Como é fazer um safári na África do Sul?

Addo Elephant Park - Safári

Enfim, o último post sobre a viagem para a África do Sul (apesar de termos continuado a viagem rumo a Joanesburgo e Limpopo depois do safári)!

Recapitulando: Port Elizabeth foi a nossa parada final na Garden Route e também o ponto de partida para o tão esperado safári na África do Sul. E ali, a 72km de Port Elizabeth, está o Addo Elephant Park – que, como o nome diz, é praticamente um santuário de elefantes!

Seguimos para o parque com o carro que alugamos na Cidade do Cabo e, durante o dia, fizemos safári com ele mesmo – ponto forte: a autonomia é muito maior do que um passeio de 4×4, por exemplo.

O safári com carro próprio, no entanto, não substitui a versão feita com carro 4×4 oferecida pelo parque – e daqui a pouco eu conto o porquê. Abaixo, separei os momentos mais incríveis dessa jornada pela vida selvagem africana. Vem comigo!

1. Safári na África: os elefantes são protagonistas

Criado em 1931 para salvar 11 elefantes da extinção, o Addo Elephant Park é o terceiro maior parque da África do Sul. Quanto aos elefantes… Bem, eles se multiplicaram e hoje já são mais de 350. Sinal de que o trabalho está sendo bem feito em um país que, infelizmente, ainda sofre com a caça ilegal de elefantes para a venda de marfim.

Safari - Elefantes do Addo Elephant Park
O Addo é deles!

É por isso mesmo que esses animais são um dos pontos altos do passeio: os elefantes podem ser vistos em grupo, sozinhos e, muitas vezes, compartilhando um water hole com outros animais. Em alguns momentos, os elefantes até se aproximam do carro – e a sensação, juro, é indescritível. Mas, melhor manter distância… Apesar de acostumados com a presença humana, eles ainda são animais selvagens, certo?

2. A expectativa é um tempero especial

Safári é o tipo de passeio temperado com incertezas. Você nunca sabe o que encontrará no caminho e tudo depende da equação tempo + sorte. Viajamos em outubro e, quando fizemos o safári, o dia estava quente e nublado. Quanto aos animais, do BIG 5 (os cinco animais mais difíceis de serem caçados pelo homem) apenas não avistamos o leopardo! O rinoceronte negro foi tímido e marcou sua presença bem, beeem de longe – por isso, binóculos, câmeras superzoom ou SLR com lentes 75-300mm devem estar na bolsa para o passeio.

zebras no Addo Elephant Park -Safári
Elas estão em todo o lugar!

Acordamos cedinho, antes do nascer do sol, e partimos rumo a entrada do parque. São 75km de estradas em área protegida – que também abriga algumas paradas de descanso para pique-nique. O horário é fator importante em um safári: é no pôr-do-sol ou à noite, por exemplo, quando o rinoceronte preto e os búfalos são mais facilmente avistados. Cada espécie possui seus próprios hábitos e, por isso, para uma experiência mais completa inclua passeios em diferentes faixas de horário – pela manhã beeem cedo, no pôr do sol e à noite.

Safári no Addo Elephant Park
Spotted: animal de chifres torcidos (a.k.a. cudo) se alimenta na savana

Pretende visitar o parque em veículo próprio? Então será necessária uma autorização que custa pouco mais de 15 dólares. Autorização ok e com o mapa das estradas em mãos, percorremos o parque por quase oito horas. Tarefa fácil quando há tanto o que ver! O tempo passou voando e eu me sentia uma criança na espera do próximo animal incrível que apareceria em nossa frente. Assim como os elefantes, as zebras são onipresentes na maior parte do parque e tem lá seu charme.

Timão - Safári na África - Addo Park
Hakuna Matata!

Os olhos devem estar sempre atentos a qualquer movimento! Encantada mesmo eu fiquei com os suricates. Simpáticos, eles são pequeninos e discretos. Para avistá-los enquanto sobem e descem no meio da vegetação rasteira é preciso ter olhos de lince. Entre hienas, leões e javalis você perceberá que existe muito de O Rei Leão em um safári – sério! É o tipo de experiência para se ter em diferentes fases da vida. Uma viagem para ser feita com amigos, família estilo caravana, com o namorado… Já disse que a África do Sul é apaixonante, né? Então.

3. Os animais estão em seu habitat natural

Toda viagem carrega um tanto de responsabilidade social. Sempre é bom lembrar que o turismo influencia diretamente na cultura, economia e natureza de um lugar. E assim como o nosso lindo-porém-problemático Brasil, a África do Sul é um país que sofre com suas inúmeras questões sociais e ambientais.

Pumba - Safári na África - Addo Park
Nice to see ya, Pumba

Por isso, quando você inclui em seu roteiro um passeio no Zoo Lujan, na Argentina, por exemplo, você está escolhendo financiar um tipo de turismo que explora animais deixando-os em jaulas e, ao que tudo indica, dopa animais selvagens para que os visitantes possam tirar suas  ~corajosas~ (porém covardes, vamos combinar) selfies. O quão descolado isso é? Você decide. Mas quando o assunto é vida animal, eu prefiro que meu rico dinheirinho vá para instituições de preservação ou santuários.

Beware of Lions - Addo Park
Beware of lions: coragem, tem que ter corageeeem!

Como disse, o Addo é um parque que funciona como santuário de elefantes e tem cumprido muito bem sua tarefa de proteger essas espécies. Como visitante, o bônus também é alto! Diferentemente de um zoo onde os animais estão fora de contexto, no safári os animais estão em seu habitat natural e, por isso, suas relações dentro da natureza também são uma atração à parte. Ser atacado por um leão, claro, é uma possibilidade.

4. O safári noturno é um espetáculo a parte

No safári noturno, que só pode ser realizado em veículos do parque e com guias, essas relações animais ficaram mais evidentes para nós.

Durante o dia, por exemplo, vimos um avestruz fêmea chocando um ovo. À noite, o ovo estava abandonado. Oportunidade perfeita para que um chacal rolasse pela vegetação tentando quebrá-lo! Mas o animal não teve êxito e, no dia seguinte, a avestruz fêmea já estava novamente cumprindo seu papel. É bom ressaltar que: 1. a avestruz fêmea costuma chocar o ovo durante o dia e o macho durante a noite; 2. o comportamento animal pode ser muito parecido com o comportamento humano, né?

Também avistamos uma lebre, um leão rodeado por fêmeas e uma in-fi-ni-da-de de búfalos.

5. Ah, os lodges dentro do parque são incríveis

Churrasco na África do Sul
braai + vinho tinto é muito amor

Nos hospedamos dentro do parque, em uma forest cabin. A casinha de madeira abrigava duas camas de solteiro, banheiro com chuveiro quente (<3) e uma churrasqueira do lado de fora. Há diversas opções de hospedagem dentro do parque: cottages, chalets, guest houses, áreas para motorhome e camping, por exemplo.

A nossa estada de dois dias no parque foi uma delícia! Apesar de o Addo possuir um bom restaurante, havíamos levado carne de avestruz para o braai (churrasco ao ar livre tradicional entre os sul-africanos), vegetais para uma saladinha grega e vinho tinto diretamente de Stellenbosch para regar belamente a refeição.

zebra - addo elephant park

Uma das coisas mais legais de se hospedar dentro do parque é que, durante a noite, os animais fazem barulho e você fica ali, refletindo sobre imensidão, beleza e sorte… Dormir com o som dos animais da savana é uma experiência maravilhosa e, na minha breve história de vida, só pode ser comparada a dormir ao lado da cachoeira aos pés de Machu Picchu, em Águas Calientes.

Se você tiver a chance, eu recomendo de olhos fechados e coração aberto: vá!

Veja também outros posts sobre a viagem para a África do Sul:
+Cidade do Cabo para visitar e se encantar!
Garden Route, a road trip inesquecível pela África do Sul

Um final de semana com as bruxas de Bamberg

Poço - Castelo em Bamberg

Bamberg, essa cidade alemã tão especial, surgiu em nosso caminho quase sem querer. Uma vez que o namorado mora em Munique e eu em Berlim (são mais de 500km de distância, gente!), passar os dias de folga em um lugar no meio do caminho parecia uma boa ideia. Por isso, quando a prima dele que mora lá sugeriu um final de semana na cidade, a ideia pareceu perfeita. Como a gente não perde tempo, na semana seguinte já estávamos no centro de Bamberg arrastando a mala de rodinhas pelas ruas e procurando a casa dela!

As encantadoras casas de tons pastel
As encantadoras casas de tons pastel um pouco mais afastadas do centro da cidade

Para começar, é bom saber: Bamberg é uma cidadezinha do estado da Baviera encantadora e cheia de história. E isso é tão verdade que em 1993 ela foi eleita patrimônio mundial pela Unesco. Mas você não precisa ler guias de viagem ou a Wikipedia para perceber isso. Enquanto anda pelo centro histórico você tem certeza de que está em uma cidade histórica medieval. E aí mora toda a magia do lugar.

Cidade medieval de Bamberg, na Alemanha
Cidade medieval de Bamberg: de repente, você você está em um outro século

Era uma vez uma catedral…

Como muitas cidades europeias, a cidade de Bamberg cresceu ao redor de um castelo – o castelo da família Babenberg, daí o nome da cidade. O castelo, no entanto, deu lugar à catedral da cidade em meados do ano 1000. Então Bamberg virou sede de uma diocese e até foi centro do Império Sacro Romano – por pouco tempo, mas foi.

Catedral de São Pedro e São Jorge em Bamberg, na Alemanha
Um pedacinho da torre da catedral de São Pedro e São Jorge

A catedral de São Pedro e São Jorge, construída no ano de 1002, é um dos pontos altos da visita à cidade. Nela, você encontrará os túmulos de um imperador e sua esposa, o túmulo do único papa ao norte dos Alpes, uma estátua misteriosa de um cavaleiro – o Cavaleiro de Bamberg – que ninguém sabe explicar quem é até hoje, mas todo mundo só desconfia (como todo bom boato milenar de uma cidade de interior deve ser, risos).  Poetas alemães, inclusive, se inspiraram na estátua em suas obras  e muita gente acredita que o cavaleiro poderia representar um rei antigo ou messias.

Bamberg - Jardim de rosas
Jardim de rosas da nova residência dos bispos

Na praça da catedral você também encontra a nova residência dos bispos, construída em 1802. Para conhecer alguns dos quarenta luxuosos quartos e as galerias de arte do lugar você deve pagar 4,50 euro. Pulamos essa parte e fomos para o jardim de rosas da residência, que é gratuito e possui uma vista incrível da cidade. Não tínhamos muito tempo, afinal.

Postcards - Bamberg
Postais engraçadinhos… E fora de contexto

Bamberg: ponto de encontro de bruxas?

Se você conhece um pouco da história da caça às bruxas, também já deve ter ouvido falar de Bamberg. Entre os anos de 1626 e 1631 a cidade foi palco de julgamentos e mortes da inquisição promovida pela igreja católica. Foi nesse período também que, não por acaso, o príncipe bispo Johann Georg II Fuchs de Dornheim ficou conhecido como “o queimador de bruxas”.

Pequeninos detalhes
Pequeninos  e delicados detalhes

A igreja perseguiu toda a população indiscriminadamente, inclusive gente que era contra a bruxaria. Um dos casos mais famosos é o do prefeito da cidade: acusado de bruxaria em 1628, o prefeito Johannes Junius escreveu uma carta para sua filha Veronika defendendo a sua inocência e contando detalhes sobre como os carrascos o torturavam na prisão. Decapitado e queimado, ele virou mártir.

A casa amaldiçoada

Enquanto passeia pelo centro, uma casa pode chamar sua atenção. Bonita por fora, ela esconde uma história não tão bela assim em seu interior. Conhecida como Maleficent, a casa de porta adornada com símbolos cristãos e letras de ouro estampadas no portão principal ficou conhecida por ser o local onde os pagãos eram torturados até confessar crimes de bruxaria – depois, eram queimados na fogueira.

Muitas vezes, a igreja fazia pagar com a vida crimes que as pessoas não haviam cometido. Os carrascos torturavam os perseguidos até que eles citassem nomes de pessoas da cidade, por isso o terror espalhou-se facilmente. Dizem que em Bamberg a igreja católica matou três vezes mais pessoas do que a Espanha toda – um país que também ficou conhecido pela dureza dessa tal de “Santa” Inquisição. Por esse passado triste, a cidade recentemente construiu uma instalação em memória dos mais de mil homens, mulheres e crianças torturados e mortos pela igreja católica na cidade.

Bamberg, Germany
A sede da antiga Câmara Municipal foi construída no meio de um rio!

As melhores cervejas estão aqui!

As cervejarias de Bamberg também são um passeio imperdível – são nove no total. À noite, não deixe de visitar a Schlenkerla, uma taverna de 1405, onde você encontra a Rauchbier, famosa cerveja defumada, com sabor tão especial quanto aquela de Český Krumlov, na República Tcheca. A taverna, aliás, tomou o lugar de um monastério, que existiu ali até 1310.

Beer Bamberg
Ops. Deu sede. Que tal uma weissbier?

Sempre lotada, pode ser difícil achar um lugar para sentar dentro do lugar. Mas quem se importa? Se é noite de verão, é só se juntar aos grupos que bebem cerveja do lado de fora do estabelecimento, em pé mesmo, enquanto papos animados tomam conta de toda a gente, que também repara no movimento de vai e vem das pessoas.

Lá no alto, o castelo de Altenburg

Residência nos séculos 14 e 15 dos bispos de Bamberg, o castelo de Altenburg também é imperdível. Lá, por apenas um euro, você pode subir na torre mais alta e ter uma vista panorâmica da cidade. Vale a pena! Demos sorte e no vão do castelo acontecia uma peça teatral para crianças. Fofo, vai.

Poço - Castelo em Bamberg
Um poço no castelo de Altenburg, em Bamberg
Teatro no castelo em Bamberg, na Alemanha
Teatro no poço do castelo <3

E, bem, uma vez na Alemanha, os biergartens são lugares perfeitos para descansar da caminhada pelo centro. Então, paramos para almoçar comida bávara em um deles e, claro, tomar mais cerveja. Enfim, Bamberg definitivamente vale a visita! E viva o chucrute.

Camden Town, um lugar especial em Londres

Camden Town movimentada

Eu confesso que para escrever esse texto coloquei uma trilha sonora muito especial: Amy Winehouse! E, não por acaso. A cantora cresceu nesse bairro tão especial chamado Camden Town, em Londres.

Mas eu não sabia disso quando escolhi Camden Town para me hospedar. O motivo foi outro: Camden Town é um dos lugares mais maravilhosos que eu já conheci – eu já havia passado pelo bairro em uma das viagens feitas pela cidade e foi paixão à primeira vista. O lugar transborda vida, arte e é onde tudo acontece. Eu poderia até morar aqui, acho (e olha que eu não sou a maior fã de Londres – acho o estilo de vida muito corrido, sabe).

Camden Town movimentada
As ruas de Camden Town estão sempre cheias de turistas… Mas tudo bem.

Por que visitar Camden Town?

Passei dez dias em Londres para fazer um curso na London Fashion College. As manhãs e tardes eram corridas, mas reservei algumas horinhas só para passear tranquilamente por Camden. O lugar é repleto de mercadinhos de rua, com brechós, lanchonetes, food trucks, lojas repletas de camisetas de bandas e tudo de novo & mais antigo que você pode desejar.

Charles Dickens viveu aqui. Morrissey também. Resumindo: Camden Town é um desses lugares maravilhosos para estar. É inspirador. E eu acho que é um privilégio também.

Estátua de Amy Winehouse em Camden Town.
Estátua em homenagem a Amy Winehouse – que cresceu no bairro!

Camden Town: como chegar lá

Camden Town fica em um bairro no norte da cidade de Londres e chegar lá é muito fácil: é só pegar a linha norte do metrô e descer em, veja só, Camden Town. Sem truques.

Camden Town - Graffitti
As fachadas são famosas em Camden Town. Mas olha esse graffitti… <3

 

Camden Town - Fachadas
As famosas fachadas 3D de Camden Town.

Os famosos street markets de Camden Town

As fachadas em 3 dimensões são muito famosas. Por ali, assim que sair do metrô, você encontrará um viaduto com a inscrição Camden Lock. Esse é um dos mercadinhos mais famosos da região. Mas, enfim, não é preciso ter muito roteiro para conhecer o lugar. A única regra é: seja curiosa! Assim como Notting Hill, há tanta coisa em Camden Town que o passeio vale o dia inteiro. Se você gosta de brechós, ilustrações ou simplesmente de acessórios fora do comum, Camden Town é para você. Se procura um coturno, casaco militar ou uma capa de chuva transparente e bem estilosa (que agora todo mundo usa por lá) você certamente encontrará em uma dessas lojinhas. Maravilhoso.

Camden Town - Lustres
Lustres – ou imagine só o teto de um quarto assim?
Camden Town - Market
Os markets possuem brechós, lojas de acessórios, tatuadores e comida, claro!

Stables Market é outro mercadinho da região, com cerca de 700 lojas (!). Vale reparar na arquitetura do local, que abrigava estábulos (daí o nome) e um hospital para cavalos antes de 1900 (!!). A cidade se reinventa todos os dias, enquanto o novo e velho convivem aceitando suas diferenças.

Camden Town - Vestidos com ilustrações
Um pouco de tule, alguns quadrinhos e um tanto bom de criatividade = vestidos originais

 

Camden Town - Proud Wonderland
Proud. Wonderland. E eu já amo esse lugar!
Camden Town - Open Minded
Um mercadinho open minded <3

É definitivamente um lugar único e que vale a visita. Diria até que é um lugar bastante eclético. Tão eclético que, infelizmente, vi algumas meninas inglesas arranjando confusão com três turistas asiáticas. Pois é, tem gente de todo tipo mesmo: então é bom ficar de olho. E longe de confusões, por favor.

Cinque Terre: dicas para conhecer esse pedacinho de céu na Itália

Corniglia, em Cinque Terre, na Itália. Foto: Mariana Gabellini.

Uma pitadinha de tons pastel, muitas flores (ah, a primavera!) e casinhas construídas em encostas rochosas onde batem as ondas do mar Mediterrâneo. Eis uma das descrições possíveis para as cinco vilas que formam a famosa Cinque Terre, no norte da Itália,  próxima a Pisa (cerca de 90km) e Milão (220km). O nome delas? Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. O charme das pequenas vilas, no entanto, vai muito além: elas são o tipo de lugar onde você pode respirar um pouco da perfumada dolce vita italiana. Bons restaurantes, um mar de tirar o fôlego e roupas no varal secando ao sol despretensiosamente. Tanta beleza só poderia ser tutelada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade! Na dúvida sobre o que fazer em Cinque Terre? Vem comigo!

Essa foi minha segunda vez nas terre e a passagem pelas cinco vilas fez parte de uma road trip com minha família durante o final de abril e começo de maio – o que significa temperaturas amenas e, ah que beleza, menos turistas. Cinque Terre é, na minha opinião, um desses passeios imperdíveis para quem visita pela primeira vez a Itália.

Monterosso al Mare, em Cinque Terre. Foto: Mariana Gabellini.
Monterosso al Mare, em Cinque Terre: prepare sua canga!

Cinque Terre: onde se hospedar?

Localizada no norte do país, ela está próxima de Pisa. Separe pelo menos um dia inteiro se quiser conhecer as cidades com relativa calma. Não vale a pena fazer um bate e volta – é cansativo demais. Melhor se hospedar em uma das terre ou, se achar as diárias caríssimas, opte por uma cidade próxima. Minha família e eu decidimos ficar em um camping em Marina di Massa – o que depois descobrimos ser uma região não tão famosa entre os turistas estrangeiros, mas lugares interessantes para visitar, como as montanhas de mármore de Carrara. E que valem outro post!

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Riomaggiore, em Cinque Terre, na Itália
Um pedacinho de Riomaggiore, em Cinque Terre

Como preparar o roteiro em Cinque Terre

Pois bem, em uma manhã de sábado fomos de carro até La Spezia e deixamos o veículo em um estacionamento público (0,80 centavos/hora). De lá, saímos de trem rumo a última terre, Monterosso al Mare. Erro: optamos por comprar um bilhete para cada trajeto, que custo cerca de dois euros. E, a cada viagem nova entre as terre, menos dois euros na carteira. O ideal é comprar o bilhete que dura o dia todo e não há limite de trechos. O Cinque Terre Card custa 12 euros. Monterosso é a única terre em que é possível jogar a canga sob a areia e tomar sol na praia. De lá, seguimos para Vernazza.

Além do trem, há a possibilidade de circular entre as pequenas vilas por trilhas – mas eu, infelizmente, nas duas vezes que fui não pude fazer o passeio. É que, devido às chuvas, é comum acontecerem desabamentos na região e, então, as trilhas ficam interditadas. Também é importante lembrar que, para entrar nas trilhas, é preciso ter em mãos o Cinque Terre Card. No total, são 12 km de trilhas. E ainda há a possibilidade de fazer o passeio de barco.

Cinque Terre gourmet: não deixe de experimentar…

Basicamente, o passeio pelas terre consiste em circular entre as casas coloridas, tomar um gelato e degustar um ou outro petisco tradicional da região. Os frutos do mar fazem especialmente sucesso e, quando estiver em Monterosso ou Riomaggiore não deixe de provar o cone de frutos do mar, com calamares, camarão e peixes fritos bem temperadinhos com limão. Ah!

Mar de Cinque Terre
Esse Mediterrâneo não está para brincadeira, não!
Vaso de flor na janela
Sobre a beleza e a simplicidade

Há também cemitérios, castelos e estátuas que explicam um pouquinho sobre a história desse lugar tão especial. Mas, ah, o gostoso mesmo é passar por ali e aproveitar um dia bonito. Simples assim.

Monterosso al Mare, Cinque Terre, na Itália
Tons pastel por todos os lados!
cinque terre_monterosso_pier_Itália
Mais um pouquinho de Monterosso al Mare

Um pôr-do-sol incrível em Riomaggione

Quando já tiver passado por todas as vilas, provavelmente a noite estará caindo – e o cansaço, acredite, pesando. Por isso, um pouco antes do pôr-do-sol pegue um trem rumo Riomaggiore, a terre mais próxima de La Spezia. Quando chegar lá, dispute por um lugarzinho para sentar nas rochas à beira-mar e assista o sol caindo. Em silêncio.

cinque terre_por do sol_riomaggiore_Itália
O pôr do sol em Riomaggiore é de tirar o fôlego. Mesmo.