser curtinha?

Aliás, o passeio começa aqui porque a Estação Central de Trem está logo na esquina!

Rådhuspladsen, a Praça da Câmara Municipal

Ali, do outro lado da rua, está a Rådhuspladsen, Praça da Câmara Municipal construída em 1905, com alguns pontos icônicos da cidade: a estátua do escritor dinamarquês de contos de fadas Hans Christian Andersen, autor de “A Pequena Sereia” e “A Princesa e a Ervilha”, e a Fonte do Dragão, representando a luta de um touro e um dragão.

Próxima à fonte está um pilar de pedra, marcando onde um dia estava o Vesterport, o portão oeste da cidade fortificada. Na praça você encontrará ainda Lur Blowers, a estátua de dois vikings sobre um pilar. A dupla tem um instrumento em mãos: o lur, datado da Idade do Bronze nórdica e que era usado para cerimônias e rituais religiosos. Ali também está a estátua em ouro do bispo Absalon, que fortificou a cidade em 1167 – ano considerado a fundação de Copenhagen.

Nyhavn

O cartão-postal de Copenhague não pode ficar de fora em uma visita à cidade, certo? Desde 1673, a região de Nyhavn (que em dinamarquês significa “Novo Porto”) funcionava como um porto comercial onde barcos de todo o mundo atracavam.

A área antes lotada de marinheiros e pubs hoje abriga diversos restaurantes e é especialmente animada no verão. O escritor Hans Christian Andersen morava na casa número 20. Ele também viveu nas casas número 67 e 18.

É uma delícia passear pelo waterfront e apreciar a beleza das casinhas coloridas.

Palácio Christiansborg

No Palácio Christiansborg está a atual sede do Parlamento Dinamarquês (Folketinget) e onde fica a torre mais alta de Copenhague. Mas não só: é ainda o escritório do Primeiro Ministro e da Suprema Corte da Dinamarca – sendo a única construção no mundo que abriga três poderes ao mesmo tempo.

As ruínas do castelo de Absalon (fundador da cidade), datadas do século 11 e destruídas pela Liga Hanseática, podem ser acessadas pelo público. Adultos pagam 60 DKK; para crianças (0 a 17 anos) a entrada é gratuita; com o Copenhagen Card a entrada é gratuita.

Palácio Amalienborg

O Palácio Amalienborg é a residência oficial de inverno da família real dinamarquesa. Ali, há um museu que apresenta os interiores privados dos reis e rainhas mais recentes e uma exposição sobre a monarquia hoje e suas tradições.

Troca de Guada Real no Palácio Amalienborg

É em Amalienborg também onde acontece a famosa troca da Guarda Real, chamada Den Kongelige Livgarde. Diariamente, os guardas marcham de seus quartéis em Gothersgade 100 pelo Castelo de Rosenborg pelas ruas de Copenhague e terminam em Amalienborg, onde a troca da guarda ocorre às 12h.

Dia 2

Strøget

Considerada o centro comercial de Copenhague, Strøget é uma rua apenas para pedestres e considerada um dos complexos pedonais mais longos do mundo – com 1100 metros. À noite, também vale visitar o lugar para conhecer pubs e restaurantes da região.

Rundetaarn, a torre redonda

Conhecida como Rundetaarn, na minha opinião a torre redonda é um dos lugares mais subestimados de Copenhague! Quer dizer, todo mundo lembra da estátua da Pequena Sereia, mas pouca gente fala sobre a Rundetaarn – esse lugar tão interessante e cheio de história!

A vista da Rundetaarn

Trata-se de uma torre redonda com uma rampa em espiral. Ela foi projetada em 1637 para acomodar o Observatório no topo da torre, a Biblioteca da Universidade acima da Igreja da Trindade e a própria igreja. Uma curiosidade: a torre foi construída com tijolos amarelos e vermelhos, cores da família real dinamarquesa. Lá no alto há piso de vidro bem no centro da torre, para que você possa olhar o fundo da construção com seus 25 metros de profundidade. Ali, em 1880 caiu o menino August Nielsel enquanto brincava de esconde-esconde – o pequeno sobreviveu à queda, ufa!

Atualmente, a Rundetaarn abriga concertos e exposições – vale dar uma olhada no calendário antes de visitar. A torre está aberta para visitação todos os dias, das 10h às 20h. Adultos pagam 40 DKK e crianças (5-15 anos) 10 DKK.

Kastellet

Um pouco mais afastado do centro da cidade, está o Kastellet, uma cidadela considerada uma das mais bem-preservadas do norte da Europa. Ela foi fundada pelo rei dinamarquês Christian 4 em 1626, e ali estão edifícios usados ​​como quartéis militares e escritórios. A área é aberta ao público e um ótimo lugar para caminhadas.

Ali foi preso o médico alemão Johann Friedrich Struensee, em 1772, após um baile de máscaras no Court Theatre em Copenhague. Ele foi condenado por ter um caso com aa rainha Caroline Mathilde. Vale ler sobre a conturbada história do casal.

A escultura da Pequena Sereia

A escultura da Pequena Sereia congelada durante o inverno em Copenhague

Nas proximidades de Kastellet está a escultura da Pequena Sereia, inspirada no conto de Hans Christian Andersen, feita em bronze e granito. Inaugurada em 23 de agosto de 1913, a estátua foi um presente do cervejeiro dinamarquês Carl Jacobsen para a cidade de Copenhagen.

Christiania, a cidade livre

Fundada em 1971, Christiania é uma área da cidade muito singular: antes, ali funcionava um quartel militar que foi ocupado por hippies, anarquistas, músicos e artistas que rejeitavam os ideais capitalistas no período pós-guerra. A existência de Christiania é controversa, uma vez que alguns pontos como o comércio de cannabis dentro da área ainda são bastante debatidos pelo governo e pelos habitantes de Copenhagen.

Christiania, aliás, ganhou um status especial: ela é regulada por uma lei especial, a Lei de Christiania, de 1989, que transfere partes da supervisão da área do município de Copenhague para o estado. Cerca de mil pessoas vivem na região que hoje também abriga eco-restaurantes, oficinas, galerias e diferentes tipos de experiências culturais.

Atenção, como o site da cidade adverte, Christiania não é como nenhum outro bairro de Copenhague: “de acordo com a polícia da cidade, a área ao redor da Pusher Street é controlada por grupos criminosos organizados. Os próprios residentes adotaram um conjunto de regras por razões de segurança, que aconselham fortemente os visitantes a respeitar”. Entre elas: fotografar, correr ou falar ao telefone estão proibidos.

Botanisk Have, o jardim botânico de Copenhagen

Talvez incluir o Botanisk Have em um roteiro tão curtinho seja otimismo demais, mas se sobrar templo – ou você amar plantas – inclua! O jardim cobre uma área de 10 hectares e é conhecido pelo seu extenso complexo de estufas históricas que datam de 1874.

O Jardim Botânico de Copenhague é casa de mais de 13 mil espécies, organizadas em diferentes seções, como: plantas dinamarquesas (600 espécies), plantas perenes (1.100 espécies), plantas anuais (1.100 espécies), jardins de rochas com plantas de áreas montanhosas na Europa Central e do Sul e Conifer Hill que é plantado com árvores coníferas.

No centro do Jardim Botânico está a Palm House, com 16 metros de altura, é casa de palmeiras, bambus gigantes e plantas carnívoras. Ali está uma estreita escada em espiral em ferro fundido que conduz a um corredor no topo. Mágica! A entrada custa para adultos DKK 60; crianças (3 – 17 anos) pagam DKK 40; e para crianças (0 – 2 anos) é gratuita.

Copenhagen Card: vale a pena?

Se você é do tipo que não perde um museu (ou palácio), talvez valha a pena comprar o Copenhagen Card durante a viagem. O cartão inclui a entrada de 83 atrações e transporte dentro da cidade – se você visitar a cidade no inverno (não recomendo!), você certamente usará transporte público.

Um pouco de neve em Copenhague!

Entre as atrações cobertas pelo cartão estão o Tivoli Gardens (apenas a entrada, e não os passeios nos brinquedos que são cobrados adicionalmente), a Torre Redonda, passeio de barco nos canais, Museu em Amalienborg, Rosenborg, Jardim Botânico e as ruínas em Christianborg.

O cartão é cobrado por diária: 24h (57 euros, adultos; 28 euros, crianças), 48h (83 euros, adultos; 42 euros, crianças) e 72 horas (102 euros, adultos; 51 euros, crianças), por exemplo. Por isso, vale fazer uma lista das atrações que te interessam e calcular, caso use transporte público, qual a opção mais barata. O cartão pode ser comprado antecipadamente no site da Civitatis, no site da empresa ou em pontos de venda espalhados pela cidade, como aeroporto e estação central.

Se você pretende viajar para outros países nórdicos além da Dinamarca, vale a pena ler sobre o Scandinavia Pass, uma das maneiras de economizar na Escandinávia.

Tipos de tour em Copenhague

O que não faltam são diferentes tours em Copenhague. No site da Civitatis você poderá agendar free walking tour (todo focado na Renascença!), tour de bike, tour de Segway, ônibus turístico e barco pelos canais. Tem até um tour alternativo focado nos principais movimentos contraculturais de Copenhague, com direito a murais de arte, brechós e restaurantes hispter!

Onde se hospedar em Copenhague?

Geralmente, quando vou a Copenhague costumo ficar na casa da minha irmã. Mas, em uma das vezes que visitei a cidade com o namorado, nos hospedamos no Absalon Hotel, pertinho da estação central de trem de Copenhague. Bem localizado, com bom café da manhã e com aquela aura hygge que a gente já espera de um hotel em Copenhague!

Copenhague é uma cidade cara, então vale se planejar para viajar em períodos fora da alta temporada.

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Este artigo faz parte de uma blogagem coletiva sobre walking tour. Veja também os posts de outros blogs de viagem participantes:
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O que fazer em Luang Prabang, no Laos: 10 passeios imperdíveis

O que fazer em Luang Prabang - Monge na ponte de bambu

Luang Prabang, no Laos, é uma combinação especial de arquitetura colonial (o Laos foi uma colônia francesa), budismo e belíssimas cachoeiras. Há ainda a energia dos mercados de rua… A aura de Luang Prabang é especial, de verdade. É uma cidade pequena, rústica e recheada de coisas interessantes para fazer! Em Luang Prabang dormimos em uma vila na montanha, compartilhamos vinho de arroz com os locais, andamos de caiaque, conhecemos templos, tomamos banhos de cachoeira e exploramos mercados de rua.

Nós incluímos a pacata cidade do Laos em nosso roteiro de viagem pela Tailândia e não nos arrependemos: na verdade, nossa estada de 4 dias em Luang Prabang foi uma das melhores surpresas do roteiro – e até gostaríamos de ter passado até mais tempo por ali!

Onde fica Luang Prabang?

Luang Prabang está localizada em um vale, bem na confluência do rio Mekong (um dos maiores rios do mundo!) e do rio Nam Khan. Até 1975, Luang Prabang foi capital do reino do Laos, mas há indícios de que o lugar é povoado há, pelo menos, 10 mil anos. Ali está também um complexo de templos budistas: Wat Xieng Thong, Wat Mai e Wat Visoun. Não se espante se encontrar bandeiras comunistas por ali: o Laos é uma república socialista de partido único.

Bandeiras comunistas e bandeiras do Laos em Luang Prabang

Luang Prabang é lar de diferentes grupos étnicos: o povo Khmu é o maior grupo étnico da província (44%), seguidos pelo povo Hmong (16%) e Lao Lom (39%), o povo que habita as terras baixas e os vales.

A cidade está listada como Patrimônio Mundial da Unesco, por sua arquitetura bem preservada e ser exemplo da fusão da arquitetura tradicional do Laos com as construídas pelas colonos europeus nos séculos 19 e 20.

Como chegar a Luang Prabang?

As montanhas do Laos vistas do avião

Chegamos no aeroporto de Luang Prabang a partir de um vôo de Bangkok. Dali, pegamos um tuktuk do aeroporto de Luang Prabang com destino ao centro da cidade (cerca de 4km de distância). Há também vôos chegando de Vientiane, capital do país, e Hanoi, no Vietnã.

É possível chegar em Luang Prabang de outras duas maneiras: terrestre (ônibus ou mini vans saindo de Vientiane – cerca de 340 km em uma viagem que leva de 7 a 12 horas em uma estrada cheia de curvas) e aquática (cruzeiros pelo rio Mekong). Nós optamos por voltar para a Tailândia em um cruzeiro pelo rio Mekong.

O que fazer em Luang Prabang: 10 passeios para colocar no roteiro

Selfie com tuk-tuk porque sim

Por ter sido capital do Reino do Laos, Luang Prabang é uma cidade riquíssima em história. É também um destino dos sonhos para quem aprecia conhecer templos e locais sagrados. Ama natureza? Bem, Luang Prabang é deslumbrante nesse sentido também.

Tak Bat, a ronda das almas

Conhecido como a “ronda das almas”, o Tak Bat é uma cerimônia tradicional budista que acontece em Luang Prabang. Todos os dias, a partir das 5h30 da manhã, monges de diferentes templos da cidade saem descalços e em silêncio, em uma fila indiana, para recolher a comida oferecida para eles.

Centenas de monges em suas túnicas cor de açafrão reproduzem o que o Buda fez na sua época: ele também percorria as ruas descalço todas as manhãs em busca de doações.

Lembre-se de respeitar algumas regras durante a cerimônia: não toque nos monges, mantenha distância, vista-se corretamente para a ocasião. permaneça em silêncio e não use flash na hora de fotografar.

Palácio Real de Luang Prabang

O antigo Palácio Real de Luang Prabang (também conhecido como Haw Kham) hoje abriga um museu que conta a história do país e da realeza do Laos.

O palácio foi construído em 1904 e apresenta uma mistura do estilo tradicional do Laos com referências francesas. Ele foi construído para o rei Sisavang Vong e sua família durante a era colonial francesa. Depois da revolução de 1975, o prédio foi assumido pelo governo, convertido em museu nacional e aberto ao público em 1995.

Templos budistas

Conhecida como “a cidade dos mil templos“, Luang Prabang não ganhou esse título por acaso: a cidade é salpicada de construções sagradas que valem a visita – e o encantamento!

Templo da Cidade Dourada (Wat Xieng Thong) é considerado um dos templos mais bonitos de Luang Prabang. O lugar foi construído na segunda metade do século 16 e ficou famoso pelos seus mosaicos de vidro e painéis dourados. Ali, também era onde os futuros reis do Laos eram coroados.

Kuang Si, as cachoeiras mais famosas do Laos

Decidimos visitar as famosas cachoeiras de Kuang Si percorrendo o caminho de bicicleta. São cerca de 30km de Luang Prabang até o Parque Tat Kuang Si, onde estão as cachoeiras de Kuang Si.


Confesso que talvez essa não tenha sido uma ideia maravilhosa para mim, que não estava lá muito fit, e sofri com as subidas do caminho. Resultado: na volta, negociei com um motorista de Jeep e, por fim, voltei sozinha – minha bicicleta e eu. Se você prefere menos aventura, vale agendar uma minivan até as cascatas.

As cachoeiras de Kuang Si são mesmo uma maravilha natural! Com águas azul turquesa, as cachoeiras possuem três quedas – sendo a maior delas de 60 metros. A água é bem fria – mas vale o mergulho! No Parque Tat Kuang Si também há uma área de proteção de ursos.

A taxa de entrada para o Parque Tat Kuang Si é de 20.000 kip (cerca de R$ 11,80 em abril de 2021) e a cachoeira está aberta para visitação diariamente das 8h30 às 17h30.

Caiaque no Rio Nam Khan e Cavernas Pak Ou

A confluência dos rios Mekong e Nam Khan é bonita demais para não ser apreciada. E a natureza que circunda os rios também! Por isso, decidimos fazer um passeio de meio dia de caiaque e descer o rio Nam Khan até o rio Mekhong. No caminho, paisagens com paredões imensos de pedra e praias de pedras brancas, quando a floresta dava uma trégua.

Ao chegar no Mekong era perceptível a grandiosidade do rio, que corta o Vietnã, Tailândia, Laos, China, Camboja e Mianmar – e o tamanho das embarcações que cruzavam nosso caminho também!

Já no Mekong, remamos até chegar às duas cavernas Pak Ou, famosas por abrigar budas defeituosos. As cavernas estão localizadas a 25 quilômetros do norte de Luang Prabang, nas margens do rio Mekong.

Trekking e visita a aldeias Hmong e Khmu

Um dos passeios mais incríveis de Luang Prabang – e, arrisco a dizer, dessa viagem que incluiu também a Tailândia – foi o trekking que nos levou às vilas Hmong e Kmu, povos que vivem nas montanhas do Laos. Para isso, contratamos um guia em uma agência de viagens

Trekking em Luang Prabang: detalhes da flora do Laos

Passamos a noite em uma cabana construída de madeira por um dos moradores, que virou uma espécie de pousada para os visitantes. À noite, um grupo de moradores se reunia em uma das casas para compartilhar um grande jarro de vinho de arroz.

Mercado noturno de Luang Prabang

E como não poderia falar em qualquer roteiro de viagem no Sudeste Asiático, em Luang Prabang não faltam mercados para explorar.

Mercado noturno de Luang Prabang: onde encontrar os melhores souvenirs de viagem

O mercado noturno de Luang Prabang acontece na avenida principal (Avenida Sisavangvong) todas as noites, das 17h às 23h. Ali você encontrará uma seleção de artesanato, roupas e, claro, comida! São cerca de 300 barracas vendendo sucos, bolsas, peças feitas à mão e as clássicas calças de elefante que os mochileiros usam.

No mercado noturno de Luang Prabang comprei uma bolsa redonda de palha – muito mais barata do que nos mercados de Bangkok (paguei cerca de 60 reais)! Também barganhei lembrancinhas para a família, como mobiles de elefantinhos coloridos para os sobrinhos e camiseta Beer Laos para o meu pai.

Em um beco da Sisavangvong você encontrará inúmeras barraquinhas de comida. Nesse caso, a comida não se compara aos mercados de Bangkok, mas vale a experiência.

Na orla do rio Mekong estão inúmeros restaurantes que oferecem o churrasco típico do Laos, no qual uma sopa cozinha na panela enquanto a carne grelha por cima.

Falando em comida, que tal conferir os melhores lugares para comer em Bangkok, na Tailândia? O buffet de frutos do mar é imperdível!

Pôr-do-sol no Monte Phousi

A pequena montanha de cerca de 100 metros tem visão privilegiada para a confluência dos rios Mekong e Nam Khan e toda a natureza exuberante que os rodeia. Dali, vale a pena apreciar o nascer ou pôr-do-sol. Lá no alto está a pagoda That Chomsi.

Nas encostas do Monte Phousi, estão inúmeros altares e templos com diferentes representações de Buda, como o Buda deitado. A entrada para o Monte Phousi custava 20,000 kip.

Caminhar na orla do Mekong

Monge na ponte de bambu de Luang Prabang

No Laos, a vida gira em torno dos rios do país. O rio Mekong funciona meio de transporte e, em algumas regiões, como fronteira do país. Em Luang Prabang, o charme da cidade mora também na orla do rio, com diversos restaurantes, cafés e pequenos píeres. A ponte de bambu, aliás, já virou ponto turístico!

Cruzeiro no rio Mekong

Outra ótima ideia é fazer um passeio de barco no rio Mekong ao entardecer. O pôr-do-sol é magico! Os passeios de barco pelo Mekong podem incluir drinques e até jantar à bordo.

Nós optamos por ir até a fronteira do Laos com a Tailândia em um cruzeiro de barco – e essa é uma ótima opção para quem quer conhecer mais do interior do país.

Roteiro de viagem: 4 dias em Luang Prabang

Dia 1: Caminhada na orla do Mekong; Pôr-do-sol no Monte Phousi
Dia 2: Palácio Real; Templos Budistas; Mercado Noturno
Dia 3: De bicicleta até as cascatas Kuang Si
Dia 4: Trilha e pernoite até vilas Hmong e Khmu
Dia 5: Cruzeiro de Luang Prabang a Huay Xai (fronteira com Tailândia)

Onde se hospedar em Luang Prabang

Jardim do hotel Parasol Blanc, em Luang Prabang

Nos hospedamos em dois hotéis diferentes durante nossa estada na cidade: Parasol Blanc (3 noites), dono de um belo jardim e com um café da manhã maravilhoso, e Ananta Villa (1 noite).

Outras opções bem recomendadas são o My Dream Boutique Resort, Muangthong Boutique Hotel e NamKhan Ecolodge (afastado do centro, mas perfeito para quem ama ficar no meio da natureza).

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+ Veja o guia de viagem completo na Tailândia do blog Até Onde Eu Puder Ir.

Informações úteis sobre o Laos

Idioma: Lao
Moeda: Kip laosiano
Visto para brasileiros: É preciso preencher um formulário (no caso de transportes aéreos, geralmente distribuídos no próprio avião), a apresentação de duas fotografias e o pagamento de taxa (cerca de US$ 35). O aeroporto de Luang Prabang oferece serviços de visto na chegada – mas isso não acontece com todos os postos de fronteira. Mais informações no site do Itamaraty.
Melhor época para visitar: Entre novembro e fevereiro, quando a chuva dá uma trégua e o calor não é extremo.

Mosaicos de Ravena: a cidade italiana que respira arte bizantina

Mosaicos de Ravenna, na Itália

Localizada na Emilia-Romanha, ali pertinho do Mar Adriático, Ravena é um dos destinos turísticos mais famosos da região. Não por acaso: a cidade foi a última capital do Império Romano do Ocidente, após a queda de Roma no século 5.

Ao sair do trem na estação de Ravena, você provavelmente terá a impressão de que se trata de só uma cidade italiana sem grandes atrativos. Mas, felizmente, as aparências enganam – e a beleza de Ravena mora justamente aí!

As maravilhas de Ravena estão escondidas dentro de construções de tijolinhos. Vistas do lado de fora, os monumentos não prometem muito – é preciso entrar em cada edifício para se surpreender com a riqueza de detalhes e cores. Ali estão tesouros da humanidade que receberam o título Patrimônio Histórico da Unesco.

Tão bonitos quanto bem preservados, os mosaicos de Ravena são uma ótima parada para incluir no roteiro de viagem se você está visitando a Emília-Romanha.

Breve história de Ravena

Renascentismo por aqui? Hoje não!

Ravena foi a capital do Império Romano no século 5 e depois da Itália Bizantina até o século 8. Por isso, é lar de uma coleção única de mosaicos e monumentos cristãos primitivos.

Ao total, são oito edifícios construídos nos séculos 5 e 6. São eles: o Mausoléu de Galla Placidia, o Batistério Neoniano, a Basílica de Sant’Apollinare Nuovo, o Batistério Ariano, a Capela Arquiepiscopal, o Mausoléu de Teodorico, a Igreja de San Vitale e a Basílica de Sant’Apollinare in Classe.

Mosaicos bizantinos de Ravena

Detalhes da Capela Arquiepiscopal

O conjunto de oito monumentos religiosos, decorados com mármores preciosos, estuques e mosaicos, refletem os principais eventos históricos, políticos e religiosos que ocorreram em Ravena, que se tornou a capital do Império Romano Ocidental em 402 DC, e permaneceu proeminente primeiro entre os ostrogóticos (povo germânico que surgiu na região meridional da Escandinávia) e depois como a capital bizantina na Itália durante os séculos 5 e 6.

Gustav Klimt e os mosaicos de Ravena

Dizem que o pintor simbolista Gustav Klimt ficou tão impressionado com os mosaicos de Ravena em sua dupla visita à cidade em 1903 que a cor dourada dos mosaicos influenciou seu período áureo – a chamada “fase dourada”. O resultado disso? Uma das suas mais célebres obras: “O Beijo” [pintura 2]. Outra obra conhecida por representar muito bem a fase dourada de Klimt é “O Retrato de Adele Bloch-Bauer I” [pintura 1].

Convenhamos: não é difícil perceber as similaridades entre as obras do pintor austríaco e os mosaicos bizantinos de Ravena, certo? A abundância de formas geométricas e muito, muito dourado não negam as referências artísticas de Klimt.

Basílica de San Vitale e Mausoléu de Galla Placidia

A exuberante cúpula da Basílica San Vitale

A Basílica de San Vitale é o monumento mais visitado de Ravena. Ela foi encomendada pelo bispo Ecclesio em seu retorno de uma viagem a Constantinopla em 525 e financiada por Giuliano Argentario. A basílica foi construída sobre uma capela do século 5 dedicada a San Vitale, e foi consagrada em 547 pelo bispo Maximiano, que encomendou a decoração interior.

A pequena construção em forma de cruz ao lado da Basílica de San Vitale, na minha opinião, está entre as mais bonitas que visitamos em Ravena. A responsável pela construção do mausoléu foi a própria Galla Placidia (386 – 450 DC), irmã do imperador romano Honório que transferiu a Capital do Império Ocidental de Milão para Ravena em 402 DC.

De acordo com estudiosos, ela mandou construir este pequeno mausoléu com planta em cruz latina por volta de 425-450 como seu próprio local de descanso. O mausoléu, no entanto, nunca foi usado para esse fim: após a morte, a imperatriz foi sepultada em Roma em 450.

Um céu estrelado no Mausoléu de Galla Placidia

Repare na beleza do céu estrelado feito de mosaicos. Os temas simbolizados em mosaico mostram traços da influência da tradição helênico-romana e cristã. Ali, está representada a vitória da vida eterna sobre a morte de diferentes perspectivas.

Batistério Neoniano

De forma octogonal, o Batistério Neoniano é considerado o edifício batismal mais bem conservado do mundo, tanto pela estrutura arquitetônica como pelo seu interior, decorado com mármore e mosaicos. Dos batistérios mais antigos, construídos entre os séculos 4 e 5 em Antioquia, Constantinopla, Éfeso, Trier, Milão, Aquiléia e Roma, apenas sobrevivem as paredes do perímetro ou apenas a planta.

O Batistério Neoniano foi construído em meados do século 5, quando o bispo Neone (450-475) decidiu refazer a cobertura do batistério da catedral, que o bispo Orso havia erguido algumas décadas antes.

Basílica de Sant’Apollinare Nuovo

Localizada bem no coração do centro histórico de Ravena, a Basílica de Sant’Apollinare Nuovo é a definição de riqueza de maneira visual.

Foi construída por Teodorico, rei dos Godos, entre 493 e 526, como uma basílica palatina. Apesar da origem ariana, a decoração em mosaico interno mostra duas fases diferentes na construção: por volta de 561, após a expulsão dos godos da cidade, a igreja foi convertida à ortodoxia católica.

Capela Arquiepiscopal

Entre papagaios e pavões na Capela Arquiepiscopal, em Ravena

Ao sair do jardim do Batistério Ortodoxo, está uma escadaria que leva quem visita a uma experiência única: uma pequena capela escondida dentro do Museu do Arcebispo. Trata-se do único exemplo de uma capela arquiepiscopal cristã primitiva que sobreviveu intacta e a única igreja ortodoxa construída durante o arianismo teodórico.

Os mosaicos da capela, povoados por aves como pavões, papagaios e perdizes, datam da época do Bispo Pedro II (494-519), período em que coexistia em Ravena duas confissões religiosas: a Ariana e a Ortodoxa Católica. Os mosaicos são de uma beleza ímpar.

Batistério dos Arianos

Em formato octagonal, o Batistério dos Arianos possui mosaicos que mostram o batismo de Cristo e ao redor, representações dos apóstolos. O batistério é do fim do século V (governo do Teodorico). Infelizmente, os mosaicos encrustrados na parede se desprenderam com o tempo, e

Mosaicos de Ravena: ingresso único

Para conhecer cinco dos monumentos históricos (Basilica di San Vitale,
Basilica di Sant’Apollinare Nuovo, Museo Arcivescovile, Battistero Neoniano, Mausoleo di Galla Placidia), é possível comprar um bilhete no valor de 10,50 € com validade de uma semana.

Por meio do site de reservas online, ainda é possível reservar o horário da visita sem precisar entrar na fila. Recomendo um dia completo, com manhã e tarde, pelo menos, para conhecer os cinco monumentos. Chegamos em Ravena no começo da tarde e a visita teve que ser apressada, infelizmente. Pecado!

Para o acesso ao Mausoléu de Galla Placidia e ao Batistério Neoniano, é preciso pagar uma integração do bilhete único: suplemento para a gestão do fluxo turístico 2 € (a pré-reserva obrigatória).

Vale visitar também: Túmulo de Dante Alighieri

Arte de rua em Ravena: Dante e Beatrice

O autor de A Divina Comédia, está sepultado em Ravena, onde morreu em 1321. Foi ali que o célebre escritor viveu em exílio seus últimos anos. O túmulo está localizado próximo à Basílica de San Francesco, no centro da cidade.

Como chegar em Ravena

Ravena esta localizada na Emília-Romanha e é o bate-volta perfeito a partir de Rimini ou Bologna para explorar a região – que ainda possui outros destinos interessantes, como San Marino. Pela praticidade, a melhor maneira de chegar em Ravena é por meio de trem.

As passagens de trem podem ser compradas no site do Trenitalia ou diretamente na estação. De Bologna a Ravena, a viagem dura pelo menos uma hora (7,35 €, a mais barata). De Rimini a Ravena, a viagem de trem costuma durar também cerca de uma hora (mas custa só 4,75 €; com valores de abril de 2021) .

Onde se hospedar em Ravena

Geralmente, quem visita a cidade costuma passar apenas um dia em Ravena, por isso ela é um perfeito bate-volta de outras cidades que funcionam como base para explorar a região, como Rimini e Bologna. Mas se você pretende passar uma ou mais noites em Ravena, a dica é se hospedar bem no centro, pertinho de tudo e de onde é possível visitar todos os pontos turísticos a pé.

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Bem recomendado, o Palazzo Galletti Abbiosi está em um antigo e nobre edifício do século 18. Tem ambiente histórico, mas a decoração é minimalista e as instalações são modernas com academia, capela e tetos com pinturas do século XIX.

Já o Palazzo Bezzi Hotel é um hotel 4 estrelas com um belo terraço com vista para a cidade. O spa do hotel tem banho turco, sauna e chuveiro sensorial.

Uma opção mais em conta é o B&B Villa Noctis, localizado a apenas 400 metros de San Vitale. O B&B oferece o tradicional café da manhã italiano com doces, bebidas quentes, bolos caseiros e produtos orgânicos – quitutes sem glúten também disponíveis.

A 5 minutos a pé do Museu Galla Placidia, da Basílica de San Vitale e da Piazza del Popolo está a Villa Santa Maria Foris, com decoração retrô e elegante, além de um pátio com um belo jardim.

Bate-voltas a partir de Ravena

Rimini: Famoso balneário da Riviera Romagnola nos anos 70 e 80, Rimini é muito mais do que praia. A cidade também guarda tesouros do período romano, como o Arco D’Augusto e ponte Tibério.

San Marino: O pequeno país localizado bem no coração na Itália está a poucas horas de Ravena e ao lado de Rimini. Vale a pena conhecer o belo castelo sobre o Monte Titano.

Na Itália, há arte por toda a parte! Mas, às vezes, ela aparece onde a gente imagina. Veja onde encontrar arte ao ar livre em Milão – um passeio perfeito para os dias de verão!

Outros posts sobre a Itália


Hygge: 6 ideias para inspirar a semana na quarentena

Hygge (pronuncia-se “hiu-ga”) é uma palavra dinamarquesa (de origem norueguesa) que não tem tradução em outras línguas. Ela define um sentimento de bem-estar e conforto. Sabe aquele calorzinho no coração que dá ao sentar com um café quentinho na frente de uma lareira, ao ler um bom livro no sofá ou ao sentir o calor do sol em um dia frio de primavera? Ou talvez aquela sensação que a gente tem em uma boa conversa com os amigos enquanto compartilhamos nossa comida favorita… Bem, tudo isso é hygge.

O significado de hygge envolve um sentimento de aconchego, de se sentir em casa. Hygge é uma palavra que define um sentimento extremamente enraizado na cultura dinamarquesa.

Os dinamarqueses (assim como outros povos escandinavos) são mestres em criar atmosferas que transmitem essa sensação: a hygge decor. Por isso, muitos ambientes são minimalistas e transmitem calma e intimidade, e geram a sensação de aconchego. Quer ver? É só pensar nos ambientes criados pela empresa sueca Ikea – mais funcional e minimalista que isso não existe, né?

Uma pista de que toda essa atenção aos detalhes e essa valorização do bem-estar funciona é que os dinamarqueses são um dos povos mais felizes do mundo (de acordo com o World Happiness Report) – e até possuem um instituto de pesquisa para isso: o Happiness Research Institute.

É claro que o design e o estilo nórdico não são os únicos motivos da felicidade: a Dinamarca é um dos países mais igualitários do mundo, tem licença parental compartilhada entre homens e mulheres, ensino superior gratuito e trens que funcionam no horário… Mas os dinamarqueses também queimam mais velas por família do que em qualquer outro lugar! Nesse sentido, o estilo nórdico é apenas uma consequência de escolhas que valorizam quase sempre o bem-estar.

E já que estamos em quarentena, não existe época melhor para a gente se inspirar nessa ideia, né? É nesse tempo em casa que a gente percebe a importância de ser feliz em nosso próprio lar e focar nas pequenas coisas que nos rodeiam – atualmente, para manter a sanidade, sobretudo.

Urban Jungle: uma selva dentro de casa

Se você reparar bem, nos ambientes escandinavos uma cor quase sempre se destaca no interior das residências: o verde. E ele aparece quase que unicamente nas plantas. Nessa quarentena, por que não ir além? Cuidar das plantas pode ser um exercício diário e ajuda a desestressar em tempos de incerteza. Para mim, tem ajudado horrores! O momento de rega funciona quase como uma meditação, já que eu foco apenas no presente.

Plantas dão cor e alegram o ambiente – alegram também quem cuida delas. Melhor: o Brasil possui um ótimo clima para o cultivo de diferentes espécies – plantas tropicais como monstera deliciosa e monstera adansonii estão fazendo sucesso por aqui na Europa, aliás. Vale arrumar um cantinho em casa para cuidar de algumas belezinhas verdes.

Estilo nórdico e o valor do artesanato

Foi na metade do século 19, período em que a industrialização ganhou força na Europa, que países como Dinamarca, Suécia e Noruega criaram sociedades para proteger o trabalho artesanal. Por isso, a ideia de rusticidade é muito valorizada e aparece em diversos detalhes do design de interiores dos países nórdicos (Dinamarca, Ilhas Faroe, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia).

A simplicidade mora na predominância do branco, da madeira e das linhas geométricas. Tudo tende a ser sofisticadamente simples e funcional. Quanto mais rústico melhor: peças de cerâmica e materiais naturais como algodão, bambu e lã são peça-chave no estilo escandinavo.

A loja inglesa Bloomingville é uma boa fonte de inspiração para esse estilo, com peças de tapeçaria, cerâmica e mobília com referências escandinavas.

A pequena e charmosa marca dinamarquesa Madam Stolz (que eu particularmente sou encantada!) produz itens têxteis, móveis e luminárias para decoração com uma pegada boho. A marca está sediada na pequena ilha dinamarquesa Bornholm, mas envia as peças para lojas do mundo inteiro.

Pintura terapêutica

E já que os escandinavos valorizam tanto os trabalhos manuais, que tal mergulhar em um hobby relaxante como a pintura? Não importa se você é talentoso ou não… A pintura também pode te ajudar a conquistar o sentimento de satisfação e tranquilidade.

Estudos já mostraram que a prática de técnicas de arte melhora nossa resiliência psicológica, além de reduzir sofrimento, aumentar a autorreflexão e a autoconsciência, alterar o comportamento e os padrões de pensamento e normalizar a frequência cardíaca e a pressão arterial.

O poder das velas

Em um estudo do Happiness Research Institute publicado em “O Livro do hygge: O segredo Dinamarquês Para Ser Feliz” (“The Little Book of Hygge”, em inglês) o autor Meik Wiking destaca que 28% dos dinamarqueses acendem velas todos os dias e 31% deles acendem mais do que cinco velas ao mesmo tempo! Por isso, as velas são item essencial para garantir aquela vibe hygge em casa. É, quando o assunto é decoração e bem-estar, não é preciso muito para ser feliz.

Alimentos 0km

Cosméticos com ingredientes “a zero quilômetro” é um termo que eu conheci na Itália (a ideia do Made in Italy é muito forte não por acaso!), mas percebi que ele pode ser aplicado para uma infinidade de itens, principalmente comida.

A ideia 0km consiste basicamente em valorizar os pequenos produtores locais, além de ser uma maneira de ter o melhor dos ingredientes – que chegam sempre frescos à mesa e com procedência garantida, por exemplo. Mais: essa ideia ainda ajuda na redução da pegada de carbono.

O restaurante Noma, em Copenhagen, eleito um dos melhores do mundo algumas vezes pelo ranking World’s 50 Best, é um ótimo exemplo: nele, o chef concentra-se exclusivamente em utilizar ingredientes da Escandinávia, evitando itens como azeite de oliva (ingrediente típico do Mediterrâneo) e focando em ingredientes colhidos ali pertinho do restaurante mesmo.

Essa é uma ótima ideia para focar em tempos como esse (e em outros também!): apoiar o comércio local e os pequenos produtores.

Manual Hygge: “O Livro do Hygge: O Segredo Dinamarquês Para ser Feliz”

Se você ficou interessado na ideia de hygge, pode ser uma boa ideia comprar um dos vários livros sobre o tema. Talvez o mais famoso deles seja o livro escrito pelo presidente do Happiness Research Institute, Meik Wiking: The Little Book of Hygge: Danish Secrets to Happy Living, em inglês; ou O Livro do Hygge. O Segredo Dinamarquês para Ser Feliz, em português.

Bem ilustrado, o livro discorre sobre o estilo de vida dinamarquês e como a ideia de hygge é aplicada no cotidiano desse povo. Uma ótima inspiração para essa quarentena e também ótimo para presentear quem a gente ama!

O que fazer em Munique, Alemanha: roteiro de 1, 2 ou 3 dias

Palácio Nymphenburg Munique Alemanha

A capital da Baviera é muito mais do que Oktoberfest! Munique é uma cidade cheia de história, com muitas cicatrizes em seus prédios, mas também é cheia de encantamento. Veja abaixo o que fazer em Munique, na Alemanha, em um roteiro de viagem de 1, 2 ou 3 dias! Bem provável que três dias não sejam o suficientes para conhecer tudo o que a cidade oferece – mas, definitivamente, é um bom começo.

Se você está com viagem marcada, saiba que Munique é uma cidade com hospedagem cara. Pensando nisso, elaborei esse guia prático de onde se hospedar em Munique, com os melhores hotéis em cada bairro e hosteis da cidade.

Munique em 1 dia: explorando o centro histórico

Marienplatz

Tudo começa em Marienplatz, coração do centro histórico onde está a bela prefeitura da cidade. Marienplatz é o centro de Munique desde que a cidade foi fundada, em 1158. É ali que todo turista começa a explorar a cidade!

Ali está o belíssimo prédio neo-gótico da nova prefeitura (Neues Rathaus, em alemão). Repare bem nos bonequinhos no alto do edifício: o Munich Glockenspiel, datado de 1908, contém estatuetas representando histórias do passado de Munique que giram em dois níveis diariamente às 11h, 12h e 17h (o programa das 17h não funciona de novembro a fevereiro).

Viktualienmarkt

O Viktualienmarkt é um mercado ao ar livre cheio de alma! Ele começou como um mercado de fazendeiros e se tornou uma popular área de compras gourmet. O que não falta ali é tradição: ele existe há pelo menos 200 anos. São cerca de 110 revendedores que vendem frutas, verduras, frutas tropicais, carnes, caça, aves, queijos, peixes, pães e assados, especiarias e flores.

Odeonsplatz

Impossível passar batido pela Odeonsplatz. A fachada amarelo claro da Igreja Theatine, pode ser vista de longe. Ali também está o maior palácio em uma cidade da Alemanha: The Munich Residence. A Câmara do Tesouro, fundada em 1565 pelo duque Albrecht V, guarda mais de 1250 obras de arte, incluindo joias e medalhas da coroa bávara.

Munique em 2 dias: passeio nos parques da cidade

Olympiapark

O parque foi construído para os Jogos Olímpicos de Munique de 1972 (daí o nome!), e impressiona pelas construções de metal que dão ar futurista ao lugar. Ali você encontrará o Aquário Sea Life, o Estádio Olímpico e a Torre Olímpica, além de um pequeno lago onde nadam cisnes. Durante o verão em Munique, por ali também acontece o Open Air Kino, um cinema ao ar livre.

Englischer Garten

Considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, com seus 375 hectares de área verde, o Englischer Garten guarda pequenos tesouros, como vários biergärten, áreas nudistas e, claro, os famosos surfistas do Eisbach, que aparecem diariamente.

Monopteros, no Englischer Garten

No Lago Kleinhesserloher é possível andar de pedalinho no verão. Ali também está o See Haus, um restaurante e biergarten com vista para o lago. Nas proximidades da área sul do Englischer Garten estão dois museus interessantes: Haus der Kunst e o Museu Nacional Bávaro.

Munique em 3 dias: museus e palácios

Nymphenburg – Datado de 1675, o Palácio de Nymphenburg (Schloss Nymphenburg) serviu de residência de verão aos governantes da Baviera. É possível visitar a área interna do castelo, com seu museu (entrada paga), e o jardim do castelo (entrada gratuita). É definitivamente um passeio que vale muito a pena! O Palácio de Nymphenburg, inclusive, foi o local de nascimento do rei Ludwig II, famoso por ter construído o Castelo de Neuschwanstein e por ter sido patrono do compositor Richard Wagner.

Museus de Munique – Munique é casa de inúmeros museus – há certamente um para cada gosto! Para quem ama carros, o Museu da BMW. Arte clássica? Antiga Pinacoteca! Arte moderna é na Pinakothek der Moderne ou no Museu Brandhorst (o prédio, aliás, é lindo!). Para conhecer mais sobre a Baviera, o Museu Nacional da Baviera. Para saber mais sobre o nazismo, visite o NS-Dokumentationszentrum München, no qual estão documentadas as consequências do regime nazista e o papel da cidade como capital do movimento.

O que fazer domingo em Munique?

Se você pretende conhecer a cidade aos domingos, esteja preparado para encontrar as lojas fechadas, já que domingo é dia de folga oficialmente. As lojas geralmente funcionam das 9h às 20h horas de segunda a sexta; e até às 16h aos sábados. Restaurantes, no entanto, funcionam normalmente aos domingos.

Aos domingos alguns museus cobram apenas 1 euro na entrada – eles costumam funcionar apenas de terça a domingo, das 10h às 18 h.

Onde comer em Munique?

Se você está em Munique, então deve apreciar o melhor da comida bávara! Abra a sua mente para o que você encontrará de diferente na terra do rei Ludwig II:

Comida bávara

O café da manhã bávaro é minha refeição preferida por aqui. Ele consiste em weisswurst, bretzl e mostarda doce. Para acompanhar, cerveja! Sim, muitos bávaros bebem cerveja pela manhã. Mas, se assim como eu você prefere um cappuccino, fique à vontade também. Você irá encontrar o café da manhã bávaro em muitos Biergärten, mas eu recomendo o café da manhã no Kaisergarten. Em dias lotados, o atendimento está longe de ser o mais amigável, mas o ambiente e o cardápio com boas opções compensam.

No almoço ou jantar, a pedida é o Schweinshaxe, joelho de porco defumado acompanhado geralmente de repolho ou knödel de batata (um tipo de nhoque). E não estranhe se o Kaiserschmarrn aparecer como sugestão de prato principal no cardápio. Acompanhado de molho de maçã, esse prato da confeitaria austríaca é muito consumido nos Alpes assim mesmo, como refeição principal – e não sobremesa! É um daqueles costumes alemães que causam estranheza no primeiro contato.

Platzl, o ponto de encontro das cervejarias

O Platzl é uma rua que mais lembra uma praça, pertinho de Marienplatz. Ali está o Hofbräuhaus, cervejaria construída em 1589 pelo Duque Maximiliano I da Baviera como uma extensão da cervejaria Staatliches Hofbräuhaus.

Do outro lado da rua está a Augustiner am Platzl, a cervejaria mais antiga de Munique ainda em atividade – ela existe desde 1328! O prédio antigo da Augustiner, no entanto, ficava localizado em um mosteiro fora das muralhas da cidade. Até 1589, data da fundação da cervejaria Hofbräu, os monges agostinianos forneceram cerveja para a família real bávara Wittelsbach.

Biergärten

O que não faltam em Munique são Biergärten! Os mais famosos são o Biergarten am Chinesischen Turm, no Englischer Garten, Augustinerkeller, o mais antigo da cidade, e o Viktualienmarkt Beergarden, bem no centrinho histórico.

Munique em cada estação do ano

A energia de Munique muda muito em cada estação do ano. Se na primavera as caminhadas no parque ficam mais frequentes para aproveitar os dias mais longos, no verão é tempo de aproveitar os festivais e o clima bom tomando sol nas margens dos riachos que cortam o Englischer Garten. A melhor época para conhecer Munique é durante a primavera ou verão. No outono, os hotéis ficam lotados por causa da Oktoberfest. Veja o que fazer em Munique em cada estação do ano:

  • O que fazer em Munique na primavera: É quando acontece uma versão mais pacata e menos lotada da Oktoberfest: a Frühlingsfest. O festival acontece no mesmo lugar da famosa Oktoberfest – em Therensienwiese -, e lembra muito a estrutura do maior festival da cidade: conta com parque de diversões para as crianças e duas tendas que servem cerveja. A estrela da festa é a Frühlingsfestbier, uma cerveja sazonal com aromas de mel e caramelo disponível apenas entre meados de fevereiro e meados de maio. A festa ainda conta com um enorme mercado de pulgas e exposição de carros antigos. 

    A primavera também é um ótimo período para se aventurar nas trilhas nas montanhas alpinas ou fazer um piquenique em um dos lagos da região.
  • O que fazer em Munique no verão: Munique se enche de vida no verão! Há muita coisa acontecendo por toda a parte – de cinemas ao ar livre, concertos de música clássica gratuitos e festivais de rua com música e street food. É também uma ótima época para explorar os lagos da região e até fazer um churrasco na beira do Isar. A lista de atividades é grande e, por isso, fiz um post completo sobre o que fazer em Munique no verão e aproveitar a cidade ao ar livre.

  • O que fazer em Munique no outono: O clima começa a mudar e a chance de dias mais chuvosos aumenta. É também quando acontece a Oktoberfest!  Por isso, não se esqueça de manter sempre um casaco e um guarda-chuva na bolsa caso vá aproveitar a festa.

    No outono, é tempo também de wandern – talvez, o hobby mais alemão que existe! Um ditado alemão diz que “não há clima ruim, apenas roupa errada”. Por isso mesmo, os alemães caminham em parques e nas florestas próximas a Munique para catar cogumelos até quando o clima não está tão favorável assim. Se você curte natureza, pode ser uma boa ideia se juntar a eles!

  • O que fazer em Munique no inverno: Com dias curtos e clima instável fica difícil bater perna na cidade. Nesse caso, o charme do inverno mora nas feirinhas de Natal espalhadas por Munique (que acontecem do último final de semana de novembro até o Natal). No inverno, atrações como o Castelo de Neuschwanstein e as montanhas dos Alpes ganham um ar mágico por causa da neve. E, se você é fã de esportes, não faltam estações de esqui na região – Garmisch é uma das mais famosas.

    Quer mergulhar de vez em uma experiência cultural? Então vá a uma sauna! Em Munique, existem saunas públicas – a sauna Müllersches Volksbad, inaugurada em 1901 em estilo art noveau é uma das mais famosas. Atenção: os alemães costumam frequentar as saunas nus por questão de higiene e é, definitivamente, uma das experiências culturais mais intensas que você pode ter por aqui.

Onde se hospedar em Munique

Munique é uma cidade turística e, durante a Oktoberfest, fica muito difícil encontrar hotéis com bom custo benefício. Por isso, programe-se com bastante antecedência (pelo menos 6 meses antes) caso deseje visitar a cidade nessa época do ano (do dia 15 de setembro a meados de outubro). Veja quais os melhores bairros e onde se hospedar em Munique.

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Este artigo faz parte de uma blogagem coletiva sobre roteiros de viagem. Veja também os posts de outros blogs de viagem participantes:
+ Roteiro de viagem para a cidade do Porto
+ Mochilão pela Ásia – Roteiro de 53 dias de Viagem
+ O que fazer em Socorro – roteiro de fim de semana
+ O que fazer em Madri – 1 dia
+ Costa Oeste da Flórida: Roteiro de 7 dias de carro
+ Roteiro no Centro de Florianópolis: explorando a pé o centro histórico
+ Como planejar e fazer um roteiro de viagem?
+ Roteiro de viagem maravilhosa pelo México
+ Roteiro de igrejas católicas para visitar em Santos
+ Roteiro de Viagem: Belo Horizonte em 2 dias
+ Roteiro de 15 dias na China: uma viagem mãe e filha

Outros posts sobre a Alemanha

Landshuter Hochzeit 1475: uma viagem no tempo para um casamento medieval na Alemanha

Landshuter Hochzeit - casas coloridas em Landshut

Em 1902 um grupo de habitantes de Landshut, cidade da Alemanha a 75km de Munique, decidiu recriar uma pintura do hall da prefeitura. A pintura se tratava do”Landshuter Hochzeit 1475“, na qual o jovem duque Georg da Baviera-Landshut casou-se com a princesa polonesa Hedwig. O casamento é considerado uma das celebrações mais suntuosas do final da Idade Média.

Nascia ali uma das maiores paradas históricas da Europa: Landshuter Hochzeit 1475 (“Casamento de Landshut”, em português), o casamento da Idade Média que mobiliza a pequena cidade de Landshut, no interior da Baviera, a cada quatro anos.

O que é o Landshuter Hochzeit?

1475 é o ano que marca o casamento de Georg, filho do duque de Landshut, com a princesa polonesa Edvige Jagellona. O casamento de Georg e Edvige ficou conhecido por ser uma das festas mais deslumbrantes da Idade Média. E isso explica toda a mobilização do povo de Landshut em recriar o momento, né?

A história que começou com uma pintura em 1902, hoje reúne cerca de 2.400 pessoas em trajes medievais recriando o ano de 1475 em seus costumes e dia a dia.

Landshuter Hochzeit é uma parada especial porque não são apenas personagens circulando em trajes diferentes, como acontece em uma parada comum. Aqui, eles interagem entre eles como se estivessem em 1475: cozinham, lutam, conversam. Eles são, de fato, habitantes de Landshut – trata-se de uma mudança temporal, apenas. Os cavaleiros, camponeses, curandeiros e até charlatões interagem também com quem visita o centro histórico para participar da festa!

A experiência é incrível porque mobiliza toda a cidade: crianças, jovens, adultos e idosos, cada um com sua função na sociedade. Todos ali se preparam para celebrar o casamento real. É como viajar em uma máquina do tempo! A atenção aos detalhes é impressionante: os homens, por exemplo, possuem cabelos compridos porque era assim o corte de cabelo masculino na Idade Média. Também nada de joias ou relógios: não há (quase) nada de anacronismo ali.

Eu coloquei o meu dirdnl pra jogo (nada a ver com a festa, aliás! hahaha) e fui

No Landshuter Hochzeit, o inusitado é o charme da festa

Enquanto você circula livremente pelo centro histórico de Landshut, pode presenciar uma luta de espadas ou um camponês gentilmente te oferecer um pouco da carne que esta cozinhando em um fogaréu improvisado.

Enquanto isso, outro grupo de camponeses, ali pertinho, escuta atentamente um homem que jura que irá fazer um cego enxergar – é só esperar para ver o milagre! Mas, cuidado, a guarda real está se aproximando e, bem… É melhor dar passagem para eles. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo!

Acredite, em Landshut tudo pode acontecer – nos conformes da Idade Media, é claro.

Arena, uma experiência especial

A experiência no centro da cidade não é tudo. Na verdade, é só o começo! O festival ainda reserva uma área para o show de verdade.

Uma vez na Alemanha, nada mais justo do que se esbaldar na gastronomia do lugar. O jardim da cidade possui uma área reservada para barracas com o melhor da gastronomia bávara. É a chance de mergulhar nas canecas de um litro das cervejarias de Munique!

Quando o Landshuter Hochzeit acontece?

O Landshuter Hochzeit acontece a cada 4 anos. Esta versão do casamento de Landshut aconteceu em 2017. A próxima versão está marcada para começar dia 19 de maio de 2021. Se você estiver aproveitando o começo do verão em Munique, Landshut é o bate-volta perfeito.

Como chegar em Landshut?

É possível chegar a Landshut a partir de Munique de trem e carro. A viagem de trem sai da estação central de Munique (Hauptbahnhof) e dura cerca de 1 hora.

Landshut: onde se hospedar

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Para quem pretende passar alguns dias na cidade, vale dar uma olhada em alguns hoteis bem avaliados: o City Hotel Isar-Residenz é um hotel de 4 estrelas com bom café da manhã equipado com sauna e academia de ginástica.

Se você é do time que prefere um pouco mais de liberdade, o LA Serviced Apartments é um apart hotel com quartos equipados com cozinha e máquina de lavar roupa. Também oferece estacionamento gratuito.

Outros posts sobre a Alemanha

Verão em Munique: 19 ideias para aproveitar a cidade ao ar livre

Verão em Munique - Biergarten

O verão em Munique é único! E, apesar de a cidade estar bem longe do mar, o verão por aqui não perde nada para outras cidades costeiras. E isso é tão verdade que no verão a gente tenta ficar na Alemanha para aproveitar ao máximo tudo o que Munique oferece nessa estação do ano – mesmo que isso signifique abrir mão de outros destinos badalados nessa época.

Sim, há muito o que fazer em Munique no verão! Abaixo, listei os meus 19 passeios ao ar livre preferidos. Alguns passeios ainda não fui, mas estão na minha lista há um tempo e pretendo assim que o calor chegar (e a pandemia acabar, claro).

1. Opera für Alle

A magia da Opera für Alle em Munique

A Bayerische Staatsoper (Ópera do Estado da Baviera) promove concertos abertos ao público e gratuitos no verão. Os concertos da Münchner Opernfestspiele (Festival de Ópera de Munique) geralmente acontecem em determinados sábados do mês de julho, bem frente ao Nationaltheater, no centro da cidade, e você pode conferir a agenda aqui.

Leve uma toalha para se acomodar no chão, alguns snacks e aproveite o clima descontraído com boa música!

2. Tollwood

O Tollwood é um festival cultural e ambiental com proposta de defesa dos direitos humanos, bem-estar animal e do meio ambiente. Ele acontece duas vezes por ano: no verão e a no inverno (quando ele mais se parece um mercadinho de Natal).

No verão, geralmente o Tollwood tem uma vibe de circo e acontece no Olympiapark. Por lá, você encontrará barraquinhas com comidas de vários países, tendas de música e uma área para concertos (em alguns casos, pagos). A entrada é gratuita e o evento acontece nos meses de junho e julho.

3. Nadar e tomar sol no Eisbach

Verão em Munique - Eisbach
Verão em Munique: que tal um banho gelado no Schwabinger Bach?

É um dos meus programas de verão em Munique preferidos. Nos dias quentes, o parque lota com grupos fazendo pique-niques à beira do Eisbach, o riacho artificial de 2 km que corre dentro do Englischer Garten. Se tiver coragem, dê um mergulho na água gelada (“Eisbach” literalmente significa “riacho de gelo”)!

4. Passar o dia em um dos lagos perto de Munique

Lago Starnberger em um dia de verão

Se você estiver cansado da cidade (difícil!), pode ser uma boa ideia explorar os lagos dos arredores de Munique. Alguns bem famosos são o Lago Starnberger (25km, 30 minutos de trem) e o Lago Tegernsee (55km, 1h10 de trem). Nesses lugares existem áreas com gramados e píer na beira da água, além de restaurantes e ciclovias.

5. Piscinas públicas

Passar o verão nas piscinas públicas, conhecidas como Freibäder, é um costume dos alemães. A Dantebad é uma das maiores piscinas de Munique (a única piscina aquecida ao ar livre que funciona também no inverno). A Naturbad Maria Einsiedel é uma piscina abastecida com água do Rio Isar, que corta Munique – não estranhe se encontrar nudistas por ali. Já a Ungererbad é rodeada por gramados, possui toboágua para as crianças, além de quadras de vôlei de praia e campo de futebol.

Para horários e endereços, visite o site da SWM.

6. Open Air Kino

No verão, pipocam cinemas ao ar livre em Munique – há até estilo drive-in. O mais famoso deles é o Kino am Olympiasee, localizado no Olympiapark. O cinema funciona todos os dias no verão, a partir das 19h. Os bilhetes são vendidos apenas online e alguns filmes são exibidos em inglês.

7. Biergarten

Existe coisa mais alemã do que aproveitar o dia de verão em um Biergarten? Eu acho que não! Os Biergärten ficam lotados nessa época do ano e é essa mesmo a graça.

Os meus preferidos: o Seehaus, nas margens do Lago Kleinhesseloher, no Englischer Garten. O Biergarten da Torre Chinesa, também no Englischer Garten, é famosíssimo entre os turistas. Para um bom café da manhã bávaro (versão mais arrumadinha), o Kaisergarten é uma ótima opção – apesar do serviço nem sempre simpático. Bom, o que não faltam são Biergärten em Munique!

Dica: Munique é uma cidade em que os custos de hospedagem são relativamente altos. Para conquistar melhores preços de hotéis, planeje a viagem com antecedência. Veja quais os melhores bairros e onde se hospedar em Munique.

8. Munique de bicicleta: bike na beira do Isar

Ok, aqui é o Eisbach no Englischer Garten – mas vale também!

Munique é uma cidade com ótimas ciclovias, porque andar de bike aqui não é apenas um programa de lazer, mas um tipo de transporte que as pessoas usam no dia a dia. E, por isso mesmo, as regras devem ser respeitadas.

Um dos percursos mais legais para aproveitar Munique de bicicleta é o caminho que sobe o Rio Isar, e passa por Icking.

9. Que tal um sorvete de sabor nada óbvio?

Uma sorveteria específica ganhou fama por causa dos seus sorvetes de sabores inusitados: a Der Verrückte Eismacher. Com decoração que parece ter saído de “Alice no País das Maravilhas”, a sorveteria vende sorvete de sabores como bolognesa, cheeseburger e bacon.

Mas se você é do time que prefere os sabores mais tradicionais, experimente a Bartu (eles tem um quiosque no Englischer Garten). Os sorvetes de lá têm a fórmula bio. Meus sabores preferidos? Figo e New York Cheesecake. Muito, muito bons!

10. Churrasco na beira do Rio Isar

É um costume entre os alemães se reunir na beira do Rio Isar para churrascos. Uma grelha, um pouco de fogo, batatas embrulhadas no alumínio, pimentões no palito e o churrasco alemão está preparado!

Mas, atenção: em algumas áreas essa prática é proibida. Veja as regras para fazer o seu churrasco na beira do Isar ou em um dos parques da cidade aqui.

11.Passear no Jardim Botânico de Nymphenburg

Se você gosta é adora plantas, uma boa ideia pode ser visitar o Jardim Botânico de Nymphenburg. Lá, são cultivadas cerca de 19.600 espécies e subespécies de plantas. Aproveite para conhecer os interiores do Palácio de Nymphenburg, um palácio barroco de 1675 que serviu como morada de verão dos governantes da Baviera.

12. Fim de tarde no café da Faculdade de Arquitetura

Um dos lugares mais disputados para assistir o pôr-do-sol no verão em Munique é o café da Faculdade de Arquitetura, o Café im Vorhoelzer Forum. De lá, é possível ter a vista do skyline da cidade e dos Alpes enquanto toma um drinque com os amigos.

13. Bons drinques no Kulturstrand

Falando em bons drinques, no verão Munique também ganha bares com espreguiçadeiras e areia para você curtir o verão como se estivesse na praia. O mais famoso deles é o Kulturstrand, na beira do Rio Isar, com música e eventos culturais.

14. Pôr do sol no Olympiapark

Olympiapark: um pôr do sol com 360 graus de vista para o skyline de Munique

Além do café da Faculdade de Arquitetura, muita gente se reúne na montanha do Olympiapark para assistir o pôr do sol com 360 graus de vista.

Isso depois de um passeio no parque, que foi construído para receber os Jogos Olímpicos de Verão de 1972, um dos cartões-postais mais famosos da cidade.

15. Suco no Virtualienmarkt

O centro histórico de Munique é uma graça e por isso não poderia deixar de estar aqui um passeio pelo Virtualienmarkt, certo? Com suas tendas de frutas, embutidos e até Biergarten, vale a pena parar ali nem que seja para tomar um suco fresquinho depois de bater perna nas vielas do centro.

16. Dança na Praça dos Museus

Dança no pátio em um dos museus na Königsplatz

Há quem ame dançar. Nesse caso, vale a pena dar uma espiada nos grupos que se reúnem bem nos vãos dos museus de Munique. Grupos de apaixonados por tango e forró (sim, forró!) se reúnem por ali.

17. Colher morangos, amoras, mirtilos e framboesas

Taí um passeio que eu estou adiando há tempos, mas quero muito fazer. Em Munique, no verão é possível ir a uma fazenda de morangos (ou amoras, framboesas e mirtilos) e colher a fruta do pé.

Funciona assim: você paga um valor fixo, geralmente em torno de 10 euros, e pode levar uma caixa da fruta para casa (e comer lá dentro à vontade enquanto colhe). Alguns lugares ainda possuem um café, com bolos, tortas e sobremesas feitas com as frutas colhidas por ali mesmo. Uma experiência deliciosa!

18. Descer o Isar de bote inflável

Para quem curte um pouco de adrenalina, descer o Isar de bote é o programa perfeito para um verão em Munique! Nessa época, os alemães se reúnem com amigos e fazem até festas no bote. A descida é tranquila, mas em alguns trechos é preciso muito cuidado – principalmente em época de chuvas, quando troncos e galhos ficam presos entre as pedras.

A rota de descida do Isar geralmente começa em Icking (dentro de Munique, o uso de botes é proibido) e passa por hidrelétricas. Minha dica? Esteja com alguém que já conheça o percurso, porque alguns trechos são, de fato, perigosos. Você irá passar por algumas ilhas e praias de pedra onde os grupos se reúnem… É muito, muito legal!

19. Bahnwärter Thiel

Verão em Munique - Bahnwärter Thiel
Bahnwärter Thiel: onde há arte por toda a parte

O Bahnwärter Thiel é um lugar que nem todo mundo conhece e totalmente fora dos roteiros tradicionais sobre o que fazer em Munique. É um espaço criativo que mais lembra Berlim, é verdade.

Trata-se de um conglomerado de bondes e vagões de metrô, contêineres pintados e um guindaste, equipado com gôndolas flutuantes e carruagens, onde acontecem concertos, mercados de pulgas, noites de cinema, leitura… Enfim, é uma área cultural bem interessante e vale a pena visitá-la para descobrir o que está acontecendo por lá.

Nos meses de maio em junho, em Landshut, uma cidade a 70km de Munique, acontece o Landshuter Hochzeit 1475. No festival, que acontece a cada 4 anos, cerca de 2400 pessoas se reúnem para celebrar um casamento medieval entre um duque e uma princesa que aconteceu em 1475. Vale a pena visitar!

Outros posts sobre a Alemanha

7 costumes alemães que são um baita choque cultural

Costumes-Alemães-Pexels-por-Niki-Nagy.

Quando a gente pensa na Alemanha, logo imagina trens que chegam pontualmente (se eu conhecesse a Deutsche Bahn antes, não pensaria isso), pessoas sérias e bem focadas, muita tecnologia e vários tipos de salsicha. Nós também lembramos do 7×1 – afinal, como esquecer? Alguns estereótipos e costumes alemães são bem conhecidos mundo afora – outros, por outro lado, estão bem escondidinhos e é preciso mais do que uma viagem para descobri-los.

Costumes alemães: saindo da bolha em que eu cresci

Eu confesso que viver na Alemanha me fez perceber alguns costumes que eu nunca havia ouvido falar, mas que são intrínsecos à cultura alemã.

Há mais de seis anos namorando um alemão, dois anos vivendo em Munique e três meses explorando Berlim, posso dizer que sou, ao menos, iniciada nessa cultura. E vou te contar: alguns hábitos alemães eu aderi sim, mas outros eu prefiro deixar para lá!

É claro que essa lista de hábitos não é e nem pretende ser uma verdade universal, claro. Nem todos os alemães ficam pelados na sauna ou contam batatas. Mas isso acontece com certa regularidade. É apenas um relato de quem enxerga essa cultura com outra bagagem e referências culturais. Só.

1. Ficar pelado é ok!

Ops! Uma ilha na Croácia deixando claro para os alemães que ali o nudismo não é permitido, não

Esse foi definitivamente meu choque cultural preferido. Os alemães tem o hábito de frequentar saunas completamente nus e, em alguns lugares, esse hábito se estende a outros espaços públicos. Em Munique, por exemplo, existem 6 áreas dentro da cidade onde ficar sem roupas é permitido – uma delas fica no Englischer Garten. Gostei tanto desse costume alemão, que ir à sauna se tornou um dos meus passeios de inverno preferidos!

Eu já era fã de topless, porque a sensação de liberdade é muito grande. Mas poder ficar pelada sem se sentir ameaçada é outro nível de liberdade – principalmente para uma mulher que nasceu e foi criada em uma cultura machista como eu. Sinto que aqui os corpos são vistos apenas como corpos – e não há tanta objetificação ou sexualização do corpo como acontece no Brasil.

Na Alemanha o movimento Freikörperkultur, ou “cultura do corpo livre”, é muito forte. O FKK, abreviação do nome do movimento, era muito comum na República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) após a Segunda Guerra. Lá, a cultura do corpo livre era uma maneira de liberar a tensão em um ambiente tão restritivo – se permitir ficar sem roupa faz parte da cultura do bem-estar por aqui. E faz todo o sentido: se a gente busca uma sociedade livre, também devemos liberar nossos corpos, certo?

2. Já ouviu falar em wanderlust?

Essa palavrinha que ganhou os estúdios de tatuagem e é até considerada altmodisch (fora da moda) por aqui, na minha opinião, é um pouco controversa. Quer dizer, wanderlust seria algo como wandern + lust (vontade de vagar, literamente). Mas wandern é um hábito MUITO alemão e, na prática, significa basicamente “andar a pé por poucas horas ao ar livre”.

Desde pequenos, os alemães são ensinados que faz bem para o corpo um pouco de ar fresco todos os dias. Por isso, eles saem algumas horas a pé para dar uma volta e tomar ar puro. Se esse lugar for em meio a natureza, perfeito! Mas wandern em si não é um trekking: consiste em uma volta de algumas horas em um espaço aberto, só isso. Poderia ser dar uma volta no quarteirão ou em uma fazenda de soja.

Também não importa a temperatura lá fora ou se chove muito: eles acreditam que não existe clima bom ou ruim, existem apenas roupas erradas. E, por isso, eles dão a voltinha no quarteirão mesmo que esteja caindo o mundo.

3. Batatas contadas, um hábito muuuito alemão

“Quantas batatas você come?” é uma pergunta muito alemã. É claro que nem todos os alemães são assim, mas é um costume alemão perguntar a exata quantia que você irá comer para não sobrar comida. Isso vale para batatas, croissants, pães… Não estranhe se você for convidado para um jantar e esse tipo de pergunta aparecer na conversa. É um costume alemão perguntar quantidades para evitar desperdício.

4. Burocracia em modo analógico

Depois de morar na Itália, achava que a “terra da bota” era muito burocrática e analógica… Bem, até viver na Alemanha, onde absolutamente tudo deve ser resolvido por cartas. Quer cancelar um plano de celular? Envie uma carta. Quer se registrar na cidade? Uma carta vai te ajudar, com certeza. Boas e más notícias vem por cartas.

E nessa brincadeira de enviar cartas, semanas são perdidas para resolver problemas que seriam facilmente resolvidos por e-mail. Nervig.

5. Um seguro para tudo

Ah, se existe um costume alemão bastante difundido é a ideia de que os alemães são exímios poupadores. E quem poupa quer se proteger de imprevistos, certo? Por isso, a ideia de ter um seguro para absolutamente tudo faz muito sentido entre eles. Seguros para celular, para óculos escuros, para relógio, para bicicleta… Há seguro para todas as coisas na Alemanha!

6. Pães e frios no jantar, vegetais grelhados no churrasco

Tradicional jantar alemão: pães e frios

O jantar, na minha opinião, é a refeição menos valorizada por aqui. Quer dizer, ele quase sempre consiste em alimentos frios. Os alemães montam uma mesa com pães, diferentes tipos de queijos, alguns embutidos, legumes e… Prontinho, o jantar está na mesa! Os alemães sentem bastante orgulho dos pães produzidos por aqui: há uma infinidade de tipos, com destaque para os pães integrais, com diferentes tipos de sementes.

Quando o assunto é churrasco, esqueça a versão brasileira com diferentes tipos de carnes. No churrasco alemão há carne vermelha sim, mas eu tenho a impressão de que os vegetais (batatas embaladas no alumínio e espetinhos de pimentão estão sempre presentes) dividem os holofotes e ganham a mesma atenção na grelha. Apesar do alto consumo de embutidos, a Alemanha é um paraíso para os vegetarianos.

7. O que é cartão de crédito mesmo?

Essa é uma realidade que mudou um pouco por causa da pandemia (muitos comerciantes passaram a priorizar cartão sem contato). Mas, infelizmente, ainda é comum alguns lugares não aceitarem pagamento com cartão de crédito. Louco, né? É paradoxal perceber que os alemães, famosos pela tecnologia, evitam algumas novidades que facilitam demais a vida.