viajar sozinha, uma arte!

May 8, 2015 - 6:05 pm Comments Off

Hora de fazer uma pequena pausa na viagem, tirar as coisas da mochila e colocar tudo na balança. Logo mais, histórias e um pouquinho de aprendizado:

RESPIRE FUNDO. ENGULA O CHORO.

Há momentos em que tudo dá errado. Eles mais parecem uma conspiração do universo te dizendo: “volte para sua zona de conforto”.

Dica: ignore esses sinais. O universo não é sobre você.

Um exemplo:

Certo dia, quando estava prestes a encontrar meu namorado em outra cidade e já cansada de ficar sozinha, cheguei duas horas mais cedo na estação de trem para não perder a viagem. Quando o trem finalmente se aproximou, me apressei para entrar no vagão. Surpresa! Em câmera lenta, a passagem escapou de minhas mãos e caiu graciosamente no trilho. Durante cinco segundos fiquei em silêncio olhando o papel debaixo do trem. Piada de mau gosto. Logo, veio o primeiro impulso: chorar…

Mas, ali, o choro seria inútil e ridículo. Aliás, quando não é? Engoli as lágrimas. Depois, corri para pedir a ajuda de um segurança, que não pôde fazer nada. Na segunda tentativa de resolver o problema, me dirigi a uma máquina para comprar outra passagem. A fila estava enorme e, quando chegou minha vez para a compra do bilhete, faltavam apenas dois minutos para a saída do trem. “Eu vou conseguir”, repetia mentalmente porque fé nunca é demais. Só que meu cartão de crédito não foi aceito e ainda travou a máquina. Perdi a viagem, tive que pegar outra fila ainda maior na terceira tentativa e esperei mais duas horas na estação até o próximo trem…

E, quer saber? Tudo bem. Mais cedo ou mais tarde eu cheguei onde queria.

COMPARTILHAR É PRECISO

Ter uma companhia faz falta principalmente na hora de comer. Quer dizer, jantar pasta e um bom vinho na Itália pagando pouco é ótimo. Mas é só quando você está sozinha que percebe o quanto uma boa conversa é essencial para uma refeição prazerosa de verdade…

Quando ainda estava na Espanha, e já não aguentava mais comer bocadillos, decidi me aventurar em uma pizza. Entrei na pizzaria e, enquanto escolhia o sabor, a atendente do restaurante disse:

- Só fazemos pizza para duas pessoas.
- Então quero uma pizza para dois, afirmei com a maior segurança do mundo – que por acaso eu não tinha.

Não, não consegui comer a pizza inteira. Mas pedi para embalar para viagem e dei para um vendedor de leques. No final das contas, foi como se tivesse almoçado com um desconhecido! Da próxima vez, certamente convidarei alguém para não só compartilhar a comida, mas também boas conversas. E que venham pizzas para três, quatro ou cinco pessoas…

LUGARES INCRÍVEIS, BOAS HISTÓRIAS

Fiquei encantada por Praga. Ela é o tipo de cidade em que é uma delícia andar a pé com pouca pressa e bastante tempo. As construções são lindas e, para melhorar, era primavera. Tudo parecia perfeito… Parecia. Depois de certo momento da viagem, cidades bonitas começam a fazer sentido só como cenários. Faltam histórias – ou pessoas, como preferir. Sem isso, tudo fica vazio e falta sentido. Por isso, foi em Praga que decidi me abrir para conhecer gente nova. Naquele dia, enquanto pensava no vazio das cidades bonitas, fiz minha primeira amizade na viagem. Caminhando pela cidade, minha nova amiga me explicou porque Praga era cheia de vietnamitas como ela. Aí, a capital da República Tcheca além de incrivelmente bonita se encheu de sentido!

O QUE EU QUERO DE VERDADE?

Uma das belezas de viajar é se identificar com gente que, pelo menos na teoria, é bem diferente de você. Introvertida que sou, muito me identifiquei com as asiáticas…

Enquanto passeava com uma nova amiga da Coréia do Sul, ela me contou sobre os sonhos que tinha. Primeiro, me perguntou se eu lembrava do acidente de ferry que matou centenas de crianças em seu país. Depois, confessou que estuda engenharia porque seu grande sonho é tornar a Coréia um lugar mais seguro. Também disse que muitos de seus amigos julgavam seu sonho algo pequeno, ambição barata.

O que posso dizer é que, de alguma maneira, ela já faz diferença na vida das pessoas que encontra no caminho. Sorte a minha! A conversa desde então ecoa na minha cabeça e eu me pergunto: o que posso fazer para tornar a vida das pessoas melhor?

A ZONA DE DESCONFORTO

O que fazer quando você tem que dormir em uma cabana no meio do mato sozinha? Primeiro, olhar debaixo da cama para ver se tem cobra. Depois dormir, oras.

Acredite: é um luxo estar onde você quer estar. Um privilégio fazer o que você quer fazer. Mesmo que tudo isso signifique estar em uma cabana. Sem wi-fi. E comendo sopa de pacotinho.

Com isso na cabeça, entendi que sempre achei desculpas para não fazer o que eu queria. Assim como o mundo não é sobre mim, ele também não deve ser responsabilizado pelas minhas frustrações. A verdade é que eu queria estar em uma cabana no meio do nada, sim, apesar de morrer de medo de cobras.

Longe de casa, calei meus medos e assumi o controle de tudo. Afinal de contas, se não agora, quando?

dia 29 – a tal da inteligência emocional alemã

April 9, 2015 - 11:55 am Comments Off

O caminho

der Weg ou, apenas, o caminho – para um dos castelos nos Alpes!

Há quase um mês a viagem começou. Depois da Espanha, dei uma passadinha rápida em Portugal e sigo agora na Alemanha. Por aqui, tenho me questionado sobre a importância da paixão. Saí de casa com aquela vontade de mergulhar em algo novo e aprender um milhão de coisas. Deixei minha rotina de lado – odeio rotina mesmo – para tentar me reinventar. Sem prazo para acabar. Vida, aqui estou! Mas muito mais do que a arquitetura, a arte e a gastronomia de cada lugar, o que tem me cativado todos os dias é viver de um jeito muito diferente do meu.

Gosto de viver apaixonadamente. Demais! E foi aí, saltando de pára-quedas em um lugar novo, que toda a minha latinidade esbarrou em uma alma germânica. Dessas que é direta, controlada, fala baixinho (quando fala alemão) e parece uma enciclopédia viva. Divide o mundo em sim ou não, em pode ou não pode, em deveres, metas e projetos. Não é como se toda e qualquer forma de sentimento fosse colocada em uma planilha e tivesse um resultado definido, não. Nada disso! Mas é como se tudo fosse sensato. Até na forma de sentir.

Eles falam olhando nos olhos. Eles olham nos olhos o tempo todo. Caminhando pela rua pode ser que, quando um alemão cruzar contigo, você tenha a sensação de que existe alguém esmiuçando a sua alma só pelo olhar. Em cinco segundos. Tipo raio-X. E almas apaixonadas não entendem muito bem como tudo isso acontece, admito.

Alemães são sinceros. E, nossa, como a verdade pode ser algo duro de lidar! Eles sentem, eles pensam, eles guardam. E aí, creio eu, categorizam. Posso estar muito enganada, mas sinto (olha eu sentindo de novo!) que eles têm muito mais a ver com filosofia do que com romance. Na arte, são genuinamente Bauhaus.

Se você perguntar, espere a verdade. Se não perguntar, também. Eles convivem o tempo todo com essa belezinha – assim mesmo, como ela é. Se for fria e feia, tudo bem.

Hoje, enquanto me olhava despretensiosamente no espelho alemão, ele disse:

– Você é vítima do coitadismo.

QUÊ?! Vamos com calma, por favor.

E, em seguida, explicou:

– Mariana, você reclama mas não busca encontrar uma solução para o problema. Reclama por reclamar. E não muda porque não quer.

Ah, querido espelho! Sei que falar em caps lock não resolve os problemas do mundo, muito menos os meus. Mas às vezes é só uma forma de se expressar. Uma forma INTENSA e EXAGERADAMENTE apaixonada de se expressar.

Mas, olha, você tem razão, espelho meu. Estou acostumada a viver essa paixão toda em vão. De que vale uma paixão se tudo continua sempre igual?
Mudar não é só sair do lugar.

dia 7 – la suerte en tus manos

March 20, 2015 - 8:47 am Comments Off

Granada5

— O mundo visto da janela de um palácio

Há uma semana comecei a viagem da minha vida. Enchi duas malas com um monte de coisas – que agora sei que mais pesam do que são úteis de verdade –, e cheguei ao Velho Mundo (exatamente como contei no post anterior, lembra?).

Decidi me reinventar e preciso começar de algum jeito. Comecei assim:

O avião pousou em Madrid. Uma surpresa me esperava no aeroporto, mas desencontramos e nos encontramos de novo. Meu mundo girou para um lado e girou para o outro: eu não estava preparada para tanto. Deixei meu ceticismo de lado. Ah… Existe, sim, romantismo na vida real! Foi então que Madrid se encheu de símbolos. Jamón, parques, pulpos, mariscadas e risadas pelas calles durante a madrugada sempre me lembrarão de você.

Mas você voltou para sua terra. Aí, eu fiquei com a Espanha inteirinha só para mim. Disse “até logo” a Madrid e cá estou desvendando Andaluzia. O caminho de Córdoba a Granada foi mostrando aos pouquinhos os encantos do lugar: por trás de cada curva da sinuosa estrada que liga as duas cidades, surgiram povoados branquinhos com castelos em cima de morros. Já em Granada, muitas cores, arabescos e teterías (são muitas casas de té, um tipo de chá, por aqui!). Andaluzia se revelou terra de muçulmanos, cristãos, terra de judeus… E também de ciganos.

E, ai, como eu invejo a relação dos gitanos com a sorte! Caminhando por Madrid e Granada, vi algumas casas de tarô, leitura de mãos… E ciganas oferecendo feitiços! Ontem, quando voltava da Alhambra, uma delas pegou a minha mão e, com dois raminhos de alecrim, disse que poderia me encantar.

“La suerte estará em tus manos”, garantiu.

Sorri, agradeci e, apesar da insistência dela, disse que estava bem assim…

“A sorte sempre esteve nas minhas mãos”, pensei.

so sentimeeental

December 6, 2014 - 1:16 am Comments Off

Acredito que para um romance ser interessante não é preciso nada além de uma boa trilha sonora e um pouco de encantamento. Eu fico com a trilha sonora, o encantamento é por sua conta! Se não der, tudo bem, eu dou um jeito no encantamento também. Sou mestre em criar auras encantadas onde não existe.

Antes de continuar, por favor, aperte o play abaixo:

Te conheci em uma manhã de segunda-feira. Marcamos um café desinteressado. Eu fui de suco de laranja e você de frutas tropicais. Café para quê mesmo?

Segunda-feira chata até conversarmos sobre tudo um pouco. Aí o relógio marcou meio-dia. Você tinha que ir e eu queria ficar. Você foi. Mas voltou logo em seguida. O dia acabou com um jantar japonês um pouco mais interessado. Eu interessada em você, quer dizer. Um banquinho e alguns policiais truculentos, mas cometas caíam no Itaim Bibi. Eu não inventaria história melhor!

Você me falou sobre seus casos. Disse que podia qualquer coisa. Ai, caramba. E podia mesmo! Você é desses que vai do lixo ao luxo e nem precisa de razão para isso. Encantador e eu nem tenho que inventar nada. Você estava ali na minha frente. Tarde demais para mim.

Depois, me perguntou:
– Mariana, você se esqueceu de escrever sobre a nossa história?

Que história, meu deus? Mas ri e fingi que não era comigo. Você atravessou o Atlântico. Eu continuei pensando em você. E então decidi comprar uma passagem só de ida para o Velho Mundo. E tem a transiberiana esperando a gente logo ali. Por que não? Achei que era uma boa justificativa.

Casamos em uma casa de campo abandonada onde só é possível chegar de charrete. As damas de honra vestiam coral. Muita gente feliz em uma festa que mais parecia um evento das Nações Unidas.

Uma vida inteira de risadas e comida de todo tipo (!). Rodamos por aí de carro, teco-teco e jangada.

E então nossos filhos. Eles cresceram com os pés no chão. O mundo era o quintal de casa. Você mostrou que éramos capazes de tudo. Crianças fluentes em quatro línguas. Orgulho da mamãe. Elas adoram um museu, acredita? E escrevem poesia. E ainda são boas de papo. Seres humanos interessantes essas crianças!

Mas aí eu reinstalei o Tinder, vi que você entrou há uma semana e nosso futuro foi por água abaixo. Quanta bobagem! Quer saber? Taí a nossa história. E, apesar de tudo, a música boa continua tocando!

romantic

Era uma vez um veleiro…

March 28, 2014 - 9:51 pm 1 comentário

Ali, escondidinho atrás do óbvio, você encontra…

Há tempos venho pensando sobre o que escrever neste blog. Isso porque depois de uns dias parece que nada do que escrevi diz muito sobre mim. Em outras palavras: mudei de ideia umas 367 vezes depois que postei X, Y ou Z. Escrever e registrar tudo isso, inclusive, parece limitador e bem louco também. Sim, sou a rainha da contradição e odeio ter que ficar me policiando. ~mudo de ideia mesmo, beijos me solta~

Por isso, tomei uma decisão: agora e aqui, só falo de sentimento – pelo menos por enquanto. É verdade que sentimentos mudam, mas a graça é essa mesmo: a gente não ter que ficar se justificando por isso. A gente vai lá e sente e pronto. Mudou? Tá tudo bem. Isso porque sentimentos são únicos, tem validade limitada e dizem respeito apenas a lugar x momento x pessoa/coisa. Se você mudar o tempo, provavelmente o sentimento muda também. Eles não mentem. O “sentir” começa e termina nele mesmo, sem dever nada a ninguém. Sem contestação. Ele é autossuficiente e não depende de porquês. Ou é ou não é. Por isso eu amo tanto sentimentos. Morro de amores, morro de ódio, morro de tédio – mas nunca pela metade. Intensidade, querida, teu nome é Mariana.

Resumindo: num momento aleatório, cheguei à conclusão de que sentimentos são perfeitos para diários blogs.

Então, por ora, chega de concretismo. Quero poesia abstrata, quero a vida à flor da pele. Tudo menos truncado, mais bonito e (não sei se) completo.

Vem comigo?

Pois bem, dia desses algo incrível aconteceu.

Minha prima e eu fomos viajar no feriado de Carnaval. O destino? Rio de Janeiro. Motivo: queríamos uma festa mais tranquila que Ouro Preto ou Salvador, mas nada que fosse só sombra e água de coco gelada, por favor. E aí você já sabe… Rio de Janeiro = sol, praia e festinhas de buenas (mas não desanime: se quiser festão, tem também, e são incríveis). Por isso, os bloquinhos pareciam perfeitos. E, te digo logo: funk e emoção não faltaram – teve até tiroteio, gente! Um feriado agitadíssimo, eu diria. Mas, peralá, o ponto alto nem foi esse…

Todo final de tarde saíamos da agitação dos bloquinhos/hostel-em-que-a-galera-tava-loucona-24/7 e fugíamos rumo ao calçadão para comer churros e ver o pôr-do-sol (eis meu conceito de felicidade: sossego, praia e doce de leite). Aí, num dia desses, enquanto estávamos assistindo o sol ir se deitar, um mocinho cambaleante (ou bêbado, no sentido vulgar da problemática) se aproximou e sentou ao nosso lado.

— “Ai, lá vem…”, pensamos.

— “Nada disso, colegas”, disse a vida.

E então o bêbado nos surpreendeu de um jeito incrivelmente bom.

Eu explico: decidimos continuar o papo iniciado pelo moço. É que apesar do alto teor alcoólico, ele sentou longe e começou a conversa como toda pessoa que nunca viu a outra antes faz. Ou seja, tudo certo e dentro dos conformes da ética e dos bons costumes.

Mas a bebida é um negócio mágico, todos sabem. E o moço (que, descobrimos depois, é nosso vizinho em São Paulo) começou a desabafar sobre a ex-namorada, que agora estava noiva de outro homem. Detalhe: eles namoraram por 4 anos e terminaram há 4. Já era para ele ter esquecido, certo? Não se sabe. E viva o sentimento, sem hora marcada para começar ou terminar. Ele existe, e só isso importa.

Eu, enxerida que sou, perguntei se ele a amava. Por que, né? Achei a conversa profunda demais.

— “Não”, disse ele. Mentira, julgo eu. O fato de ele ter falado sobre isso no Carnaval, bêbado e com duas desconhecidas era a prova de que ele não conseguia esquecê-la.

— “Vocês já ouviram falar sobre a metáfora da âncora e da vela?”, continuou.
Pára tudo.
Um bêbado falando em metáforas? Álcool: um líquido capaz de transformar um babaca no maior dos babacas. E um cara interessante em um tipo surrealmente incrível.

— “Algumas pessoas são âncora, outras vela”, disse ele. “Ela era âncora. Prendia quando deveria me estimular a ir sempre em frente, a sair do lugar. Não queria ser vela. Por isso, terminei”, completou.

Emoção. Isso define o que eu senti em uma conversa com um bêbado na beira da praia. Apesar de todo amor que, convenhamos, era óbvio que ele sentia, ela não estava sendo o que ele precisava naquele momento. E não seria para o resto da vida, porque ela não queria ou não sabia ser. E porque agora se casaria com outro.

Todos somos (e precisamos) de âncoras e velas. É o tempo (ou fase da vida) que define o que deve prevalecer. Em meio a tempestade, a âncora dá segurança. A vela, por sua vez, com a ajuda do vento nos leva até onde queremos chegar. Ambas são essenciais sim. Mas, em momentos errados, podem contribuir até para um naufrágio. Trágico e poético. E tão claro!

“O que eu desejo ser na vida de alguém?” “E do que eu preciso?” Você saberia responder essas perguntas?

A conversa continuou por alguns minutos e, em seguida, ele foi embora sem olhar para trás. A metáfora, no entanto, decidiu ficar.

Atualização – 13/08/2014

Contrariando as (minhas, lógico) expectativas, tudo mudou! Parece que ela aprendeu muita coisa nesse tempo em que eles ficaram separados, porque… Eles voltaram a namorar e estão noivos! Sim, ele virou meu amigo no Facebook depois desse papo estranho na beira da praia. Incrível, não?

O tal do encantamento & outras 19 (grandes) coisas

July 20, 2013 - 11:33 pm 2 comentários


— Wouldn’t it be nice?

Um ano se passou desde que algo realmente incrível aconteceu na minha vida. A gente tem a mania de esperar que alguma coisa bonita aconteça de repente, como um milagre. Mas um quarto de século pesa, gente! Aos poucos fui me tornando uma dessas pessoas que sentam e esperam e… Mais nada.

Pior: nem me toquei disso.

No final das contas, estava cheirando óleo de alecrim para relaxar, dormindo para esquecer, parando de sonhar para não me decepcionar.

Cai na cilada de achar que a vida acontece, sem que eu fizesse acontecer. É isso também, mas é muito mais. No espelho, um paradoxo: feliz, mas longe de ser a pessoa interessante que sempre quis ser. Como pode? Foi quando minha mãe me pegou desprevenida e me disse assim, que eu não estava mais vivendo, só ~comprando~. Minha vida se resumia a isso. Minha mãe! Ela, que até hoje corta as etiquetas das minhas roupas por motivo de “elas incomodam” e “elas não definem se as coisas são ou não boas”. Não quero ser só isso. Pois bem, entrei no alerta vermelho dos meus valores! Quem eu quero ser mesmo?

365 dias é o tempo para fazer algumas coisas que morro de vontade, mas que sempre adiei. Simples demais ou quase impossíveis… Por que não?

1. Viajar sozinha.
2. Criar coragem e dirigir.
3. Terminar o curso de fotografia.
4. Aprender a costurar.
5. Plantar uma roseira. (♥)
6. Ir até Ushuaia (de carro, ônibus ou a pé, mas fazer o caminho por terra).
7. Saltar de pára-quedas.
8. Conhecer Paris & aprender francês.
9. Fazer uma dieta detox & comer carne vermelha só uma vez na semana.
10. Não gastar mais que R$ 100 em um sapato, roupa ou acessório.
11. Voltar para o trabalho voluntário.
12. Conhecer de pertinho a Umbanda e o Budismo.
13. Completar um plano de exercícios, tipo o Insanity Workout.
14. Fazer um curso de mergulho.
15. Escalar um vulcão.
16. Reformar uma penteadeira.
17. Fazer uma tatuagem.
18. Usar mais cores e padrões (nem que minha paleta seja de tons pastel, haha)
19. Estudar na Central Saint Martins.

É muita vontade para um calendário só. Mas em um ano muita coisa pode acontecer, né? Quero encher meu coração de coisas boas de novo. Encantamento, aqui vou eu! :)

achadinho da 25 de março & outros papos de elevador

December 9, 2012 - 9:10 am 5 comentários

Papo de elevador geralmente é sinônimo de conversa fiada (e eu tenho pavor disso, juro!). Mas daí que trabalhar em uma revista feminina tem lá suas vantagens… Uma delas é que esses tais papos de elevador geralmente correm para elogios – que eu acho que são verdadeiros, vai saber. Esmalte, sapato e cor do cabelo sempre viram pautas elogiosas de elevador; e, de fato, são as mais recorrentes.

Quer dizer: pílulas de autoestima são sempre bem-vindas antes do almoço, certo? Eu valorizo!

Dia desses, enquanto esperava o dito cujo, uma moça desconhecida virou do nada e perguntou como eu conseguia carregar ~coisinhas femininas~ em uma bolsa tão pequenina. Papo vai, papo vem, contei que a tal bolsa era da rua 25 de Março (famooosa pelos balangadãs baratinhos) e que custou só R$ 36. Isso rendeu mais alguns minutos de conversa (é, o elevador demora muito!).

A conclusão? A bolsa é “incrível”, sim, mas principalmente por causa do precinho amigo dela. No final das contas, eu fiquei com isso na cabeça… Que bom seria dividir esses achadinhos garimpados por aí, né? Infelizmente eu não tenho o nome certinho da loja, mas prometo fazer isso mais vezes – e com mais detalhes!

Na Glamour BR desse mês, inclusive, saiu uma vitrine com bolsas doctor por menos de R$ 200. A mais barata era R$ 99, mas taí um exemplo que dá, sim, para garimpar por pelo menos metade do preço!

Tem gente que odeia a 25, mas eu realmente acho que ali existe um mundo de possibilidades… Enfim, não lembro o nome da loja, mas lembro que ficava numa galeria paralela à rua-caos!

#3 O mistério da feiurinha

November 8, 2012 - 6:00 pm 4 comentários

O projeto cinquentinha está de volta! Dessa vez eu juro que é de verdade, só para fechar o ano com chave de ouro. Mais fotografias e fotografias… porque algumas coisas são simplesmente bonitas e enchem o coração!

Oliver (ou Olivier, Olivinha & afins) faz cara de paisagem no blog.

Obrigada pela participação, feiurinha mais linda (e mal humorada) do mundo.

Espelho, espelho meu…

November 6, 2012 - 10:13 pm 4 comentários

Em um pequeno pote antigo coloque um pouquinho do estilo boho chic. Acrescente toda a aura de encantamento de editoriais típicos da revista Lula. Deixe de lado os preços um pouquinho bem salgados dos itens vendidos no site da Free People (que são entregues no Brasil) e… pronto!

Depois disso, você possivelmente estará apaixonada pela marca americana (do mesmo grupo da Urban Outfitters e da Anthropologie!, tá explicado). Assim como eu, pode ser que você se torne uma dessas pessoas que entram todo início de mês no site (tipo Astrology Zone, né?) só para dar aquela espiadinha nos lookbooks mensais do FP. Duvida? Em novembro, Branca de Neve, a Rainha e outros personagens dos contos de fadas deram o tom mágico por lá. Apaixonante!

E a cereja do bolo:

like a drunken snow white ♥

October 22, 2012 - 3:02 am 1 comentário

Quatro horas da manhã e eu irei (não estou certa disso) acordar daqui duas horas… Já fiz mil e uma anotações no caderninho que fica debaixo do meu travesseiro, li revistas, um capítulo do livro e me revirei sessenta e cinco vezes na cama. Abri a geladeira, comi bolo de chocolate. Não resolveu. Sono: cadê? Decidi então postar esse quadrinho da Gemma Correll

Porque o final de semana acabou. Mas é tudo uma questão de essência, certo?