As minhas tendências de verão preferidas <3

Flat lay - tendências de verão na Europa

O sol começa a dar os primeiros sinais e as vitrines logo se enchem de branco por aqui. As tendências de verão na Europa quase sempre lembram muito o nosso Ano Novo: todo mundo quer vestir roupas claras. Estampas mil? Não. Cores neon? Só na praia!

E eu até entendo, vai. O inverno tem dias mais curtos e com pouco sol – e isso chega a ser um pouco depressivo, até. O verão então é a desculpa perfeita para ser mais leve, comer melhor, fazer exercícios no parque, visitar lagos perto da cidade aos domingos, tomar sol na varanda e fazer churrasco com os amigos sempre que possível. São três meses muito, muito bem vividos. E ser mais leve também se aplica às roupas, claro.

Por isso, aproveitei as promoções de meia-estação para escolher minhas tendências preferidas – e que eu acho que vão durar mais alguns verões (nada de moda descartável aqui) e acrescentei alguns itens no guarda-roupa. Dá uma olhada na minha lista:

Flat lay - tendências de verão na Europa
Listras, sapato oxford, rosé… Ah, o verão!

Tendências de verão: a lista

Oxford caramelo: Fiquei em dúvida entre o preto (usável no inverno), mas acabei optando pela versão caramelo do sapato. Vai bem com saia, shortinho, calça. Look arrumadinho ou a vida como ela é. Versátil!

Camiseta listrada: Precisa dizer? Básicas e clássicas.

Espadrille de onça:Uma espadrille não tãããoo básica assim, é verdade. Mas a gente precisa ter um sapato menos entediante de vez em quando. E combinar estampas (nesse caso, onça + listras) é terapêutico. Ah, sem contar que espadrilles são ótimas para passeios com longas caminhas, porque o solado de corda é muito confortável.

Calça branca: Isso sim é ousadia! Engordo alguns quilos toda vez que coloco uma calça branca. Mas tá na hora de aprender a lidar com isso e me importar menos.

Óculos e relógio rosé: Considero o rosé muito mais delicado que o dourado, então ele sempre é minha primeira opção. Os brincos de prata são presente do namorado e artesanato típico colombiano. <3

Rasteira com amarração: Uma evolução das sandálias gladiadoras? Talvez. E, de novo, rosé!

Blusa ombro a ombro: A blusa ombro a ombro com listras azuis verticais virou meio que uniforme. Na mesma linha, vão as camisas com listras azuis, também na vertical. Talvez essa peça seja uma das tendências de verão mais efêmeras e não tenha duração tão longa, mas eu gostei tanto que acho que vou usar muito. Mesmo.

Vocês acham que alguma tendência ficou de fora?

Cinque Terre: dicas para conhecer esse pedacinho de céu na Itália

Corniglia, em Cinque Terre, na Itália. Foto: Mariana Gabellini.

Uma pitadinha de tons pastel, muitas flores (ah, a primavera!) e casinhas construídas em encostas rochosas onde batem as ondas do mar Mediterrâneo. Eis uma das descrições possíveis para as cinco vilas que formam a famosa Cinque Terre, no norte da Itália. O nome delas? Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. O charme das pequenas vilas, no entanto, vai muito além: elas são o tipo de lugar onde você pode respirar um pouco da perfumada dolce vita italiana. Bons restaurantes, um mar de tirar o fôlego e roupas no varal secando ao sol despretensiosamente. Tanta beleza só poderia ser tutelada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Essa foi minha segunda vez nas terre e a passagem pelas cinco cidades fez parte de uma road trip com minha família durante o final de abril e começo de maio – o que significa temperaturas amenas e, ah que beleza, menos turistas. Cinque Terre é, na minha opinião, um desses passeios imperdíveis para quem visita pela primeira vez a Itália.

Monterosso al Mare, em Cinque Terre. Foto: Mariana Gabellini.
Monterosso al Mare, em Cinque Terre: prepare sua canga!

Cinque Terre: onde se hospedar?

Localizada no norte do país, ela está próxima de Pisa. Separe pelo menos um dia inteiro se quiser conhecer as cidades com relativa calma. Não vale a pena fazer um bate e volta – é cansativo demais. Melhor se hospedar em uma das terre ou, se achar as diárias caríssimas, opte por uma cidade próxima. Minha família e eu decidimos ficar em um camping em Marina di Massa – o que depois descobrimos ser uma região não tão famosa entre os turistas estrangeiros, mas lugares interessantes para visitar, como as montanhas de mármore de Carrara. E que valem outro post!

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Riomaggiore, em Cinque Terre, na Itália
Um pedacinho de Riomaggiore, em Cinque Terre

Hora de preparar o roteiro

Pois bem, em uma manhã de sábado fomos de carro até La Spezia e deixamos o veículo em um estacionamento público (0,80 centavos/hora). De lá, saímos de trem rumo a última terre, Monterosso al Mare. Erro: optamos por comprar um bilhete para cada trajeto, que custo cerca de dois euros. E, a cada viagem nova entre as terre, menos dois euros na carteira. O ideal é comprar o bilhete que dura o dia todo e não há limite de trechos. O Cinque Terre Card custa 12 euros. Monterosso é a única terre em que é possível colocar a areia na canga e tomar sol na praia. De lá, seguimos para Vernazza.

Além do trem, há a possibilidade de circular entre as pequenas vilas por trilhas – mas eu, infelizmente, nas duas vezes que fui não pude fazer o passeio. É que, devido às chuvas, é comum acontecerem desabamentos na região e, então, as trilhas ficam interditadas. Também é importante lembrar que, para entrar nas trilhas, é preciso possuir o Cinque Terre Card. No total, são 12 km de trilhas. Há a possibilidade de fazer o passeio de barco – mas esse eu nunca testei.

E não deixe de experimentar…

Basicamente, o passeio pelas terre consiste em circular entre as casas coloridas, tomar um gelato e degustar um ou outro petisco tradicional da região. Os frutos do mar fazem especialmente sucesso e, quando estiver em Monterosso ou Riomaggiore não deixe de provar o cone de frutos do mar, com calamares, camarão e peixes fritos bem temperadinhos com limão. Ah!

Mar de Cinque Terre
Esse Mediterrâneo não está para brincadeira, não!
Vaso de flor na janela
Sobre a beleza e a simplicidade

Há também cemitérios, castelos e estátuas que explicam um pouquinho sobre a história desse lugar tão especial. Mas, ah, o gostoso mesmo é passar por ali e aproveitar um dia bonito. Simples assim.

Monterosso al Mare, Cinque Terre, na Itália
Tons pastel por todos os lados!
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Mais um pouquinho de Monterosso al Mare

Um pôr-do-sol incrível em Riomaggione

Quando já tiver passado por todas as vilas, provavelmente a noite estará caindo – e o cansaço, acredite, pesando. Por isso, um pouco antes do pôr-do-sol pegue um trem para Riomaggiore, a terre mais próxima de La Spezia. Quando chegar lá, dispute por um lugarzinho para sentar nas rochas à beira-mar e assista o sol caindo. Em silêncio.

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O pôr do sol em Riomaggiore é de tirar o fôlego. Mesmo.

uma road trip encantada pela Idade Média

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Era uma vez um casal entediado que de tanto ir pra lá e para cá por aí, já não achava os lugares dos anos 2000 e tantos tão encantadores assim. Aí, para combater o desânimo, a dupla decidiu alugar uma máquina do tempo. Dessas que, movida a gasolina, te leva de um lugar a outro e, se você der sorte – e pesquisar direitinho –, pode ser até que te leve a outra época! E foi assim que começou uma míni road trip de final de semana por três cidades incríveis: Passau, na Alemanha, Český Krumlov, na República Tcheca e Salzburg, na Áustria.

road trip: república tcheca
Road trip: uma estrada da República Tcheca

Road trip: escolha do roteiro

Nós já tinhamos ouvido falar bem de Český Krumlov (República Checa), cidadezinha localizada há cerca de 150 km de Praga, que parece ter parado na Idade Média. A fama do lugar é mesmo no boca a boca e a pequena Krumlov ficou conhecida pelos viajantes que querem dar uma esticadinha na República Checa. Pronto, o destino já estava escolhido!

Depois, foi só olhar bem para o trajeto que saía de Munique (Alemanha) e analisar outras possíveis paradas. Concluíram: na ida, parariam em Passau, na Alemanha, e na volta em Salzburg, na Áustria.

Encontro das águas em Passau

Saímos de Munique às 9h da manhã de sábado e chegamos em Passau às 11h. Pertinho da fronteira com a Áustria, a cidade é conhecida por ser ponto de confluência de três rios: Danubio, Inn e Ilz. Isso explica porque uma das principais atrações turísticas da cidade são os luxuosos cruzeiros pelo rio Danúbio! Já para quem está em terra, o encontro dos rios também garante um espetáculo tricolor (algo parecido com o encontro dos rios Negro e Solimões no Brasil, guardadas as devidas proporções, claro!): quando as cores das águas azul (Danubio), verde (Inn) e negro (Ilz) se misturam. Che bello!

Cruzeiros de rio fazem sucesso em Passau!

Andando pela cidade, o charme fica por conta das construções que tem muito da arquitetura italiana – é que arquitetos italianos ajudaram a reconstruir a cidade após incêndios no século 17. No miolo do centrinho, não deixe de visitar a catedral barroca St. Steven’s, que contém o maior órgão em uma catedral do mundo.

Pequenas amizades do caminho

Finalizamos o passeio pela cidade na fortaleza Veste Oberhaus, fundada em 1219 por um príncipe-bispo. Para subir até a área mais alta do castelo, paga-se (só!) 1 euro. Em troca, você ganha a vista incrível tanto da cidade quanto do encontro dos rios! Na fortaleza ainda há um museu, um hostel (albergue da juventude) e um restaurante. Saímos de Passau às 15h. Acredito que uma tarde na cidade seja tempo suficiente para conhecer as principais atrações do lugar.
P.S.1: Passau também é ponto de encontro de ciclistas que viajam pelas margens do Danúbio. Enfim, uma opção para os mais aventureiros!

A beleza medieval de Český Krumlov

Onde dormir

Chegamos em Český Krumlov, na República Checa, no final da tarde de sábado. Nos instalamos no hostel Skippy – que na verdade é uma guest house, possui apenas três quartos e capacidade máxima de 9 pessoas (!). O lugar é mega charmoso em toda a sua simplicidade: fica em uma casa com mais de 200 anos e tem um terraço na beira do rio Vltava – ideal para a prática de canoagem. Bem localizado, é pertinho do centro da cidade. O ponto negativo: não servem café da manhã. O preço: Cá entre nós, viajar para a República Checa é uma boa opção não só por causa da história, mas também por causa dos preços. Lá, tudo é quase sempre mais barato que a maioria de outros países europeus mais badalados, como Itália, França e Alemanha.

A vista do castelo de Český Krumlov é incrível ou não é?!

Onde comer

Demos uma volta pela cidade, mas como já estava escurecendo não deu para conhecer muita coisa. A nossa anfitriã então nos recomendou alguns restaurantes e por volta das 18h já estávamos no U Dobraka. Nada feito! Parece que a fama da comida feita nos moldes medievais, principalmente carnes assadas em uma fogueira, e o ambiente rústico e acolhedor fazem tanto sucesso na cidade que é preciso reservar antecipadamente – até mesmo se você decidir matar a fome no final da tarde! Por isso, caminhamos até nossa segunda opção, o Krčma U dwau Maryí, localizado às margens do rio. Não nos decepcionamos: a comida era deliciosa.

Mais: dois pratos, com bebidas (as cervejas checas são imperdíveis!) e sobremesa custaram 14 euros. Após o jantar, decidimos experimentar mais cervejas (cerca de 1 euro cada) no Gorila, um bar também no centro da cidade. Mas, ah, na República Checa é permitido fumar em ambientes fechados… Resultado: posso sentir o cheiro da fumaça dos cigarros até agora! :(

Road trip idade média 3
O primeiro outono de verdade a gente nunca esquece! haha

O que ver

No segundo dia da road trip, partimos para a praça Náměstí Svornosti, onde encontraríamos o grupo do free walking tour, às 10h30. Resumindo: não dá para se apaixonar por Český Krumlov. A cidade, construída por volta do século 13, é patrimônio da humanidade e mais parece cenário de um filme com suas casinhas antigas e castelo no alto do morro, antiga residência de uma das famílias checas nobres mais tradicionais do país, os Rosenberg.
P.S.2: A cerveja defumada, vendida em alguns bares da cidade, é uma atração à parte!

Salzburg, a terra de Mozart

Chegamos em Salzburg no final da tarde, quando já estava escurecendo, e por isso o passeio foi bem rápido. A cidade ficou rica por causa das minas de sal e daí vem seu nome: Salzburg significa castelo de sal em alemão.

Salzburg
Salzburg mostrando como faz para ser incrível

Demos uma voltinha pelo centro, com suas casas de tons pastel. Visitamos duas das grandes atrações: a casa onde viveu Mozart e o castelo Hohensalzburg (mais um! <3), um dos maiores castelos medievais da Europa. Lá do alto, vimos o pôr-do-sol da cidade. É maravilhoso! Antes de voltarmos para Munique, paramos para provar o chocolate quente austríaco.

Salzburg castle: vista de uma road trip
Salzburg castle: uma vista de contos de fadas

P.S.3: Nos meses de julho e agosto acontece na cidade um dos maiores festivais de música clássica do mundo. Vale se programar!
P.S.4: A gasolina mais barata que encontramos foi na Áustria e não na República Checa.