dia em fotos: Nymphenburg + inverno em Munique

casa rosa munique2 avatar

Ah, boas notícias diretamente do hemisfério norte: nesse final de semana a neve abriu oficialmente o inverno aqui na Alemanha!

Eu, que só havia visto neve no alto de montanhas ou – bem timidamente – no final da estação, fiquei muito feliz quando acordei, olhei pela janela e lá estava… tudo branquinho, branquinho. Aliás, quase todas as coisas ficam mais bonitas com uma porção de neve em cima – tipo chantilly no topo do café, né?

Palácio Nymphenburg Munique Alemanha

O problema é que, em dias assim, a única vontade é ficar lendo um livro e tomando chocolate quente o dia todo!

Para combater a malemolência, decidimos fazer um passeio pelo palácio de Nymphenburg (nymphenburg = castelo da ninfa). Construído em 1664, o lugar é um dos pontos turísticos mais famosos de Munique (de fácil acesso, fica dentro da cidade então preguiça de inverno não é desculpa) e foi residência de verão dos reis da Baviera.

O palácio também é conhecido pelo parque ao redor que é enorme e parece ser bem bonito – digo, parece já que, por causa da neve, não deu muito bem para conhecer. Ah, não é preciso pagar nada para circular no parque!

Prova de que o passeio é super romântico: vimos um casal vestidos de noivos sendo fotografados por ali e um homem, de joelhos, pedindo a namorada em casamento.

Aproveitando que o dia estava tão gostoso, levei a câmera para passear também! :)

cafeteria retrô

chocolate quente com creme no topo em munique

casa rosa munique2

mariana em munique

casa rosa munique

 

Continue Reading

Cairo: o roteiro de um dia incrível

passeio de cavalo nas pirâmides, cairo, egito 2

Há viagens que te levam para uma bolha de conforto. Já outras te acordam para uma realidade nova. Cairo, na minha opinião, faz parte do segundo tipo de destino! Não importa se você vai se hospedar no hotel mais luxuoso da cidade… O Egito e seus perrengues vão te envolver de um jeito único!

camelo em cairo, no egito

Bem, tudo começou assim: Cairo foi escolhida para ser uma das paradas para a looonga viagem de ano novo até as Filipinas – ainda paramos em Atenas e Abu Dhabi! Por lá, passamos duas noites na ida e mais uma na volta. No final das contas, deu para sentir um pouco o gostinho desse universo tão diferente.

Porque Cairo é incrível

Pirâmides, esfinge e o fato de a cidade ser uma região verde no meio do deserto já deveriam ser um bom motivo para qualquer um querer visitar o lugar, claro. Mas Cairo vai muito além. A cidade exala cultura e tem identidade própria. Tudo é energia! A cor bege das construções vem do deserto que abraça a cidade e o resultado é uma aura mística. Aliás, tempestades de areia por lá não são incomuns – até pegamos turbulência no avião por causa de uma! Mas, ó, melhor deixar a frescura em casa, viu…

Sabedoria de aeroporto

No desembarque, é preciso comprar o visa por 25 dólares/euros. Então, depois da imigração, a aventura começa de verdade! Dentro do aeroporto só é permitido ficar quem está em trânsito de viagem. Resultado: lá fora, logo depois da porta giratória, centenas de taxistas e motoristas de van esperam turistas para fazerem corridas com preços fechados e que custam quatro vezes mais do que corridas que cobrariam para um egípcio comum. Tem cara de gringo? Então vão tentar o tempo todo te cobrar mais caro por isso, principalmente os taxistas. Para não ser passado para trás, peça que o motorista ligue o <i>meter</i> – se ele se negar, não hesite em sair do carro e buscar alguém que cobre um preço justo. Perdi as contas de quantas vezes saímos do carro até encontrar taxistas que fizessem um preço ok! E no desespero para conseguir um táxi com preço justo à noite, até usei hijab. Na hora de indicarmos o caminho, o taxista não entendia inglês e o namorado teve que arriscar no árabe! :)

lojinha cairo egito

Passeio, transporte e lembrancinhas: tudo é negociável

Tu-do é questão de lábia. Já reparou na primeira cena de Alladin? Nela, um mercadante tenta vender mercadorias na base da amizade. No mundo árabe as relações comerciais são importantíssimas e parecem ser muito, muito pessoais. Já havia sentido algo parecido no Grand Bazaar de Istambul, na Turquia, mas no Cairo essas negociações são muito mais intensas. Você vira bro e logo depois inimigo. Eles ficam bravos, você encena que vai embora e tudo parece um grande teatro na tentativa de fazer um negócio equilibrado – e, não se engane, assim como os taxistas, os comerciantes de lembrancinhas também vão tentar vender lâmpadas, estatuetas de Nefertiti e lenços por preços muito altos. Negociar no Egito não é questão de ser mão-de-vaca, mas de não ser passado para trás.

Falando nisso…. Também é bom lembrar que o Egito vive uma ditadura militar. Desde a revolução egípcia, que aconteceu em 2011, a cidade vem sofrendo com a falta de turistas – e talvez isso colabore para que os comerciantes coloquem ainda mais os preços nas alturas. Se visitar a cidade, poderá encontrar ruas fechadas por arames farpados e homens armados. Por lá, também vimos tanques de guerra com soldados controlando a avenida que vai do aeroporto ao centro da cidade.

Khan El Khalili, um bazar a céu aberto

Para sentir a energia única do Cairo, não deixe de visitar Khan el Khalili, área comercial cheia de lojas de especiarias, artesanato, cafés e antiquários. Você vai se ver negociando luminárias minunciosamente trabalhadas à mão enquanto, ao lado, mulheres de niqab, véu preto que só deixa os olhos à mostra, discutem as diferenças nos detalhes de uma centena de lamparinas. O lugar também é rodeado por várias mesquitas, claro!

Khan el Khalili cairo egito

A magia das pirâmides

O ponto alto da nossa estada no Cairo foi o passeio de cavalo próximo às pirâmides. O deserto é exuberante e a vista do pôr-do-sol com as pirâmides em primeiro plano – e Cairo ao fundo – é de encher os olhos. O passeio na FB Stables durou uma hora e meia e custou 150 pounds egípcios (cerca de 19 dólares)  por hora.

mariana em passeio de cavalo nas pirâmides, cairo, egito

Atenção! Perto da entrada para a área das pirâmides há muitos estábulos que oferecem o passeio guiado com cavalos, mas grande parte desses lugares maltratam os animais. A situação é tão grave que por ali também há uma área com vários cavalos mortos e feno para cobri-los. Triste demais de ver. Por isso, antes de contratar a empresa mais barata, pesquise bem no TripAdvisor boas recomendações.

Mas, apesar de boas recomendações no TripAdvisor sobre o nosso estábulo, o meu cavalo tinha uma ferida perto de onde a sela era presa. E mesmo pagando o preço combinado e dando gorjeta, o dono do negócio fez cara feia porque queria mais dinheiro. Opa, medo de cara feia? Não trabalhamos.

E o que não deu tempo…

Na segunda passada pelo Egito, também planejávamos fazer o passeio de barco pelo Nilo e visitar o Museu Egípcio (Museu do Cairo) – e olhar de pertinho a máscara de Tutankhamon! <3 Não rolou porque decidimos comprar um lustre e passamos mais de três horas negociando o preço do bendito. No Egito, é bom desapegar do tempo – as negociações são demoradas e os atrasos são comuns.

Onde se hospedar

Testamos três tipos de hospedagem: dois mega oásis de organização e, bom, um hostel mais Egito-como-ele-é. Vejamos:

Travelers House Hostel: opção roots
Localizado em um prédio antigo no centro da cidade (e que abrigava também outras pousadas),  pecava pela falta de manutenção. Nos alojamos em um quarto com uma cama de casal, ventilador e banheiro próprio. Limpinho.
Fato engraçado: a recepcionista do hostel achou que eu era egípcia (alô, sobrancelha marcada!) e meu namorado estrangeiro – e portanto não poderíamos dormir juntos! Na lei egípcia, casais só podem dormir juntos quando são… casados! Se não, vira caso de polícia. Ops! O problema foi resolvido quando eu mostrei o passaporte, lógico.
28 dólares a diária.

Le Passage: opção quero-ficar-perto-do-aeroporto
Perto do aeroporto, era a melhor opção porque chegaríamos às 3 da manhã. Gigante e com uma aura mezzo ~elegante~, mezzo anos 90, também é um casino. O que me marcou: o café da manhã, com várias opções tipicamente egípcias, como o pudim de arroz com canela.
82 euros a diária.

le méridien pyramids hotel

Le Méridien Pyramids Hotel & SPA: opção #freakingout
Eu nunca poderia estar preparada para esse hotel. Ele é incrível por muitos motivos, mas um único faz (para mim) que ele seja um dos mais incríveis do mundo: nosso quarto tinha vista para AS PIRÂMIDES! Piscina, dois restaurantes, atendimento bom. Quem precisa disso quando se tem as pirâmides de vista? Poderia ser uma cabana que eu estaria feliz. Sério.
72 euros a diária.

Sobre Cairo, no Egito
Moeda: libra egípcia. 1 libra = 50 centavos
Língua: árabe
Melhor época para visitar: outono e primavera
Visto para brasileiros: 25 dólares de visa-on-arrival

Continue Reading

Cidade do Cabo para visitar e se encantar!

muzeinberg colorful bathhouses avatar

O mundo girou, o tempo passou e o blog, que ficou parado nas últimas três semanas, está de volta! A road trip pela África do Sul, que começou na Cidade do Cabo, encheu meu novembro de cor e o que era para ser um ano novo incrível virou realidade só agora… Quase um ano depois!

É que no ano passado, enquanto planejava a viagem, desisti por causa dos altos preços das passagens (perto da virada, os valores ultrapassavam R$ 3 mil! ought) e porque é complicado ser mulher e viajar sozinha pelo país por dois motivos simples: falta de transporte público e altas taxas de violência – é, a África do Sul é um dos países com maior índice de estupro do mundo! É uma sociedade violenta e machista, como a nossa. Mas, calma, apesar de ter feito uma viagem de carro com o namorado, descobri que dá sim para viajar sozinha com segurança por lá! E, juro, você vai se apaixonar. Então, chega mais!


carro: o melhor jeito de viajar pela África do sul!

Goeie dag… Cidade do Cabo!
Não se engane, Cidade do Cabo é um pedacinho especial da África muito diferente de outras grandes cidades do continente! Quando o avião aterrissou, eu estava preparada para encontrar pobreza, trânsito caótico e já tinha aquela sensação de insegurança que a gente bem conhece no Brasil. Mas a coisa não funciona bem assim por lá… Pelo menos não na Cidade do Cabo.

Por causa da colonização holandesa e inglesa, a cidade tem muito da arquitetura europeia. Também é organizada, limpa, moderna e com relativa boa infra-estrutura (exclua transporte dessa lista!). Mas isso também se deve ao apartheid, regime político que tirou, entre muitos direitos, a possibilidade de os pobres morarem no centro e dividiu a sociedade em brancos e não brancos.

Quando você fizer o caminho aeroporto-centro da Cidade do Cabo, irá perceber que a parte pobre e negra da sociedade vive na periferia em construções bem parecidas com as favelas brasileiras. E onde tem pobreza e desigualdade, já sabe: tem violência.

Bo-Kaap
Bo-Kaap, um bairro para quem ama cores

A cidade turística que todo mundo vê é a cidade dos europeus e seus descendentes, mas na Cidade do Cabo também formaram-se guetos interessantes. É o caso do bairro muçulmano Bo-Kaap: mega colorido, mega fotografado em editoriais de moda e, sim, com um restaurante mega bom (+ preço justo): o Biesmiellah. Lá, não deixe de provar o bobotie, prato típico sul-africano com carne moída, temperos doces, arroz e ovo. Para acompanhar, peça o mango lassi que é uma coisa de bom. Delícia!

Que falta faz um ônibus!
Enquanto viaja pelo país, também é comum encontrar gente pedindo carona e acenando dinheiro nas margens das rodovias. Os guias de viagem dizem que é perigoso oferecer carona e, por isso, decidimos não arriscar. Aí mora outro aspecto da desigualdade: o direito de ir e vir só existe para quem tem carro – o que não é a realidade da maior parte da população. Os ônibus são escassos e os trens perigosos. Por isso, caso vá visitar a África do Sul, o ideal é alugar um carro.

É mochileira e pretende viajar sozinha? O jeito mais seguro de fazer isso é reservando roteiros no Baz Bus, uma rede de ônibus criada para mochileiros, que inclui viagens entre cidades e até safáris. Aliás, todos os mochileiros que conhecemos nos hostels da vida usavam o serviço!

A famosa Montanha da Mesa
Além de Bo-Kaap, o bairro muçulmano mega colorido, a Cidade do Cabo conta ainda com uma geografia de tirar o fôlego (e que rende, inclusive, muitas comparações com o Rio de Janeiro!): a Table Mountain é o principal cartão-postal da cidade.


lá do alto da Table Mountain

Fizemos a trilha de subida da montanha que durou cerca de três horas e NOSSA quase morri, mas queimei muitas calorias. A vista lá do alto é imperdível e a dica é visitar a montanha assim que você tiver o primeiro dia de sol sem nuvens na cidade. Mas, é, a vista com nuvens também rende boas fotos. hahaha Para os preguiçosos, fora de forma ou quem prefere deixar a aventura para lá, há o bondinho que leva até o topo e traz de volta. Ufa!

mareli
#girlpower no alto da montanha

Fizemos a trilha da Table Mountain pela manhã e precisávamos de um passeio mais relax para o final da tarde. Solução: tomar uma cider de buenas no Victoria & Alfred Waterfront. É aí, nesse porto, que você terá certeza de que a África do Sul não é nada do que imaginava! O Waterfront é um lugar surrealmente norte-americano.


eu não sei vocês, mas eu fiquei bem impressionada com Victoria & Alfred Waterfront

É de Victoria & Alfred Waterfront, aliás, que saem os barcos para Robben Island, prisão onde Nelson Mandela ficou preso por 27 anos e que é um marco na história sul-africana. Para visitar a ilha é preciso reservar antecipadamente aqui. Infelizmente não conhecemos o lugar, porque deixamos para decidir de última hora e, claro, nos enrolamos. Então, dica: pelo menos essa visita, não deixe para decidir lá.


o melhor café da manhã da cidade fica na New Brighton Bakery, juro

O lado G(ourmet)
Ah, a rota dos vinhos! <3 A África do Sul produz alguns dos melhores vinhos do mundo. Pertinho da cidade de Stellenbosch, cerca de 100 km da Cidade do Cabo, há vários e vários wine estates: fazendas produtoras de vinho que oferecem serviços de degustação da bebida – e que podem incluir queijos. Lendo assim, tudo parece gourmet demais. Mas não é! É sim uma experiência deliciosa.


nem vinho, nem queijo: outras perdições dos wine estates

Visitamos Fair View, um dos wine estates mais comerciais da região. Acredite: pagamos um euro para experimentar sete vinhos e por mais um euro era possível provar queijos à vontade! Então separe um ou dois dias para aproveitar as vinícolas, que também contam com restaurantes, e deguste a vida beeem devagarzinho.

Bathhouses Muzeinberg
as famosas casas de banho de Muzeinberg

Exuberante por natureza
Nem só de Table Montain vive a fama da região. Por lá, também é possível se aventurar em uma infinidade de passeios em meio a natureza: você pode nadar com tubarões brancos ou avistar baleias e golfinhos de um barco!


desafio do dia: não se apaixonar pelos pinguins de Boulders Beach

Separamos um dia para fazer um passeio de carro pela Baía Falsa, parando em pontos famosos como as casas de banho coloridas (e fotogênicas!) de Muizenberg; a Boulders Beach (R60 por pessoa), praia famosa pela água azul cor de céu onde é possível nadar com pinguins (se você tiver coragem de entrar na água geladíssima!)…


tomar sol com pinguins: na África do Sul você pode!

E, finalmente, Cape Point (R125 por pessoa), o famoso Cabo da Boa Esperança dos livros de história da quinta série. Todos imperdíveis!


meu companheiro de aventuras & eu em Cape Point <3

Nos próximos posts: a road trip pela Garden Route e os safáris no Addo Elephant National Park.

Continue Reading

o lago di garda, meu mundo e a fotografia

lago di garda avatar

Eu ia escrever um post sobre como o Lago di Garda (o maior lago da Itália!) é belo e o que tem de incrível para fazer por lá – até porque estou na Itália há três meses e nunca escrevi nada sobre o país. Mas, ah, enquanto editava as fotos lembrei do que o professor de Fotojornalismo da faculdade me disse certo dia – e me bateu uma tristeza.

Ele deu um trabalho muito simples para a sala: todos nós deveríamos retratar, através da fotografia analógica, a cidade de São Paulo. Basicamente, captar a alma da cidade! Fácil, fácil. Não sou muito fã do Parque Ibirapuera, mas gosto do contraste entre a área verde e os arranha-céus ao redor. Não existe nada mais paulistano que isso, certo? Errado.

castle malcesine lago di garda
uma foto sem pessoas no Lago di Garda

Filme: ok. Enquadramento: ok. Ampliação: ok. Minha nota: não ok. Eu tirei 2. DOIS.

E, claro, fui reclamar o absurdo. COMO ASSIM? O professor respondeu: “a técnica está correta, mas faltam pessoas nas fotos. Eu só vejo patos, árvores e prédios. Onde estão os seres humanos? Isso é Jornalismo!”. Oh, fiquei sem reação. Ele tinha razão.

largo di garda
outra foto sem pessoas

Escolhi Jornalismo porque amo escrever. Mas eu amo escrever porque é como eu melhor me relaciono com o mundo. Sou introvertida e isso tem guiado minha vida desde que eu nasci. Todas as minhas escolhas são fundamentadas na minha introversão. Não faço amigos facilmente, não falo de mim para qualquer um. Escolhi Jornalismo, criei um blog, mudei de país por isso. Para aprender a lidar com o que eu sinto e tentar me abrir um pouco mais para as pessoas, para o mundo. Parece um pouco egoísta visto dessa perspectiva, mas é como sou. Preciso controlar o meu lado sensível de algum jeito.

E fotografia, afinal,  é captar a alma das pessoas – às vezes, sem pedir licença. Eu tenho essa liberdade?

lago di garda italia
mais uma

Enquanto editava essas fotos, no entanto, decidi mudar. Vou arriscar a deixar minha bolha e invadir outros planetas pessoais também por meio da fotografia. E começarei na próxima viagem!

lago di garda vela
opa, essa tem pessoas! mas eu prefiro o barco

Nos próximos quinze dias, estarei em uma road trip pela África do Sul, por isso não atualizarei o blog nesse tempo. Mas para quem quiser acompanhar tudo em tempo real, segue meu Insta: @marianagabellini. E a viagem continua!

Continue Reading

yellow but pink boots

lumberjack pink boots avatar

Tudo começou assim: eu precisava de um par de sapatos novos. Um belo par de sapatos que passeasse tanto na cidade quanto no brejo. Um par que me acompanhasse em trilhas curtas, fosse verão ou inverno – uma coisa meio difícil de conquistar. É que não dá para carregar muita coisa na mochila! Mas aí eu lembrei da Timberland, marca famosa pelas botas/tênis para trilhas e barcos… Pink boots à vista!

Só que eles era muito, muito caros.

Meu primo então disse: “Mariana, vamos para Mantova! Lá tem um shopping de outlets”. Mas, na loja de fábrica, a bota Timberland ainda custava 119 euros. Na na ni na não! “Já ouviu falar na Lumberjack?”, disse ele.

E então surgiu a solução:

lumberjack pink boots
olá, essa é a minha companheira nos próximos dez (?!) anos

Pink boots: uma releitura das yellow boots – que eu não escolhi porque são muito… amarelas (argh!). Esse tipo de bota é prática e multiuso porque o couro nobuck é impermeável: são urbanas e off-road ao mesmo tempo.

pink boots - lumberjack
de pertinho

Já a Lumberjack é uma marca italiana que fabrica o mesmo tipo de calçado que a Timberland (e que mantém a qualidade incrível) por um preço mais acessível, digamos assim. Essas, por exemplo, custaram 46 euros – menos que a metade do preço da versão Timberland.

Agora sim minhas sapatilhas pretas que, coitadas, não podem de jeito nenhum se aventurar em trilhas, terão um descanso. Ufa!

Serviço:
Mantova Outlet
Via Marco Biagi, Bagnolo San Vito MN
Aberto todos os dias, das 10h às 20h
P.S.: As lojas com melhor custo benefício eram a Lumberjack e a Nike. Achei tudo muito caro nas outras!

Continue Reading

Oktoberfest em Munique: o que saber!

oktoberfest munich avatar

Beber cerveja em caneca de um litro, dançar em cima da mesa e fingir que sabe cantar velhas músicas alemãs. Tudo isso resume bem a Oktoberfest de Munique, na Alemanha… Mas ela não é só isso!

Confesso: esse post já está meio velho, visto que a Oktoberfest aconteceu no final de setembro e começo de outubro. Mas, ah, para quem planeja conhecer a maior festa alemã no ano que vem, segue uma lista de coisas legais que descobri estando lá! :)

Cerveja, a dona da festa (?)
Sim, é verdade que a Oktoberfest é a festa da cerveja! Mas, ironia ou não, ela só é vendida dentro das tendas (a caneca de 1 litro custa 10 euros, em média, e deve ser paga na hora). E nem sempre é possível entrar nas tendas!

São 14 grandes barracas de cervejarias da cidade e todas são MEGA disputadas (a minha preferida é a Hacker-Festzelt – o teto dela imita o céu da Baviera, gente!) e, aos finais de semana, se você não tiver reserva, pode ser que tenha que esperar mais de uma hora pela boa vontade do segurança para liberar o acesso…

oktoberfest munich tent
Oktoberfest: onde biscoitos do amor, tendas de cerveja e barracas com brincadeiras tem convivência pacífica

Ficou interessado em fazer uma reserva? Calma. Saiba que só é possível reservar mesas inteiras e elas também são hiper disputadas, uma vez que a cada ano poucas reservas são liberadas. Eu explico: se você conseguiu fazer uma reserva em 2015, tem prioridade ano que vem. Mas geralmente são os alemães, que vão todos os anos à festa, os donos das reservas… E, claro, poucos abrem mão do privilégio!

A boa notícia: se conseguir fazer uma reserva, você (e cada um da sua mesa!) paga apenas a consumação mínima, que geralmente é duas canecas de cerveja e um prato típico. Conseguiu entrar sem reserva? Pague só o que consumir!

oktoberfest munich weinstub
Quer tomar cerveja? Então encare as filas para entrar nas tendas. Fora, só bons drinks!

Um parque de diversões… Retrô?!
Nem só de cerveja vive a Oktoberfest! Fora das tendas, as atrações são outras. Para matar a fome, há barraquinhas de sanduíches com linguiça, carne de peixe e steak. Dica: vá de weisswurst, salsicha branca típica da Baviera, acompanhada de mostarda doce (em média, 7 euros). É uma delícia! Geralmente os bávaros comem a iguaria com pretzel pela manhã mas, na minha opinião, é o lanche perfeito pra matar a fome durante a Oktoberfest.

oktoberfest munich
poderia ser o Hopi Hari, mas é Oktoberfest

Acredite se quiser: a Wiesn (como a comemoração é chamada por lá), é uma festa família. Além das barraquinhas de comidas, há muitos brinquedos, como carrinhos de bate-bate, roda gigante e carrossel. Por isso, durante o dia é bem comum encontrar a criançada circulando. É um grande parque de diversões! Talvez seja por isso que a festa comece às sete da manhã e termine às 23h… Cedo para os padrões brasileiros, não?

Existe romantismo na Alemanha
A Oktoberfest, na verdade, surgiu como uma corrida de cavalos em comemoração ao casamento do Rei Luis I com a princesa Teresa, em outubro de 1810. Romântico demais! E lá vai mais açúcar: o nome do parque onde acontece a festa é Theresienwiese (gramado de Teresa, em alemão). E a doçura não termina por aí… Diga ~olá, lebkuchenherz~, biscoitos de mel decorados que são tradição na festa e acompanham uma mensagem fofa – tipo “eu amo cerveja“!

oktoberfest munich hearts
biscoitos em forma de coração: ah, o amor

Tá namorando? O laço do vestido conta tudo!
Quer entrar no clima da festa? Então vá vestindo um dos trajes típicos da Baviera! Enquanto os homens vestem o lederhosen, bermuda e suspensório feitos de couro de cabra, bezerro ou veado ( os mais baratos, são vendidos por 100 euros, em média), as mulheres investem no dirndl (palavra que está no top 5 das mais difíceis de serem pronunciadas!).

A vestimenta feminina é composta por vestido, blusinha branca e avental. E preste atenção no laço do avental! É que laços feitos na direita significam que você é comprometida. Do outro, livre leve e solta! Acho, inclusive, que deveria ter um indicativo masculino também…

oktoberfest munich wiesn
poderia ser meu namorado e eu… mas não é!

O conjunto feminino mais baratinho encontrado em lojas comuns (há lojas de luxo com preços que ultrapassam o céu!) sai por cerca de 130 euros. Não quer gastar tanto? Procure por brechós especializados ou outlets espalhados pela cidade. Há vários – principalmente no centro -, e eles ficam abertos até mesmo quando está rolando a festa.

Dica: pertinho do Viktualienmarkt (um dos pontos turísticos de Munique!), há o outlet Wies’n Tracht & mehr. Comprei meu dirdnl (30 euros), a blusa (10 euros) e o avental (10 euros) lá! E a variedade é incrível.

P.S.: Deixei meu dirdnl na casa do namorado! Assim que puder, faço um post só com fotos do vestido!

Continue Reading

Notting Hill: 5 razões para visitar

notting hill avatar

Depois de ficar pouco menos de uma semana em Londres, já tenho meu lugar preferido na cidade: Notting Hill! Alguém pode dizer: “clichê, hein?”. Mas, vem cá, Notting Hill não é clichê por acaso…

Aos sábados, as ruas do bairro londrino respiram arte. Música, moda, antiguidades, gastronomia… Tudo de um jeito despretensioso e nada afetado. Até me lembra a feirinha da Benedito Calixto em São Paulo – mas com muito, muito mais variedade. Londres tem tudo que eu amo em São Paulo, só que multiplicado por mil. Então prepare-se para TMI nesse post!

notting hill houses

1. Arquitetura arco-íris de Notting Hill

Quando você sai do metrô passa por uma rua incrível de casas vitorianas brancas. Mas à medida que caminha, as residências ganham cores em suas portas… Até que atingem o grau máximo de felicidade: muitas casas juntinhas umas das outras em tons de rosa, roxo, azul, amarelo e laranja! Maravilhoso!

2. Bazar de labels – para sonhar

Por lá existe um bazar com peças novas, mas de coleções passadas, de marcas que vão de Louboutin a Vivienne Westwood com itens como sapatos, bolsas e roupas. Mas não se engane: as etiquetas não são a grande atração do lugar.

bazar notting hill

Se der uma passadinha por lá, aproveite para reparar nas peças dos vários estilistas: modelagens, estampas e texturas inusitadas, tudo à la Carrie… Como se a vida fosse um grande teatro.

Pena que as peças são só para sonhar mesmo… Com a cotação atual real/libra, é preciso pensar duas vezes até antes de tomar um sorvete! O preço dos Loubies aí de cima? 330 pounds. Ouch!

3. Garimpo no mercado de pulgas

Quer comprar prataria? Tem. Correntinhas, brincos e pulseiras? Sim, senhorita. Se é do tipo que coleciona canecas, a variedade então é imensa! E para quem adora um achado vintage, as bolsas de couro (ou não) são uma boa pedida.

notting hill vintage market2

notting hill vintage market purses2

Mas, na minha opinião, o que mais vale a pena são os…

4. Chapéus!
Em Londres, para todo lugar que você olha há meninas usando chapéus! Os modelos de aba larga são os mais comuns, mas não são os únicos, claro. Cores, tamanhos e modelos: não importa! Cada uma com seu estilo.

Aliás, a dupla chapéu + loafer parece uniforme – e tem lá seu charme, né? Eu que deixei os meus chapéus em casa (minha mega coleção de três itens! hahaha) senti a tentação de provar alguns modelos. O problema? O precinho: 25 pounds (ou cerca de R$ 150), em média. Sorry mas não rolou, babe.

5. Yey! A comida é boa e barata!

Agora que você economizou dinheiro não comprando um chapéu, merece uma quiche de queijo. Ou uma paella, hambúrguer e até pão de queijo!

notting hill food

É que por toda a feira há barraquinhas de diferentes países… O pão de queijo não é tão barato assim (custava 2 pounds), mas o combo de cinco tipos de queijos franceses por apenas 5 pounds valia a pena. #chegadequeijo

P.S.: Esse post poderia se chamar Notting Hill para mãos-de-vaca e ainda assim faria muito sentido, right?

Continue Reading

uma road trip pela Idade Média

salzburg avatar

Era uma vez um casal entediado que de tanto ir pra lá e para cá por aí, já não achava os lugares dos anos 2000 e tantos tão encantadores assim. Aí, para combater o desânimo, a dupla decidiu alugar uma máquina do tempo. Dessas que, movida a gasolina, te leva de um lugar a outro e, se você der sorte – e pesquisar direitinho –, pode ser até que te leve a outra época! E foi assim que começou uma míni road trip de final de semana por três cidades incríveis: Passau, na Alemanha, Český Krumlov, na República Tcheca e Salzburg, na Áustria.


hit the road, Jack!

A escolha do roteiro
Nós já tinhamos ouvido falar bem de Český Krumlov (República Checa), cidadezinha localizada há cerca de 150 km de Praga, que parece ter parado na Idade Média. A fama do lugar é mesmo no boca a boca e a pequena Krumlov ficou conhecida pelos viajantes que querem dar uma esticadinha na República Checa. Pronto, o destino já estava escolhido!

Depois, foi só olhar bem para o trajeto que saía de Munique (Alemanha) e analisar outras possíveis paradas. Concluíram: na ida, parariam em Passau, na Alemanha, e na volta em Salzburg, na Áustria.

Encontro das águas em Passau
Saímos de Munique às 9h da manhã de sábado e chegamos em Passau às 11h. Pertinho da fronteira com a Áustria, a cidade é conhecida por ser ponto de confluência de três rios: Danubio, Inn e Ilz. Isso explica porque uma das principais atrações turísticas da cidade são os luxuosos cruzeiros pelo rio Danúbio! Já para quem está em terra, o encontro dos rios também garante um espetáculo tricolor (algo parecido com o encontro dos rios Negro e Solimões no Brasil, guardadas as devidas proporções, claro!): quando as cores das águas azul (Danubio), verde (Inn) e negro (Ilz) se misturam. Che bello!


os cruzeiros fazem sucesso em Passau

Andando pela cidade, o charme fica por conta das construções que tem muito da arquitetura italiana – é que arquitetos italianos ajudaram a reconstruir a cidade após incêndios no século 17. No miolo do centrinho, não deixe de visitar a catedral barroca St. Steven’s, que contém o maior órgão em uma catedral do mundo.


pequenas amizades do caminho <3

Finalizamos o passeio pela cidade na fortaleza Veste Oberhaus, fundada em 1219 por um príncipe-bispo. Para subir até a área mais alta do castelo, paga-se (só!) 1 euro. Em troca, você ganha a vista incrível tanto da cidade quanto do encontro dos rios! Na fortaleza ainda há um museu, um hostel (albergue da juventude) e um restaurante. Saímos de Passau às 15h. Acredito que uma tarde na cidade seja tempo suficiente para conhecer as principais atrações do lugar.
P.S.1: Passau também é ponto de encontro de ciclistas que viajam pelas margens do Danúbio. Enfim, uma opção para os mais aventureiros!

A beleza medieval de Český Krumlov
coração pixel 2 Onde dormir
Chegamos em Český Krumlov, na República Checa, no final da tarde de sábado. Nos instalamos no hostel Skippy – que na verdade é uma guest house, possui apenas três quartos e capacidade máxima de 9 pessoas (!). O lugar é mega charmoso em toda a sua simplicidade: fica em uma casa com mais de 200 anos e tem um terraço na beira do rio Vltava – ideal para a prática de canoagem. Bem localizado, é pertinho do centro da cidade. O ponto negativo: não servem café da manhã. O preço: Cá entre nós, viajar para a República Checa é uma boa opção não só por causa da história, mas também por causa dos preços. Lá, tudo é quase sempre mais barato que a maioria de outros países europeus mais badalados, como Itália, França e Alemanha.


a vista do castelo de Český Krumlov é incrível ou não é?!

coração pixel 2 Onde comer
Demos uma volta pela cidade, mas como já estava escurecendo não deu para conhecer muita coisa. A nossa anfitriã então nos recomendou alguns restaurantes e por volta das 18h já estávamos no U Dobraka. Nada feito! Parece que a fama da comida feita nos moldes medievais, principalmente carnes assadas em uma fogueira, e o ambiente rústico e acolhedor fazem tanto sucesso na cidade que é preciso reservar antecipadamente – até mesmo se você decidir matar a fome no final da tarde! Por isso, caminhamos até nossa segunda opção, o Krčma U dwau Maryí, localizado às margens do rio. Não nos decepcionamos: a comida era deliciosa. Mais: dois pratos, com bebidas (as cervejas checas são imperdíveis!) e sobremesa custaram 14 euros. Após o jantar, decidimos experimentar mais cervejas (cerca de 1 euro cada) no Gorila, um bar também no centro da cidade. Mas, ah, na República Checa é permitido fumar em ambientes fechados… Resultado: posso sentir o cheiro da fumaça dos cigarros até agora! :(

autumn
o primeiro outono de verdade a gente nunca esquece! haha

coração pixel 2 O que ver
No dia seguinte, partimos para a praça Náměstí Svornosti, onde encontraríamos o grupo do free walking tour, às 10h30. Resumindo: não dá para se apaixonar por Český Krumlov. A cidade, construída por volta do século 13, é patrimônio da humanidade e mais parece cenário de um filme com suas casinhas antigas e castelo no alto do morro, antiga residência de uma das famílias checas nobres mais tradicionais do país, os Rosenberg.
P.S.2: A cerveja defumada, vendida em alguns bares da cidade, é uma atração à parte!

Salzburg, a terra de Mozart
Chegamos em Salzburg no final da tarde, quando já estava escurecendo e por isso o passeio foi bem rápido. A cidade ficou rica por causa das minas de sal e daí vem seu nome: Salzburg significa castelo de sal em alemão…

Salzburg
Salzburg mostrando como faz para ser incrível

Demos uma voltinha pelo centro, com suas casas de tons pastel. Visitamos duas das grandes atrações: a casa onde viveu Mozart e o castelo Hohensalzburg (mais um! <3), um dos maiores castelos medievais da Europa. Lá do alto, vimos o pôr-do-sol da cidade. É maravilhoso! Antes de voltarmos para Munique, paramos para provar o chocolate quente austríaco.

Salzburg castle2
Salzburg: uma vista de conto de fadas

P.S.3: Nos meses de julho e agosto acontece na cidade um dos maiores festivais de música clássica do mundo. Vale se programar!
P.S.4: A gasolina mais barata que encontramos foi na Áustria e não na República Checa.

Continue Reading

anos 60: back to the future

inspiração 60s

O editorial-inspiração da semana é a cara da primavera apesar de ter sido publicado por causa do outono e serve para a vida! E, olha só, conquistar o visual mezzo docinho mezzo vintage é super fácil. Quer ver?

Faça assim: volte para os anos 60 e, quando estiver por lá, coloque na mala estampas geométricas, pantalonas e casacos e vestidos de corte reto.

Hollie-May-Saker-Harpers-Bazaar-US-October-2015-Editorial01.

hollie-may-saker-harpers-bazaar-us-october-2015-editorial02

Ah, e por favor… Não se esqueça dos acessórios, ok? Bota branca, cinto para marcar bem a cinturinha e giga óculos de armação colorida – eles são essenciais para fazer carão.

Hollie-May-Saker-Harpers-Bazaar-US-October-2015-Editorial03

Hollie-May-Saker-Harpers-Bazaar-US-October-2015-Editorial04

Já com a mala cheia, pegue o trem de retorno e, enfim, quando estiver nos anos ops, que dia é hoje? dois-mil-e-alguma-coisa combine peças de tons vibrantes com outras de tom pastel. E crie coragem para tirar a bota branca da bagagem, claro. A boa notícia é que a a saia trapézio da estação passada continua com tudo e também tem perfume retrô. Ufa!

Estrelando: a modelo Hollie-May Saker para a edição de outubro da Harper’s Bazaar US. Por trás da câmera, Tom Munro.

Quer mais editoriais inspiradores?

+ Os contos de fadas e as princesas boho no mundo da Free People.
+ Energia positiva e flores do campo com a campanha da Pull & Bear.
+ Óculos gatinho e muuuito delineador na Glamour Espanha.

Continue Reading

tough mudder é para quem tem coragem!

tough mudder avatar

Todo mundo sabe que esporte funciona como uma injeção de energia e motivação para o dia a dia, né? Mas se tudo o que você conhece ficou fácil demais, talvez seja hora de tentar o Tough Mudder.

A corrida de obstáculos foi criada por um ex-agente britânico de combate ao terrorismo e consiste em um trecho de cerca de 20 km com desafios como piscinas congeladas com arame farpado na superfície e anéis de fogo. Há cinco anos, o evento faz o maior sucesso nos EUA, Reino Unido, Austrália e Alemanha. É muita gente participando! Mesmo.

tough mudder 2015
Em uma das últimas provas, é preciso atravessar a área com fios elétricos desencapados

Esqueça o podium! O desafio não consiste em testar quem é o mais rápido… Nada disso! É mais sobre enfrentar os seus medos. Se você e sua equipe completaram o desafio, então vocês são vencedores. E ganham cerveja no final da prova.

Mas é claro que não é nada fácil… Vi até gente desmaiando!

tough mudder 2015 3
Everest: para completar essa prova, é preciso ter amigos!

A grande questão do Tough Mudder é testar o espírito de equipe. Você não pode completá-lo se estiver sozinho – assim como na vida.

tough mudder 2015 4
Olhando assim, até parece um festival de música

A edição que acompanhei este final de semana aconteceu no interior da Baviera, na Alemanha, e contava com uma estrutura para receber os participantes com barraquinhas que vendiam de currywurst a cerveja… Uma coisa bem alemã mesmo. Delícia!


E finalmente o ponto de chegada!

Não, eu não participei do desafio. Não dessa vez! Só acompanhei o namorado e os amigos. É que é preciso estar preparado de verdade. Mas ano que vem… Quem sabe? É preciso de coragem!

Na hora os ingressos custavam 140 euros para quem quisesse participar da competição e 20 euros para assistir, mas é possível pagar pelo menos metade desse valor se a entrada for comprada com antecedência, ok?

Continue Reading