O que fazer em Luang Prabang, no Laos: 10 passeios imperdíveis

O que fazer em Luang Prabang - Monge na ponte de bambu

Luang Prabang, no Laos, é uma combinação especial de arquitetura colonial (o Laos foi uma colônia francesa), budismo e belíssimas cachoeiras. Há ainda a energia dos mercados de rua… A aura de Luang Prabang é especial, de verdade. É uma cidade pequena, rústica e recheada de coisas interessantes para fazer! Em Luang Prabang dormimos em uma vila na montanha, compartilhamos vinho de arroz com os locais, andamos de caiaque, conhecemos templos, tomamos banhos de cachoeira e exploramos mercados de rua.

Nós incluímos a pacata cidade do Laos em nosso roteiro de viagem pela Tailândia e não nos arrependemos: na verdade, nossa estada de 4 dias em Luang Prabang foi uma das melhores surpresas do roteiro – e até gostaríamos de ter passado até mais tempo por ali!

Onde fica Luang Prabang?

Luang Prabang está localizada em um vale, bem na confluência do rio Mekong (um dos maiores rios do mundo!) e do rio Nam Khan. Até 1975, Luang Prabang foi capital do reino do Laos, mas há indícios de que o lugar é povoado há, pelo menos, 10 mil anos. Ali está também um complexo de templos budistas: Wat Xieng Thong, Wat Mai e Wat Visoun. Não se espante se encontrar bandeiras comunistas por ali: o Laos é uma república socialista de partido único.

Bandeiras comunistas e bandeiras do Laos em Luang Prabang

Luang Prabang é lar de diferentes grupos étnicos: o povo Khmu é o maior grupo étnico da província (44%), seguidos pelo povo Hmong (16%) e Lao Lom (39%), o povo que habita as terras baixas e os vales.

A cidade está listada como Patrimônio Mundial da Unesco, por sua arquitetura bem preservada e ser exemplo da fusão da arquitetura tradicional do Laos com as construídas pelas colonos europeus nos séculos 19 e 20.

Como chegar a Luang Prabang?

As montanhas do Laos vistas do avião

Chegamos no aeroporto de Luang Prabang a partir de um vôo de Bangkok. Dali, pegamos um tuktuk do aeroporto de Luang Prabang com destino ao centro da cidade (cerca de 4km de distância). Há também vôos chegando de Vientiane, capital do país, e Hanoi, no Vietnã.

É possível chegar em Luang Prabang de outras duas maneiras: terrestre (ônibus ou mini vans saindo de Vientiane – cerca de 340 km em uma viagem que leva de 7 a 12 horas em uma estrada cheia de curvas) e aquática (cruzeiros pelo rio Mekong). Nós optamos por voltar para a Tailândia em um cruzeiro pelo rio Mekong.

O que fazer em Luang Prabang: 10 passeios para colocar no roteiro

Selfie com tuk-tuk porque sim

Por ter sido capital do Reino do Laos, Luang Prabang é uma cidade riquíssima em história. É também um destino dos sonhos para quem aprecia conhecer templos e locais sagrados. Ama natureza? Bem, Luang Prabang é deslumbrante nesse sentido também.

Tak Bat, a ronda das almas

Conhecido como a “ronda das almas”, o Tak Bat é uma cerimônia tradicional budista que acontece em Luang Prabang. Todos os dias, a partir das 5h30 da manhã, monges de diferentes templos da cidade saem descalços e em silêncio, em uma fila indiana, para recolher a comida oferecida para eles.

Centenas de monges em suas túnicas cor de açafrão reproduzem o que o Buda fez na sua época: ele também percorria as ruas descalço todas as manhãs em busca de doações.

Lembre-se de respeitar algumas regras durante a cerimônia: não toque nos monges, mantenha distância, vista-se corretamente para a ocasião. permaneça em silêncio e não use flash na hora de fotografar.

Palácio Real de Luang Prabang

O antigo Palácio Real de Luang Prabang (também conhecido como Haw Kham) hoje abriga um museu que conta a história do país e da realeza do Laos.

O palácio foi construído em 1904 e apresenta uma mistura do estilo tradicional do Laos com referências francesas. Ele foi construído para o rei Sisavang Vong e sua família durante a era colonial francesa. Depois da revolução de 1975, o prédio foi assumido pelo governo, convertido em museu nacional e aberto ao público em 1995.

Templos budistas

Conhecida como “a cidade dos mil templos“, Luang Prabang não ganhou esse título por acaso: a cidade é salpicada de construções sagradas que valem a visita – e o encantamento!

Templo da Cidade Dourada (Wat Xieng Thong) é considerado um dos templos mais bonitos de Luang Prabang. O lugar foi construído na segunda metade do século 16 e ficou famoso pelos seus mosaicos de vidro e painéis dourados. Ali, também era onde os futuros reis do Laos eram coroados.

Kuang Si, as cachoeiras mais famosas do Laos

Decidimos visitar as famosas cachoeiras de Kuang Si percorrendo o caminho de bicicleta. São cerca de 30km de Luang Prabang até o Parque Tat Kuang Si, onde estão as cachoeiras de Kuang Si.


Confesso que talvez essa não tenha sido uma ideia maravilhosa para mim, que não estava lá muito fit, e sofri com as subidas do caminho. Resultado: na volta, negociei com um motorista de Jeep e, por fim, voltei sozinha – minha bicicleta e eu. Se você prefere menos aventura, vale agendar uma minivan até as cascatas.

As cachoeiras de Kuang Si são mesmo uma maravilha natural! Com águas azul turquesa, as cachoeiras possuem três quedas – sendo a maior delas de 60 metros. A água é bem fria – mas vale o mergulho! No Parque Tat Kuang Si também há uma área de proteção de ursos.

A taxa de entrada para o Parque Tat Kuang Si é de 20.000 kip (cerca de R$ 11,80 em abril de 2021) e a cachoeira está aberta para visitação diariamente das 8h30 às 17h30.

Caiaque no Rio Nam Khan e Cavernas Pak Ou

A confluência dos rios Mekong e Nam Khan é bonita demais para não ser apreciada. E a natureza que circunda os rios também! Por isso, decidimos fazer um passeio de meio dia de caiaque e descer o rio Nam Khan até o rio Mekhong. No caminho, paisagens com paredões imensos de pedra e praias de pedras brancas, quando a floresta dava uma trégua.

Ao chegar no Mekong era perceptível a grandiosidade do rio, que corta o Vietnã, Tailândia, Laos, China, Camboja e Mianmar – e o tamanho das embarcações que cruzavam nosso caminho também!

Já no Mekong, remamos até chegar às duas cavernas Pak Ou, famosas por abrigar budas defeituosos. As cavernas estão localizadas a 25 quilômetros do norte de Luang Prabang, nas margens do rio Mekong.

Trekking e visita a aldeias Hmong e Khmu

Um dos passeios mais incríveis de Luang Prabang – e, arrisco a dizer, dessa viagem que incluiu também a Tailândia – foi o trekking que nos levou às vilas Hmong e Kmu, povos que vivem nas montanhas do Laos. Para isso, contratamos um guia em uma agência de viagens

Trekking em Luang Prabang: detalhes da flora do Laos

Passamos a noite em uma cabana construída de madeira por um dos moradores, que virou uma espécie de pousada para os visitantes. À noite, um grupo de moradores se reunia em uma das casas para compartilhar um grande jarro de vinho de arroz.

Mercado noturno de Luang Prabang

E como não poderia falar em qualquer roteiro de viagem no Sudeste Asiático, em Luang Prabang não faltam mercados para explorar.

Mercado noturno de Luang Prabang: onde encontrar os melhores souvenirs de viagem

O mercado noturno de Luang Prabang acontece na avenida principal (Avenida Sisavangvong) todas as noites, das 17h às 23h. Ali você encontrará uma seleção de artesanato, roupas e, claro, comida! São cerca de 300 barracas vendendo sucos, bolsas, peças feitas à mão e as clássicas calças de elefante que os mochileiros usam.

No mercado noturno de Luang Prabang comprei uma bolsa redonda de palha – muito mais barata do que nos mercados de Bangkok (paguei cerca de 60 reais)! Também barganhei lembrancinhas para a família, como mobiles de elefantinhos coloridos para os sobrinhos e camiseta Beer Laos para o meu pai.

Em um beco da Sisavangvong você encontrará inúmeras barraquinhas de comida. Nesse caso, a comida não se compara aos mercados de Bangkok, mas vale a experiência.

Na orla do rio Mekong estão inúmeros restaurantes que oferecem o churrasco típico do Laos, no qual uma sopa cozinha na panela enquanto a carne grelha por cima.

Falando em comida, que tal conferir os melhores lugares para comer em Bangkok, na Tailândia? O buffet de frutos do mar é imperdível!

Pôr-do-sol no Monte Phousi

A pequena montanha de cerca de 100 metros tem visão privilegiada para a confluência dos rios Mekong e Nam Khan e toda a natureza exuberante que os rodeia. Dali, vale a pena apreciar o nascer ou pôr-do-sol. Lá no alto está a pagoda That Chomsi.

Nas encostas do Monte Phousi, estão inúmeros altares e templos com diferentes representações de Buda, como o Buda deitado. A entrada para o Monte Phousi custava 20,000 kip.

Caminhar na orla do Mekong

Monge na ponte de bambu de Luang Prabang

No Laos, a vida gira em torno dos rios do país. O rio Mekong funciona meio de transporte e, em algumas regiões, como fronteira do país. Em Luang Prabang, o charme da cidade mora também na orla do rio, com diversos restaurantes, cafés e pequenos píeres. A ponte de bambu, aliás, já virou ponto turístico!

Cruzeiro no rio Mekong

Outra ótima ideia é fazer um passeio de barco no rio Mekong ao entardecer. O pôr-do-sol é magico! Os passeios de barco pelo Mekong podem incluir drinques e até jantar à bordo.

Nós optamos por ir até a fronteira do Laos com a Tailândia em um cruzeiro de barco – e essa é uma ótima opção para quem quer conhecer mais do interior do país.

Roteiro de viagem: 4 dias em Luang Prabang

Dia 1: Caminhada na orla do Mekong; Pôr-do-sol no Monte Phousi
Dia 2: Palácio Real; Templos Budistas; Mercado Noturno
Dia 3: De bicicleta até as cascatas Kuang Si
Dia 4: Trilha e pernoite até vilas Hmong e Khmu
Dia 5: Cruzeiro de Luang Prabang a Huay Xai (fronteira com Tailândia)

Onde se hospedar em Luang Prabang

Jardim do hotel Parasol Blanc, em Luang Prabang

Nos hospedamos em dois hotéis diferentes durante nossa estada na cidade: Parasol Blanc (3 noites), dono de um belo jardim e com um café da manhã maravilhoso, e Ananta Villa (1 noite).

Outras opções bem recomendadas são o My Dream Boutique Resort, Muangthong Boutique Hotel e NamKhan Ecolodge (afastado do centro, mas perfeito para quem ama ficar no meio da natureza).

Booking.com

Informações úteis sobre o Laos

Idioma: Lao
Moeda: Kip laosiano
Visto para brasileiros: É preciso preencher um formulário (no caso de transportes aéreos, geralmente distribuídos no próprio avião), a apresentação de duas fotografias e o pagamento de taxa (cerca de US$ 35). O aeroporto de Luang Prabang oferece serviços de visto na chegada – mas isso não acontece com todos os postos de fronteira. Mais informações no site do Itamaraty.
Melhor época para visitar: Entre novembro e fevereiro, quando a chuva dá uma trégua e o calor não é extremo.

24 horas em Xangai: o que ver, fazer e provar na futurista cidade chinesa

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao 8

Uma das belezas de viajar é se aventurar fora da nossa zona de conforto. Acredite, aterrissar em Xangai é como sair da bolha e ser transferido diretamente para o futuro!  Não sabe o que fazer em Xangai? Esse post vai te ajudar nessa tarefa.

Mais moderna do que qualquer cidade europeia, Xangai ainda guarda cantinhos intocados e que respiram a tradição milenar chinesa. Essa combinação de tradicional e futuro é, definitivamente, uma das maravilhas de Xangai.  Um dia na cidade não é suficiente, mas se tudo der certo você sairá de lá apaixonada e já querendo voltar!

O que fazer em Xangai em um dia

Xangai foi nosso stopover na viagem com destino à Tailândia e Laos. Passaríamos o dia na cidade, mas é bom ressaltar que a imigração pode ser (e foi!) um pouco demorada.

Chegamos de manhã em Xangai e o nosso voo para Bangkok (ei, mais sobre os melhores lugares para comer em Bangkok aqui) só sairia de madrugada. Ou seja: tínhamos a um dia inteiro para explorar o melhor que a cidade poderia oferecer. Nosso roteiro foi apertado e cansativo, mas valeu a pena!

Maglev, o trem-bala magnético: 430km/hora

Na lista de o que fazer em Xangai, a experiência começa no trem saindo do aeroporto rumo ao centro. O Maglev é um trem que liga Longyang Road em Pudong até o Aeroporto Internacional de Pudong.

O que fazer em Xangai - trem bala Maglev
Trem Maglev: o trem-bala magnético de Xangai

A diferença entre o Maglev e os trens comuns é bem simples: o Maglev é o único trem de levitação magnética que faz rota comercial no mundo. Ele atinge até 430km/hora e faz um percurso de 30km em apenas sete minutos.

Senti um pouco de náusea ao tentar observar as paisagens pela janela, mas a experiência definitivamente vale a pena.

Preço trem Maglev:
Passagem simples: 50 yuanes.
Ida e volta: 80 yuanes.

Cidades aquáticas: a beleza milenar de Zhujiajiao

Decidimos deixar o centro da badalada Xangai para conhecermos depois (as luzes da cidade à noite são de tirar o fôlego!) e partimos em direção a Zhujiajiao, uma cidade aquática com 1700 anos de história.

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao 8
Zhujiajiao: um pedacinho intocado pela modernidade

O lugar é famoso por suas pontes: são 36 diferentes construções feitas de madeira, pedra ou mármore.

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao 3 Aquela foto clássica. <3

O que fazer em Xangai - cidade aquática Zhujiajiao
A beleza que é Zhujiajiao

Ali passamos a tarde explorando as ruelinhas da cidade e experimentando os curiosos pratos dos restaurantes locais.

Visite um templo budista

Voltamos de metrô e seguimos antes do entardecer para o centro. Escolhemos visitar o templo Jing’an, um dos mais famosos de Xangai e onde está uma das maiores estátuas do Buda de jade na China, o Buddha Sakyamuni.

O que fazer em Xangai - templo Jing'an Templo Jing’an: impressionantement

Em português, o nome significa “Templo da Paz e Tranquilidade” e, na realidade, o templo é isso mesmo: localizado na West Nanjing Road e rodeado de prédios espelhados, o templo budista é um oásis no meio da agitação.

Templo Jing’an e a fumaça de incensos

O que fazer em Xangai - templo Jing'An
Um resumo da China.

O templo tem uma história de mais de 780 anos, e já foi realocado, transformado uma fábrica de plásticos durante a Revolução Cultural e destruído por um incêndio em 1972. História não falta por aqui!

Explore a Nanjing Road

Najing Road é o espelho da modernidade da cidade. É a rua dos grandes shoppings e lojas da Xangai. Mas não só,  Najing Road ainda é casa do templo Jing’an, do Museu de Xangai (The Shanghai Museum), Shanghai Art Gallery, People’s Square e Shanghai Urban Planning Exhibition Hall.

O que fazer na China - comer muitos dumplings
Comer dumplings em Xangai? Checked!
O que fazer em Xangai - gastronomia 2
Dumplings, amor em forma de comida.

Ali, aproveitamos para ter um momento de pausa em um restaurante de dumplings (a hora certa de comer é pela manhã, mas…).

Conheça o Yu Garden

Em qualquer lista de o que fazer em Xangai sempre aparecerá o Yu Garden. Um dos mais tradicionais jardins da cidade, o Jardim Yu foi construído durante a Dinastia Ming (1368-1644).

Yu Garden - O que fazer em Xangai Yu Garden: à noite as luzes são lindas!

Yu Garden - O que fazer em Xangai As luzes de Xangai. Como não amar?

O jardim é uma beleza que só e, durante a noite, as luzes deixam o lugar ainda mais bonito. No Yu Garden você encontrará lojinhas de souvenir, stands de comida e construções típicas, como o Sansui Hall, usado para entreter os convidados do imperador.

A vista do rio Huangpu

O que fazer em Xangai - Huangpu
De tirar o fôlego.

Do Yu Garden seguimos para as margens do rio Huangpu, onde a vista mais famosa de Xangai (o maravilhoso skyline!) é fotografada. A beleza das cores dos arranha-céus fechou com chave de ouro o dia na cidade e deixou um gostinho de quero mais.

Melhor: o trem Maglev nos levou de volta para o aeroporto em apenas sete minutos.

Dica:
Tem viagem marcada para Xangai, na China? Encontre aqui uma lista dos melhores hotéis de Xangai. Há opções para todos os gostos e bolsos!

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Onde comer (muito!) bem em Bangkok: 5 experiências gastronômicas incríveis

Comida Tailandesa - Onde comer em Bangkok

Bangkok é vibrante, colorida e… Inebriante! A capital da Tailândia é famosa mundo afora por dois motivos especiais: é a cidade número 1 dos mochileiros, e também é casa de uma das melhores gastronomias do mundo. Por isso, depois de explorar cada cantinho da cidade em busca da Tom Yam Kung perfeita, decidi fazer uma lista de onde comer em Bangkok. E se você não é muito familiar com a culinária tailandesa, no final do post encontrará uma lista de o que comer em Bangkok.

Mas, antecipo: uma vida inteira pode não ser suficiente para provar todos os pratos típicos da Tailândia. A boa notícia é que Bangkok é definitivamente um dos melhores lugares do mundo para comer bem! E barato – de verdade. Na badalada Khao San Road (rua dos mochileiros em Bangkok), por exemplo, você encontrará um bom pad thai com camarões gigantes por só 60 Baht (cerca de R$ 7). Bom, né?

Onde comer em Bangkok?

Dar dicas de onde comer em Bangkok pode parecer pretensioso – e é mesmo! Cada cantinho da capital tailandesa esconde um caldeirão com uma alquimia única de especiarias. Também não é preciso comer em restaurantes estrelados para ter uma refeição inesquecível.

E já que a comida é algo tão especial para o povo tailandês, ela merece um post todinho dedicado!

Chatuchak Weekend Market: compras, turistas e… muita comida, claro!

O mercado de final de semana Chatuchak foi nossa primeira parada em Bangkok. Eu estava muito ansiosa por experimentar os pratos tailandeses in loco. Chatuchak  acabou sendo um ótimo começo.

Camarões em Chatuchak Market - Onde comer em Bangkok
Camarões gigantes, no Chatuchak Weekend Market

Camarões empanados - Onde comer em Bangkok
Bangkok é o paraíso para os amantes de camarão!

Chatuchak é o maior mercado a céu aberto da Tailândia, com suas 15 mil barraquinhas. Além de souvenirs, como camisetas, pulseirinhas e as famosas bolsas de palha, Chatuchak também conta com stands de comida. Por ali, os vendedores fritam os famosos camarões gigantes de rio, lulas e peixes na hora. Não faltam opções de barraquinhas com mesas para sentar e, por isso, Chatuchak também é um bom lugar também para almoçar.

Manga com pimenta - Onde comer em bangkok
Manga com açúcar e pimenta – e sim, é muito gostoso!

Anote: existe uma barraquinha famosa pelo mango shake e ele acaba muito rápido. Deixamos para experimentar depois e… Ficamos sem, claro.

Food Court Siam Paragon: um parque de diversões para adultos

Pode ser que o calor te incomode um pouco (era inverno e fazia mais de 30 graus!) e uma praça de alimentação com ar condicionado recheada de opções de restaurantes thai é uma ótima ideia.

Siam Paragon - Onde comer em Bangkok
Siam Paragon: a praça de alimentação do shopping virou destino gastronômico (sim!)

É o caso da praça de alimentação do Siam Paragon: lá você encontrará além de stands de comida tailandesa, outros restaurantes realmente bons de culinárias de outros países da Ásia. O lugar mais parecia um parque de diversões para adultos!

O Siam Paragon é o quarto maior shopping da Tailândia (acredite, os tailandeses amam shoppings e os shoppings por lá são imensos!) e é famoso por abrigar muitas lojas de grife. A praça de alimentação fica no subsolo.

Optamos por ramen japonês em um restaurante chamado Bankara – e não nos arrependemos. O miso ramen e o guioza estavam deliciosos.

Asiatique: os clássicos com pitada fancy do Baan Khanitha

Se você procura um restaurante mais sofisticado, o Baan Khanitha é o lugar perfeito. O restaurante está localizado no Asiatique The Riverfront, um complexo aberto de lojas na beira do rio e que vale muito a visita – de preferência à noite. Chegamos lá depois de um passeio noturno de barco pelo rio.

Baan Khanitha - Onde comer em Bangkok
Baan Khanitha: drink delícia de Butterfly pea

No Baan Khanitha provei um drink com suco de limão e Butterfly pea, uma planta azulada comum no sudeste asiático. Redundante, porém vale ressaltar: delicioso.

Baan Khanitha - Asiatique - Onde comer em Bangkok
Baan Khanitha: soft shell crab e camarão ao molho de tamarindo

Para jantar, nossas escolhas foram: lab gai (salada com frango picadinho, limão, pimenta e ervas), camarões de rio com molho de tamarindo e o poo phad kong karee, meu preferido: a estrela do prato é o caranguejo da casca mole frito, com um perfumado curry amarelo para acompanhar.

Thip Samai, o melhor (e mais concorrido) pad thai de Bangkok

O Thip Samai é um dos restaurantes que sempre aparece nas listas de onde comer em Bangkok. A explicação é simples: ele ficou conhecido por servir o melhor pad thai da cidade.

Bem, nossa intenção era mesmo comer o melhor pad thai de Bangkok, mas quando vimos a fila virando a esquina em plena quarta-feira, mudamos de ideia. A boa notícia é que eles oferecem um serviço take away – cuja espera não dura nem dez minutos. E assim como outros lugares de Bangkok, a comida é feita na rua e o restaurante é indoor.

Thip Samai - pad thai - Onde comer em Bangkok
Thip Samai: eleito o melhor pad thai de Bangkok

O meu escolhido foi o pad thai envolto em uma camada fina de ovo – o que eu achei bem interessante, nunca tinha visto pad thai apresentado dessa maneira. Mas nada que justifique duas horas de fila, sinceramente. O preço? 80 Baht.

Buffet de frutos do mar, minha atração preferida

E se você quer uma experiência tipicamente tailandesa, vá a um dos vários buffets de frutos do mar da cidade. Um amigo tailandês nos levou em seu preferido: o Suvarnabhumi Seafood Buffet. Longe do centro e perto do aeroporto, o buffet de frutos do mar é uma experiência incrível em inúmeros sentidos.

Suvarnabhumi Seafood Buffet - Onde comer em Bangkok
Suvarnabhumi Seafood Buffet: ambiente simples, preço amigo e experiência incrível

Suvarnabhumi Seafood Buffet
Suvarnabhumi Seafood Buffet: buffet livre de frutos do mar

O lugar funciona assim: tem buffet de frutos do mar livre, e no preço estão inclusas as bebidas sem álcool. Quer refil de cerveja? É só pagar a parte. Em uma estação estão vários frutos do mar frescos (lulas, ostras, polvos e diferentes tipos de moluscos), que você mesmo seleciona e grelha em um tipo de churrasqueira (cada mesa possui a sua). Também existe uma estação onde você mesmo pode pescar os camarões gigantes de rio vivos  e outra estação dedicada aos caranguejos (também vivos). Para completar, há uma estação com ingredientes para saladas, onde você mesmo pode criar sua salada de papaya com pimenta na medida do seu paladar.

Suvarnabhumi Seafood Buffet - Onde comer em Bangkok
Suvarnabhumi Seafood Buffet: caldeirão de caranguejos

O lugar é enorme e não é lá muito bonito, mas a experiência vale a pena. Demais. E definitivamente é um dos lugares que vou mais sentir falta de Bangkok.

O preço: 400 Baht. Cerca de R$ 45 reais pela melhor comida de frutos do mar da sua vida. Inacreditável!

O que comer em Bangkok?

Assim como escolher os melhores lugares de onde comer em Bangkok é missão impossível, eleger os pratos mais saborosos também não é lá uma das coisas mais fáceis de fazer. Além do pad thai, prato básico de qualquer restaurante tailandês, outros pratos não podem faltar na sua viagem à Tailândia. Na minha opinião, são esses:

Noodles no café da manhã (!)

Noodles de café da manhã - Onde comer em Bankok
Toda hora é hora de noodles!

Depois de quase dois anos na Itália, a ideia de comer pasta de café da manhã me dá arrepios. Por isso, quando um amigo tailandês nos convidou para um café da manhã típico, fiquei um pouco receosa. A verdade é que, apesar de morar na meca da gastronomia italiana, eu não a-guen-to mais pasta. Mas abri meu coração para os noodles tailandeses e não me arrependi… Bem, vale a experiência pelo menos. Em Bangkok, toda hora é hora para noodles!

Tom Yam Kung

Eis outra receita perfumada e apimentada – porque o que não faltam são perfumes e pimentas na Tailândia. O Tom Yam Kung é uma sopa de camarão que também está no ranking das melhores sopas do mundo. Juntamente com o pad thai, o Tom Yam Kung é aquela receita que todo restaurante thai tem. Mas, não importa, na Tailândia os sabores são mais intensos.

Tom Yam Kung - O que comer em Bangkok
Tom Yam Kung: a melhor sopa do mundo (tem camarão, é claro!)

O Tom Yam Kung tem o capim-limão como ingrediente-chave. Se você não é fã de camarão, vá de Tom Yam Gai (versão de frango) ou  Tom Yum Hed (sem camarão e com o dobro de cogumelos).

Khao Soi, o rei dos noodles

Quando o assunto são noodles, o Khao Soi ocupa o primeiro lugar no meu coração. O prato tailandês consegue ser ainda melhor que miso ramen e spaghetti a bolognesa (na minha opinião, claro)!

Khao Soi - Onde comer em Bangkok
Khao Soi: o melhor noodles do mundo

O Khao Soi é uma mistura surpreendente de tudo o que há de bom na cozinha: noodles de ovo mergulhados em um curry com leite de coco mais toque de especiarias, como cardamomo e açafrão. Sobre essa mistura poderosa: crocantes de milho, algum tipo de carne (na receita tradicional é frango, mas eu sempre peço camarão de rio!) e o toque adocicado do capim-limão. Já consegue sentir o perfume invadindo a sala? Eu sim!

O prato é típico do norte da Tailândia e, portanto, Chiang Mai é o lugar ideal para você experimentar essa delícia. Mas se você não vai para Chiang Mai, pode experimentar em Bangkok mesmo, né? Por aqui, sigo torcendo para que o Khao Soi seja o próximo hype gastronômico do Ocidente (rámen e poke que digam amém!).

Mango Sticky Rice

Mango Sticky Rice - O que comer em Bangkok
Mango Sticky Rice, a sobremesa rainha da Tailândia

A melhor sobremesa de todas. O que poderia dar errado colocando manga, arroz e leite de coco na mesma receita? Tudo. Mas a mistura exótica tem sabor dos sonhos – e eu já estou planejando replicar em casa. É a sobremesa número 1 da Tailândia, então não deixe de provar, tá?

O prato consiste em: meia manga docinha cortada em pedaços e acompanhada de um tipo de arroz doce grudento. Por cima do arroz, amendoins ou gergelim salpicados. Um molho de leite de coco fecha com chave de ouro.

Mangostin e durian

Mangostin - O que comer em Bangkok
Mangostin: versão asiática da jabuticaba

Mangostin é uma fruta fotogênica que lembra jabuticaba (no sabor só!). E, por isso mesmo, é deliciosa. Por outro lado, durian é a prima malvada da jaca (e olha que eu odeio jaca). Tem gosto bom, mas é difícil lidar com o cheiro impregnante (e repugnante). Há quem ame, há quem odeie. Em muitos lugares, como hotéis e aviões, é proibido entrar com a durian por causa do mal cheiro.

Durian - O que comer em Bangkok
Durian e ambiente perfumado não combinam

Mas tudo na vida é experiência, né?

Bangkok e o nosso roteiro de viagem

Bangkok foi parte do nosso roteiro de viagem de Ano Novo, que começou em Xangai (China) e continuou na capital da Tailândia. Depois, seguimos para Luang Prabang (Laos), passamos por Chiang Mai e Chiang Rai (Tailândia), voltamos para Bangkok e, por fim, seguimos para Pequim (China). Foi um roteiro apertado, com quinze dias intensos  – mas muito bem aproveitados.

Bangkok foi definitivamente um dos meus destinos preferidos nessa viagem pelo sudeste asiático! Decidimos deixar para outra viagem as praias do sul do país, já que esse período do ano (dezembro/janeiro) é época de chuvas por lá. Bangkok, por sua vez, nos recebeu com muito calor (30 graus, em média), apesar de ser inverno.