O que fazer em Munique, Alemanha: roteiro de 1, 2 ou 3 dias

Palácio Nymphenburg Munique Alemanha

A capital da Baviera é muito mais do que Oktoberfest! Munique é uma cidade cheia de história, com muitas cicatrizes em seus prédios, mas também é cheia de encantamento. Veja abaixo o que fazer em Munique em um roteiro de 1, 2 ou 3 dias! Bem provável que três dias não sejam o suficientes para conhecer tudo o que a cidade oferece – mas, definitivamente, é um bom começo.

Munique em 1 dia: explorando o centro histórico

Marienplatz

Tudo começa em Marienplatz, coração do centro histórico onde está a bela prefeitura da cidade. Marienplatz é o centro de Munique desde que a cidade foi fundada, em 1158. É ali que todo turista começa a explorar a cidade!

Ali está o belíssimo prédio neo-gótico da nova prefeitura (Neues Rathaus, em alemão). Repare bem nos bonequinhos no alto do edifício: o Munich Glockenspiel, datado de 1908, contém estatuetas representando histórias do passado de Munique que giram em dois níveis diariamente às 11h, 12h e 17h (o programa das 17h não funciona de novembro a fevereiro).

Viktualienmarkt

O Viktualienmarkt é um mercado ao ar livre cheio de alma! Ele começou como um mercado de fazendeiros e se tornou uma popular área de compras gourmet. O que não falta ali é tradição: ele existe há pelo menos 200 anos. São cerca de 110 revendedores que vendem frutas, verduras, frutas tropicais, carnes, caça, aves, queijos, peixes, pães e assados, especiarias e flores.

Odeonsplatz

Impossível passar batido pela Odeonsplatz. A fachada amarelo claro da Igreja Theatine, pode ser vista de longe. Ali também está o maior palácio em uma cidade da Alemanha: The Munich Residence. A Câmara do Tesouro, fundada em 1565 pelo duque Albrecht V, guarda mais de 1250 obras de arte, incluindo joias e medalhas da coroa bávara.

Munique em 2 dias: passeio nos parques da cidade

Olympiapark

O parque foi construído para os Jogos Olímpicos de Munique de 1972 (daí o nome!), e impressiona pelas construções de metal que dão ar futurista ao lugar. Ali você encontrará o Aquário Sea Life, o Estádio Olímpico e a Torre Olímpica, além de um pequeno lago onde nadam cisnes. Durante o verão em Munique, por ali também acontece o Open Air Kino, um cinema ao ar livre.

Englischer Garten

Considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, com seus 375 hectares de área verde, o Englischer Garten guarda pequenos tesouros, como vários biergärten, áreas nudistas e, claro, os famosos surfistas do Eisbach, que aparecem diariamente.

Monopteros, no Englischer Garten

No Lago Kleinhesserloher é possível andar de pedalinho no verão. Ali também está o See Haus, um restaurante e biergarten com vista para o lago. Nas proximidades da área sul do Englischer Garten estão dois museus interessantes: Haus der Kunst e o Museu Nacional Bávaro.

Munique em 3 dias: museus e palácios

Nymphenburg – Datado de 1675, o Palácio de Nymphenburg (Schloss Nymphenburg) serviu de residência de verão aos governantes da Baviera. É possível visitar a área interna do castelo, com seu museu (entrada paga), e o jardim do castelo (entrada gratuita). É definitivamente um passeio que vale muito a pena! O Palácio de Nymphenburg, inclusive, foi o local de nascimento do rei Ludwig II, famoso por ter construído o Castelo de Neuschwanstein e por ter sido patrono do compositor Richard Wagner.

Museus de Munique – Munique é casa de inúmeros museus – há certamente um para cada gosto! Para quem ama carros, o Museu da BMW. Arte clássica? Antiga Pinacoteca! Arte moderna é na Pinakothek der Moderne ou no Museu Brandhorst (o prédio, aliás, é lindo!). Para conhecer mais sobre a Baviera, o Museu Nacional da Baviera. Para saber mais sobre o nazismo, visite o NS-Dokumentationszentrum München, no qual estão documentadas as consequências do regime nazista e o papel da cidade como capital do movimento.

Onde comer em Munique?

Se você está em Munique, então deve apreciar o melhor da comida bávara! Abra a sua mente para o que você encontrará de diferente na terra do rei Ludwig II:

Comida bávara

O café da manhã bávaro é minha refeição preferida por aqui. Ele consiste em weisswurst, bretzl e mostarda doce. Para acompanhar, cerveja! Sim, muitos bávaros bebem cerveja pela manhã. Mas, se assim como eu você prefere um cappuccino, fique à vontade também. Você irá encontrar o café da manhã bávaro em muitos Biergärten, mas eu recomendo o café da manhã no Kaisergarten. Em dias lotados, o atendimento está longe de ser o mais amigável, mas o ambiente e o cardápio com boas opções compensam.

No almoço ou jantar, a pedida é o Schweinshaxe, joelho de porco defumado acompanhado geralmente de repolho ou knödel de batata (um tipo de nhoque). E não estranhe se o Kaiserschmarrn aparecer como sugestão de prato principal no cardápio. Acompanhado de molho de maçã, esse prato da confeitaria austríaca é muito consumido nos Alpes assim mesmo, como refeição principal – e não sobremesa! É um daqueles costumes alemães que causam estranheza no primeiro contato.

Platzl, o ponto de encontro das cervejarias

O Platzl é uma rua que mais lembra uma praça, pertinho de Marienplatz. Ali está o Hofbräuhaus, cervejaria construída em 1589 pelo Duque Maximiliano I da Baviera como uma extensão da cervejaria Staatliches Hofbräuhaus.

Do outro lado da rua está a Augustiner am Platzl, a cervejaria mais antiga de Munique ainda em atividade – ela existe desde 1328! O prédio antigo da Augustiner, no entanto, ficava localizado em um mosteiro fora das muralhas da cidade. Até 1589, data da fundação da cervejaria Hofbräu, os monges agostinianos forneceram cerveja para a família real bávara Wittelsbach.

Biergärten

O que não faltam em Munique são Biergärten! Os mais famosos são o Biergarten am Chinesischen Turm, no Englischer Garten, Augustinerkeller, o mais antigo da cidade, e o Viktualienmarkt Beergarden, bem no centrinho histórico.

Munique em cada estação do ano

A energia de Munique muda muito em cada estação do ano. Se na primavera as caminhadas no parque ficam mais frequentes para aproveitar os dias mais longos, no verão é tempo de aproveitar os festivais e o clima bom tomando sol nas margens dos riachos que cortam o Englischer Garten. A melhor época para conhecer Munique é durante a primavera ou verão. No outono, os hotéis ficam lotados por causa da Oktoberfest. Veja o que fazer em Munique em cada estação do ano:

  • Primavera: É quando acontece uma versão mais pacata e menos lotada da Oktoberfest: a Frühlingsfest. O festival acontece no mesmo lugar da famosa Oktoberfest – em Therensienwiese -, e lembra muito a estrutura do maior festival da cidade: conta com parque de diversões para as crianças e duas tendas que servem cerveja. A estrela da festa é a Frühlingsfestbier, uma cerveja sazonal com aromas de mel e caramelo disponível apenas entre meados de fevereiro e meados de maio. A festa ainda conta com um enorme mercado de pulgas e exposição de carros antigos. 

    A primavera também é um ótimo período para se aventurar nas trilhas nas montanhas alpinas ou fazer um piquenique em um dos lagos da região.
  • Verão: Munique se enche de vida no verão! Há muita coisa acontecendo por toda a parte – de cinemas ao ar livre, concertos de música clássica gratuitos e festivais de rua com música e street food. É também uma ótima época para explorar os lagos da região e até fazer um churrasco na beira do Isar. A lista de atividades é grande e, por isso, fiz um post completo sobre o que fazer em Munique no verão e aproveitar a cidade ao ar livre.

  • Outono: O clima começa a mudar e a chance de dias mais chuvosos aumenta. É também quando acontece a Oktoberfest!  Por isso, não se esqueça de manter sempre um casaco e um guarda-chuva na bolsa caso vá aproveitar a festa.

    No outono, é tempo também de wandern – talvez, o hobby mais alemão que existe! Um ditado alemão diz que “não há clima ruim, apenas roupa errada”. Por isso mesmo, os alemães caminham em parques e nas florestas próximas a Munique para catar cogumelos até quando o clima não está tão favorável assim. Se você curte natureza, pode ser uma boa ideia se juntar a eles!

  • Inverno: Com dias curtos e clima instável fica difícil bater perna na cidade. Nesse caso, o charme do inverno mora nas feirinhas de Natal espalhadas por Munique. No inverno, atrações como o Castelo de Neuschwanstein e as montanhas dos Alpes ganham um ar mágico por causa da neve. E, se você é fã de esportes, não faltam estações de esqui na região – Garmisch é uma das mais famosas.

    Quer mergulhar de vez em uma experiência cultural? Então vá a uma sauna! Em Munique, existem saunas públicas – a sauna Müllersches Volksbad, inaugurada em 1901 em estilo art noveau é uma das mais famosas. Atenção: os alemães costumam frequentar as saunas nus por questão de higiene e é, definitivamente, uma das experiências culturais mais intensas que você pode ter por aqui.

Este artigo faz parte de uma blogagem coletiva sobre roteiros de viagem. Veja também os posts de outros blogs de viagem participantes:
+ Roteiro de viagem para a cidade do Porto
+ Mochilão pela Ásia – Roteiro de 53 dias de Viagem
+ O que fazer em Socorro – roteiro de fim de semana
+ O que fazer em Madri – 1 dia
+ Costa Oeste da Flórida: Roteiro de 7 dias de carro
+ Roteiro no Centro de Florianópolis: explorando a pé o centro histórico
+ Como planejar e fazer um roteiro de viagem?
+ Roteiro de viagem maravilhosa pelo México
+ Roteiro de igrejas católicas para visitar em Santos
+ Roteiro de Viagem: Belo Horizonte em 2 dias
+ Roteiro de 15 dias na China: uma viagem mãe e filha

Outros posts sobre a Alemanha

Onde comer (muito!) bem em Bangkok: 5 experiências gastronômicas incríveis

Comida Tailandesa - Onde comer em Bangkok

Bangkok é vibrante, colorida e… Inebriante! A capital da Tailândia é famosa mundo afora por dois motivos especiais: é a cidade número 1 dos mochileiros, e também é casa de uma das melhores gastronomias do mundo. Por isso, depois de explorar cada cantinho da cidade em busca da Tom Yam Kung perfeita, decidi fazer uma lista de onde comer em Bangkok. E se você não é muito familiar com a culinária tailandesa, no final do post encontrará uma lista de o que comer em Bangkok.

Mas, antecipo: uma vida inteira pode não ser suficiente para provar todos os pratos típicos da Tailândia. A boa notícia é que Bangkok é definitivamente um dos melhores lugares do mundo para comer bem! E barato – de verdade. Na badalada Khao San Road (rua dos mochileiros em Bangkok), por exemplo, você encontrará um bom pad thai com camarões gigantes por só 60 Baht (cerca de R$ 7). Bom, né?

Onde comer em Bangkok?

Dar dicas de onde comer em Bangkok pode parecer pretensioso – e é mesmo! Cada cantinho da capital tailandesa esconde um caldeirão com uma alquimia única de especiarias. Também não é preciso comer em restaurantes estrelados para ter uma refeição inesquecível.

E já que a comida é algo tão especial para o povo tailandês, ela merece um post todinho dedicado!

Chatuchak Weekend Market: compras, turistas e… muita comida, claro!

O mercado de final de semana Chatuchak foi nossa primeira parada em Bangkok. Eu estava muito ansiosa por experimentar os pratos tailandeses in loco. Chatuchak  acabou sendo um ótimo começo.

Camarões em Chatuchak Market - Onde comer em Bangkok
Camarões gigantes, no Chatuchak Weekend Market

Camarões empanados - Onde comer em Bangkok
Bangkok é o paraíso para os amantes de camarão!

Chatuchak é o maior mercado a céu aberto da Tailândia, com suas 15 mil barraquinhas. Além de souvenirs, como camisetas, pulseirinhas e as famosas bolsas de palha, Chatuchak também conta com stands de comida. Por ali, os vendedores fritam os famosos camarões gigantes de rio, lulas e peixes na hora. Não faltam opções de barraquinhas com mesas para sentar e, por isso, Chatuchak também é um bom lugar também para almoçar.

Manga com pimenta - Onde comer em bangkok
Manga com açúcar e pimenta – e sim, é muito gostoso!

Anote: existe uma barraquinha famosa pelo mango shake e ele acaba muito rápido. Deixamos para experimentar depois e… Ficamos sem, claro.

Food Court Siam Paragon: um parque de diversões para adultos

Pode ser que o calor te incomode um pouco (era inverno e fazia mais de 30 graus!) e uma praça de alimentação com ar condicionado recheada de opções de restaurantes thai é uma ótima ideia.

Siam Paragon - Onde comer em Bangkok
Siam Paragon: a praça de alimentação do shopping virou destino gastronômico (sim!)

É o caso da praça de alimentação do Siam Paragon: lá você encontrará além de stands de comida tailandesa, outros restaurantes realmente bons de culinárias de outros países da Ásia. O lugar mais parecia um parque de diversões para adultos!

O Siam Paragon é o quarto maior shopping da Tailândia (acredite, os tailandeses amam shoppings e os shoppings por lá são imensos!) e é famoso por abrigar muitas lojas de grife. A praça de alimentação fica no subsolo.

Optamos por ramen japonês em um restaurante chamado Bankara – e não nos arrependemos. O miso ramen e o guioza estavam deliciosos.

Asiatique: os clássicos com pitada fancy do Baan Khanitha

Se você procura um restaurante mais sofisticado, o Baan Khanitha é o lugar perfeito. O restaurante está localizado no Asiatique The Riverfront, um complexo aberto de lojas na beira do rio e que vale muito a visita – de preferência à noite. Chegamos lá depois de um passeio noturno de barco pelo rio.

Baan Khanitha - Onde comer em Bangkok
Baan Khanitha: drink delícia de Butterfly pea

No Baan Khanitha provei um drink com suco de limão e Butterfly pea, uma planta azulada comum no sudeste asiático. Redundante, porém vale ressaltar: delicioso.

Baan Khanitha - Asiatique - Onde comer em Bangkok
Baan Khanitha: soft shell crab e camarão ao molho de tamarindo

Para jantar, nossas escolhas foram: lab gai (salada com frango picadinho, limão, pimenta e ervas), camarões de rio com molho de tamarindo e o poo phad kong karee, meu preferido: a estrela do prato é o caranguejo da casca mole frito, com um perfumado curry amarelo para acompanhar.

Thip Samai, o melhor (e mais concorrido) pad thai de Bangkok

O Thip Samai é um dos restaurantes que sempre aparece nas listas de onde comer em Bangkok. A explicação é simples: ele ficou conhecido por servir o melhor pad thai da cidade.

Bem, nossa intenção era mesmo comer o melhor pad thai de Bangkok, mas quando vimos a fila virando a esquina em plena quarta-feira, mudamos de ideia. A boa notícia é que eles oferecem um serviço take away – cuja espera não dura nem dez minutos. E assim como outros lugares de Bangkok, a comida é feita na rua e o restaurante é indoor.

Thip Samai - pad thai - Onde comer em Bangkok
Thip Samai: eleito o melhor pad thai de Bangkok

O meu escolhido foi o pad thai envolto em uma camada fina de ovo – o que eu achei bem interessante, nunca tinha visto pad thai apresentado dessa maneira. Mas nada que justifique duas horas de fila, sinceramente. O preço? 80 Baht.

Buffet de frutos do mar, minha atração preferida

E se você quer uma experiência tipicamente tailandesa, vá a um dos vários buffets de frutos do mar da cidade. Um amigo tailandês nos levou em seu preferido: o Suvarnabhumi Seafood Buffet. Longe do centro e perto do aeroporto, o buffet de frutos do mar é uma experiência incrível em inúmeros sentidos.

Suvarnabhumi Seafood Buffet - Onde comer em Bangkok
Suvarnabhumi Seafood Buffet: ambiente simples, preço amigo e experiência incrível

Suvarnabhumi Seafood Buffet
Suvarnabhumi Seafood Buffet: buffet livre de frutos do mar

O lugar funciona assim: tem buffet de frutos do mar livre, e no preço estão inclusas as bebidas sem álcool. Quer refil de cerveja? É só pagar a parte. Em uma estação estão vários frutos do mar frescos (lulas, ostras, polvos e diferentes tipos de moluscos), que você mesmo seleciona e grelha em um tipo de churrasqueira (cada mesa possui a sua). Também existe uma estação onde você mesmo pode pescar os camarões gigantes de rio vivos  e outra estação dedicada aos caranguejos (também vivos). Para completar, há uma estação com ingredientes para saladas, onde você mesmo pode criar sua salada de papaya com pimenta na medida do seu paladar.

Suvarnabhumi Seafood Buffet - Onde comer em Bangkok
Suvarnabhumi Seafood Buffet: caldeirão de caranguejos

O lugar é enorme e não é lá muito bonito, mas a experiência vale a pena. Demais. E definitivamente é um dos lugares que vou mais sentir falta de Bangkok.

O preço: 400 Baht. Cerca de R$ 45 reais pela melhor comida de frutos do mar da sua vida. Inacreditável!

O que comer em Bangkok?

Assim como escolher os melhores lugares de onde comer em Bangkok é missão impossível, eleger os pratos mais saborosos também não é lá uma das coisas mais fáceis de fazer. Além do pad thai, prato básico de qualquer restaurante tailandês, outros pratos não podem faltar na sua viagem à Tailândia. Na minha opinião, são esses:

Noodles no café da manhã (!)

Noodles de café da manhã - Onde comer em Bankok
Toda hora é hora de noodles!

Depois de quase dois anos na Itália, a ideia de comer pasta de café da manhã me dá arrepios. Por isso, quando um amigo tailandês nos convidou para um café da manhã típico, fiquei um pouco receosa. A verdade é que, apesar de morar na meca da gastronomia italiana, eu não a-guen-to mais pasta. Mas abri meu coração para os noodles tailandeses e não me arrependi… Bem, vale a experiência pelo menos. Em Bangkok, toda hora é hora para noodles!

Tom Yam Kung

Eis outra receita perfumada e apimentada – porque o que não faltam são perfumes e pimentas na Tailândia. O Tom Yam Kung é uma sopa de camarão que também está no ranking das melhores sopas do mundo. Juntamente com o pad thai, o Tom Yam Kung é aquela receita que todo restaurante thai tem. Mas, não importa, na Tailândia os sabores são mais intensos.

Tom Yam Kung - O que comer em Bangkok
Tom Yam Kung: a melhor sopa do mundo (tem camarão, é claro!)

O Tom Yam Kung tem o capim-limão como ingrediente-chave. Se você não é fã de camarão, vá de Tom Yam Gai (versão de frango) ou  Tom Yum Hed (sem camarão e com o dobro de cogumelos).

Khao Soi, o rei dos noodles

Quando o assunto são noodles, o Khao Soi ocupa o primeiro lugar no meu coração. O prato tailandês consegue ser ainda melhor que miso ramen e spaghetti a bolognesa (na minha opinião, claro)!

Khao Soi - Onde comer em Bangkok
Khao Soi: o melhor noodles do mundo

O Khao Soi é uma mistura surpreendente de tudo o que há de bom na cozinha: noodles de ovo mergulhados em um curry com leite de coco mais toque de especiarias, como cardamomo e açafrão. Sobre essa mistura poderosa: crocantes de milho, algum tipo de carne (na receita tradicional é frango, mas eu sempre peço camarão de rio!) e o toque adocicado do capim-limão. Já consegue sentir o perfume invadindo a sala? Eu sim!

O prato é típico do norte da Tailândia e, portanto, Chiang Mai é o lugar ideal para você experimentar essa delícia. Mas se você não vai para Chiang Mai, pode experimentar em Bangkok mesmo, né? Por aqui, sigo torcendo para que o Khao Soi seja o próximo hype gastronômico do Ocidente (rámen e poke que digam amém!).

Mango Sticky Rice

Mango Sticky Rice - O que comer em Bangkok
Mango Sticky Rice, a sobremesa rainha da Tailândia

A melhor sobremesa de todas. O que poderia dar errado colocando manga, arroz e leite de coco na mesma receita? Tudo. Mas a mistura exótica tem sabor dos sonhos – e eu já estou planejando replicar em casa. É a sobremesa número 1 da Tailândia, então não deixe de provar, tá?

O prato consiste em: meia manga docinha cortada em pedaços e acompanhada de um tipo de arroz doce grudento. Por cima do arroz, amendoins ou gergelim salpicados. Um molho de leite de coco fecha com chave de ouro.

Mangostin e durian

Mangostin - O que comer em Bangkok
Mangostin: versão asiática da jabuticaba

Mangostin é uma fruta fotogênica que lembra jabuticaba (no sabor só!). E, por isso mesmo, é deliciosa. Por outro lado, durian é a prima malvada da jaca (e olha que eu odeio jaca). Tem gosto bom, mas é difícil lidar com o cheiro impregnante (e repugnante). Há quem ame, há quem odeie. Em muitos lugares, como hotéis e aviões, é proibido entrar com a durian por causa do mal cheiro.

Durian - O que comer em Bangkok
Durian e ambiente perfumado não combinam

Mas tudo na vida é experiência, né?

Bangkok e o nosso roteiro de viagem

Bangkok foi parte do nosso roteiro de viagem de Ano Novo, que começou em Shanghai (China) e continuou na capital da Tailândia. Depois, seguimos para Luang Prabang (Laos), passamos por Chiang Mai e Chiang Rai (Tailândia), voltamos para Bangkok e, por fim, seguimos para Pequim (China). Foi um roteiro apertado, com quinze dias intensos  – mas muito bem aproveitados.

Bangkok foi definitivamente um dos meus destinos preferidos nessa viagem pelo sudeste asiático! Decidimos deixar para outra viagem as praias do sul do país, já que esse período do ano (dezembro/janeiro) é época de chuvas por lá. Bangkok, por sua vez, nos recebeu com muito calor (30 graus, em média), apesar de ser inverno.