Mais cor para os dias que aconteciam tão cinzas! Uma pausa e um suspiro são capazes de resolver o pior dos problemas, acredite.




— “No cheeseburger for quatis today”. Bad, bad news.
Mais cor para os dias que aconteciam tão cinzas! Uma pausa e um suspiro são capazes de resolver o pior dos problemas, acredite.




— “No cheeseburger for quatis today”. Bad, bad news.
Estou aqui para apresentar a vocês o meu novo bebê: o Projeto Cinquentinha. Esta criança com nome desajeitado foi concebida no auge de minha falta de criatividade, como vocês podem perceber. Isso porque ultimamente os dias têm acontecido sem nenhum encanto. Absolutamente nada de bonito, de arrebatador. Sem estrelas cadentes, mímicos com flores, nem placas grafadas “não dê comida aos macacos” (assim, em cima de uma árvore — !!! — na Faria Lima). Tudo muito racional, muito dentro dos conformes, da burocracia de como a vida ~deve~ ser.
E aí eu cansei. Mas não dá para fazer muita coisa, porque certas situações simplesmente acontecem quando têm que acontecer. Ah, eu vou colocar um pouco de açúcar nesse chá. Projeto Cinquentinha é o meu novo xodó. Com uma câmera fotográfica, um tripé, uma lente 50mm 1.8 e um pouco de criatividade eu vou tentar tirar dos dias bonitos, entediantes ou cinzas, alguma coisa de bom. Durante 50 dias seguidos. É o meu desafio.
Valendo!

Exposição: 0.013 sec (1/80) // Abertura: f/5.6 // ISO: 400
Para começar, um romance bem feminino. Comprei essa versão de Sense and Sensibility por causa da capa, admito. Para quem não conhece, Coralie Bickford-Smith é responsável pelo design de algumas séries da Penguin Classics, editora inglesa de literatura clássica. Coralie é responsável também por me fazer buscar em sebos por aí essa versão durante dias e dias! Já a história não poderia vir em momento mais adequado: o embate entre o lado racional de Elinor e o lado sensível de Marianne, duas irmãs que viviam na sufocante Inglaterra do século XIX.
Mas, antes de começar a ler este livro, preciso terminar outros quatro: Maria Antonieta, Twenties Girl, As Virgens Suicidas e Um Dia (que eu parei antes do final, porque acho que a história deveria terminar por ali mesmo, antes da página 410 WHAT/). Desejem-me força, fé, vontade, perseverança, ambição porque quando eu acho que uma história interfere na minha vida eu mudo de livro — do tipo: eu leio sobre tal coisa e tal coisa acontece; assustador. Por isso, eu leio vários ao mesmo tempo.
UPDATE!
O bê-a-bá do Projeto Cinquentinha
A proposta: durante 50 dias seguidos captar meu dia a dia — até, e principalmente, quando não acontece nada (ou seja, sempre). Assim, pelo menos uma fotografia por dia. O desafio também estará no uso de uma única lente: a 50mm 1.8, a.ka. cinquentinha. Daí o nome, gente! É uma lente fixa, dessas que você precisa andar pra lá e pra cá para conseguir o zoom que você precisa. Ela é barata e ainda faz aquele bokeh (efeito desfocado) incrível nas fotos. É a minha preferida. :)
“God-bless-irmãs-boazinhas-que-carregam-no-mochilão-uma-penca-de-revistas-de-moda-para-a-irmã”, disse o sábio.



E eu concordo com ele, ah se concordo!
Se eu pudesse, voltaria para o Rio cada vez que o sol convidasse. Gosto de como a vida acontece por lá… E gosto, principalmente, do costume de tomar açaí depois de uma tarde na praia. É o tipo de hábito que eu poderia aderir fácil, fácil! E foi o que aconteceu na última viagem pra lá… Cheguei a trocar refeições por uma garrafinha de açaí. Não recomendo – mas também não me arrependo! A minha paixão por hamburguerias já depõe sobre meus hábitos não saudáveis, e esse seria apenas mais um deles. Que feio, mocinha, que feio.
Mas esse post não é sobre açaí e hambúrgueres. É sobre “onde ficar”. Se você precisa pegar um avião (um ônibus, um carro, uma bicicleta – e vai indo, até onde sua imaginação chegar) para tomar um banho de mar, esse post é para você. Então, chega de enrolação e vamos lá.
FIM DO NARIZ DE CERA.
Nessa última viagem (em que uma prova foi um bom motivo para juntar seis amigos para tomar água de coco no calçadão), descobri(mos) um lugar realmente legal para “estar”. Era alta temporada e precisávamos arranjar onde dormir em uma cidade que (na minha opinião, lógico) a variedade de hotéis é super restrita. E todos estavam lotados. Nesse caso, duas opções: ficar em um albergue no meio da favela ooou em um albergue caro.

— WELCOME!
A escolha: o Z.Bra, um design hostel. Um lugar que não é bonitinho, nem arrumadinho – mas lindo. Na área de convivência, móveis antigos repaginados em muitas e muitas cores. E estampas. Tudo embalado por um som que vai de Nando Reis a The Killers. Um pole dance, um carrinho com livros e revistas. Quando cai a noite, um projeto de luzes que deixa o ambiente com cara de (tudo é…) lounge (!) de balada.

— Tudo é lounge
Já havia lido internet afora que o Z.Bra era um hostel difícil, e por isso estranhei quando a atendente disse que havia vagas disponíveis. Enviamos o e-mail solicitando a reserva. Ela não respondeu. E aí surge a primeira dica: persevere. A resposta só chegou após alguns telefonemas beeem insistentes.
Chegando lá, você encontrará camas dispostas em forma de cápsulas. Cada uma com seu armário para malas e um menor para pequenos pertences, como carteiras, perfumes e celulares. Cada cápsula também possui um ponto de luz individual, para quem quiser ler livros ou bulas de remédios sem incomodar os outros.
No primeiro dia, decidimos fazer o city tour “oferecido” pelo albergue. Pelo “oferecido” você paga significativos R$ 150. Sim, turista-clichê: às vezes é divertido e caro ser um. Nos jogamos com tudo em um roteiro que incluía Cristo Redentor, Arcos da Lapa, bairro de Santa Tereza, escadaria Selarón, Catedral Metropolitana de São Sebastião e Pão de Açúcar!

— Rio de Janeiro P&B

— Catedral Metropolitana de São Sebastião assim, meio cubista
No hostel também adquirimos pacote para um baile funk na favela (mais R$ 50). Na verdade, o Castelo das Pedras parecia uma festa de faculdade e, por isso, na set-list David Guetta marcava presença (acho que só isso explica). Outro David, no entanto, era responsável por fazer aquela diferença. Empunhando um microfone, David Brazil chamava os bailarinos mais sexies da pixxxta para dancinhas sensuais. Contabilizando, quem esperava por um proibidão saiu de lá frustrado.

— Mr. Coco (porque eu não tenho fotos do baile funk, oras)
Um dos motivos pelos quais a viagem valeu a pena foi provar o gostinho do carnaval carioca. Como chegamos uma semana antes da data, estavam acontecendo ensaios dos blocos na orla. No final do desfile, o pessoal se reunia no Veloso, bar praticamente ao lado do hostel. Eis aí um ponto super positivo: localização. Pertinho da Pizzaria Guanabara, do BB Lanches (o melhor cheese salada plus açaí da região) e da badaladíssima rua Dias Ferreira, o albergue ainda ficava a apenas dois quarteirões do Posto 12, no Leblon.

— Woodstock, seu lindo ♥
Para completar, um bulldog inglês que conferia aquele charme ao albergue. Com um jeitinho meio blasé e carinha de não-te-quero-por-perto, o Woodstock arrebatava o coração das hóspedes. E segurou o meu por lá também.
Ah, o preço! A diária saiu por R$ 75, bem cara para os padrões de um albergue. Mas, sinceramente, o lugar me cativou tanto que eu voltaria… E no pacote localização + conforto, o saldo acabou sendo positivo.
“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”
Charles Dickens, “Grandes Esperanças”
Três dias. Lua cheia. E um arrependimento sem fim.
Eu não vou te esquecer.
Decidi fazer um post que gosto muito de ver em outros blogs do meu reader (olha a cópia descarada inspiração aí, gente). Funciona mais ou menos assim: a gente posta fotos tiradas durante a semana. Vale tudo. Pode ser de uma moeda interessante, lugares que visitamos, livros. É legal ver como cada pessoa enxerga os detalhes, cores e objetos… a cidade que mora, os amigos, os cachorros e papagaios também.
Com vocês, os meus cliques da semana!





Listinha de coisas para fazer em mãos, alguns planos e tantos outros sonhos. Muita energia positiva. E também muita (muita!) coragem — porque às vezes o que falta na vida é só um pouquinho de coragem para dar o primeiro passo.






Assim a gente te recebe, 2012: de braços abertos.
Txema Yeste fotografa para a campanha de primavera da Pull & Bear.
Ah, tudo isso porque eu adoro editoriais. É gente, eu aadoooroo.
Animal prints, chapéu com orelhinhas, óculos gatinho e delineador, muito delineador. Quem é capaz de não se apaixonar por esse editorial da edição de dezembro da Glamour espanhola?




Luize Salmgrieze, modelando. Alice Rosati, por trás das lentes.
Nesse meio tempo sumida por aí, fiz uma pausa e viajei de carro para o Paraguai. A intenção era fazer um post com algumas lojas legais por lá, mas definir Ciudad del Este como surreal é pouco. Muitos táxis malucos, gente falando o (incompreensível) guarani, filas imensas nos dois pontos gastronômicos da cidade (Burger King e Mc Donalds), trânsito caótico. Loucura, loucura! Atravessar a ponte da Amizade é uma experiência única… e garimpar depois da travessia também. Por isso, nem me atrevi a tirar a câmera da bolsa!
Enfim, para quem está em Foz do Iguaçu, quer comprar perfumes ou maquiagem sem sair do conforto – e pagar barato por isso – eu recomedo o Duty Free de Puerto Iguazú, na Argentina. E você ainda faz a festa na parte das bebidas (a Amarula custava 12 dólares, gente!). Você não vai encontrar MAC, Nars e Chanel, mas vale a visita.

Vamos ao que interessa, as maquiagens paraguaias. Ou nem tão paraguaias assim. Esses itens são importados de Hong Kong e vendem aqui no Brasil também. Mas não por um precinho tão bom, quer ver?

E a gente começa pelos piores: os blushes. Cada um custou menos de R$ 5. O cremoso tem uma embalagem bem resistente – aliás, embalagem é um diferencial no quesito “maquiagens baratinhas”, e a Miss Rôse é realmente boa nisso. Mas a cor (número 6) é um horror. É um rosa meio neon, que blush algum deveria ousar ser. Meio que choca as pessoas na rua, sabe? Por isso ele ganhou o status de batom mate na minha necessaire. Já o blush em pó (esse com a embalagem super parecida com aquela vintage da Bourjois), é muito (muito!) pigmentado. E eu ainda não consegui dosar a quantidade do pó. Não gostei.

Eis a máscara para cílios. Com uma embalagem muito amor, me conquistou à primeira vista. Ela dá volume (mas não é uma Colossal da vida) e também alonga (não é uma Diorshow, que fique bem claro!). Ela tem um custo-benefício OK para quem custou R$ 5. Mas não chega nem perto das minhas máscaras preferidas. Vai fazer bonito no dia a dia. Tá bom já, né?

Ah, o mais querido de todos, o kajal! Por incríveis R$ 2, eu me arrependo por não ter comprado mais dez iguais. Quem quer olho marcado, encontra nele o seu melhor amigo. Recomendadíssimo. ![]()
Animais que moram em pequenos pedaços de tronco que, por sua vez, vagam por um céu de não-se-sabe-onde.
Já pensou?




A proposta do fotógrafo espanhol Rafa Zubiria é interessante – e o resultado, incrível. A partir de diversas fotografias tiradas de sua câmera digital (e um posterior trabalho muito bem feito no Photoshop), ele cria los zooos (os pequenos ecossistemas, como ele mesmo diz) que flutuam em um céu azul turquesa e com um quê vintage.
Quer viajar um pouquinho mais? No flickr do fotógrafo, além das imagens da série Zooo, você encontra o projeto No way home. Mas dessa vez quem flutua são casas e edifícios…
Taí minha inspiração do dia. Encantador!