O que fazer em Munique, Alemanha: roteiro de 1, 2 ou 3 dias

Palácio Nymphenburg Munique Alemanha

A capital da Baviera é muito mais do que Oktoberfest! Munique é uma cidade cheia de história, com muitas cicatrizes em seus prédios, mas também é cheia de encantamento. Veja abaixo o que fazer em Munique em um roteiro de 1, 2 ou 3 dias! Bem provável que três dias não sejam o suficientes para conhecer tudo o que a cidade oferece – mas, definitivamente, é um bom começo.

Munique em 1 dia: explorando o centro histórico

Marienplatz

Tudo começa em Marienplatz, coração do centro histórico onde está a bela prefeitura da cidade. Marienplatz é o centro de Munique desde que a cidade foi fundada, em 1158. É ali que todo turista começa a explorar a cidade!

Ali está o belíssimo prédio neo-gótico da nova prefeitura (Neues Rathaus, em alemão). Repare bem nos bonequinhos no alto do edifício: o Munich Glockenspiel, datado de 1908, contém estatuetas representando histórias do passado de Munique que giram em dois níveis diariamente às 11h, 12h e 17h (o programa das 17h não funciona de novembro a fevereiro).

Viktualienmarkt

O Viktualienmarkt é um mercado ao ar livre cheio de alma! Ele começou como um mercado de fazendeiros e se tornou uma popular área de compras gourmet. O que não falta ali é tradição: ele existe há pelo menos 200 anos. São cerca de 110 revendedores que vendem frutas, verduras, frutas tropicais, carnes, caça, aves, queijos, peixes, pães e assados, especiarias e flores.

Odeonsplatz

Impossível passar batido pela Odeonsplatz. A fachada amarelo claro da Igreja Theatine, pode ser vista de longe. Ali também está o maior palácio em uma cidade da Alemanha: The Munich Residence. A Câmara do Tesouro, fundada em 1565 pelo duque Albrecht V, guarda mais de 1250 obras de arte, incluindo joias e medalhas da coroa bávara.

Munique em 2 dias: passeio nos parques da cidade

Olympiapark

O parque foi construído para os Jogos Olímpicos de Munique de 1972 (daí o nome!), e impressiona pelas construções de metal que dão ar futurista ao lugar. Ali você encontrará o Aquário Sea Life, o Estádio Olímpico e a Torre Olímpica, além de um pequeno lago onde nadam cisnes. Durante o verão em Munique, por ali também acontece o Open Air Kino, um cinema ao ar livre.

Englischer Garten

Considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, com seus 375 hectares de área verde, o Englischer Garten guarda pequenos tesouros, como vários biergärten, áreas nudistas e, claro, os famosos surfistas do Eisbach, que aparecem diariamente.

Monopteros, no Englischer Garten

No Lago Kleinhesserloher é possível andar de pedalinho no verão. Ali também está o See Haus, um restaurante e biergarten com vista para o lago. Nas proximidades da área sul do Englischer Garten estão dois museus interessantes: Haus der Kunst e o Museu Nacional Bávaro.

Munique em 3 dias: museus e palácios

Nymphenburg – Datado de 1675, o Palácio de Nymphenburg (Schloss Nymphenburg) serviu de residência de verão aos governantes da Baviera. É possível visitar a área interna do castelo, com seu museu (entrada paga), e o jardim do castelo (entrada gratuita). É definitivamente um passeio que vale muito a pena! O Palácio de Nymphenburg, inclusive, foi o local de nascimento do rei Ludwig II, famoso por ter construído o Castelo de Neuschwanstein e por ter sido patrono do compositor Richard Wagner.

Museus de Munique – Munique é casa de inúmeros museus – há certamente um para cada gosto! Para quem ama carros, o Museu da BMW. Arte clássica? Antiga Pinacoteca! Arte moderna é na Pinakothek der Moderne ou no Museu Brandhorst (o prédio, aliás, é lindo!). Para conhecer mais sobre a Baviera, o Museu Nacional da Baviera. Para saber mais sobre o nazismo, visite o NS-Dokumentationszentrum München, no qual estão documentadas as consequências do regime nazista e o papel da cidade como capital do movimento.

Onde comer em Munique?

Se você está em Munique, então deve apreciar o melhor da comida bávara! Abra a sua mente para o que você encontrará de diferente na terra do rei Ludwig II:

Comida bávara

O café da manhã bávaro é minha refeição preferida por aqui. Ele consiste em weisswurst, bretzl e mostarda doce. Para acompanhar, cerveja! Sim, muitos bávaros bebem cerveja pela manhã. Mas, se assim como eu você prefere um cappuccino, fique à vontade também. Você irá encontrar o café da manhã bávaro em muitos Biergärten, mas eu recomendo o café da manhã no Kaisergarten. Em dias lotados, o atendimento está longe de ser o mais amigável, mas o ambiente e o cardápio com boas opções compensam.

No almoço ou jantar, a pedida é o Schweinshaxe, joelho de porco defumado acompanhado geralmente de repolho ou knödel de batata (um tipo de nhoque). E não estranhe se o Kaiserschmarrn aparecer como sugestão de prato principal no cardápio. Acompanhado de molho de maçã, esse prato da confeitaria austríaca é muito consumido nos Alpes assim mesmo, como refeição principal – e não sobremesa! É um daqueles costumes alemães que causam estranheza no primeiro contato.

Platzl, o ponto de encontro das cervejarias

O Platzl é uma rua que mais lembra uma praça, pertinho de Marienplatz. Ali está o Hofbräuhaus, cervejaria construída em 1589 pelo Duque Maximiliano I da Baviera como uma extensão da cervejaria Staatliches Hofbräuhaus.

Do outro lado da rua está a Augustiner am Platzl, a cervejaria mais antiga de Munique ainda em atividade – ela existe desde 1328! O prédio antigo da Augustiner, no entanto, ficava localizado em um mosteiro fora das muralhas da cidade. Até 1589, data da fundação da cervejaria Hofbräu, os monges agostinianos forneceram cerveja para a família real bávara Wittelsbach.

Biergärten

O que não faltam em Munique são Biergärten! Os mais famosos são o Biergarten am Chinesischen Turm, no Englischer Garten, Augustinerkeller, o mais antigo da cidade, e o Viktualienmarkt Beergarden, bem no centrinho histórico.

Munique em cada estação do ano

A energia de Munique muda muito em cada estação do ano. Se na primavera as caminhadas no parque ficam mais frequentes para aproveitar os dias mais longos, no verão é tempo de aproveitar os festivais e o clima bom tomando sol nas margens dos riachos que cortam o Englischer Garten. A melhor época para conhecer Munique é durante a primavera ou verão. No outono, os hotéis ficam lotados por causa da Oktoberfest. Veja o que fazer em Munique em cada estação do ano:

  • Primavera: É quando acontece uma versão mais pacata e menos lotada da Oktoberfest: a Frühlingsfest. O festival acontece no mesmo lugar da famosa Oktoberfest – em Therensienwiese -, e lembra muito a estrutura do maior festival da cidade: conta com parque de diversões para as crianças e duas tendas que servem cerveja. A estrela da festa é a Frühlingsfestbier, uma cerveja sazonal com aromas de mel e caramelo disponível apenas entre meados de fevereiro e meados de maio. A festa ainda conta com um enorme mercado de pulgas e exposição de carros antigos. 

    A primavera também é um ótimo período para se aventurar nas trilhas nas montanhas alpinas ou fazer um piquenique em um dos lagos da região.
  • Verão: Munique se enche de vida no verão! Há muita coisa acontecendo por toda a parte – de cinemas ao ar livre, concertos de música clássica gratuitos e festivais de rua com música e street food. É também uma ótima época para explorar os lagos da região e até fazer um churrasco na beira do Isar. A lista de atividades é grande e, por isso, fiz um post completo sobre o que fazer em Munique no verão e aproveitar a cidade ao ar livre.

  • Outono: O clima começa a mudar e a chance de dias mais chuvosos aumenta. É também quando acontece a Oktoberfest!  Por isso, não se esqueça de manter sempre um casaco e um guarda-chuva na bolsa caso vá aproveitar a festa.

    No outono, é tempo também de wandern – talvez, o hobby mais alemão que existe! Um ditado alemão diz que “não há clima ruim, apenas roupa errada”. Por isso mesmo, os alemães caminham em parques e nas florestas próximas a Munique para catar cogumelos até quando o clima não está tão favorável assim. Se você curte natureza, pode ser uma boa ideia se juntar a eles!

  • Inverno: Com dias curtos e clima instável fica difícil bater perna na cidade. Nesse caso, o charme do inverno mora nas feirinhas de Natal espalhadas por Munique. No inverno, atrações como o Castelo de Neuschwanstein e as montanhas dos Alpes ganham um ar mágico por causa da neve. E, se você é fã de esportes, não faltam estações de esqui na região – Garmisch é uma das mais famosas.

    Quer mergulhar de vez em uma experiência cultural? Então vá a uma sauna! Em Munique, existem saunas públicas – a sauna Müllersches Volksbad, inaugurada em 1901 em estilo art noveau é uma das mais famosas. Atenção: os alemães costumam frequentar as saunas nus por questão de higiene e é, definitivamente, uma das experiências culturais mais intensas que você pode ter por aqui.

Este artigo faz parte de uma blogagem coletiva sobre roteiros de viagem. Veja também os posts de outros blogs de viagem participantes:
+ Roteiro de viagem para a cidade do Porto
+ Mochilão pela Ásia – Roteiro de 53 dias de Viagem
+ O que fazer em Socorro – roteiro de fim de semana
+ O que fazer em Madri – 1 dia
+ Costa Oeste da Flórida: Roteiro de 7 dias de carro
+ Roteiro no Centro de Florianópolis: explorando a pé o centro histórico
+ Como planejar e fazer um roteiro de viagem?
+ Roteiro de viagem maravilhosa pelo México
+ Roteiro de igrejas católicas para visitar em Santos
+ Roteiro de Viagem: Belo Horizonte em 2 dias
+ Roteiro de 15 dias na China: uma viagem mãe e filha

Outros posts sobre a Alemanha

Landshuter Hochzeit 1475: uma viagem no tempo para um casamento medieval na Alemanha

Landshuter Hochzeit - casas coloridas em Landshut

Em 1902 um grupo de habitantes de Landshut, cidade da Alemanha a 75km de Munique, decidiu recriar uma pintura do hall da prefeitura. A pintura se tratava do”Landshuter Hochzeit 1475“, na qual o jovem duque Georg da Baviera-Landshut casou-se com a princesa polonesa Hedwig. O casamento é considerado uma das celebrações mais suntuosas do final da Idade Média.

Nascia ali uma das maiores paradas históricas da Europa: Landshuter Hochzeit 1475 (“Casamento de Landshut”, em português), o casamento da Idade Média que mobiliza a pequena cidade de Landshut, no interior da Baviera, a cada quatro anos.

O que é o Landshuter Hochzeit?

1475 é o ano que marca o casamento de Georg, filho do duque de Landshut, com a princesa polonesa Edvige Jagellona. O casamento de Georg e Edvige ficou conhecido por ser uma das festas mais deslumbrantes da Idade Média. E isso explica toda a mobilização do povo de Landshut em recriar o momento, né?

A história que começou com uma pintura em 1902, hoje reúne cerca de 2.400 pessoas em trajes medievais recriando o ano de 1475 em seus costumes e dia a dia.

Landshuter Hochzeit é uma parada especial porque não são apenas personagens circulando em trajes diferentes, como acontece em uma parada comum. Aqui, eles interagem entre eles como se estivessem em 1475: cozinham, lutam, conversam. Eles são, de fato, habitantes de Landshut – trata-se de uma mudança temporal, apenas. Os cavaleiros, camponeses, curandeiros e até charlatões interagem também com quem visita o centro histórico para participar da festa!

A experiência é incrível porque mobiliza toda a cidade: crianças, jovens, adultos e idosos, cada um com sua função na sociedade. Todos ali se preparam para celebrar o casamento real. É como viajar em uma máquina do tempo! A atenção aos detalhes é impressionante: os homens, por exemplo, possuem cabelos compridos porque era assim o corte de cabelo masculino na Idade Média. Também nada de joias ou relógios: não há (quase) nada de anacronismo ali.

Eu coloquei o meu dirdnl pra jogo (nada a ver com a festa, aliás! hahaha) e fui

No Landshuter Hochzeit, o inusitado é o charme da festa

Enquanto você circula livremente pelo centro histórico de Landshut, pode presenciar uma luta de espadas ou um camponês gentilmente te oferecer um pouco da carne que esta cozinhando em um fogaréu improvisado.

Enquanto isso, outro grupo de camponeses, ali pertinho, escuta atentamente um homem que jura que irá fazer um cego enxergar – é só esperar para ver o milagre! Mas, cuidado, a guarda real está se aproximando e, bem… É melhor dar passagem para eles. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo!

Acredite, em Landshut tudo pode acontecer – nos conformes da Idade Media, é claro.

Arena, uma experiência especial

A experiência no centro da cidade não é tudo. Na verdade, é só o começo! O festival ainda reserva uma área para o show de verdade.

Uma vez na Alemanha, nada mais justo do que se esbaldar na gastronomia do lugar. O jardim da cidade possui uma área reservada para barracas com o melhor da gastronomia bávara. É a chance de mergulhar nas canecas de um litro das cervejarias de Munique!

Quando o Landshuter Hochzeit acontece?

O Landshuter Hochzeit acontece a cada 4 anos. Esta versão do casamento de Landshut aconteceu em 2017. A próxima versão está marcada para começar dia 19 de maio de 2021. Se você estiver aproveitando o começo do verão em Munique, Landshut é o bate-volta perfeito.

Como chegar em Landshut?

É possível chegar a Landshut a partir de Munique de trem e carro. A viagem de trem sai da estação central de Munique (Hauptbahnhof) e dura cerca de 1 hora.

Landshut: onde se hospedar

Booking.com

Para quem pretende passar alguns dias na cidade, vale dar uma olhada em alguns hoteis bem avaliados: o City Hotel Isar-Residenz é um hotel de 4 estrelas com bom café da manhã equipado com sauna e academia de ginástica.

Se você é do time que prefere um pouco mais de liberdade, o LA Serviced Apartments é um apart hotel com quartos equipados com cozinha e máquina de lavar roupa. Também oferece estacionamento gratuito.

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Verão em Munique: 19 ideias para aproveitar a cidade ao ar livre

Verão em Munique - Biergarten

O verão em Munique é único! E, apesar de a cidade estar bem longe do mar, o verão por aqui não perde nada para outras cidades costeiras. E isso é tão verdade que no verão a gente tenta ficar na Alemanha para aproveitar ao máximo tudo o que Munique oferece nessa estação do ano – mesmo que isso signifique abrir mão de outros destinos badalados nessa época.

Sim, há muito o que fazer em Munique no verão! Abaixo, listei os meus 19 passeios ao ar livre preferidos. Alguns passeios ainda não fui, mas estão na minha lista há um tempo e pretendo assim que o calor chegar (e a pandemia acabar, claro).

1. Opera für Alle

A magia da Opera für Alle em Munique

A Bayerische Staatsoper (Ópera do Estado da Baviera) promove concertos abertos ao público e gratuitos no verão. Os concertos da Münchner Opernfestspiele (Festival de Ópera de Munique) geralmente acontecem em determinados sábados do mês de julho, bem frente ao Nationaltheater, no centro da cidade, e você pode conferir a agenda aqui.

Leve uma toalha para se acomodar no chão, alguns snacks e aproveite o clima descontraído com boa música!

2. Tollwood

O Tollwood é um festival cultural e ambiental com proposta de defesa dos direitos humanos, bem-estar animal e do meio ambiente. Ele acontece duas vezes por ano: no verão e a no inverno (quando ele mais se parece um mercadinho de Natal).

No verão, geralmente o Tollwood tem uma vibe de circo e acontece no Olympiapark. Por lá, você encontrará barraquinhas com comidas de vários países, tendas de música e uma área para concertos (em alguns casos, pagos). A entrada é gratuita e o evento acontece nos meses de junho e julho.

3. Nadar e tomar sol no Eisbach

Verão em Munique - Eisbach
Verão em Munique: que tal um banho gelado no Schwabinger Bach?

É um dos meus programas de verão em Munique preferidos. Nos dias quentes, o parque lota com grupos fazendo pique-niques à beira do Eisbach, o riacho artificial de 2 km que corre dentro do Englischer Garten. Se tiver coragem, dê um mergulho na água gelada (“Eisbach” literalmente significa “riacho de gelo”)!

4. Passar o dia em um dos lagos perto de Munique

Lago Starnberger em um dia de verão

Se você estiver cansado da cidade (difícil!), pode ser uma boa ideia explorar os lagos dos arredores de Munique. Alguns bem famosos são o Lago Starnberger (25km, 30 minutos de trem) e o Lago Tegernsee (55km, 1h10 de trem). Nesses lugares existem áreas com gramados e píer na beira da água, além de restaurantes e ciclovias.

5. Piscinas públicas

Passar o verão nas piscinas públicas, conhecidas como Freibäder, é um costume dos alemães. A Dantebad é uma das maiores piscinas de Munique (a única piscina aquecida ao ar livre que funciona também no inverno). A Naturbad Maria Einsiedel é uma piscina abastecida com água do Rio Isar, que corta Munique – não estranhe se encontrar nudistas por ali. Já a Ungererbad é rodeada por gramados, possui toboágua para as crianças, além de quadras de vôlei de praia e campo de futebol.

Para horários e endereços, visite o site da SWM.

6. Open Air Kino

No verão, pipocam cinemas ao ar livre em Munique – há até estilo drive-in. O mais famoso deles é o Kino am Olympiasee, localizado no Olympiapark. O cinema funciona todos os dias no verão, a partir das 19h. Os bilhetes são vendidos apenas online e alguns filmes são exibidos em inglês.

7. Biergarten

Existe coisa mais alemã do que aproveitar o dia de verão em um Biergarten? Eu acho que não! Os Biergärten ficam lotados nessa época do ano e é essa mesmo a graça.

Os meus preferidos: o Seehaus, nas margens do Lago Kleinhesseloher, no Englischer Garten. O Biergarten da Torre Chinesa, também no Englischer Garten, é famosíssimo entre os turistas. Para um bom café da manhã bávaro (versão mais arrumadinha), o Kaisergarten é uma ótima opção – apesar do serviço nem sempre simpático. Bom, o que não faltam são Biergärten em Munique!

8. Munique de bicicleta: bike na beira do Isar

Ok, aqui é o Eisbach no Englischer Garten – mas vale também!

Munique é uma cidade com ótimas ciclovias, porque andar de bike aqui não é apenas um programa de lazer, mas um tipo de transporte que as pessoas usam no dia a dia. E, por isso mesmo, as regras devem ser respeitadas.

Um dos percursos mais legais para aproveitar Munique de bicicleta é o caminho que sobe o Rio Isar, e passa por Icking.

9. Que tal um sorvete de sabor nada óbvio?

Uma sorveteria específica ganhou fama por causa dos seus sorvetes de sabores inusitados: a Der Verrückte Eismacher. Com decoração que parece ter saído de “Alice no País das Maravilhas”, a sorveteria vende sorvete de sabores como bolognesa, cheeseburger e bacon.

Mas se você é do time que prefere os sabores mais tradicionais, experimente a Bartu (eles tem um quiosque no Englischer Garten). Os sorvetes de lá têm a fórmula bio. Meus sabores preferidos? Figo e New York Cheesecake. Muito, muito bons!

10. Churrasco na beira do Rio Isar

É um costume entre os alemães se reunir na beira do Rio Isar para churrascos. Uma grelha, um pouco de fogo, batatas embrulhadas no alumínio, pimentões no palito e o churrasco alemão está preparado!

Mas, atenção: em algumas áreas essa prática é proibida. Veja as regras para fazer o seu churrasco na beira do Isar ou em um dos parques da cidade aqui.

11.Passear no Jardim Botânico de Nymphenburg

Se você gosta é adora plantas, uma boa ideia pode ser visitar o Jardim Botânico de Nymphenburg. Lá, são cultivadas cerca de 19.600 espécies e subespécies de plantas. Aproveite para conhecer os interiores do Palácio de Nymphenburg, um palácio barroco de 1675 que serviu como morada de verão dos governantes da Baviera.

12. Fim de tarde no café da Faculdade de Arquitetura

Um dos lugares mais disputados para assistir o pôr-do-sol no verão em Munique é o café da Faculdade de Arquitetura, o Café im Vorhoelzer Forum. De lá, é possível ter a vista do skyline da cidade e dos Alpes enquanto toma um drinque com os amigos.

13. Bons drinques no Kulturstrand

Falando em bons drinques, no verão Munique também ganha bares com espreguiçadeiras e areia para você curtir o verão como se estivesse na praia. O mais famoso deles é o Kulturstrand, na beira do Rio Isar, com música e eventos culturais.

14. Pôr do sol no Olympiapark

Olympiapark: um pôr do sol com 360 graus de vista para o skyline de Munique

Além do café da Faculdade de Arquitetura, muita gente se reúne na montanha do Olympiapark para assistir o pôr do sol com 360 graus de vista.

Isso depois de um passeio no parque, que foi construído para receber os Jogos Olímpicos de Verão de 1972, um dos cartões-postais mais famosos da cidade.

15. Suco no Virtualienmarkt

O centro histórico de Munique é uma graça e por isso não poderia deixar de estar aqui um passeio pelo Virtualienmarkt, certo? Com suas tendas de frutas, embutidos e até Biergarten, vale a pena parar ali nem que seja para tomar um suco fresquinho depois de bater perna nas vielas do centro.

16. Dança na Praça dos Museus

Dança no pátio em um dos museus na Königsplatz

Há quem ame dançar. Nesse caso, vale a pena dar uma espiada nos grupos que se reúnem bem nos vãos dos museus de Munique. Grupos de apaixonados por tango e forró (sim, forró!) se reúnem por ali.

17. Colher morangos, amoras, mirtilos e framboesas

Taí um passeio que eu estou adiando há tempos, mas quero muito fazer. Em Munique, no verão é possível ir a uma fazenda de morangos (ou amoras, framboesas e mirtilos) e colher a fruta do pé.

Funciona assim: você paga um valor fixo, geralmente em torno de 10 euros, e pode levar uma caixa da fruta para casa (e comer lá dentro à vontade enquanto colhe). Alguns lugares ainda possuem um café, com bolos, tortas e sobremesas feitas com as frutas colhidas por ali mesmo. Uma experiência deliciosa!

18. Descer o Isar de bote inflável

Para quem curte um pouco de adrenalina, descer o Isar de bote é o programa perfeito para um verão em Munique! Nessa época, os alemães se reúnem com amigos e fazem até festas no bote. A descida é tranquila, mas em alguns trechos é preciso muito cuidado – principalmente em época de chuvas, quando troncos e galhos ficam presos entre as pedras.

A rota de descida do Isar geralmente começa em Icking (dentro de Munique, o uso de botes é proibido) e passa por hidrelétricas. Minha dica? Esteja com alguém que já conheça o percurso, porque alguns trechos são, de fato, perigosos. Você irá passar por algumas ilhas e praias de pedra onde os grupos se reúnem… É muito, muito legal!

19. Bahnwärter Thiel

Verão em Munique - Bahnwärter Thiel
Bahnwärter Thiel: onde há arte por toda a parte

O Bahnwärter Thiel é um lugar que nem todo mundo conhece e totalmente fora dos roteiros tradicionais sobre o que fazer em Munique. É um espaço criativo que mais lembra Berlim, é verdade.

Trata-se de um conglomerado de bondes e vagões de metrô, contêineres pintados e um guindaste, equipado com gôndolas flutuantes e carruagens, onde acontecem concertos, mercados de pulgas, noites de cinema, leitura… Enfim, é uma área cultural bem interessante e vale a pena visitá-la para descobrir o que está acontecendo por lá.

Nos meses de maio em junho, em Landshut, uma cidade a 70km de Munique, acontece o Landshuter Hochzeit 1475. No festival, que acontece a cada 4 anos, cerca de 2400 pessoas se reúnem para celebrar um casamento medieval entre um duque e uma princesa que aconteceu em 1475. Vale a pena visitar!

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7 costumes alemães que foram um baita choque cultural

Costumes-Alemães-Pexels-por-Niki-Nagy.

Quando a gente pensa na Alemanha, logo imagina trens que chegam pontualmente (se eu conhecesse a Deutsche Bahn antes, não pensaria isso), pessoas sérias e bem focadas, muita tecnologia e vários tipos de salsicha. Nós também lembramos do 7×1 – afinal, como esquecer? Alguns estereótipos e costumes alemães são bem conhecidos mundo afora – outros, por outro lado, estão bem escondidinhos e é preciso mais do que uma viagem para descobri-los.

Costumes alemães: saindo da bolha em que eu cresci

Eu confesso que viver na Alemanha me fez perceber alguns costumes que eu nunca havia ouvido falar, mas que são intrínsecos à cultura alemã.

Há mais de seis anos namorando um alemão, dois anos vivendo em Munique e três meses explorando Berlim, posso dizer que sou, ao menos, iniciada nessa cultura. E vou te contar: alguns hábitos alemães eu aderi sim, mas outros eu prefiro deixar para lá!

É claro que essa lista de hábitos não é e nem pretende ser uma verdade universal, claro. Nem todos os alemães ficam pelados na sauna ou contam batatas. Mas isso acontece com certa regularidade. É apenas um relato de quem enxerga essa cultura com outra bagagem e referências culturais. Só.

1. Ficar pelado é ok!

Ops! Uma ilha na Croácia deixando claro para os alemães que ali o nudismo não é permitido, não

Esse foi definitivamente meu choque cultural preferido. Os alemães tem o hábito de frequentar saunas completamente nus e, em alguns lugares, esse hábito se estende a outros espaços públicos. Em Munique, por exemplo, existem 6 áreas dentro da cidade onde ficar sem roupas é permitido – uma delas fica no Englischer Garten. Gostei tanto desse costume alemão, que ir à sauna se tornou um dos meus passeios de inverno preferidos!

Eu já era fã de topless, porque a sensação de liberdade é muito grande. Mas poder ficar pelada sem se sentir ameaçada é outro nível de liberdade – principalmente para uma mulher que nasceu e foi criada em uma cultura machista como eu. Sinto que aqui os corpos são vistos apenas como corpos – e não há tanta objetificação ou sexualização do corpo como acontece no Brasil.

Na Alemanha o movimento Freikörperkultur, ou “cultura do corpo livre”, é muito forte. O FKK, abreviação do nome do movimento, era muito comum na República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) após a Segunda Guerra. Lá, a cultura do corpo livre era uma maneira de liberar a tensão em um ambiente tão restritivo – se permitir ficar sem roupa faz parte da cultura do bem-estar por aqui. E faz todo o sentido: se a gente busca uma sociedade livre, também devemos liberar nossos corpos, certo?

2. Já ouviu falar em wanderlust?

Essa palavrinha que ganhou os estúdios de tatuagem e é até considerada altmodisch (fora da moda) por aqui, na minha opinião, é um pouco controversa. Quer dizer, wanderlust seria algo como wandern + lust (vontade de vagar, literamente). Mas wandern é um hábito MUITO alemão e, na prática, significa basicamente “andar a pé por poucas horas ao ar livre”.

Desde pequenos, os alemães são ensinados que faz bem para o corpo um pouco de ar fresco todos os dias. Por isso, eles saem algumas horas a pé para dar uma volta e tomar ar puro. Se esse lugar for em meio a natureza, perfeito! Mas wandern em si não é um trekking: consiste em uma volta de algumas horas em um espaço aberto, só isso. Poderia ser dar uma volta no quarteirão ou em uma fazenda de soja.

Também não importa a temperatura lá fora ou se chove muito: eles acreditam que não existe clima bom ou ruim, existem apenas roupas erradas. E, por isso, eles dão a voltinha no quarteirão mesmo que esteja caindo o mundo.

3. Batatas contadas, um hábito muuuito alemão

“Quantas batatas você come?” é uma pergunta muito alemã. É claro que nem todos os alemães são assim, mas é um costume alemão perguntar a exata quantia que você irá comer para não sobrar comida. Isso vale para batatas, croissants, pães… Não estranhe se você for convidado para um jantar e esse tipo de pergunta aparecer na conversa. É um costume alemão perguntar quantidades para evitar desperdício.

4. Burocracia em modo analógico

Depois de morar na Itália, achava que a “terra da bota” era muito burocrática e analógica… Bem, até viver na Alemanha, onde absolutamente tudo deve ser resolvido por cartas. Quer cancelar um plano de celular? Envie uma carta. Quer se registrar na cidade? Uma carta vai te ajudar, com certeza. Boas e más notícias vem por cartas.

E nessa brincadeira de enviar cartas, semanas são perdidas para resolver problemas que seriam facilmente resolvidos por e-mail. Nervig.

5. Um seguro para tudo

Ah, se existe um costume alemão bastante difundido é a ideia de que os alemães são exímios poupadores. E quem poupa quer se proteger de imprevistos, certo? Por isso, a ideia de ter um seguro para absolutamente tudo faz muito sentido entre eles. Seguros para celular, para óculos escuros, para relógio, para bicicleta… Há seguro para todas as coisas na Alemanha!

6. Pães e frios no jantar, vegetais grelhados no churrasco

Tradicional jantar alemão: pães e frios

O jantar, na minha opinião, é a refeição menos valorizada por aqui. Quer dizer, ele quase sempre consiste em alimentos frios. Os alemães montam uma mesa com pães, diferentes tipos de queijos, alguns embutidos, legumes e… Prontinho, o jantar está na mesa! Os alemães sentem bastante orgulho dos pães produzidos por aqui: há uma infinidade de tipos, com destaque para os pães integrais, com diferentes tipos de sementes.

Quando o assunto é churrasco, esqueça a versão brasileira com diferentes tipos de carnes. No churrasco alemão há carne vermelha sim, mas eu tenho a impressão de que os vegetais (batatas embaladas no alumínio e espetinhos de pimentão estão sempre presentes) dividem os holofotes e ganham a mesma atenção na grelha. Apesar do alto consumo de embutidos, a Alemanha é um paraíso para os vegetarianos.

7. O que é cartão de crédito mesmo?

Essa é uma realidade que mudou um pouco por causa da pandemia (muitos comerciantes passaram a priorizar cartão sem contato). Mas, infelizmente, ainda é comum alguns lugares não aceitarem pagamento com cartão de crédito. Louco, né? É paradoxal perceber que os alemães, famosos pela tecnologia, evitam algumas novidades que facilitam demais a vida.

Soinsee: um lago escondido nos Alpes bávaros

Soinsee - Lago nos Alpes Bávaros

Aos poucos, a vida está voltando ao normal aqui na Alemanha. Quer dizer, caminhamos para o “novo normal” – talvez. Agora, podemos sair de casa e encontrar amigos sem correr o risco de levar uma multa por isso. As máscaras, no entanto, viraram regra em locais fechados como transportes públicos e supermercados. Na porta das lojas, há sempre um vidrinho com álcool em gel para que higienizemos as mãos antes de entrar.

Na última semana, decidimos aproveitar os primeiros dias de liberdade e sol para fazer uma trilha nos arredores da cidade, já que é verão em Munique A escolhida? A trilha para Soinsee, um lago escondido no alto das montanhas dos Alpes bávaros (a 1.458 metros de altitude!), que fica congelado de seis a oito meses por ano.

A trilha para Soinsee: como chegar

Com até doze metros de profundidade, o Soinsee está localizado no município de Bayrischzell. O lago só pode ser acessado a pé a partir de Bayrischzell ou Spitzingsee.

Osterhofen: uma vilinha com as famosas construções bávaras

Por isso, pegamos um trem de Munique até Osterhofen (cerca de 1h20), município que faz parte de Bayrischzell, e seguimos a pé até a trilha para Soinsee. Eis a trilha que seguimos:

A trilha é relativamente fácil e apenas nos quilômetros finais se tornou cansativa de verdade.

Soinsee: o início da trilha
Soinsee: o início da trilha

Como estamos na primavera, as paisagens dos Alpes ganharam cores e cores por causa das flores. Rosas, azuis, lilases, muitos e muitos amarelos. Os campos abertos, as vistas lá do alto das casinhas isoladas e as montanhas ao redor… Absolutamente tudo idilicamente bonito!

Clássica: uma foto com as florzinhas da trilha para o Soinsee

O que me encantou de verdade foram os pequenos riachos que correm a montanha. À medida que você chega perto do topo da montanha onde está localizado o lago e acompanha com o olhar o caminho que a água faz, percebe uma cachoeira caindo logo à frente.

Lá no alto da montanha, grupos de trilheiros se reuniam para piqueniques à beira das águas verde esmeralda do Soinsee. Uma mulher decidiu se arriscar nas águas geladas e um labrador nadava empolgado. Uma enorme pedra cortava a paisagem e o lago também.

Soinsee: onde grupos se reúnem para piqueniques

Não há cabanas, nem abrigos na trilha e no lago. Por isso, não se esqueça de levar bastante água e snacks. Como era feriado, os restaurantes e cafés da pequena Osterhofen também estavam todos fechados.

Alguns trilheiros se aventuravam a ir ainda mais alto. Nós, no entanto, decidimos voltar… É que o cansaço da primeira trilha do ano já estava instalado.

Devagar a gente vai longe – dizem.

Soinsee: quando ir?

O Soinsee é um lago que fica congelado até oito meses por ano. Por isso, o melhor período para visitá-lo é no fim da primavera e durante todo o verão, quando as paisagens já ganharam mais cor e o gelo derreteu.

Onde se hospedar

A trilha para Soinsee é perfeita para ser feita em um day trip a partir de Munique, mas se você preferir ficar na região pra explorar outras trilhas e apreciar a paisagem com calma, vale a pena se hospedar em uma das tradicionais guesthouses bávaras, como o Exklusives Alpenchalet, com sauna e jacuzzi, e o DEVA Hotel Alpenhof, com piscina e spa.

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Alugar quarto em Berlim, uma missão quase impossível

Alugar quarto em Berlim

Em setembro comemoro mesversário de três meses em Berlim! Seria lindo se não fosse trágico: chegou ao fim meu contrato nesse apartamento. Em outras palavras: em outubro ficarei sem casa para morar! E o meu desânimo está no fato de que alugar quarto em Berlim é uma saga por si só.

Enquanto preparo as malas (uma de 32kg, uma de 15kg, um mochilão, a mochila do notebook e uma bolsa para a câmera – enumerar o peso faz parte do #drama), escrevo esse texto que mistura um pouco de desilusão e ansiedade. Porque é muito ruim não saber onde você vai morar mês que vem.

Pode ser que eu encontre um quarto espaçoso, iluminado, com boa localização e flatmates gente boa, como foi esse quarto de agora. Pode ser que eu volte para um hostel enquanto a busca continua – o que eu, confesso, já estou acostumada mas me faz muito infeliz. Pode ser que eu vá para a Polônia. Pode ser que <insira aqui qualquer coisa>.

Charlottenburg, em Berlim
Vista da janela do meu quarto em Charlottenburg

Alugar quarto em Berlim: por que não Airbnb?

Aqui em Berlim não existe Airbnb. A prefeitura da cidade proibiu e a razão é simples: a demanda por apartamentos é altíssima e a possibilidade de ter Airbnb significaria que os donos de apartamentos poderiam ganhar mais alugando quartos para turistas enquanto os habitantes da cidade se digladiariam para encontrar um quartinho decente. Os preços iriam às alturas. E também tem a história dos impostos. Então a prefeitura achou melhor não. Então, não existe Airbnb e… Eu acho isso ótimo. Nunca pensei que diria algo do tipo, mas é verdade.

Alugar quarto em Berlim ficou mais fácil porque não tem Airbnb.

Em Berlim, para anunciar o imóvel no Airbnb, o proprietário deve fazer um cadastro na prefeitura e aguardar uma autorização. Mais: os donos só podem disponibilizar até 50% da área do apê.

Mas, de qualquer forma, grande parte dos quartos são alugados para curta temporada: de um mês a seis meses. E isso também significa que pessoas como eu ficam mudando e mudando sempre. Há uma certa rotatividade entre os habitantes não-alemães – o que permite que você viva em bairros distintos e em diferentes Berlins. Há a Berlim dos baladeiros, vegetarianos, coxinhas, do pessoal de tecnologia, a Berlim artística… Há muitas Berlins!

E como cada bairro possui um meio ambiente próprio, dificilmente as pessoas saem da região onde moram. Como nada é perfeito, em quartos de curta temporada dificilmente os landlords oferecem a possibilidade de registro no município. E sem registro no município você é só um turista.

Como alugar quarto em Berlim
Em Berlim aprendi que essas araras a la Pinterest fazem sucesso porque são baratas na Ikea. Quem é que compra móveis de verdade quando está de mudança o tempo todo?

Como alugar quarto em Berlim: sites e grupos no Facebook

Há alguns sites que facilitam a tarefa de encontrar um quarto em Berlim. O mais famoso deles é o Wg-Gesucht. Lá, você vai encontrar quartos, lofts e apartamentos inteiros para alugar. Mas, como eu disse, a disputa é acirrada. Então, não se apegue a nenhum quarto com anúncio interessante.

Escreva um mini perfil com suas qualidades, o que você está fazendo em Berlim, quanto tempo pretende ficar, se é baladeiro ou não, vegetariano ou não, fuma ou não (as pessoas levam a sério isso por aqui) e envie para o maior número de anúncios possível. Quase nunca eles respondem, mas pode ser que você dê sorte.

Dicas para morar na Alemanha - Alugar quarto em Berlim
Dicas para morar na Alemanha: como alugar quarto em Berlim

Na minha opinião, a melhor maneira para encontrar um quarto para alugar é por meio dos grupos de Facebook. Estou em três muito bons: WG-Zimmer & Wohnungen Berlin, Zimmer in Berlin, Zwischenmiete e Short-term accommodation Berlin: WG, Zwischenmiete, flat-share, Zimmerbörse. Foi lá que encontrei esse apê que estou deixando, aliás.

Nesses grupos, a disputa é clara: é comum você ver 50 pessoas enviando mensagens interessadas em cada anúncio. Os primeiros a enviarem a mensagem inbox para o autor do anúncio tem prioridade. Quem visita e diz que fica com o quarto primeiro ganha.

Seleção natural pura.

+ Dica: Se você já está em Berlim, um dos passeios imperdíveis na cidade é o Memorial do Holocausto.
+ Pretende se mudar para a Alemanha? Então dá uma olhadinha nesses 7 costumes alemães que foram um choque cultural para mim – e se prepare!

Um final de semana com as bruxas de Bamberg, na Alemanha

Poço - Castelo em Bamberg

Bamberg, essa cidade alemã tão especial, surgiu em nosso caminho quase sem querer. Uma vez que o namorado mora em Munique e eu em Berlim (são mais de 500km de distância), passar os dias de folga em um lugar no meio do caminho parecia uma boa ideia. Por isso, quando a prima dele que mora lá sugeriu um final de semana na cidade, a ideia pareceu perfeita. Bamberg é uma ótima para um bate e volta a partir de Munique.

Como a gente não perde tempo, na semana seguinte já estávamos no centro de Bamberg arrastando a mala de rodinhas pelas ruas e procurando a casa dela! Boa notícia: a viagem de trem na Alemanha costuma ser rápida e as cidades são bem interligadas. 

As encantadoras casas de tons pastel
As encantadoras casas de tons pastel um pouco mais afastadas do centro da cidade

Para começar, é bom saber: Bamberg é uma cidadezinha do estado da Baviera encantadora e cheia de história. E isso é tão verdade que em 1993 ela foi eleita patrimônio mundial pela Unesco. Mas você não precisa ler guias de viagem ou a Wikipedia para perceber isso. Enquanto anda pelo centro histórico você tem certeza de que está em uma cidade histórica medieval. E aí mora toda a magia do lugar.

Cidade medieval de Bamberg, na Alemanha
Cidade medieval de Bamberg: de repente, você você está em um outro século

Era uma vez uma catedral…

Como muitas cidades europeias, a cidade de Bamberg cresceu ao redor de um castelo – o castelo da família Babenberg, daí o nome da cidade. O castelo, no entanto, deu lugar à catedral da cidade em meados do ano 1000. Então Bamberg virou sede de uma diocese e até foi centro do Império Sacro Romano – por pouco tempo, mas foi.

Catedral de São Pedro e São Jorge em Bamberg, na Alemanha
Um pedacinho da torre da catedral de São Pedro e São Jorge

A catedral de São Pedro e São Jorge, construída no ano de 1002, é um dos pontos altos da visita à cidade. Nela, você encontrará os túmulos de um imperador e sua esposa, o túmulo do único papa ao norte dos Alpes, uma estátua misteriosa de um cavaleiro – o Cavaleiro de Bamberg – que ninguém sabe explicar quem é até hoje, mas todo mundo só desconfia (como todo bom boato milenar de uma cidade de interior deve ser, risos).  Poetas alemães, inclusive, se inspiraram na estátua em suas obras  e muita gente acredita que o cavaleiro poderia representar um rei antigo ou messias.

Bamberg - Jardim de rosas
Jardim de rosas da nova residência dos bispos

Na praça da catedral você também encontra a nova residência dos bispos, construída em 1802. Para conhecer alguns dos quarenta luxuosos quartos e as galerias de arte do lugar você deve pagar 4,50 euro. Pulamos essa parte e fomos para o jardim de rosas da residência, que é gratuito e possui uma vista incrível da cidade. Não tínhamos muito tempo, afinal.

Postcards - Bamberg
Postais engraçadinhos… E fora de contexto

Bamberg: ponto de encontro de bruxas?

Se você conhece um pouco da história da caça às bruxas, também já deve ter ouvido falar de Bamberg. Entre os anos de 1626 e 1631 a cidade foi palco de julgamentos e mortes da inquisição promovida pela igreja católica. Foi nesse período também que, não por acaso, o príncipe bispo Johann Georg II Fuchs de Dornheim ficou conhecido como “o queimador de bruxas”.

Pequeninos detalhes
Pequeninos e delicados detalhes

A igreja perseguiu toda a população indiscriminadamente, inclusive gente que era contra a bruxaria. Um dos casos mais famosos é o do prefeito da cidade: acusado de bruxaria em 1628, o prefeito Johannes Junius escreveu uma carta para sua filha Veronika defendendo a sua inocência e contando detalhes sobre como os carrascos o torturavam na prisão. Decapitado e queimado, ele virou mártir.

A casa amaldiçoada

Enquanto passeia pelo centro, uma casa pode chamar sua atenção. Bonita por fora, ela esconde uma história não tão bela assim em seu interior. Conhecida como Maleficent, a casa de porta adornada com símbolos cristãos e letras de ouro estampadas no portão principal ficou conhecida por ser o local onde os pagãos eram torturados até confessar crimes de bruxaria – depois, eram queimados na fogueira.

Muitas vezes, a igreja fazia pagar com a vida crimes que as pessoas não haviam cometido. Os carrascos torturavam os perseguidos até que eles citassem nomes de pessoas da cidade, por isso o terror espalhou-se facilmente. Dizem que em Bamberg a igreja católica matou três vezes mais pessoas do que a Espanha toda – um país que também ficou conhecido pela dureza dessa tal de “Santa” Inquisição. Por esse passado triste, a cidade recentemente construiu uma instalação em memória dos mais de mil homens, mulheres e crianças torturados e mortos pela igreja católica na cidade.

Bamberg, Germany
A sede da antiga Câmara Municipal foi construída no meio de um rio!

Rauchbier: as melhores cervejas estão aqui!

As cervejarias de Bamberg também são um passeio imperdível – são nove no total. À noite, não deixe de visitar a Schlenkerla, uma taverna que existe desde o ano 1405, onde você encontra a Rauchbier, famosa cerveja defumada, com sabor tão especial quanto aquela de Český Krumlov, na República Tcheca. A taverna, aliás, tomou o lugar de um monastério, que existiu ali até 1310.

Beer Bamberg
Ops. Deu sede. Que tal uma weissbier?

Sempre lotada, pode ser difícil achar um lugar para sentar dentro do lugar. Mas quem se importa? Se é noite de verão, é só se juntar aos grupos que bebem cerveja do lado de fora do estabelecimento, em pé mesmo, enquanto papos animados tomam conta de toda a gente, que também repara no movimento de vai e vem das pessoas.

Lá no alto, o castelo de Altenburg

Residência nos séculos 14 e 15 dos bispos de Bamberg, o castelo de Altenburg também é imperdível. Lá, por apenas um euro, você pode subir na torre mais alta e ter uma vista panorâmica da cidade. Vale a pena! Demos sorte e no vão do castelo acontecia uma peça teatral para crianças. Fofo, vai.

 

Poço - Castelo em Bamberg
Um poço no castelo de Altenburg, em Bamberg
Teatro no castelo em Bamberg, na Alemanha
Teatro no poço do castelo <3

E, bem, uma vez na Alemanha, os biergartens são lugares perfeitos para descansar da caminhada pelo centro. Então, paramos para almoçar comida bávara em um deles e, claro, tomar mais cerveja. Enfim, Bamberg definitivamente vale a visita! E viva o chucrute.

Passeio de barco em Bamberg

Bamberg é uma cidade medieval com canais super charmosos, a Klein Venedig (ou “pequena Veneza”, em português). Por isso, um passeio de barco é uma ótima maneira de conhecer a cidade de uma maneira diferente: passando pelo centro e suas casinhas coloridas até a área industrial da cidade.

O passeio de barco começa bem no coração da cidade, percorre a Klein Venedig, passa por várias pontes em direção ao porto de Bamberg (incluindo uma comporta!) e à confluência do Rio Regnitz e do Rio Meno com o Canal Meno-Danúbio.

O barco abriga um café, com lanches e bebidas para você desfrutar enquanto aprecia a vista. O passeio dura 80 minutos e custa € 12 por adulto.

Visita guiada no centro da cidade

Se você é do time que prefere uma visita com guia, vale a pena agendar um free tour para conhecer os principais pontos turísticos de Bamberg. Nesse caso, o passeio gratuito não tem preço fixo, mas cada pessoa oferece ao guia o valor que considera adequado, dependendo do seu nível de satisfação.

Onde se hospedar em Bamberg?

Bamberg é uma cidade turística e, por isso, boas opções de hospedagem não faltam. O melhor lugar para se hospedar é no centro histórico da cidade, de onde é possível fazer todos os passeios a pé.

Uma boa opção de hospedagem em Bamberg é o Hotel am Dom, a 150 metros da catedral. Além da boa localização, tem quartos super charmosos e apartamentos de dois quartos para famílias.

O City Hotel Bamberg é ideal para quem prefere ficar perto da estação rodoviária com um buffet de café da manhã caprichado.

+ Tem planos para se mudar para a Alemanha? Veja 7 costumes alemães que foram um choque cultural e esteja preparado!

Dia em fotos: é inverno em Munique!

Casa rosa aos arredores do castelo de Nymphenburg, em Munique, na Alemanha

Ah, boas notícias diretamente do hemisfério norte: nesse final de semana a neve abriu oficialmente o inverno aqui na Alemanha!

Eu, que só havia visto neve no alto de montanhas ou – bem timidamente – no final da estação, fiquei muito feliz quando acordei, olhei pela janela e lá estava… tudo branquinho, branquinho. Aliás, quase todas as coisas ficam mais bonitas com uma porção de neve em cima – tipo chantilly no topo do café, né?

Palácio Nymphenburg Munique Alemanha

O problema é que, em dias assim, a única vontade é ficar lendo um livro e tomando chocolate quente o dia todo!

Para combater a malemolência, decidimos fazer um passeio pelo palácio de Nymphenburg (nymphenburg = castelo da ninfa). Construído em 1664, o lugar é um dos pontos turísticos mais famosos de Munique (de fácil acesso, fica dentro da cidade então preguiça de inverno não é desculpa) e foi residência de verão dos reis da Baviera.

O palácio também é conhecido pelo parque ao redor que é enorme e parece ser bem bonito – digo, parece já que, por causa da neve, não deu muito bem para conhecer. Ah, não é preciso pagar nada para circular no parque!

Prova de que o passeio é super romântico: vimos um casal vestidos de noivos sendo fotografados por ali e um homem, de joelhos, pedindo a namorada em casamento.

Aproveitando que o dia estava tão gostoso, levei a câmera para passear também! :)

cafeteria retrô

chocolate quente com creme no topo em munique

casa rosa munique2

mariana em munique

casa rosa munique

Oktoberfest em Munique: o que saber!

Oktoberfest em Munique, na Alemanha: o que é imperdível.

Beber cerveja em caneca de um litro, dançar em cima da mesa e fingir que sabe cantar velhas músicas alemãs. Tudo isso resume bem a Oktoberfest de Munique, na Alemanha… Mas ela não é só isso!

Cerveja, a dona da festa

Sim, é verdade que a Oktoberfest é a festa da cerveja! Mas, ironia ou não, ela só é vendida dentro das tendas (a caneca de 1 litro custa 10 euros, em média, e deve ser paga na hora). E nem sempre é possível entrar nas tendas!

São 14 grandes barracas de cervejarias da cidade e todas são MEGA disputadas (a minha preferida é a Hacker-Festzelt – o teto dela imita o céu da Baviera, gente!) e, aos finais de semana, se você não tiver reserva, pode ser que tenha que esperar mais de uma hora pela boa vontade do segurança para liberar o acesso…

oktoberfest munich tent
Oktoberfest: onde biscoitos do amor, tendas de cerveja e barracas com brincadeiras tem convivência pacífica

Ficou interessado em fazer uma reserva? Calma. Saiba que só é possível reservar mesas inteiras e elas também são hiper disputadas, uma vez que a cada ano poucas reservas são liberadas. Eu explico: se você conseguiu fazer uma reserva em 2015, tem prioridade ano que vem. Mas geralmente são os alemães, que vão todos os anos à festa, os donos das reservas… E, claro, poucos abrem mão do privilégio!

A boa notícia: se conseguir fazer uma reserva, você (e cada um da sua mesa!) paga apenas a consumação mínima, que geralmente é duas canecas de cerveja e um prato típico. Conseguiu entrar sem reserva? Pague só o que consumir!

oktoberfest munich weinstub
Quer tomar cerveja? Então encare as filas para entrar nas tendas. Fora, só bons drinks!

Um parque de diversões retrô

Nem só de cerveja vive a Oktoberfest! Fora das tendas, as atrações são outras. Para matar a fome, há barraquinhas de sanduíches com linguiça, carne de peixe e steak. Dica: vá de weisswurst, salsicha branca típica da Baviera, acompanhada de mostarda doce (em média, 7 euros). É uma delícia! Geralmente os bávaros comem a iguaria com pretzel pela manhã mas, na minha opinião, é o lanche perfeito pra matar a fome durante a Oktoberfest.

oktoberfest munich
poderia ser o Hopi Hari, mas é Oktoberfest

Acredite se quiser: a Wiesn (como a comemoração é chamada por lá), é uma festa família. Além das barraquinhas de comidas, há muitos brinquedos, como carrinhos de bate-bate, roda gigante e carrossel. Por isso, durante o dia é bem comum encontrar a criançada circulando. É um grande parque de diversões! Talvez seja por isso que a festa comece às sete da manhã e termine às 23h… Cedo para os padrões brasileiros, não?

Existe romantismo na Alemanha

A Oktoberfest, na verdade, surgiu como uma corrida de cavalos em comemoração ao casamento do Rei Luis I com a princesa Teresa, em outubro de 1810. Romântico demais! E lá vai mais açúcar: o nome do parque onde acontece a festa é Theresienwiese (gramado de Teresa, em alemão). E a doçura não termina por aí… Diga ~olá, lebkuchenherz~, biscoitos de mel decorados que são tradição na festa e acompanham uma mensagem fofa – tipo “eu amo cerveja“!

oktoberfest munich hearts
biscoitos em forma de coração: ah, o amor

Tá namorando? O laço do vestido conta tudo!

Quer entrar no clima da festa? Então vá vestindo um dos trajes típicos da Baviera! Enquanto os homens vestem o lederhosen, bermuda e suspensório feitos de couro de cabra, bezerro ou veado ( os mais baratos, são vendidos por 100 euros, em média), as mulheres investem no dirndl (palavra que está no top 5 das mais difíceis de serem pronunciadas!).

A vestimenta feminina é composta por vestido, blusinha branca e avental. E preste atenção no laço do avental! É que laços feitos na direita significam que você é comprometida. Do outro, livre leve e solta! Acho, inclusive, que deveria ter um indicativo masculino também…

oktoberfest munich wiesn
poderia ser meu namorado e eu… mas não é!

O conjunto feminino mais baratinho encontrado em lojas comuns (há lojas de luxo com preços que ultrapassam o céu!) sai por cerca de 130 euros. Não quer gastar tanto? Procure por brechós especializados ou outlets espalhados pela cidade. Há vários – principalmente no centro -, e eles ficam abertos até mesmo quando está rolando a festa.

Dica: pertinho do Viktualienmarkt (um dos pontos turísticos de Munique!), há o outlet Wies’n Tracht & mehr. Comprei meu dirdnl (30 euros), a blusa (10 euros) e o avental (10 euros) lá! E a variedade é incrível.

P.S.: Deixei meu dirdnl na casa do namorado! Assim que puder, faço um post só com fotos do vestido!

Outono na Europa & uma road trip pela Idade Média

Era uma vez um casal entediado que de tanto ir pra lá e para cá por aí, já não achava os lugares dos anos 2000 e tantos tão encantadores assim. Aí, para combater o desânimo, a dupla decidiu alugar uma máquina do tempo. Dessas que, movida a gasolina, te leva de um lugar a outro e, se você der sorte – e pesquisar direitinho –, pode ser até que te leve a outra época! E foi assim que começou uma míni road trip de final de semana por três cidades incríveis: Passau, na Alemanha, Český Krumlov, na República Tcheca e Salzburg, na Áustria.

road trip: república tcheca
Road trip: uma estrada da República Tcheca

Road trip: escolha do roteiro

Nós já tinhamos ouvido falar bem de Český Krumlov (República Checa), cidadezinha localizada há cerca de 150 km de Praga, que parece ter parado na Idade Média. A fama do lugar é mesmo no boca a boca e a pequena Krumlov ficou conhecida pelos viajantes que querem dar uma esticadinha na República Checa. Pronto, o destino já estava escolhido!

Depois, foi só olhar bem para o trajeto que saía de Munique (Alemanha) e analisar outras possíveis paradas. Concluíram: na ida, parariam em Passau, na Alemanha, e na volta em Salzburg, na Áustria.

Encontro das águas em Passau

Saímos de Munique às 9h da manhã de sábado e chegamos em Passau às 11h. Pertinho da fronteira com a Áustria, a cidade é conhecida por ser ponto de confluência de três rios: Danubio, Inn e Ilz. Isso explica porque uma das principais atrações turísticas da cidade são os luxuosos cruzeiros pelo rio Danúbio! Já para quem está em terra, o encontro dos rios também garante um espetáculo tricolor (algo parecido com o encontro dos rios Negro e Solimões no Brasil, guardadas as devidas proporções, claro!): quando as cores das águas azul (Danubio), verde (Inn) e negro (Ilz) se misturam. Che bello!

Cruzeiros de rio fazem sucesso em Passau!

Andando pela cidade, o charme fica por conta das construções que tem muito da arquitetura italiana – é que arquitetos italianos ajudaram a reconstruir a cidade após incêndios no século 17. No miolo do centrinho, não deixe de visitar a catedral barroca St. Steven’s, que contém o maior órgão em uma catedral do mundo.

Pequenas amizades do caminho

Finalizamos o passeio pela cidade na fortaleza Veste Oberhaus, fundada em 1219 por um príncipe-bispo. Para subir até a área mais alta do castelo, paga-se (só!) 1 euro. Em troca, você ganha a vista incrível tanto da cidade quanto do encontro dos rios! Na fortaleza ainda há um museu, um hostel (albergue da juventude) e um restaurante. Saímos de Passau às 15h. Acredito que uma tarde na cidade seja tempo suficiente para conhecer as principais atrações do lugar.
P.S.1: Passau também é ponto de encontro de ciclistas que viajam pelas margens do Danúbio. Enfim, uma opção para os mais aventureiros!

A beleza medieval de Český Krumlov

Onde dormir

Chegamos em Český Krumlov, na República Checa, no final da tarde de sábado. Nos instalamos no hostel Skippy – que na verdade é uma guest house, possui apenas três quartos e capacidade máxima de 9 pessoas (!). O lugar é mega charmoso em toda a sua simplicidade: fica em uma casa com mais de 200 anos e tem um terraço na beira do rio Vltava – ideal para a prática de canoagem. Bem localizado, é pertinho do centro da cidade. O ponto negativo: não servem café da manhã. O preço: Cá entre nós, viajar para a República Checa é uma boa opção não só por causa da história, mas também por causa dos preços. Lá, tudo é quase sempre mais barato que a maioria de outros países europeus mais badalados, como Itália, França e Alemanha.

A vista do castelo de Český Krumlov é incrível ou não é?!

Onde comer

Demos uma volta pela cidade, mas como já estava escurecendo não deu para conhecer muita coisa. A nossa anfitriã então nos recomendou alguns restaurantes e por volta das 18h já estávamos no U Dobraka. Nada feito! Parece que a fama da comida feita nos moldes medievais, principalmente carnes assadas em uma fogueira, e o ambiente rústico e acolhedor fazem tanto sucesso na cidade que é preciso reservar antecipadamente – até mesmo se você decidir matar a fome no final da tarde! Por isso, caminhamos até nossa segunda opção, o Krčma U dwau Maryí, localizado às margens do rio. Não nos decepcionamos: a comida era deliciosa.

Mais: dois pratos, com bebidas (as cervejas checas são imperdíveis!) e sobremesa custaram 14 euros. Após o jantar, decidimos experimentar mais cervejas (cerca de 1 euro cada) no Gorila, um bar também no centro da cidade. Mas, ah, na República Checa é permitido fumar em ambientes fechados… Resultado: posso sentir o cheiro da fumaça dos cigarros até agora! :(

Road trip idade média 3
O primeiro outono de verdade a gente nunca esquece! haha

O que ver

No segundo dia da road trip, partimos para a praça Náměstí Svornosti, onde encontraríamos o grupo do free walking tour, às 10h30. Resumindo: não dá para se apaixonar por Český Krumlov. A cidade, construída por volta do século 13, é patrimônio da humanidade e mais parece cenário de um filme com suas casinhas antigas e castelo no alto do morro, antiga residência de uma das famílias checas nobres mais tradicionais do país, os Rosenberg.
P.S.2: A cerveja defumada, vendida em alguns bares da cidade, é uma atração à parte!

Salzburg, a terra de Mozart

Chegamos em Salzburg no final da tarde, quando já estava escurecendo, e por isso o passeio foi bem rápido. A cidade ficou rica por causa das minas de sal e daí vem seu nome: Salzburg significa castelo de sal em alemão.

Salzburg
Salzburg mostrando como faz para ser incrível

Demos uma voltinha pelo centro, com suas casas de tons pastel. Visitamos duas das grandes atrações: a casa onde viveu Mozart e o castelo Hohensalzburg (mais um! <3), um dos maiores castelos medievais da Europa. Lá do alto, vimos o pôr-do-sol da cidade. É maravilhoso! Antes de voltarmos para Munique, paramos para provar o chocolate quente austríaco.

Salzburg castle: vista de uma road trip
Salzburg castle: uma vista de contos de fadas

P.S.3: Nos meses de julho e agosto acontece na cidade um dos maiores festivais de música clássica do mundo. Vale se programar e incluir na road trip!
P.S.4: A gasolina mais barata que encontramos foi na Áustria e não na República Checa.