achadinho da 25 de março & outros papos de elevador

December 9, 2012 - 9:10 am 5 comentários

Papo de elevador geralmente é sinônimo de conversa fiada (e eu tenho pavor disso, juro!). Mas daí que trabalhar em uma revista feminina tem lá suas vantagens… Uma delas é que esses tais papos de elevador geralmente correm para elogios – que eu acho que são verdadeiros, vai saber. Esmalte, sapato e cor do cabelo sempre viram pautas elogiosas de elevador; e, de fato, são as mais recorrentes.

Quer dizer: pílulas de autoestima são sempre bem-vindas antes do almoço, certo? Eu valorizo!

Dia desses, enquanto esperava o dito cujo, uma moça desconhecida virou do nada e perguntou como eu conseguia carregar ~coisinhas femininas~ em uma bolsa tão pequenina. Papo vai, papo vem, contei que a tal bolsa era da rua 25 de Março (famooosa pelos balangadãs baratinhos) e que custou só R$ 36. Isso rendeu mais alguns minutos de conversa (é, o elevador demora muito!).

A conclusão? A bolsa é “incrível”, sim, mas principalmente por causa do precinho amigo dela. No final das contas, eu fiquei com isso na cabeça… Que bom seria dividir esses achadinhos garimpados por aí, né? Infelizmente eu não tenho o nome certinho da loja, mas prometo fazer isso mais vezes – e com mais detalhes!

Na Glamour BR desse mês, inclusive, saiu uma vitrine com bolsas doctor por menos de R$ 200. A mais barata era R$ 99, mas taí um exemplo que dá, sim, para garimpar por pelo menos metade do preço!

Tem gente que odeia a 25, mas eu realmente acho que ali existe um mundo de possibilidades… Enfim, não lembro o nome da loja, mas lembro que ficava numa galeria paralela à rua-caos!

#3 O mistério da feiurinha

November 8, 2012 - 6:00 pm 4 comentários

O projeto cinquentinha está de volta! Dessa vez eu juro que é de verdade, só para fechar o ano com chave de ouro. Mais fotografias e fotografias… porque algumas coisas são simplesmente bonitas e enchem o coração!

Oliver (ou Olivier, Olivinha & afins) faz cara de paisagem no blog.

Obrigada pela participação, feiurinha mais linda (e mal humorada) do mundo.

Espelho, espelho meu…

November 6, 2012 - 10:13 pm 4 comentários

Em um pequeno pote antigo coloque um pouquinho do estilo boho chic. Acrescente toda a aura de encantamento de editoriais típicos da revista Lula. Deixe de lado os preços um pouquinho bem salgados dos itens vendidos no site da Free People (que são entregues no Brasil) e… pronto!

Depois disso, você possivelmente estará apaixonada pela marca americana (do mesmo grupo da Urban Outfitters e da Anthropologie!, tá explicado). Assim como eu, pode ser que você se torne uma dessas pessoas que entram todo início de mês no site (tipo Astrology Zone, né?) só para dar aquela espiadinha nos lookbooks mensais do FP. Duvida? Em novembro, Branca de Neve, a Rainha e outros personagens dos contos de fadas deram o tom mágico por lá. Apaixonante!

E a cereja do bolo:

like a drunken snow white ♥

October 22, 2012 - 3:02 am 1 comentário

Quatro horas da manhã e eu irei (não estou certa disso) acordar daqui duas horas… Já fiz mil e uma anotações no caderninho que fica debaixo do meu travesseiro, li revistas, um capítulo do livro e me revirei sessenta e cinco vezes na cama. Abri a geladeira, comi bolo de chocolate. Não resolveu. Sono: cadê? Decidi então postar esse quadrinho da Gemma Correll

Porque o final de semana acabou. Mas é tudo uma questão de essência, certo?

#1 diário de bordo de uma road trip

October 10, 2012 - 3:38 pm 9 comentários

Há um tempo ensaiava retornar a escrever por aqui… Mas procrastinação é uma coisa. Um misto de falta de vontade e coragem me impedia de fazer (olha que ironia!) o que eu adoro. Faltava paixão (e quem há de viver sem?). Seguindo a filosofia de Vinicius – “porque a vida só se dá para quem se deu…” – resolvi deixar o que tinha “de certo”, arrumei as malas e saí com minha família para uma road trip pela América do Sul. Sou do tipo que acredita que um pouco de brisa no rosto e asfalto nos pés são capazes de resolver o pior dos problemas. E isso envolve gente, árvore, vento… Muita coisa, sabe?

O roteiro escolhido para a road trip de 21 dias (e mais de 11.000km percorridos) incluiu Machu Picchu, no Peru; Copacabana (Lago Titicaca!) e o salar de Uyuni, na Bolívia, e San Pedro de Atacama, no Chile. Com apenas os lugares que gostaríamos de conhecer e mais nada planejado, pegamos estrada no dia 1º de julho. Durante a viagem, descobrimos que esse é um roteiro bastante famoso entre mochileiros do mundo todo. Os meios de transporte então variavam demais: motorhome, veículos de passeio, bicicleta (sim!), motos, jipes (♥) e, lógico, ônibus.

Em quatro dias, subimos de São Paulo até o Acre, passando por Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia. Aliás, Rio Branco definitivamente vale a visita! A capital do Acre é uma cidade bonita e organizada, onde, naquele momento, ocorria um grande arraial em homenagem a Gonzagão. Festa linda; sorte de viajante! A realidade da paisagem no norte do nosso país, no entanto, é bastante triste. Na divisa do Mato Grosso com Rondônia, a placa grafada “Bem-vindo ao Portal da Amazônia” até parece ser uma propaganda enganosa. Seguindo adiante, tudo o que se vê é pasto e muitos animais silvestres atropelados. E filas de caminhões de madeireiras. Além disso, do Mato Grosso ao Acre, as estradas estão em PÉSSIMO estado – é válido ressaltar. Também não fomos parados pela Polícia Rodoviária brasileira nenhuma vez…

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#2 entre pássaros e verdes

May 3, 2012 - 11:01 pm 7 comentários

Mais cor para os dias que aconteciam tão cinzas! Uma pausa e um suspiro são capazes de resolver o pior dos problemas, acredite.

— “No cheeseburger for quatis today”. Bad, bad news.

#1 sense & sensibility

April 26, 2012 - 9:13 am 3 comentários

Estou aqui para apresentar a vocês o meu novo bebê: o Projeto Cinquentinha. Esta criança com nome desajeitado foi concebida no auge de minha falta de criatividade, como vocês podem perceber. Isso porque ultimamente os dias têm acontecido sem nenhum encanto. Absolutamente nada de bonito, de arrebatador. Sem estrelas cadentes, mímicos com flores, nem placas grafadas “não dê comida aos macacos” (assim, em cima de uma árvore — !!! — na Faria Lima). Tudo muito racional, muito dentro dos conformes, da burocracia de como a vida ~deve~ ser.

E aí eu cansei. Mas não dá para fazer muita coisa, porque certas situações simplesmente acontecem quando têm que acontecer. Ah, eu vou colocar um pouco de açúcar nesse chá. Projeto Cinquentinha é o meu novo xodó. Com uma câmera fotográfica, um tripé, uma lente 50mm 1.8 e um pouco de criatividade eu vou tentar tirar dos dias bonitos, entediantes ou cinzas, alguma coisa de bom. Durante 50 dias seguidos. É o meu desafio.

Valendo!


Exposição: 0.013 sec (1/80) // Abertura: f/5.6 // ISO: 400

Para começar, um romance bem feminino. Comprei essa versão de Sense and Sensibility por causa da capa, admito. Para quem não conhece, Coralie Bickford-Smith é responsável pelo design de algumas séries da Penguin Classics, editora inglesa de literatura clássica. Coralie é responsável também por me fazer buscar em sebos por aí essa versão durante dias e dias! Já a história não poderia vir em momento mais adequado: o embate entre o lado racional de Elinor e o lado sensível de Marianne, duas irmãs que viviam na sufocante Inglaterra do século XIX.

Mas, antes de começar a ler este livro, preciso terminar outros quatro: Maria Antonieta, Twenties Girl, As Virgens Suicidas e Um Dia (que eu parei antes do final, porque acho que a história deveria terminar por ali mesmo, antes da página 410 WHAT/). Desejem-me força, fé, vontade, perseverança, ambição porque quando eu acho que uma história interfere na minha vida eu mudo de livro — do tipo: eu leio sobre tal coisa e tal coisa acontece; assustador. Por isso, eu leio vários ao mesmo tempo.


UPDATE!
O bê-a-bá do Projeto Cinquentinha

A proposta: durante 50 dias seguidos captar meu dia a dia — até, e principalmente, quando não acontece nada (ou seja, sempre). Assim, pelo menos uma fotografia por dia. O desafio também estará no uso de uma única lente: a 50mm 1.8, a.ka. cinquentinha. Daí o nome, gente! É uma lente fixa, dessas que você precisa andar pra lá e pra cá para conseguir o zoom que você precisa. Ela é barata e ainda faz aquele bokeh (efeito desfocado) incrível nas fotos. É a minha preferida. :)

presentinhos

March 19, 2012 - 10:12 am 9 comentários

“God-bless-irmãs-boazinhas-que-carregam-no-mochilão-uma-penca-de-revistas-de-moda-para-a-irmã”, disse o sábio.

E eu concordo com ele, ah se concordo!

sombra, mar e água (de coco) fresca

March 16, 2012 - 1:33 am 4 comentários

Se eu pudesse, voltaria para o Rio cada vez que o sol convidasse. Gosto de como a vida acontece por lá… E gosto, principalmente, do costume de tomar açaí depois de uma tarde na praia. É o tipo de hábito que eu poderia aderir fácil, fácil! E foi o que aconteceu na última viagem pra lá… Cheguei a trocar refeições por uma garrafinha de açaí. Não recomendo – mas também não me arrependo! A minha paixão por hamburguerias já depõe sobre meus hábitos não saudáveis, e esse seria apenas mais um deles. Que feio, mocinha, que feio.

Mas esse post não é sobre açaí e hambúrgueres. É sobre “onde ficar”. Se você precisa pegar um avião (um ônibus, um carro, uma bicicleta – e vai indo, até onde sua imaginação chegar) para tomar um banho de mar, esse post é para você. Então, chega de enrolação e vamos lá.

FIM DO NARIZ DE CERA.

Nessa última viagem (em que uma prova foi um bom motivo para juntar seis amigos para tomar água de coco no calçadão), descobri(mos) um lugar realmente legal para “estar”. Era alta temporada e precisávamos arranjar onde dormir em uma cidade que (na minha opinião, lógico) a variedade de hotéis é super restrita. E todos estavam lotados. Nesse caso, duas opções: ficar em um albergue no meio da favela ooou em um albergue caro.

— WELCOME!

A escolha: o Z.Bra, um design hostel. Um lugar que não é bonitinho, nem arrumadinho – mas lindo. Na área de convivência, móveis antigos repaginados em muitas e muitas cores. E estampas. Tudo embalado por um som que vai de Nando Reis a The Killers. Um pole dance, um carrinho com livros e revistas. Quando cai a noite, um projeto de luzes que deixa o ambiente com cara de (tudo é…) lounge (!) de balada.

— Tudo é lounge

Já havia lido internet afora que o Z.Bra era um hostel difícil, e por isso estranhei quando a atendente disse que havia vagas disponíveis. Enviamos o e-mail solicitando a reserva. Ela não respondeu. E aí surge a primeira dica: persevere. A resposta só chegou após alguns telefonemas beeem insistentes.

Chegando lá, você encontrará camas dispostas em forma de cápsulas. Cada uma com seu armário para malas e um menor para pequenos pertences, como carteiras, perfumes e celulares. Cada cápsula também possui um ponto de luz individual, para quem quiser ler livros ou bulas de remédios sem incomodar os outros.

No primeiro dia, decidimos fazer o city tour “oferecido” pelo albergue. Pelo “oferecido” você paga significativos R$ 150. Sim, turista-clichê: às vezes é divertido e caro ser um. Nos jogamos com tudo em um roteiro que incluía Cristo Redentor, Arcos da Lapa, bairro de Santa Tereza, escadaria Selarón, Catedral Metropolitana de São Sebastião e Pão de Açúcar!

— Rio de Janeiro P&B


— Catedral Metropolitana de São Sebastião assim, meio cubista

No hostel também adquirimos pacote para um baile funk na favela (mais R$ 50). Na verdade, o Castelo das Pedras parecia uma festa de faculdade e, por isso, na set-list David Guetta marcava presença (acho que só isso explica). Outro David, no entanto, era responsável por fazer aquela diferença. Empunhando um microfone, David Brazil chamava os bailarinos mais sexies da pixxxta para dancinhas sensuais. Contabilizando, quem esperava por um proibidão saiu de lá frustrado.

— Mr. Coco (porque eu não tenho fotos do baile funk, oras)

Um dos motivos pelos quais a viagem valeu a pena foi provar o gostinho do carnaval carioca. Como chegamos uma semana antes da data, estavam acontecendo ensaios dos blocos na orla. No final do desfile, o pessoal se reunia no Veloso, bar praticamente ao lado do hostel. Eis aí um ponto super positivo: localização. Pertinho da Pizzaria Guanabara, do BB Lanches (o melhor cheese salada plus açaí da região) e da badaladíssima rua Dias Ferreira, o albergue ainda ficava a apenas dois quarteirões do Posto 12, no Leblon.

— Woodstock, seu lindo ♥

Para completar, um bulldog inglês que conferia aquele charme ao albergue. Com um jeitinho meio blasé e carinha de não-te-quero-por-perto, o Woodstock arrebatava o coração das hóspedes. E segurou o meu por lá também.

Ah, o preço! A diária saiu por R$ 75, bem cara para os padrões de um albergue. Mas, sinceramente, o lugar me cativou tanto que eu voltaria… E no pacote localização + conforto, o saldo acabou sendo positivo.

todos os clichês do mundo

February 14, 2012 - 11:43 pm 4 comentários

“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”
Charles Dickens, “Grandes Esperanças”

Três dias. Lua cheia. E um arrependimento sem fim.

Eu não vou te esquecer.