{"id":1411,"date":"2014-03-28T21:51:20","date_gmt":"2014-03-29T00:51:20","guid":{"rendered":"http:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/?p=1411"},"modified":"2016-07-10T16:19:21","modified_gmt":"2016-07-10T19:19:21","slug":"era-uma-vez-um-veleiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/era-uma-vez-um-veleiro\/","title":{"rendered":"Era uma vez um veleiro&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 tempos venho pensando sobre o que escrever neste blog. Isso porque depois de uns dias parece que nada do que escrevi diz muito sobre mim. Em outras palavras: mudei de ideia umas 367 vezes depois que postei X, Y ou Z. Escrever e registrar tudo isso, inclusive, parece limitador e bem louco tamb\u00e9m. Sim, sou a rainha da contradi\u00e7\u00e3o e odeio ter que ficar me policiando.<em> ~mudo de ideia mesmo, beijos me solta~<br \/>\n<\/em><br \/>\nPor isso, tomei uma decis\u00e3o: agora e aqui, s\u00f3 falo de sentimento \u2013 pelo menos por enquanto.  \u00c9 verdade que sentimentos mudam, mas a gra\u00e7a \u00e9 essa mesmo: a gente n\u00e3o ter que ficar se justificando por isso. A gente vai l\u00e1 e sente e pronto. Mudou? T\u00e1 tudo bem. Isso porque sentimentos s\u00e3o \u00fanicos, tem validade limitada e dizem respeito apenas a lugar x momento x pessoa\/coisa. Se voc\u00ea mudar o tempo, provavelmente o sentimento muda tamb\u00e9m. Eles n\u00e3o mentem. O \u201csentir\u201d come\u00e7a e termina nele mesmo, sem dever nada a ningu\u00e9m. Sem contesta\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 autossuficiente e n\u00e3o depende de porqu\u00eas. Ou \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9. Por isso eu <em>amo<\/em> tanto sentimentos. Morro de amores, morro de \u00f3dio, morro de t\u00e9dio \u2013 mas nunca pela metade. Intensidade, querida, teu nome \u00e9 Mariana.<\/p>\n<p><strong>Resumindo:<\/strong> num momento aleat\u00f3rio, cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que sentimentos s\u00e3o perfeitos para <del datetime=\"2014-03-29T00:31:01+00:00\">di\u00e1rios<\/del> blogs.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por ora, chega de concretismo. Quero poesia abstrata, quero a vida \u00e0 flor da pele. Tudo menos truncado, mais bonito e (n\u00e3o sei se) completo.<\/p>\n<p><em>Vem comigo? <\/em><\/p>\n<p>Pois bem, dia desses algo incr\u00edvel aconteceu.<\/p>\n<p>Minha prima e eu fomos viajar no feriado de Carnaval. O destino? Rio de Janeiro. Motivo: quer\u00edamos uma festa mais tranquila que Ouro Preto ou Salvador, mas nada que fosse s\u00f3 sombra e \u00e1gua de coco gelada, por favor. E a\u00ed voc\u00ea j\u00e1 sabe&#8230; Rio de Janeiro = sol, praia e festinhas de buenas (mas n\u00e3o desanime: se quiser fest\u00e3o, tem tamb\u00e9m, e s\u00e3o incr\u00edveis). Por isso, os bloquinhos pareciam perfeitos. E, te digo logo: funk e emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o faltaram &#8211; teve at\u00e9 tiroteio, gente! Um feriado agitad\u00edssimo, eu diria. Mas, peral\u00e1, o ponto alto nem foi esse&#8230;<\/p>\n<p>Todo final de tarde sa\u00edamos da agita\u00e7\u00e3o dos bloquinhos\/hostel-em-que-a-galera-tava-loucona-24\/7 e fug\u00edamos rumo ao cal\u00e7ad\u00e3o para comer churros e ver o p\u00f4r-do-sol (eis meu conceito de felicidade: sossego, praia e doce de leite). A\u00ed, num dia desses, enquanto est\u00e1vamos assistindo o sol ir se deitar, um mocinho cambaleante (ou b\u00eabado, no sentido vulgar da problem\u00e1tica) se aproximou e sentou ao nosso lado.<\/p>\n<p>\u2014 \u201cAi, l\u00e1 vem&#8230;\u201d, pensamos.<\/p>\n<p>\u2014 \u201cNada disso, colegas\u201d, disse a vida.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o o b\u00eabado nos surpreendeu de um jeito incrivelmente bom.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/foto-10.jpg?ssl=1\" data-lightbox=\"gal[1411]\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/foto-10.jpg?w=665&#038;ssl=1\"  \/><\/a><br \/>\n<center><font FACE=\"Courier New\" color=\"#ff7e00\"><strong>Ali, escondidinho atr\u00e1s do \u00f3bvio, voc\u00ea encontra&#8230;<\/font><\/strong> <\/center><\/p>\n<p>Eu explico: decidimos continuar o papo iniciado pelo mo\u00e7o. \u00c9 que apesar do alto teor alco\u00f3lico, ele sentou longe e come\u00e7ou a conversa como toda pessoa que nunca viu a outra antes faz. Ou seja, tudo certo e dentro dos conformes da \u00e9tica e dos bons costumes.<\/p>\n<p>Mas a bebida \u00e9 um neg\u00f3cio m\u00e1gico, todos sabem. E o mo\u00e7o (que, descobrimos depois, \u00e9 nosso vizinho em S\u00e3o Paulo) come\u00e7ou a desabafar sobre a ex-namorada, que agora estava noiva de outro homem. Detalhe: eles namoraram por 4 anos e terminaram h\u00e1 4. J\u00e1 era para ele ter esquecido, certo? N\u00e3o se sabe. E viva o sentimento, sem hora marcada para come\u00e7ar ou terminar. Ele existe, e s\u00f3 isso importa.<\/p>\n<p>Eu, enxerida que sou, perguntei se ele a amava. Por que, n\u00e9? Achei a conversa profunda demais.<\/p>\n<p>\u2014 \u201cN\u00e3o\u201d, disse ele. Mentira, julgo eu. O fato de ele ter falado sobre isso no Carnaval, b\u00eabado e com duas desconhecidas era a prova de que ele n\u00e3o conseguia esquec\u00ea-la.<\/p>\n<p>\u2014 \u201cVoc\u00eas j\u00e1 ouviram falar sobre a met\u00e1fora da \u00e2ncora e da vela?\u201d, continuou. <strong><br \/>\nP\u00e1ra tudo.<\/strong> Um b\u00eabado falando em met\u00e1foras? \u00c1lcool: um l\u00edquido capaz de transformar um babaca no maior dos babacas. E um cara interessante em um tipo surrealmente incr\u00edvel. <\/p>\n<p>\u2014 \u201cAlgumas pessoas s\u00e3o \u00e2ncora, outras vela\u201d, disse ele. \u201cEla era \u00e2ncora. Prendia quando deveria me estimular a ir sempre em frente, a sair do lugar. N\u00e3o queria ser vela. Por isso, terminei\u201d, completou.<\/p>\n<p>Emo\u00e7\u00e3o. Isso define o que eu senti em uma conversa com um b\u00eabado na beira da praia. Apesar de todo amor que, convenhamos, era \u00f3bvio que ele sentia, ela n\u00e3o estava sendo o que ele precisava naquele momento. E n\u00e3o seria para o resto da vida, porque ela n\u00e3o queria ou n\u00e3o sabia ser. E porque agora se casaria com outro.<\/p>\n<p>Todos somos (e precisamos) de \u00e2ncoras e velas. \u00c9 o tempo (ou fase da vida) que define o que deve prevalecer. Em meio a tempestade, a \u00e2ncora d\u00e1 seguran\u00e7a. A vela, por sua vez, com a ajuda do vento nos leva at\u00e9 onde queremos chegar. Ambas s\u00e3o essenciais sim. Mas, em momentos errados, podem contribuir at\u00e9 para um naufr\u00e1gio. Tr\u00e1gico e po\u00e9tico. E t\u00e3o claro! <\/p>\n<p>&#8220;O que eu desejo ser na vida de algu\u00e9m?&#8221; &#8220;E do que eu preciso?&#8221; Voc\u00ea saberia responder essas perguntas?<\/p>\n<p>A conversa continuou por alguns minutos e, em seguida, ele foi embora sem olhar para tr\u00e1s. A met\u00e1fora, no entanto, decidiu ficar.<\/p>\n<p><center><font FACE=\"Courier New\" color=\"#ff7e00\"><strong>Atualiza\u00e7\u00e3o &#8211; 13\/08\/2014<\/font><\/strong> <\/center><br \/>\nContrariando as (minhas, l\u00f3gico) expectativas, tudo mudou! Parece que ela aprendeu muita coisa nesse tempo em que eles ficaram separados, porque&#8230; Eles voltaram a namorar e est\u00e3o noivos! Sim, ele virou meu amigo no Facebook depois desse papo estranho na beira da praia. Incr\u00edvel, n\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha prima e eu fomos abordadas por um cara b\u00eabado no Carnaval. E a\u00ed filosofamos sobre a vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2861,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-1411","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-inspiracao","post_format-post-format-image"],"views":2616,"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p1tlqw-mL","jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Veleiro.jpg?fit=1500%2C1326&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1411","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1411"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1411\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1411"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1411"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeiroasdamas.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}