Bike tour em Liubliana: explorando os highlights da capital da Eslovênia

Liubliana_ Dragon Bridge

Liubliana é pequenina e acolhedora. Também é hospitaleira e sabe receber o turista com tanta gentileza que parece colo de mãe. A viagem, que foi uma continuação da visita ao Big Berry, no sul do país, fechou com chave de ouro e só me fez ficar ainda mais apaixonada pela Eslovênia!

Liubliana - Centro Histórico
Centro de Liubliana e suas casinhas em tons pastel

O centrinho de Liubliana é super charmoso com suas casinhas em tons pastel, mas não pára por aí… Tudo fica ainda mais encantador porque ali não circulam carros – apenas pedestres, bicicletas e carrinhos de golfe, em um serviço gratuito oferecido pela prefeitura. A Eslovênia não ganhou fama de Green Slovenia por acaso, né? Por isso, uma das melhores maneiras para explorar a cidade – que é bike friendly – é em um passeio de bicicleta, claro!

Postais de Liubliana
Postais de Liubliana

Liubliana de bike, a melhor opção

Um passeio de bicicleta pelo centro de Liubliana é uma ótima opção para conhecer o que a cidade tem de melhor. E isso é tão verdade que o órgão de turismo da cidade oferece tours guiados pelos principais pontos turísticos de Liubliana. Em apenas um dia é possível conhecer os principais pontos turísticos da cidade e ainda ficar com gostinho de quero mais. Um tour de bike também é uma ótima maneira de aproveitar um belo dia enquanto conhece os principais parques e centros culturais.

Tour de bicicleta e os principais pontos turísticos

O tour de bicicleta em Liubliana tem duração de três horas, é oferecido em inglês ou esloveno e inclui guia profissional, aluguel da bicicleta, capacete e um lanchinho com doces tradicionais eslovenos.

Liubliana_ Dragon Bridge
A famosa Dragon Bridge de Liubliana

O tour de bicicleta em Eslovênia começa no centro histórico e segue para a periferia da cidade. Tudo começa com a lenda que tornou Liubliana The Dragon City.  Não é exagero… Em Liubliana, você verá dragões por todas as partes! Nas placas dos carros, na bandeira da cidade, em vários escudos espalhados pelas lojas e, claro, na Ponte do Dragão.

Dragão, a lenda-símbolo de Liubliana

Bem, diz a lenda que a história de Liubliana começou com Jason e os Argonautas. Essa turma com nome de banda de pop rock foi responsável por fundar a capital do país!

Jason era um herói grego que roubou o Velocino de Ouro do rei do Mar Negro. Após o furto, Jason fugiu em uma nau chamada Argo até a foz do rio Danúbio. Juntamente com os argonautas, Jason chegou ao rio Ljubljanica. Como era inverno, decidiram acampar perto da nascente do rio Ljubljanica. Ali perto, encontraram um grande lago e um pântano onde vivia um dragão. Jason heroicamente lutou contra o monstro até matá-lo. E é por isso que Jason é considerado o primeiro cidadão de Liubliana.

A famosa Ponte Tripla

Liubliana_ Jakov Brdar
Uma das obras de Jakov Brdar no centro de Liubliana

No centro de Liubliana conhecemos a história da cidade, a famosa Ponte Tripla e vimos de pertinho a perturbadora obra do artista plástico Jakov Brdar.

Jardim Botânico, Tivoli Park e bairro de Krakovo: verde por toda parte!

Depois, pedalamos pertinho do rio Ljubljanica (onde vimos nutrias nadando sem timidez alguma) e seguimos para o charmoso Ljubljana Botanic Garden. Lá, ganhamos nossa cestinha de guloseimas com doces tradicionais eslovenos. Comemos por ali mesmo, porque garoava lá fora (mas a intenção era um pique-nique no parque Tivoli).

Liubliana - Jardim Botanico
Jardim Botânico de Liubliana: charmoso e cheio de cactos!

Metelkova mesto: Liubliana respira arte de rua!

Conhecemos as hortas do bairro de Krakovo – onde os moradores ainda mantém aquele ar de roça enquanto ainda cultivam os próprios vegetais no quintal, em casas localizadas bem no centro da cidade (Green Ljubljana again, babe!).

O Parque Tivoli e sua exposição permanente nos encantou sim, mas foi Metelkova mesto, um centro de cultura alternativa, que me surpreendeu de verdade! O nosso tour terminou ali, cheio de arte, cores e graffitti. Inspiração para dar e vender!

Metelkova mesto: o centro cultural alternativo em Liubliana
Metelkova mesto: o centro cultural alternativo em Liubliana

A área repleta de grafitti recebe exposições de arte, exibições e festas onde se apresentam DJs do mundo todo. Tudo começou quando em 1993 um grupo de artistas ocupou o antigo complexo do exército austro-húngaro (construído no final do século 19) para evitar que ele fosse derrubado. Metelkova mesto então se encheu de vida e cor e vive até hoje como um centro de arte alternativo.

Liubliana_ Metelkova mesto

E o que faltou conhecer no tour?

Infelizmente o castelo de Liubliana ficou para depois – mas esse é só mais um motivo para voltar a Liubliana, né?  Localizado no topo de uma montanha, bem no centro da cidade, o castelo medieval é o edifício mais marcante do skyline de Liubliana.

Como fazer a reserva do tour de bicicleta?

O tour de bicicleta em Liubliana é sazonal. Ou seja, só é oferecido de abril a setembro, por causa da temperatura (ninguém quer andar de bicicleta no frio, né?).  A reserva pode ser feita online no site da secretaria de turismo de Liubliana.

Como chegar em Liubliana

Liubliana é facilmente acessada por avião, trem ou ônibus. Por exemplo, há ônibus direto para Bologna, na Itália, ou Munique, na Alemanha. O aeroporto de Liubliana recebe vôos de Bruxelas, Munique, Istambul, Londres, Vienna e por aí vai. Acredite, chegar em Liubliana não será um problema!

Liubliana no Outono
Assim é Liubliana no Outono: toda amarela!

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Hotel Park – Urban & Green, um hotel três estrelas super bem localizado, a 700 metros do centro histórico e com um café-da-manhã delicioso. Um ótimo custo-benefício – afinal, você irá perceber que os preços em Liubliana não são tão amigos assim, viu?

Onde comer em Liubliana

Para ter uma experiência gastronômica autêntica eslovena é preciso mergulhar nas tradições. Há muitas opções de restaurantes nas margens do rio Liublianica, porém geralmente são mais caros e menos tradicionais – enfim, super turísticos. Mas nem tudo está perdido! Há algumas pérolas escondidas no centro histórico.

Frutos do mar e vinho

Vino e Ribe - Liubliana - Onde comer
Vino e Ribe, em Liubliana: frutos do mar acompanhados de vinho esloveno

Ok, frutos do mar não são bem a especialidade eslovena. Mas os vinhos são! No Vino & Ribe pratos com lulas, sardinhas, camarões, polvo e diferentes de peixes são bem servidos com vinhos típicos eslovenos: Malvasia e Refosco. Quer mais? A taça é super barata: apenas € 1,80!

Comida tradicional eslovena

Um achado é o Druga violina, localizado no centro histórico, com comida autêntica eslovena, em um ambiente aconchegante e preços amigos. O destaque fica para o idrijski žlikrofi, um tipo de dumpling recheado com batata que é uma delícia. A proposta do Druga violina também é interessante: o restaurante emprega pessoas com necessidades especiais e, por isso mesmo, o atendimento é mega atencioso. Vale incluir o restaurante no roteiro, viu?

Para apaixonados por café

Para quem não vive sem café (que nem eu!), o Cafetino é um oásis! O pequeno e aconchegante café oferece uma carta gigantesca com tipos de café do mundo inteiro. Tem brasileiro? Claro que tem! Mas tem também café indiano, do Iemên, de Java, Galápagos e os clássicos peruanos, colombianos e guatemalteco.

Hamburguer vegano? Tem também!

Se você é vegano, o Organic Garden é o seu lugar! A pequena lanchonete oferece algumas boas opções de hambúrgueres veganos com pão colorido (esse tipo de lanchonete virou febre na Europa!). Experimentei o Yellow Burger e o Black Burger e ambos são delicioso.

Organic Garden - Liubliana - Onde comer
Organic Garden: o melhor hambúrguer vegano de Liubliana

Um jantar com vista

Para um jantar romântico ou simples café com uma vistá incrível, siga até o Skyscraper – Nebotičnik, restaurante, bar e café com uma das melhores vistas do skyline de Liubliana, com vista para o castelo.

Informações úteis sobre Liubliana:

Localização: Liubliana está localizada no centro da Eslovênia, país que faz fronteira com a Áustria, Croácia, Itália e Hungria.
Moeda: Euro (EUR)
Idioma: Esloveno
Melhores meses para viajar: De maio a setembro, quando os dias são longos, as temperaturas são amenas e é possível fazer passeios a pé na cidade, sem congelar por causa do frio!

Dicas extras!

Está pensando em reservar um hotel em Liubliana? Eu uso o Booking para garimpar boas ofertas e ler resenhas de quem já viveu a experiência. Lá, você encontrará uma boa seleção de hotéis, hostéis, chalés, guest houses e pousadas para todos os tipos de bolso e um ranking feito por usuários com o melhor custo-benefício. De quebra, você ainda ajuda o blog a crescer sem pagar nada a mais por isso. É um win-win! 

Postais de San Marino: uma joia no coração da Itália

Vista do castelo de San Marino no outono

Imagine um país pequenininho encrustrado na Itália e bem próximo à costa do Mar Adriático. Esse país tem um castelo no alto de um penhasco e uma cidadezinha medieval charmosa com ruelas e becos de pedra. De lá do alto, dá para ver o mar no horizonte e as pequenas cidades que o rodeiam. Parece um sonho, né? Mas essa joia existe, tem nome e sobrenome: San Marino!

A menos de uma hora de Rimini, San Marino é o estado nacional mais antigo do mundo. San Marino é o nome do país, com apenas 61 km², e o nome da capital também – o foco desse post, aliás é a cidade. A cidade de San Marino também é aquele tipo de lugar tão charmoso que a gente coloca na bucket list só para poder se encantar um pouco. Mais: em apenas um dia você conhecerá o principais pontos turísticos da cidade!

Vista de San Marino

Breve história de San Marino

San Marino surgiu em 301, quando o cristão Marinus se refugiou no Monte Titano para escapar de perseguições. Os anos passaram, a comunidade que ali vivia cresceu e San Marino ganhou estatutos em 1600, considerados a mais antiga constituição do mundo. Hoje em dia, San Marino é dona de uma das rendas per capita mais altas da Europa. San Marino e o Monte Titano foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2008.

As casinhas de San Marino

Viela de San Marino

Onde fica San Marino?

San Marino está localizada a menos de 10km da Riviera Romagnola. Por isso, é o passeio perfeito para quem está passando o verão nas praias de Rimini ou Riccione. Também vale uma visita se você está em Bologna, conhecendo as delícias da gastronomia da região.

San Marino no outono

San Marino: o que fazer no pequenino país?

O passeio por San Marino consiste basicamente em explorar as ruelas da cidade medieval no alto do Monte Titano. A 700 metros de altura, dá para ver o mar lá do alto!

Ruela San Marino

Vista – Uma das coisas mais incríveis de San Marino é a vista. Há um mirante, mas a vista mais impressionante e bonita de verdade é aquela com o castelo na beira do penhasco. Por isso, não deixe de caminhar entre as torres em busca do melhor ponto para a fotografia perfeita.

As Três Torres – Guaita, Cesta e a Torre del Montale são os principais pontos turísticos da cidade de San Marino.

A Primeira Torre (Rocca Guaita) foi construída na metade do século XV e é onde  as pessoas costumavam se abrigar durante os cercos. Alguns quartos foram usados como prisão até outubro de 1970.

Castelo de San Marino no Outono
Castelo de San Marino no Outono

O trecho que leva a Primeira Torre a Segunda Torre é  o mais charmoso (como a foto aí em cima mostra)! O trecho de muralhas pertence aos restos da segunda muralha da cidade construída no século XIII. A cidade de San Marino foi fortificada por três muros da cidade construídos em três períodos diferentes e que, infelizmente, foram demolidos para permitir que a cidade se expandisse.

A Segunda Torre está localizada no segundo pico do Monte Titano, o mais alto, a 756 metros de altura. Ali também está o Castelo do Cesta, também chamado Fratta. Construída no final do século XI, a Segunda Torre era a sede da guarita e também abrigava algumas celas de prisão. Ali hoje está o Museu de Armas, com mais de 500 objetos de diferentes períodos, entre a Idade Média e o final do século XIX. Ingresso: 3 € (cada torre) ou 4,50 € (para visitar a Primeira e a Segunda Torre).

A Terceira Torre foi construída no século XIII e tem a melhor posição para os vigias que protegiam o lugar.

Basilica del Santo – Construída em 1826, a basílica com estilo neoclássico é um edifício grandioso que chama a atenção entre as ruelas apertadinhas da cidade. Ali está guardada uma urna com os restos mortais de San Marino.

E, sim, compras! San Marino é uma zona tax free. Por isso, não se assuste com a quantidade de lojinhas vendendo perfumes, maquiagens, óculos e itens de couro. É uma ótima oportunidade para economizar alguns euros naquele item que você está sonhando há tempos.

San Marino: quando ir?

A melhor época para ir a San Marino é na primavera. No verão, as ruelas são lotadas de turistas. No outono, o lugar fica incrivelmente lindo com as folhas alaranjadas, porém venta demais. No inverno, diversas passagens (como o trecho que liga uma torre a outra) são fechados por causa da neve.

Vista castelo San Marino
Vista castelo San Marino

Como ir de Rimini ou Bologna a San Marino

Bologna – San Marino:
A maneira mais fácil para ir de Bologna a San Marino é por meio do shuttle que sai do aeroporto de Bologna. O trajeto custa 20 € ou 25 € comprando o bilhete com o motorista. Outra maneira mais trabalhosa (e demorada!) é indo de Bologna a Rimini de trem e depois pegar o ônibus que liga Rimini a San Marino.

Rimini – San Marino:
A melhor maneira de ir de Rimini a San Marino é por meio do ônibus que sai na frente da estação ferroviária de Rimini. O ponto está localizado próximo ao Burger King. O bilhete custa 5 € o trecho. Para encontrar o melhor horário, acesse aqui.  Atenção: verifique os horários de acordo com a estação do ano. Há diferentes horários para o verão (“corse estive”) e inverno (“corse invernale”).

E que tal conhecer Rimini, cidade com as praias mais badaladas na Itália?
+ Rimini: 5 coisas que você deve fazer na sua próxima viagem

Big Berry: 5 motivos para se apaixonar pelo interior da Eslovênia

Eslovenia - Bela Krajina - Big Berry3

Há tempos sonhava em conhecer a Eslovênia. A um pulinho da Itália e da Alemanha, o país ainda é relativamente pouco explorado turisticamente – e isso traz grandes vantagens em relação aos vizinhos mais badalados. Então, quando a Ju França do Eu Ando Pelo Mundo me convidou para conhecer a Eslovênia (e escrever sobre no blog dela!), eu não pensei duas vezes. Foi assim que acabei conhecendo o luxury lifestyle resort  Big Berry.

Big Berry: só mais um glamping na Eslovênia?

Confesso que demorei para entender qual era o conceito do Big Berry. Um camping de luxo ou lifestyle resort? À primeira vista, a gente até pensa que o lugar é um glamping (palavra que define camping com o conforto de hotéis de luxo), mas não é só isso.

Eslovenia - Big Berry - Casas móveis
A nossa casa móvel no Big Berry

A hidromassagem e a estrutura oferecida em cada uma das casas móveis dão o tom de luxo ao lugar. Foi preciso eu ir até la para entender do que se tratava: um glamping sim, mas volta

Campeonato de vôlei - Big Berry - Eslovenia
Estava rolando um campeonato de vôlei no Big Berry!

do para experiências e contato com a população local. E é a equipe internacional do Big Berry que faz a diferença: eles mantém o relacionamento de proximidade entre o viajante e os habitantes dos vilarejos ao redor.

 

 

Eslovenia - Big Berry
Paraíso verde, será?

Lá, é possivel ter o melhor de Bela Krajina, região do sul da Eslovênia onde Big Berry está localizado, e da Green Eslovenia – apelido que o país ganhou por causa das suas áreas verdes.  Quer jeito melhor de viajar? Eu acho que não existe.

Rio Kolpa e suas águas calmas

O Big Berry está localizado nas margens do rio Kolpa, bem na fronteira com a Croácia. O lugar é um pedacinho do paraíso e o rio Kolpa uma calmaria que só.

Rio Kolpa - Eslovenia e Croacia Olá, Eslovênia! Olá, Croácia!

Mas nem todo o Kolpa é assim – e até fizemos rafting por ali, com um passeio oferecido pelo Kolpa Adventures. Uma aventura deliciosa pela território neutro, que são as águas do rio entre os dois países.

As inesquecíveis cestas de café da manhã

Eu confesso que um dos momentos mais esperados do dia era o café da manhã. As cestas oferecidas pelo Big Berry são inesquecíveis. O pão esloveno é a oitava maravilha do mundo. Depois que você provar o iogurte produzido pelos produtores locais, nunca mais gostará das versões vendidas em supermercado.  E a manteiga ghee? Ah, a manteiga ghee! <3

 Café da manhã no Big Berry: saudável e delicioso! Cesta de café da manhã no Big Berry: saudável e delicioso!

O que eu posso dizer é que essa cesta de café da manhã já valeria a viagem. Mas o Big Berry oferece muito mais…

Vinhos na Eslovênia? Tim-tim!

Outra experiência deliciosa foi a degustação de espumantes eslovenos com a Semiška Penina. A degustação de espumantes produzidos com a uva modra frankinja, popular na região, aconteceu durante o pôr do sol.

degustação de espumantes eslovenos - Semiška Penina degustação de espumantes eslovenos, da Semiška Penina

Encanto é pouco para definir essa experiência.

Vinho - Eslovênia - Big Berry
Vinhos na Eslovênia? O tempo todo!

Degustação de óleos vegetais

Eu perdi um pouco o controle na degustação de óleos vegetais produzidos pela Oljarna, confesso. Isso porque costumo usar óleos vegetais na minha rotina de skincare. E, bem, a Oljarna produz 25 tipos de óleos vegetais prensados a frio – inclusive algumas variedades super diferentonas, como óleo de semente de romã.

Degustação de óleos vegetais - Oljarna Degustação de óleos vegetais, na Oljarna

Sai de lá com cinco óleos: rosa mosqueta, semente de damasco, semente de uva, cânhamo e cuminho preto (que valem um post especial sobre o assunto!). Enfim, um tratamento de pele completo!

As vilinhas eslovenas são um charme

Imagine vilinhas que mais parecem ter saído de contos de fadas rodeadas por verde, muito verde.

Eslovenia - Bela Krajina - Big Berry3
Povoado da Bela Krajina, na Eslovênia
Bela Krajina - Eslovenia
Bela Krajina, na Eslovênia, sendo uma gracinha

A população do interior da Eslovênia não está acostumada a receber turistas e todas as vezes que diziamos que eramos de fora, era uma festa só! O povo esloveno é gentil, atencioso e hospitaleiro como ninguém.

Vila na Bela Krajina, Eslovênia Vila na Bela Krajina, Eslovênia

Quer uma dica? Se você procura um lugar que combina descanso, cultura, natureza e luxo, a  Eslovênia é o destino perfeito para você!

Berloques de viagem: 4 lembranças eternizadas em prata

Berloques de viagem em prata

Corta para o verão de 2014. Foi quando minha paixão por berloques de viagem começou.

Minha prima, minha irmã e eu decidimos que era hora de nos aventurarmos em uma viagem juntas. Sabe aquela história de trinta coisas para fazer antes dos 30? Então, ela começou a pesar. Eu queria conhecer trinta países antes de fazer trinta anos, queria voar de balão, tirar fotos com um cavalo-marinho, colocar os meus pés no Oceano Pacífico. Tanta coisa! De repente, a gente sentiu que a vida estava passando muito rápido… Era hora de mergulhar mais fundo.

E desde então eu tenho colecionado berloques de viagem em prata.  O que uma coisa tem a ver com a outra? Senta que lá vem história!

Berloques de viagem e um roteiro inesquecível pela Europa

Todo o roteiro de quase trinta dias foi combinado via Skype com cerca de três meses de antecedência. Começaríamos a viagem por  Barcelona, depois Palma de Mallorca, em seguida voaríamos para Bologna e de lá conheceríamos Florença e Roma. De Roma, viajaríamos para Tessalonica, seguida por Atenas e Míconos. Depois, o destino era a Turquia, onde voaríamos de balão na Capadócia, visitaríamos a mesquita azul em Istambul e nadaríamos nas montanhas de algodão em Pammukkale. Penúltima parada: Paris. E depois de uma dose de cultura (o plano era desvendar o Louvre!), era hora de fechar a viagem com chave de ouro nas festas de Ibiza. Roteiro perfeito, né? E, olha, ele não é nada comparado às histórias inesquecíveis que rendeu. Os berloques que eu carrego na minha pulseira contam cada uma dessas histórias!

Comemorar o aniversário de 26 anos na Catalunha

Berloque de Viagem em Prata -Bandeira da CatalunhaFoi em Barcelona que eu comemorei meu aniversário de 26 anos. E foi em Palma de Mallorca também. Em Barcelona dançamos a noite inteira com indianos e tomamos tequila em uma balada à beira-mar chamada Opium. Lá pelas quatro da manhã, seguimos pouco sóbrias rumo ao aeroporto. Dormimos na frente do gate e quase perdemos o vôo! A festa continuou em Palma de Mallorca, onde caímos sem querer em uma balada cheia de alemães. Foi quando eu prometi a mim mesma que sempre conheceria uma nova cidade no meu aniversário – esse ano foi Liubliana, na Eslovênia. Comemorei um pouco atrasada, mas comemorei!

O berloque escolhido? A bandeira da Catalunha, claro! O preço? R$ 89,90.

Na Itália, a paixão me pegou!

Berloque de viagem em prata - Coliseu na Itália Assim que o avião aterrissou em Bologna eu me encantei pela cidade. Tão  diferente de tudo o que eu já havia visto… Tão única! Ali conhecemos um rapaz italiano chamado Cosmo, estudante da Universidade de Bologna, que nos mostrou um pouco sobre a cidade e nos contou sobre a Universidade – a mais antiga do Ocidente. Fiquei tão encantada pela Universidade de Bologna (em particular, pelo prédio da biblioteca) que jurei que estudaria ali um dia. Quatro anos depois, cá estou eu fazendo o mestrado que tanto queria. :)

Já em Florença, foi o por-do-sol que me encantou. Depois de assistirmos o que talvez foi o por-do-sol mais bonito que eu já vi na vida com direito a música, vinhos e queijos, seguimos para uma festa com vista para o skyline de Florença. Lá, me encantei por um francês. Pronto, já tínhamos um convite para conhecer a Cidade Luz de um jeito que só as comédias românticas mais água com açúcar poderiam inventar.

Foi em Roma, entre vespas e uma proibição de entrar no Vaticano com short curto, que comprei a minha pulseira de prata e comecei oficialmente a acumular boas histórias em forma de berloques.

O berloque de viagem do Coliseu é feito em prata e custa R$ 69,90.

Ah, a magia da Capadócia…

Berloque de viagem em prata - Balão na CapadóciaProvavelmente atingir o nirvana é a sensação mais próxima do que é voar de balão pela Capadócia. As paisagens, a luz dourada do amanhecer, os perfumes. Ah, os perfumes! Absolutamente tudo por lá é mágico. Se um dia você tiver a chance de voar de balão na Capadócia, voe. A experiência é realmente muito especial.

 

 

O berloque de viagem de balão em prata é cravejado com zircônias e custa R$ 139,90. Lindo, lindo!

 

Paris, a cidade mais romântica do mundo?

Berloque de viagem em prata - Torre Eiffel em Paris

Ah, Paris! Eu tinha grandes expectativas sobre a Cidade Luz.

O que eu posso dizer é que definitivamente Paris não é minha cidade no mundo. Quer dizer, a nossa estada em Paris foi mágica, sim. Conhecemos rooftops escondidos com vista para Notre Dame, passeamos pela cidade à noite sob as luzes da torre Eiffel… Não conheci Paris como uma turista – não dessa vez. Mas aprendi que Paris sabe ser a cidade mais romântica do mundo – essa fama não é à toa. A paixão que começou em Florença, no entanto, acabou em Orly. Então eu e minha prima afogamos nossas mágoas (que mágoas?) em Ibiza. O que sobrou dessa história? Um berloque em forma de torre, claro!

O berloque de viagem mais romântico (ou nem tanto, vamos combinar) da minha pulseira: a Torre Eiffel! Em prata, ela custa R$ 59,90.

Berloques de viagem: um novo jeito de carregar memórias

Eu costumo dizer que os meus netos terão minha pulseira como herança. Desde essa viagem, minha vida mudou drasticamente. Não posso carregar muita coisa na mala, então eu lido com a arte do desapego todos os dias. Compro menos coisas, consumo infinitamente mais experiências. Tenho uma vida mais focada em experimentar e não acumular objetos.

É na minha pulseira que eu guardo meus melhores momentos. Cada berloque possui uma – ou várias! – histórias especiais para contar. O que eu quero da vida? Só que ela seja cheia de momentos como esses.

E como a vida e a lista de desejos não param já tenho planos de acrescentar mais berloques de viagem à coleção: passagem de avião, passaporte (em homenagem à cidadania italiana!) e globo terreste. Enfim, é o presente perfeito para quem ama viajar!

Boas notícias! Esse post foi criado em parceria com a loja  Amo Berloque.
Isso significa que leitorxs do blog ganham um desconto de 10% com o voucher HELLO_DAMAS
Quer mais? O preço dos berloques de viagem começam em R$ 4,90 (bijuteria) e R$ 19,90 (em prata).

Algarve: explorando as praias que são um pedacinho do céu em Portugal

Praia do Camilo - Lagos - Algarve - Portugal

É verão na Europa! E o Algarve é aquele tipo de lugar que dá vontade de voltar todo ano. Essa região do sul de Portugal é casa de comidinhas deliciosas (em cada esquina há um pastelzinho de nata te convidando para uma pausa para o café!), praias de tirar o fôlego, centros históricos pra lá de charmososclima solar e preços bem mais amigáveis do que outros países europeus. Tem também aquela sensação de que você está visitando um pedacinho do Brasil e até dá para se sentir em casa. Resumindo: se você procura um bom lugar para passar o verão na Europa, não deixe de visitar o Algarve!

Portas de Portugal - Portimão - Algarve
Azulejos portugueses: muito, muito amor!

Fui pela terceira vez para o Algarve e tive diferentes experiências. A primeira vez me hospedei em Faro, a segunda em Portimão e a terceira em Fuseta (em breve em um outro post!) e Lagos. Também passei um dia em Albufeira e… Bem, o que eu posso dizer é que entre as cidades algarvias que eu conheço, Lagos é de longe a minha preferida. E o motivo é bem simples: apesar de super turística e bem mais cara do que as outras cidades da região (e cheia de ingleses), Lagos é dona de algumas das praias mais lindas do Algarve. Melhor: dá para conhecer várias delas a pé!

Pastel de nata e galão no Algarve, em Portugal
Mas antes… Pausa para um pastel de nata acompanhado de um galão, o café com leite português!

Mapa: conhecendo as praias de Lagos a pé

Comecei o passeio pela Praia da Batata, a mais feinha de todas, confesso – mas que funciona como um aquecimento, vai. Ela fica pertinho do centro da cidade e por isso mesmo é um começo mais do que justo. Seguindo, está a Praia dos Estudantes. Pequena, mas com os famosos penhascos dourados começando a ganhar majestade. Na Praia da Batata existe um túnel entre as pedras que liga uma praia a outra.

Lagos: as praias mais bonitas do Algarve

Agora sim as praias começam a ficar bonitas de verdade! Próxima parada: Praia do Pinhão.  As águas claras e os penhascos já mostram porque o Algarve é um dos destinos mais famosos quando o assunto é praia.

Praia da Dona Ana

A praia Dona Ana é o lugar perfeito para você estender sua canga na areia e curtir o vai e vem das ondas sem pressa. Isso porque a extensão de areia disponível é maior do que nas outras praias. Boa notícia: você não tem que disputar espaço com muita gente!

Vista da Praia do Camilo, em Lagos, Algarve, Portugal
Vista da Praia do Camilo em Lagos, no Algarve

Praia do Camilo

Talvez aqui tenha sido criada uma das minhas definições pessoais de paraíso. As águas da Praia do Camilo são verdes e cristalinas… De tão calminho, o mar até parece uma piscina. As falésias douradas emolduram a faixa de areia disponível – que é bastante disputada.

Praia do Camilo - Lagos - Algarve - Portugal
Prazer, Praia do Camilo! Dá para ser mais incrível?

É definitivamente minha praia preferida e talvez a praia que seja o maior símbolo de toda a beleza do Algarve. Uma escadaria de madeira abre o caminho do topo das falésias até a praia e é um dos pontos mais famosos para tirar fotos do lugar. Existe um restaurante no topo da falésia para quem deseja fazer uma parada para o almoço, mas ali embaixo nadinha… Só a natureza!

Praia do Camilo Algarve Portugal
A foto clássica não pode faltar, né?

Transporte no Algarve: como montar um roteiro

Uma das melhores maneiras de viajar no Algarve é por meio de comboio – ou, em português brasileiro, de trem. O preço das passagens é barato e o serviço é OK (prepare-se para atrasos recorrentes de poucos minutos). E quando eu digo que o valor das passagens de trem no Algarve é barato, é barato mesmo! Olha só: de Olhão a Fuseta pagamos € 1,45, de Faro a Fuseta € 2,15, e de Faro a Lagos entre € 6 e € 11 (por 1h 45 de viagem). A velocidade dos trens, no entanto, é baixa e por isso a viagem pode ser sim cansativa. Mas, acredite, vale a pena!

Outra maneira muito popular para viajar no Algarve é alugando um carro. Esta era uma das nossas opções, mas mudamos de ideia porque não teríamos tempo hábil para conhecer as praias mais remotas. Mas se você pretende conhecer a famosa Praia da Marinha, definitivamente alugar um carro é uma ótima escolha!

Aeroporto no Algarve: aterrisse em Faro

Se você está se perguntando qual a maneira mais fácil de se chegar em Lagos e nas praias mais bonitas do Algarve, a dica é aterrissar no aeroporto de Faro. Ali, pousam companhias áreas budget friendly como a Ryanair e EasyJet, e outras grandes como TAP, Lufthansa, British Airways e Eurowings. E mais boa notícia: o aeroporto só fica a dez minutos do centro da cidade.

De Sevilha ao Algarve de ônibus

Se você está viajando pela Andaluzia e é que nem eu e sempre está buscando um bom motivo para emendar uma viagem na outra, pode ser uma boa ideia pegar um ônibus em Sevilha com destino a Faro. Você encontrará passagens que custam entre € 10 e € 30 e a viagem dura, em média, 2h30.

Onde se hospedar no Algarve?

A hospedagem no Algarve é relativamente barata – pelo menos fora de julho e agosto, altíssima temporada. Vou contar minha experiência em três cidades distintas e em diferentes tipos de hospedagem (porque sou dessas, hahaha):

Hostel bem localizado em Faro

Aqui foi a primeira vez que visitei o Algarve. Escolhi Faro por conta da proximidade do aeroporto, mas sofri com a distância da cidade e das praias mais bonitas. Por exemplo: inventei de conhecer Albufeira na manhã que tinha um vôo a tarde e quase perdi o vôo, porque o sistema público de transporte não é lá muito eficiente. Me hospedei no Le Penguin Hostel, um hostel super gracinha no centro da cidade com café da manhã incluso. O atendimento poderia ter sido mais simpático, mas a estrutura do lugar era boa, o hostel era limpinho e bem localizado.

Portimão: versão contos de fadas

Na minha segunda vez no Algarve decidi que deveria ficar mais perto das praias mais bonitas. Portimão parecia uma ótima ideia… E foi, em termos. É que ainda assim a viagem de Portimão a Lagos, onde estavam as praias incríveis que eu queria conhecer, era bastante cansativa. Esses comboios cansam, viu?

Quarto do Hotel Made Inn, em Portimão, Algarve, Portugal
Quarto do Hotel Made Inn, em Portimão, Algarve

A boa notícia é que Portimão também tem praias lindas, como a Praia dos Careanos. Melhor: o custo-benefício aqui, se comparado a Lagos, foi extremamente bom. Fiquei em um dos quartos mais legais que já me hospedei na vida. Paguei € 20 no Hotel Made Inn em um quarto inspirado em contos de fadas e café da manhã incluso.

Lagos: hotel pertinho de tudo

Para quem prefere ficar pertinho de onde tudo acontece, Lagos é o lugar! A cidade é recheada de bons restaurantes, cafés, tem uma marina gracinha, vida noturna agitada (é lotada de ingleses à procura de badalação!)… E, claro, paga-se por isso.

Centro histórico de Lagos Algarve Portugal
O centrinho de Lagos, que até parece Minas Gerais

Ficamos no Lalitana, uma guest house bem no centro da cidade. Com apenas seis quartos, a Lita, dona simpática do lugar, toma conta de tudo pessoalmente. O quarto era pequeno e o banheiro compartilhado. O preço? Pagamos € 70 a diária. Um café da manhã bem simples estava incluso, mas a guest house também oferece aulas de yoga, passeios na natureza… Na parte térrea, o Lalitana ainda conta com um restaurante vegetariano que é muito famoso em Lagos. Infelizmente, chegamos na segunda-feira e ele estava fechado. O menu parecia recheado de delícias… Fica para a próxima!

A  melhor época para visitar o Algarve

Sempre visitei o Algarve em junho, que considero uma ótima temporada, porque combina bons preços, clima bom e lugares menos cheios. Nos meses de julho e agosto o Algarve é lotado, os preços sobem e até estender a canga na areia e conquistar um lugarzinho sob o sol fica difícil!

Rimini, um novo lar para chamar de meu!

Fachada de edifício antigo em Rimini, Itália

As notícias da Terra da Bota dão conta de que, sim, eu voltei! Em letras garrafais e com muita emoção! Não, não para` Trento – onde reconheci a cidadania italiana. Minha nova casa é menos montanha e mais mar. Os Alpes viraram passado e agora eu chamo de lar Rimini, esse balneário super charmoso na riviera romagnola.

Marina de Rimini, itália
A marina de Rimini é o lugar perfeito para aquele passeio de fim de tarde

Pelos próximos dois anos morarei em Rimini, cidade muito especial para mim por uma única razão: é a terra que meu bisavô abandonou em 1899 para se aventurar no Brasil. Há cerca de trinta anos meu avô visitou a cidade para entrar em contato com os primos que ficaram. Não conseguiu. E agora eu estou aqui com essa maravilhosa missão!

Universidade de Bologna em Rimini

O outro motivo é que há uma semana comecei um master em Fashion Culture and Management na Università di Bologna. Isso significa que vem aí pela frente uma leva de posts sobre estudar fora, declaração de valor e como enfrentar os monstros da burocracia italiana.

Se você pretende fazer uma graduação ou mestrado na Itália, esses artigos poderão ser muito úteis.

Também quero fazer alguns posts sobre o master, que tem matérias interessantes no currículo, como e-commerce e made in Italy – que inclui visitas a escritórios de grandes marcas italianas, tipo Moschino. E, se eu perder a vergonha na cara, quem sabe não rolem também alguns vlogs contando toda essa experiência? Coragem, tem que ter coragem!

O que fazer em Rimini?

Rimini é uma comuna com quase 140 mil habitantes e está localizada na Emilia Romagna – que, por sua vez, possui como capital Bologna, também considerada capital gastronômica da Itália. Já Rimini ficou famosa nos anos 70 por ser um balneário internacional – a cidade fica lo-ta-da de russos no verão.

Praia de Rimini, Itália
O forte de Rimini não são as praias – mas o clima praiano é uma delícia!

O balneário é uma mistura de Ibiza com Santos. Em outras palavras: muitas festas, praias feias e lotadas no verão. Essa cidade arrumadinha e badalada, no entanto, possui outros atrativos além de praias e festas mucho locas, acredite.

Rimini é recheada de pontos interessantes para quem gosta de história. Também possui parques temáticos curiosos, como o Italia in Miniatura, bom para levar as crianças (de idade e coração). Melhor: Rimini está localizada pertinho de San Marino, um dos menores países do mundo, e definitivamente uma experiência para riscar da bucket list.

Vem comigo que eu vou te mostrar o centro storico, cantinho mais especial da cidade e onde estão espalhados os vários campi da Università di Bologna. Assim como outras cidades italianas, provavelmente você ficará encantado com a ideia de passear por um lugar e, de repente, encontrar um muro, prédio ou monumento com mais de dois mil anos de idade.

Principais pontos turísticos de Rimini: Arco de Augusto

É, juntamente com a Ponte de Tibério, meu monumento preferido na cidade. O arco marca a entrada na antiga cidade pela via Flaminia, que ligava Roma a Rimini, já em 27 a.C. Gosto de sentar na sorveteria que tem em frente, tomar um milk shake de cioccolato e ver o tempo passar.

Arco D'Augusto em Rimini, Itália
Arco D’Augusto: não é uma belezinha?

Quanta gente interessante já não passou por ali? E quantas boas histórias devem ter se perdido no tempo! Há mais de dois mil anos o arco resiste a guerras e imperadores.  Tempo é definitivamente um conceito muito estranho e esse arco é a prova disso.

Domus del Chirurgo

Passei diversas vezes por ali até que um dia percebi que a construção de tijolinhos com paredes de vidro guardava uma joia arqueológica. Bem no meio de uma praça está protegida o que um dia foi a casa de um cirurgião no século 2 d.C. Uma vez que o lugar estava bem conservado, foi possível reconstruir o ambiente e transformá-lo em uma espécie de museu.

E por que seria esta a casa de um cirurgião? Bem, no local foram encontrados cerca de 150 instrumentos cirúrgicos. Você ficará encantado com o mosaico do chão da casa do cirurgião e encontrará até uma ossada. A entrada custa 6 euros.

Ponte de Tibério

É impressionante o grau de preservação da Ponte de Tibério encomendada pelo imperador Augusto, em 14 d.C., mas só concluída sete anos depois, em 21 d.C. pelo imperador Tibério.

É também é impressionante que a ponte tenha sobrevivido a terremotos, a guerra entre godos e bizantinos e até uma tentativa de destruição do exército nazi na Segunda Guerra Mundial. Da Ponte de Tibério saíam as estradas romanas para o norte da Itália, via Emilia e via Popilia.

Ponte de Tibério em Rimini, Itália
A Ponte de Tibério é assim… Indestrutível

Anfiteatro romano

Fiquei em êxtase quando descobri que havia um anfiteatro romano na cidade, e logo lembrei do super bem conservado que existe em Verona. No entanto, a versão de Rimini – datada do século 2 d.C. – está em ruínas. Ali aconteciam espetáculos com gladiadores com até 12 mil espectadores.

Infelizmente, hoje o que existe é uma grade que evita que as pessoas entrem no lugar e mais nada. No centro da cidade, também existem as ruínas do teatro romano e o Castel Sismondo. O interessante é ver como a cidade se reinventa e se adequa às ruínas do próprio passado. Sim, eu tenho uma fixação por ruínas!

E não deixe de provar…

Cassone romagnolo em Rimini, Itália
Cassone romagnolo: uma das maravilhas da culinária italiana

E como cada região da Itália possui sua própria gastronomia, em Rimini não poderia ser diferente. Talvez esse valha um post a parte, mas já adianto: se estiver em Rimini, não deixe de provar o cassone e a piadina. Ambos são uma espécie de wrap recheados com mozzarela, prosciutto, speck, omelete ou salada. É uma delícia e serve como um lanche bem levinho.

Piadina del Porto, em Rimini, Itália
Piadina del Porto: um dos melhores lugares para provar piadina e cassone

Minha dica é provar esse prato no La Piadina del Porto. É uma portinha bem simples em frente à marina e com aquela combinação que a gente gosta: bom sabor, preço justo e atendimento simpático.

Como chegar de Bologna a Rimini: shuttle do aeroporto e trem

duas maneiras bem fáceis de chegar a Rimini saindo do aeroporto de Bologna. A primeira e mais prática é por meio do shuttle que sai do aeroporto de Bologna e vai até a estação ferroviária de Rimini (e também pára na Via Fada), bem pertinho do centro. Durante a alta temporada (verão), o shuttle também oferece paradas em diversas praias, como Bellariva, Riccione e Miramare. A dica é comprar a passagem com antecedência online pelo preço de €20 (é possível comprar a passagem com o motorista por €25).

Há ainda a promoção de €1 para horários diferenciados, da saída do primeiro e do último ônibus do trajeto. No entanto, é preciso comprar a passagem com pelo menos quinze dias de antecedência. O trajeto Aeroporto de Bologna- Estação Ferroviária de Rimini dura cerca de uma hora e meia.

Outra maneira de chegar em Rimini é pegando um ônibus do aeroporto de Bologna até a estação de trem (a passagem custa cerca de €6) e, em seguida, pegando um trem em direção a Rimini (a passagem custa a partir de € 9,85). O tempo do trajeto pode variar, mas o mínimo previsto é de duas horas no total.

Conheça San Marino, o pequeno país a menos de 20km de Rimini!
+ Tudo sobre San Marino: história, como chegar e o que você não pode deixar de conhecer

Islândia: as paisagens mais incríveis da terra dos elfos

cachoeiras da Islândia

A nossa ideia de um roteiro de 5 dias na Islândia começou no final de julho de 2017. Foi bem no meio do verão, quando Munique é tomada pela brisa fresca, festivais de arte acontecem por todo canto e novos surfistas pipocam no Eisbach… Bem, foi na melhor época para viver na Baviera que o namorado decidiu que queria passar o aniversário viajando. As nossas opções eram Grécia, Itália e Islândia. Queríamos verão e também não queríamos gastar muito.

Contrariando a lógica, a escolhida foi a Islândia. É que a terra do fogo e do gelo era o nosso único destino novo de verdade. A Islândia é uma bela combinação de vulcões, cachoeiras, encontro de placas tectônicas, gêiseres, hot springs, glaciares, lagos de gelos, além de focas e ovelhas. Belo e pacato, o país tem algumas das paisagens mais maravilhosas desse planeta. Acabamos optando por um roteiro de 5 dias na Islândia. E, apesar de ser um destino de viagem caro

Bem, todo perrengue vale a pena quando a alma não é pequena. :)

Uma lenda: assim surgiu a Islândia

Diz a lenda que a Islândia começou a ser povoada por um casal de vikings noruegueses na Idade Média. Os vikings também levaram mulheres celtas como escravas. Ali, essa gente criou o termo huldufólk, que significa “povo escondido”, para explicar criaturas como elfosduendesgnomos e trolls, que vivem nas terras islandesas – e muita gente acredita na existência ainda hoje.

Casa de Elfo - Islandia
Você já viu uma casa de elfo? Na Islândia, elas estão em toda parte!

Coloque em um recipiente a cultura viking, um pouco  da cultura celta e misture com paisagens de tirar o fôlego. Pronto, você terá ideia de como é a Islândia! Para nós, foi a melhor decisão de todas.

Resultado: uma viagem de carro pelo sul da Islândia em cinco dias. Com pouco planejamento e muita emoção. Com calorzinho no coração. Eu me apaixonei pela Islândia, gente.

Então aperta play em Lakehouse de Of Monsters and Men e vai:

Hora de seguir viagem…

Saindo de Munique: como é voar de Air Berlin?

Saímos de Munique em uma quinta-feira, às 21h-e-alguma-coisa. O vôo durou quase 4 horas. Voamos de Air Berlin – essa mesmo que decretou falência na mesma semana que voltamos de viagem. Chegamos no começo da madrugada.

Eu levei minha mochila de 60 litros como mala de mão, o namorado levou uma mochila de 30 litros. Compramos uma franquia para bagagem despachada e nela levamos todo o aparato para camping + comidas  + tripé da máquina (que não foi usado #shame).

O vôo foi um sofrimento, confesso. Comida de avião é ruim? É. Mas na minha opinião é a parte mais empolgante. É o auge, quando o vôo todo se anima. Barulhos de mesinhas, pessoas acordam do sono leve. Altas expectativas. Baixas expectativas. Virá um curry de frango com tabule de saladinha (sempre misturas estranhas) mais um cupcake de chocolate de sobremesa? Quem sabe. Uma coisa é fato: carne vermelha é sempre a pior opção.

Mas por ser um voo doméstico (a Islândia faz parte de Schengen) e a Air Berlin uma low cost (oi? a passagem custou cerca de 300 euros!), nada de snacks. Nada de televisãozinha. Nada de nada.

Um chocolate em forma de coração no final da viagem e só.

Enfim, a terra dos elfos: Islândia!

Aterrissamos no Aeroporto Internacional de Kéflavik e o caos estava instalado – talvez porque era véspera de feriado, talvez porque era alta temporada. Lotado, o aeroporto mais parecia a rodoviária do Rio de Janeiro em sexta-feira de Carnaval (#saudadesterrinha). A mala demorou pouco mais de 30 minutos para aparecer na esteira. Muita gente reclamando, alguns seres humanos dando barraco.

Muitos alemães (quase 50% dos vôos que chegavam no aeroporto saíam da Alemanha! eita povo com wanderlust na veia), alguns italianos, alguns espanhóis e muitos americanos em conexão de qualquer país da Europa continental  > Islândia > Estados Unidos. Pegamos um ônibus da Reykjavik Excursions até a rodoviária da cidade e caminhamos até a nossa guest house para descansar e nos prepararmos para o dia que viria.

Islandia - o que visitar
Para que lado eu vou?

Talvez a Islândia ainda precise de alguns ajustes quanto à estrutura de turismo. Visivelmente, o país não tem capacidade para receber o grande número de turistas que cresce todo ano.

O mundo inteiro em uma só ilha

Um dado que vale a pena saber: a Islândia recebe cinco vezes mais turistas por ano que o número de habitantes. São cerca de 330 mil habitantes no país (1/3 mora em Reykjavik) e mais de 1,7 milhão de turistas. Então basicamente funciona assim: não importa para onde você vá, só terão turistas. Inclusive, os “locais” que eu conheci eram turistas (quer dizer, fotógrafos que se mudaram para a ilha e vivem a doce, intelectualmente estimulante e aventureira vida islandesa).

Também é preocupante o impacto que o turismo tem nas paisagens da Islândia. As trilhas devem ser respeitadas porque a vegetação demora décadas para se recuperar. Ali, a natureza apesar de avassaladora é extremamente sensível. E esse é um dilema que o país que tem economia voltada para o turismo sofre todos os dias.

Ovelha - Islândia
As ovelhas dominam a paisagem (mais um motivo para amar a Islândia!)

Falando nisso, essa história de a Islândia ser um parque de diversões para os turistas pode soar muitas vezes artificial, quer ver?

Islândia: pratos típicos e iguarias

Vamos analisar agora os pratos típicos islandeses. O mundialmente famoso tubarão fermentado, o steak de baleia e a cabeça de ovelha são iguarias que a maior parte da população islandesa não consome no dia a dia. Bem, eram pratos consumidos antigamente… Mas hoje são apenas coisa-para-turista-ver-e-experimentar em restaurantes lotados por, veja só, turistas. Tipo restaurantes de pasta em Veneza. É italiano, mas não tão italiano assim.

Icelandic Fish and Chips
Fish and Chips islandês

No entanto, a cultura do fish and chips, do cachorro-quente com cebolas crocantes (conhecidos como pylsur), dos cafés incríveis e dos hambúrgueres ao ponto reina nessa terra. Afinal, a Islândia é o berço da cultura hipster! É o lugar onde as pessoas passam a noite de Natal lendo livros. Então melhor deixar a gastronomia para lá e aproveitar as paisagens e a música boa que esse país lindo tem para oferecer.

Roteiro de 5 dias na Islândia

Dia 1: o belo vulcão Eyjafjallajökull

Pela manhã, voltamos à rodoviária e pegamos um ônibus rumo a Thórsmörk (o Vale de Thor, em islandês), montanha situada entre os glaciares Tindfjallajökull e Eyjafjallajökull e um dos principais destinos para trekking da Islândia. Ali, carros comuns não tem acesso – apenas alguns poucos 4×4 e ônibus customizados. Isso porque há uma série de rios que só veículos anfíbios são capazes de atravessar.

Seljalandsfoss - Islandia
A bela Seljalandsfoss vista do alto
Thorsmork - Trekking in Iceland
þórsmörk: o deus Thor sabe das coisas

Durante as quatro horas de viagem o ônibus parou em alguns pontos turísticos, como a encantadora Seljalandsfoss. Enfim, estávamos nas Volcano Huts, aos pés do vulcão Eyjafjallajökull, que em 2010 parou muitos aeroportos na Europa ao entrar em erupção. Montamos a barraca, partimos rumo à trilha e nos deleitamos com as paisagens incríveis de cada trecho.

Eyjafjallajökull - Islandia
Eyjafjallajökull: famoso por parar aeroportos
Thorsmork - Trekking
Fim ou começo do mundo?

Em islandês, o nome Eyjafjallajökull significa “ilha com geleira e vulcão”.

Na trilha, encontramos uma charmosa casa de turfa islandesa. Com grama no telhado, essas casas são construídas para oferecerem melhor proteção térmica em climas severos.

Thorsmork - Iceland
Ops, um vulcão passou por aqui

Dia 2: onde comer em Reykjavik

No dia seguinte, um amigo que vive em Reykjavik passou para nos buscar nas Volcano Huts e partimos com destino à capital islandesa. Chegamos durante à noite e saímos para provar a comida local. Primeiro, nos aventuramos no famoso cachorro quente islandês, considerado o melhor do mundo (sinceramente, para quem vem da Alemanha a salsicha não é nada demais; para quem vem de São Paulo, faltou purê <3). O centrinho da cidade estava fervilhando!

Reykjavik Fish, na Islândia
Reykjavik Fish: descoladinho e com variedade de fish and chips

Seguimos rumo à região do porto e por lá escolhemos Reykjavík Fish, um restô hipster style com todo tipo de fish and chips que você pode imaginar. Eles também vendem o hákarl, o famoso tubarão fermentado (quatro pedacinhos tipo degustação custavam cerca de 12 euros). Mas o Joseph, nosso amigo fotógrafo (para fotos inspiradoras da Islândia, siga no Insta @joe_shutter) deu a dica: no flohmarkt perto do porto, o hákarl é encontrado por cerca de 2 euros.

Reykjavik é uma gracinha. Organizada, limpa e vibrante. Seu centro ainda preserva casinhas coloridas e lembram a pátria mãe, Noruega. Tudo ali é muito intimista, pequeno e aconchegante.

Dia 3: Lagoa Jokurlsalon e a Diamond Beach

Pela manhã, pegamos o carro alugado e voltamos para o sul da ilha. No caminho, demos carona para um casal de franceses muito simpáticos até Seljalandsfoss. O plano deles era fazer a trilha de cerca de 4 dias.  Ali pertinho da Seljalandsfoss existe uma trilha que leva ao alto da cachoeira e de onde se tem uma vista muito bonita!

Seguimos para a Lagoa Jokurlsalon e para a Diamond Beach. Esse é definitivamente o passeio que você não pode perder na Islândia.

Os highlights da Ring Road

De Reykjavik à Lagoa Jokurlsalon são cerca de cinco horas de viagem na Ring Road, a principal rodovia que liga as cidades da costa do país formando, adivinhe só, um anel. Não faltam cachoeiras, vulcões, campos de lavas e geleiras para admirar no caminho. E apesar de tudo isso ser incrível, a Lagoa Jokurlsalon que repousa na base do Vatnajökull, maior glacial da Islândia (ele cobre 8% do país!), coloca todos os outros passeios em perspectiva.

Lagoa Jokurlsalon Iceland Glaciar 4
Parece glitter, mas é só um pedacinho da maravilhosa Lagoa Jokurlsalon

Sinceramente, é uma das paisagens mais maravilhosas que eu já vi na vida. Ali, focas brincam em meio ao gelo e o silêncio impera. O vulcão adormecido, o gelo que flutua sobre a lagoa, o barulho da natureza em atividade… Tudo isso lembra o quão pequenininho a gente é.

Na lagoa há empresas que oferecem passeio de barco, mas eu sinceramente acho uma tremenda invasão. Os barcos quebram o silêncio do lugar. Ali as coisas são bonitas como são, sem interferência humana.

Lagoa Jokurlsalon Iceland Glaciar
Lagoa Jokurlsalon e o glaciar como cenário. Existe lugar mais lindo?

Outro detalhe importante é que a Islândia não cobra a entrada na maioria das atrações naturais. Os vulcões, geleiras, cachoeiras e lagoas estão ali, expostos para quem quiser desbravar. A população ganha dinheiro com serviços de hotéis, restaurantes, passeios… Mas, olha, a dona do negócio ainda é a natureza.

Islândia
Hora mágica na beira da estrada <3
Islandia - Hora magica
Difícil abrir os olhos no pôr do sol, gent

O povo islandês tem uma relação muito próxima com a natureza e com a terra onde vivem. Há um respeito e a consciência de que tudo é mutável. Os diversos campos de lava estão ali para lembrar isso. A História existe para nos lembrarmos disso.

Diamond Beach - Iceland
Diamond Beach e seus diamantes de gelo: a praia mais bonita do planeta (eu acho)

Do outro lado da pista está a Diamond Beach, uma praia de areia negra vulcânica onde pequenos cristais refletem a luz do sol. Coisa linda, gente. Por ali as focas também recebem os visitantes com brincadeiras no oceano gelado. Ficamos algumas horas admirando a paisagem – e mais nada.

Adrian no Gelo Flutuante
Tente tirar fotos no gelo, escorregue e tome um banho de mar gelado

Então quando a noite começou a cair, partimos para o Parque Nacional Skaftafell, onde armaríamos nossa tenda.

Dia 4:  Skaftafell e a trilha para o glacial

Pela manhã, fizemos a trilha para visualizar o glaciar do alto. No caminho, havia mais uma bela cachoeira.

Parque Nacional Skaftafell - Islandia
Skaftafell: onde fogo e água se encontram

Pegamos estrada rumo ao Golden Circle, rota turística mais conhecida do país. No caminho, parada para tentar avistar lundis (puffin, em inglês, ou papagaio-do-mar, na língua de Camões) no farol. Sem sucesso. Mas encontramos ovelhas simpáticas beirando o precipício beira-mar e a visita valeu a pena.

Chegamos só a noite no acampamento Skjol, no Golden Circle. Montamos nossa barraca e jantamos uma deliciosa pizza no bar super agradável do lugar. Diferentemente da maioria dos lugares, o bar do Skuggi não fechava às 20h mas às 23h! Ponto para eles.

Dia 5: Golden Circle e Lagoa Secreta

Enfim, o último dia de nossa passagem relâmpago na Islândia. Visitamos a bela cachoeira Gullfoss e os gêiseres. Após tanta correria, já era hora de relaxar um pouquinho. Pulamos outros pontos turísticos do Golden Circle, como o Parque Nacional Thingvellir, onde está o encontro das placas tectônicas da Eurásia e América do Norte.

Geyser - Golden Circle Iceland 2
Um dos gêiseres do Golden Circle

Seguimos para a Lagoa Secreta, localizada em Flúdir, uma alternativa mais interessante que a badalada Blue Lagoon. Bem, mais interessante por dois motivos:

Blue Lagoon x Secret Lagoon: qual é a melhor?

  1.  Criada em 1891, a Secret Lagoon é a primeira piscina da Islândia. É também uma experiência mais autêntica do que sua irmã rica, na minha opinião. Ali, a água que sai de vários pontos geotermais esquenta os visitantes com temperaturas que variam de 38 a 40 graus. O chão da piscina e ao seu redor foram construídos com pedras da região. Ali ao lado, um pequeno gêiser entra em ebulição a cada cinco minutos.  A Blue Lagoon, por sua vez, é uma experiência para quem procura luxo, com bom restaurante e tratamentos de spa.
  2. A Lagoa Secreta é mais barata do que a Blue Lagoon, tem menos turistas e é mais intimista.
Secret Lagoon x Blue Lagoon - Iceland - Hot Springs
Hot springs ao redor da Secret Lagoon

 

Secret Lagoon x Blue Lagoon - Iceland
Secret Lagoon: intimista e menos badalada que sua irmã Blue Lagoon

E o que perdemos na Islândia…

Todo o resto – que não é pouca coisa. A Islândia é um país onde a expressão “pegar a estrada” significa que provavelmente você verá as paisagens mais bonitas da sua vida. Dificilmente um viajante com poucos dias no país verá todos os destinos que o lugar oferece, porque eles são muitos.

Ovelha Islandia 5
Mais ovelhas – é impossível cansar delas!

Aliás, muita gente passa cerca de uma semana em apenas uma trilha. Outras pessoas se arriscam em percorrer o país inteiro pela Ring Road em cerca de 10 dias (são cerca de 500km dirigidos por dia). Esse é o mínimo viável, eu diria. Pode ser uma boa ideia para quem quer ter uma noção de como as paisagens variam na ilha.

No final de contas, eu acho que a Islândia é o tipo de lugar que vale várias viagens. Em um roteiro de 5 dias na Islândia é possível ver o principal, mas muita coisa interessante ainda ficará de fora. Ainda quero ver a aurora boreal no inverno, conhecer os fiordes do oeste e o norte do país. Afinal, viajar a conta-gotas também pode ser uma ótima ideia!

7 dias, 1 road trip até a Argentina e 48 horas em Buenos Aires

Rio Sujo em Buenos Aires

Minha vida, 48 horas em Buenos Aires e as road trips na Argentina tem um caso sério.

E tudo começou lá atrás, quando eu ainda usava franja.

Ponte - Road Trip América do Sul

No auge dos meus 6 anos, meu primeiro documento de identificação foi um passaporte. Foi em Uruguaiana, divisa com Argentina, que minha irmã e eu tivemos nosso passaporte verde escuro emitido – sem saber escrever, assinamos com o dedinho polegar. O passaporte era parte de uma viagem liderada pelos meus pais e que meus avós paternos participavam como nossos convidados especiais.

A primeira road trip na Argentina da minha vida…

Nosso plano era cruzar os Andes, chegar a Santiago no Chile e então retornar a São Paulo. Não pudemos e a culpada foi a falta de tempo. Talvez por conta da falta de planejamento – que nunca foi o nosso forte em road trips. Era sempre assim: “vamos?”, “vamos!”.

Nessa de “pegar o carro e ir”, minha avó deixou para trás a carteira de registro de imigrante dela. Barrada sem documentação, tivemos que esperar na fronteira até que a carteira chegasse via Correios. Por isso, a viagem foi resumida a Buenos Aires, Uruguai e as belas vinhas e macieiras do sul do Brasil.

Segunda road trip: América do Sul me esta llamando, babe!

Anos depois, meu pai, minha irmã e eu tentamos reproduzir uma viagem parecida, porém mais audaciosa. Dessa vez, subimos até o Acre, cruzamos o Peru com direito a Machu Picchu, demos um pulinho em La Paz, na Bolívia, passamos pelo maravilhoso deserto do Atacama no Chile e conhecemos de pertinho o inesquecível Salar do Uyuni.

Passei mal horrores subindo os Andes. Nos perdemos no deserto. Fizemos o caminho do trilho do trem em Águas Calientes. Queimei dois chuveiros. Conhecemos o norte da Argentina, tão esquecidinho nos guias de viagem. Foi uma viagem transformadora… Mas, adivinhe? Novamente Santiago ficou para depois. Tivemos apenas 23 dias para um percurso de quase 12 mil quilômetros.

Terceira road trip: Buenos Aires é a atração principal

No final de 2016, meu pai me convidou para mais uma road trip. Dessa vez, o destino seria Gramado. Logo ali, 1120 quilômetros de distância de São Paulo – pertinho demais. Sugeri: por que não esticamos até Buenos Aires, hein? Apenas 1130 quilômetros a mais na conta, ué.

Parece ideia de gente louca, eu sei. Mas ele topou! Não, não foi dessa vez que chegamos a Santiago de carro, infelizmente. Afinal, tínhamos só uma semana entre o Natal e o Ano Novo para o percurso completo! Mas essa foi uma viagem muito parecida com a viagem que fiz com meus avós quando pequena e, por isso, ela ganhou um significado muito especial, já que eles viraram estrela no céu.

Cruzamos o Paraná e Santa Catarina. Visitamos a tão-distante São Borja (curiosamente, terra de dois presidentes do Brasil!) e descemos rumo a Uruguaiana. Compartilhamos a estrada com grupos de motoqueiros que – descobrimos depois – estavam fazendo o mesmo percurso que a gente. Cruzamos a fronteira, mais algumas centenas de quilômetros e lá estava a bela Buenos Aires!

Por que viajar para Buenos Aires?

Buenos Aires é uma das capitais mais vibrantes da América do Sul e exala cultura por todo canto. Não é por acaso que uma pesquisa – não tão nova assim… – revelou que o Brasil tem menos livrarias do que a capital porteña. Dá para acreditar?

Triste para nós, motivo de orgulho para os porteños.

Buenos Aires é uma cidade dominada por livrarias e sebos – e elas certamente farão parte do seu roteiro turístico em algum momento, mesmo que seja só para dar uma espiadinha.

A paixão dos argentinos é tão grande pelos livros que eles separam uma noite por ano para celebrar  visitar as livrarias da cidade a ‘Noche de las Librerías’. E você aí achando que quase morar na Livraria Cultura fosse motivo de orgulho, né?

Também não faltam museus, apresentações de teatro, shows de tango, charmosas cafeterias… É o tipo de cidade que eu moraria facilmente – se o preço dos alugueis não fossem tão altos, kkk.

Onde se hospedar em Buenos Aires?

Dormimos duas noites na capital argentina em um hotelzinho super simples, mas com boa localização (em Balvanera) e preço justo: o Hotel Nuevo Camino, por US$ 20,80 a diária em quarto duplo com ar condicionado em alta temporada. Atendimento simpático, quarto OK e bem no centro de Buenos Aires. Melhor: preço de hostel.

Não poderia ter escolhido melhor! Prenotei  o quarto via  Booking quando meu celular ainda pegava 3G no Brasil e problema resolvido!  :)

Um caso sério: transporte público na capital porteña

Chegamos em Buenos Aires pela manhã, deixamos o carro em um estacionamento ao lado do hotel e de lá só o tiramos quando pegamos estrada rumo a Montevidéu. Por causa do trânsito caótico e da falta de vagas, é muito mais fácil andar de transporte público em Buenos Aires do que com o seu próprio carro.

O transporte público em Buenos Aires, no entanto, não é tão amigável.  Para usar o metrô e o ônibus, por exemplo, é preciso comprar o SUBE, um cartão tipo o Bilhete Único de São Paulo.  Ele dá acesso ao subte (metrô) e ônibus. No caso do metrô, também é possível comprar bilhetes separados.

E quanto custa? Bem, o valor da passagem era de 4,50 pesos argentinos e o preço do cartão SUBE foi de 15 pesos.

O problema é que nem sempre é possível achar os pontos de venda desse cartão  – quando procuramos,  ele quase sempre já estava esgotado nas vendinhas de rua. E o sistema, assim como nosso bilhete único paulistano, fica fora do ar constantemente.

48 horas em Buenos Aires: o que fazer?

Buenos Aires é a cidade perfeita para boas caminhadas – há tesouros escondidos em cada esquina. Por isso, escolha um sapato confortável e… Hora de explorar!

Primeira parada em Buenos Aires: Caminito!

E já que ficamos só 48 horas em Buenos Aires, começamos pelo começo: o passeio Caminito, talvez o lugar mais famoso da cidade. Pegamos um ônibus e descemos pertinho desse lugar colorido, vibrante e inspirador!

Os cortiços do Caminito e suas paredes pintadas de cores vibrantes são um convite à paixão à primeira vista. Localizado no bairro La Boca (bem pertinho do estádio do Boca!), o lugar foi batizado de Caminito em homenagem ao tango de Juan de Dios Filiberto e Gabino Coria Peñaloza. Então, morra de amores – assim como eu morri.

Frida Kahlo - Bonecas - Caminito
Fridinhas: a mexicana virou patrimônio das Américas <3
Caminito - Fachada de Casa - Buenos Aires
Ah, essas fachadas coloridas do Caminito…
Postais - Caminito - Buenos Aires
Até os postais são charmosos

É no Caminito que acontece a Feria de Artistas Plásticos de Caminito, onde artistas contemporâneos vendem suas obras inspiradas no colorido do lugar e, claro, no sentimento tangueiro.  A feira funciona diariamente das 11h às 18h (no inverno) e das 11h às 20h (no verão).

É o meu passeio preferido!

Caminito - Buenos Aires - Argentina
Tesouro escondido em uma das galerias do Caminito
Rio próximo ao Caminito, em Buenos Aires, na Argentina
Um rio sujo. Porém bonito.
Caminito - Papa Argentino
Passando pra lembrar que o Papa é argentino
Caminito - Paralelepipedos
Mais paralelepípedos.

 

Museo de Cera - Caminito
E mais fachadas!

San Telmo: a joia porteña

Hora de pegar o ônibus de volta. Próxima parada: San Telmo. O bairro mais antigo de Buenos Aires foi povoado por estivadores e oleiros no século 17. Hoje, também abriga poços e poços de achados! Não faltarão arte, tango e comida de rua por ali. Por isso, o bairro que estagnou no tempo pode ser a parada perfeita para o almoço ou para um passeio de fim de tarde, com direito à parada para descanso em um dos seus charmosos cafés. Ali, encante-se com os caminhos coloniais e ruas que ainda esbanjam casarões e paralelepípedos. Boemia pura!

Decadente, porém elegante: assim é San Telmo. Aos domingos, uma feirinha de pulgas na Praça Dorrego enche de vida o lugar. Inaugurado em 1897, o mercado de San Telmo, com suas banquinhas de frutas, antiguidades e artesanatos também é um dos lugares para mergulhar no clima do bairro.

Ali também está o Museu Histórico Nacional, com acervo que conta a história do país e com referências à Guerra da Independência, por exemplo.

Anote aí: os aficcionados por livros não podem deixar de visitar a Librería de Avila, a mais antiga livraria da cidade. Ali, ela existe e resiste desde 1785. Incrível, não?

Shows de tango: para turista ver e se encantar!

Se até agora você não se apaixonou por Buenos Aires, então é aqui que você vai cair de amores.

É certo que alguns shows de tango são um passeio clássico para turista ver, mas definitivamente eles valem a pena. É aquele gostinho de drama que a gente espera, sabe?

Há lugares tradicionais, onde o tango sempre existiu, e lugares criados para reproduzir grandes espetáculos, no melhor estilo Broadway de ser. Optamos pela segunda opção (já disse que amo musicais?) e, UAU, não me arrependo nenhum pouquinho.

Nosso critério foi o seguinte: estávamos caminhando do centro rumo a Balvanera e lá estava o Tango Porteño. Ali mesmo, compramos ingressos para a noite e não pesquisamos sobre outros shows.

Era possível comprar o combo jantar + show ou apenas o jantar. Eles também incluíam o traslado de alguns hotéis, mas como estávamos perto – e a Avenida Corrientes é super agitada à noite – decidimos ficar só com o show e jantamos em uma pizzaria na pedra que fomos com meus avós ali na região. E, posso dizer? Foi incrível! O espetáculo é mesmo muito emocionante.

Balvanera e centro: explorando a região!

No segundo dia, partimos para descobrir os tesouros dos arredores. Seguimos andando até a Avenida Corrientes, que por si só já é um ponto turístico com seus infinitos teatros e livrarias.

Buenos Aires

Parada obrigatória: a livraria El Ateneo

Falando em livrarias, é ali pertinho, na Avenida Santa Fé, que está uma das mais famosas livrarias de Buenos Aires: El Ateneo Gran Splendid.

Tanto burburinho em torno do lugar pode ser explicado facilmente: em 2008 ela foi eleita como a segunda melhor livraria do mundo pelo The Guardian, perdendo apenas para a incrível Boekhandel Selexyz Dominicanen, na Holanda, que está em uma antiga igreja de mais de 800 anos.

El Ateneo - Livraria - Buenos Aires
Livraria El Ateneo mostrando como é que faz pra ser bonita

A explicação para tanta beleza é simples: o lugar foi inaugurado como teatro em 1919. Com o nome de Gran Splendid, abrigou espetáculos de tango memoráveis. Depois, o teatro foi convertido em cinema. Nos anos 2000, foi comprado por uma das maiores redes de livrarias argentinas que, ao que parece, fez um ótimo negócio. Quando estiver lá, não deixe de reparar no afresco da cúpula, pintado pelo artista italiano Nazareno Orlandi. Belíssimo!

48 horas em Buenos Aires: pique-nique na Casa Rosada _ou quase isso_

Então, seguimos rumo à Casa Rosada. Paramos em um mercadinho no caminho, compramos Quilmes e apetitosas empanadas e já estávamos preparados para um pique-nique na Plaza de Mayo, em frente à sede da presidência argentina.

Piquenique em Buenos Aires 2
#Selfie com meu pai, um ser humano versátil, que gosta de road trips, Quilmes e piqueniques <3

 

Empanada - Casa Rosada, 48 horas em Buenos Aires
Empanadas x Casa Rosada: foco no que interessa

De Buenos Aires a Montevidéu: a travessia

Hora de atravessar o Rio de La Plata e pegar estrada para Montevidéu. Tentamos fazer o trajeto via balsa e não conseguimos – por causa da alta temporada, já não haviam mais vagas disponíveis. Partimos para o plano B: seguir até Montevidéu via terra – e ultrapassar a ponte em Fray Bentos. Tivemos que passar direto por Colonia del Sacramento, infelizmente, porque o tempo e o GPS não eram nossos amigos. O caminho é longo e quase todo o percurso da estrada era em pista simples.

Menos de 24 horas em Montevidéu (ou:onde NÃO se hospedar em Montevidéu)

Bem, já posso adiantar que nossa experiência em Montevidéu não foi tão agradável assim. Prenotei um hostel via Booking e quando chegamos no lugar já era quase 1 hora da manhã. O hostel Posada del Gaucho era bem avaliado. Mas, bem, a localização no centro da cidade também contava com muitos viciados rondando o lugar. O lugar não era tão bom quanto parecia.

O Booking ainda dizia que a diária do quarto custava 18 dólares.  Veja bem: pagamos 20 dólares em um quarto bem localizado em alta temporada em Buenos Aires. 18 dólares em Montevidéu parecia plausível. Chegando lá, o atendente do hostel disse que, na verdade, esse valor era por pessoa em um quarto compartilhado e que o site estava dando a informação errada. Nos deixaram até duas horas da manhã esperando uma posição do hostel, enquanto o arrogante atendente questionava a dona do lugar por telefone.

Enfim, pagamos o dobro e fomos mal atendidos no hostel Posada del Gaucho.

Pior, quando acordamos às 6 da manhã, percebemos que o carro de um dos hóspedes, que estava parado em frente ao nosso, havia sido furtado pela madrugada. Ali, em frente ao hostel. Poderia ter sido o nosso…

O desânimo foi tanto que demos uma voltinha no centro da cidade e então decidimos deixar a cara e nem tão bonita assim Montevidéu.

Montevideo

Ano Novo badalado em Punta del Este

Ah, Punta del Este foi um respiro de alívio no Uruguai. Chegamos lá sem lugar para ficar durante o feriado de Ano Novo enquanto a cidade pipocava de turistas. Sim, foi um pouco desesperador. Os hotéis com melhor custo-benefício e ainda com vagas estavam a pelo menos 100 quilômetros da praia… Nada de hotel, hostel ou guesthouse.

Missão: acampar em Punta del Este no Ano Novo

Foi então que veio a ideia de procurar um camping. O camping San Rafael estava localizado bem próximo à cidade e também oferecia ótimo preço para alta temporada.

Então, decidimos que o melhor a ser feito era comprar uma barraca de camping para chamar de nossa.

Incrivelmente o maior supermercado da cidade, o Tienda Inglesa, oferece todo equipamento para camping e vários esportes. Aproveitamos e compramos também nossa ceia de Ano Novo, muitos alfajores e partimos rumo ao camping sem saber ainda se encontraríamos vaga no lugar.

Chegando lá, não haviam vagas. Mas, felizmente, encontraram um espaço onde poderíamos montar nossa barraca! Ficamos lá por dois dias e a experiência foi demais! Ofereciam wi-fi na área comum, mercadinho, banheiros compartilhados com chuveiro de água quente e o lugar era limpo e agradável, apesar de lotado de barracas e campervans. Um lugar simples, porém cortês.

A clássica paradinha na Casa Batló

E, como não poderia deixar de ser, viajar para Punta del Este é ticar dois lugares da bucket list: a Casa Batló e a famosa escultura A Mão, do artista chileno Mario Irarrázabal.

Casa Batló

Punta del Este - Uruguai - Praia

Mar - Punta del Este - Uruguay
Por que viajar para Punta vale a pena? Olha esse mar!


Conchas - Punta del Este

A festa de Ano Novo em Punta del Este foi linda, linda. Com muitos fogos na praia. E, para os baladeiros, há ainda as animadíssimas festas nos clubes da cidade. Quero voltar várias e várias vezes! Punta que me aguarde. :)

Como é fazer um safári no Addo Elephant Park?

Addo Elephant Park - Safári

Enfim, o último post sobre a viagem para a África do Sul (apesar de termos continuado a viagem rumo a Joanesburgo e Limpopo depois do safári)! Já adianto: o safári no Addo Elephant Park é uma das experiências mais incríveis que alguém pode ter na vida.

Recapitulando: Port Elizabeth foi a nossa parada final na Garden Route e também o ponto de partida para o tão esperado safári na África do Sul. E ali, a 72km de Port Elizabeth, está o Addo Elephant Park – que, como o nome diz, é praticamente um santuário de elefantes!

Seguimos para o parque com o carro que alugamos na Cidade do Cabo e, durante o dia, fizemos safári com ele mesmo – ponto forte: a autonomia é muito maior do que um passeio de 4×4, por exemplo.

O safári com carro próprio, no entanto, não substitui a versão feita com carro 4×4 oferecida pelo parque – e daqui a pouco eu conto o porquê. Abaixo, separei os momentos mais incríveis dessa jornada pela vida selvagem africana. Vem comigo!

1. Safári no Addo Elephant Park, na África do Sul: os elefantes são protagonistas

Criado em 1931 para salvar 11 elefantes da extinção, o Addo Elephant Park é o terceiro maior parque da África do Sul. Quanto aos elefantes… Bem, eles se multiplicaram e hoje já são mais de 350. Sinal de que o trabalho está sendo bem feito em um país que, infelizmente, ainda sofre com a caça ilegal de elefantes para a venda de marfim.

Safari - Elefantes do Addo Elephant Park
O Addo é deles!

É por isso mesmo que esses animais são um dos pontos altos do passeio: os elefantes podem ser vistos em grupo, sozinhos e, muitas vezes, compartilhando um water hole com outros animais. Em alguns momentos, os elefantes até se aproximam do carro – e a sensação, juro, é indescritível. Mas, melhor manter distância… Apesar de acostumados com a presença humana, eles ainda são animais selvagens, certo?

2. A expectativa é um tempero especial

Safári é o tipo de passeio temperado com incertezas. Você nunca sabe o que encontrará no caminho e tudo depende da equação tempo + sorte. Viajamos em outubro e, quando fizemos o safári, o dia estava quente e nublado. Quanto aos animais, do BIG 5 (os cinco animais mais difíceis de serem caçados pelo homem) apenas não avistamos o leopardo! O rinoceronte negro foi tímido e marcou sua presença bem, beeem de longe – por isso, binóculos, câmeras superzoom ou SLR com lentes 75-300mm devem estar na bolsa para o passeio.

zebras no Addo Elephant Park -Safári
Elas estão em todo o lugar!

Acordamos cedinho, antes do nascer do sol, e partimos rumo a entrada do parque. São 75km de estradas em área protegida – que também abriga algumas paradas de descanso para pique-nique. O horário é fator importante em um safári: é no pôr-do-sol ou à noite, por exemplo, quando o rinoceronte preto e os búfalos são mais facilmente avistados. Cada espécie possui seus próprios hábitos e, por isso, para uma experiência mais completa inclua passeios em diferentes faixas de horário – pela manhã beeem cedo, no pôr do sol e à noite.

Safári no Addo Elephant Park
Spotted: animal de chifres torcidos (a.k.a. cudo) se alimenta na savana

Safári no Addo Elephant Park com carro alugado

Pretende visitar o parque em veículo próprio? Então será necessária uma autorização que custa pouco mais de 15 dólares. Autorização ok e com o mapa das estradas em mãos, percorremos o parque por quase oito horas. Tarefa fácil quando há tanto o que ver! O tempo passou voando e eu me sentia uma criança na espera do próximo animal incrível que apareceria em nossa frente. Assim como os elefantes, as zebras são onipresentes na maior parte do parque e tem lá seu charme.

Timão - Safári na África - Addo Park
Hakuna Matata!

Os olhos devem estar sempre atentos a qualquer movimento! Encantada mesmo eu fiquei com os suricates. Simpáticos, eles são pequeninos e discretos. Para avistá-los enquanto sobem e descem no meio da vegetação rasteira é preciso ter olhos de lince. Entre hienas, leões e javalis você perceberá que existe muito de O Rei Leão em um safári – sério! É o tipo de experiência para se ter em diferentes fases da vida. Uma viagem para ser feita com amigos, família estilo caravana, com o namorado… Já disse que a África do Sul é apaixonante, né? Então.

3. Os animais estão em seu habitat natural

Toda viagem carrega um tanto de responsabilidade social. Sempre é bom lembrar que o turismo influencia diretamente na cultura, economia e natureza de um lugar. E assim como o nosso lindo-porém-problemático Brasil, a África do Sul é um país que sofre com suas inúmeras questões sociais e ambientais.

Pumba - Safári na África - Addo Park
Nice to see ya, Pumba

Por isso, quando você inclui em seu roteiro um passeio no Zoo Lujan, na Argentina, por exemplo, você está escolhendo financiar um tipo de turismo que explora animais deixando-os em jaulas e, ao que tudo indica, dopa animais selvagens para que os visitantes possam tirar suas  ~corajosas~ (porém covardes, vamos combinar) selfies. O quão descolado isso é? Você decide. Mas quando o assunto é vida animal, eu prefiro que meu rico dinheirinho vá para instituições de preservação ou santuários.

Beware of Lions - Addo Park
Beware of lions: coragem, tem que ter corageeeem!

Como disse, o Addo é um parque que funciona como santuário de elefantes e tem cumprido muito bem sua tarefa de proteger essas espécies. Como visitante, o bônus também é alto! Diferentemente de um zoo onde os animais estão fora de contexto, no safári os animais estão em seu habitat natural e, por isso, suas relações dentro da natureza também são uma atração à parte. Ser atacado por um leão, claro, é uma possibilidade.

4. O safári noturno é um espetáculo a parte

No safári noturno, que só pode ser realizado em veículos do parque e com guias, essas relações animais ficaram mais evidentes para nós.

Durante o dia, por exemplo, vimos um avestruz fêmea chocando um ovo. À noite, o ovo estava abandonado. Oportunidade perfeita para que um chacal rolasse pela vegetação tentando quebrá-lo! Mas o animal não teve êxito e, no dia seguinte, a avestruz fêmea já estava novamente cumprindo seu papel. É bom ressaltar que: 1. a avestruz fêmea costuma chocar o ovo durante o dia e o macho durante a noite; 2. o comportamento animal pode ser muito parecido com o comportamento humano, né?

Também avistamos uma lebre, um leão rodeado por fêmeas e uma in-fi-ni-da-de de búfalos.

5. Onde se hospedar no Addo Elephant Park: os lodges dentro do parque são incríveis

Churrasco na África do Sul
braai + vinho tinto é muito amor

Nos hospedamos dentro do parque, em uma forest cabin. A casinha de madeira abrigava duas camas de solteiro, banheiro com chuveiro quente (<3), forninho elétrico, utensílios domésticos (como panela, pratos e talheres) e uma churrasqueira do lado de fora. Há diversas opções de hospedagem dentro do parque: cottages, chalets, guest houses, áreas para motorhome e camping, por exemplo.

Como reservar hospedagem no Addo Elephant Park

Você pode fazer a reserva online acessando o site dos Parques Nacionais da África do Sul. Aqui você terá uma lista completinha dos tipos de hospedagem disponíveis e preços dentro do Addo Elephant Park.

A nossa estada de dois dias no parque foi uma delícia! Apesar de o Addo possuir um bom restaurante, havíamos levado carne de avestruz para o braai (churrasco ao ar livre tradicional entre os sul-africanos), vegetais para uma saladinha grega e vinho tinto diretamente de Stellenbosch para regar belamente a refeição.

zebra - addo elephant park

Uma das coisas mais legais de se hospedar dentro do parque é que, durante a noite, os animais fazem barulho e você fica ali, refletindo sobre imensidão, beleza e sorte… Dormir com o som dos animais da savana é uma experiência maravilhosa e, na minha breve história de vida, só pode ser comparada a dormir ao lado da cachoeira aos pés de Machu Picchu, em Águas Calientes.

Se você tiver a chance de fazer um safári no Addo Elephant Park, eu recomendo de olhos fechados e coração aberto: vá!

Veja também outros posts sobre a viagem para a África do Sul:
+Cidade do Cabo para visitar e se encantar!
Garden Route, a road trip inesquecível pela África do Sul

Garden Route, a road trip inesquecível pela África do Sul

Uma road trip pela Garden Route, na África do Sul

Voltei, gente! Estou passando uma temporada no Brasil tentando arrumar minha vida. Nesse meio tempo percebi que a coisa funciona mais ou menos assim: dance enquanto o caos está instalado, porque o relógio não pára. Então, dancemos! O que a Garden Route tem a ver com isso? Bem…

Desde que cheguei ao Brasil fiz algumas viagens legais: uma road trip de São Paulo a Buenos Aires com direito a ano novo em Punta del Este e uma viagem à Floripa com uma passadinha nos cânions que fazem a divisa do RS e Santa Catarina. Para finalizar, carnaval no Rio de Janeiro. Bons tempos na estrada! Mas, hoje vou falar sobre  esse pedacinho tão especial do planeta que habitamos… a Garden Route, na África do Sul!

Vocês vão ver que não faltam adjetivos para caracterizar o país. A natureza sul africana é mágica, exuberante, única. Não tem como não se apaixonar pela África do Sul!

Garden Route: por que tão especial?

Você pode estar preparado para muitas coisas na sua vida, mas não está preparado para a beleza desse lugar – aposto! A Garden Route (ou Rota Jardim, no idioma de Camões) é uma rota que liga Cape Town (ou Cidade do Cabo) a Port Elizabeth (ou Porto Elizabete). Repleta de campos de golfe e natureza abundante, ela possui a fauna e flora única da África do Sul e só isso já vale um passeio que todo ser humano deveria fazer uma vez na vida.

Já aviso: esse é um post com poucas informações na prática. Isso porque fizemos essa viagem há mais de um ano e eu não anotei no meu diário os preços e nomes de hospedagem. Sorry! Mas tem muita inspiração para quem quer encher o coraçãozinho de amor. [Prometo voltar um dia e reescrever o post direito!]

Tudo começou em Cape Town…

Depois de alugar um carro em Cape Town (lembra?), saímos com destino a Port Elizabeth, onde fizemos safári no Addo Elephant National Park. Essa rota é popularmente conhecida como Garden Route e conta com cenários dignos de filme. E não é exagero. Entre os lugares que eu já fui, a Garden Route é, juntamente com a road trip do Peru ao Atacama, um dos melhores lugares para se fazer viagem de carro.

Vrede en Lust Wine Estate - South Africa
Mas antes, uma paradinha em um wine estate…

A viagem é longa: são quase 800 quilômetros. A distância compensa e cada parada guarda seus esportes de aventura, histórias e, claro, paisagens incríveis. Você poderá avistar baleias, fazer canyoning, visitar as focas de caiaque, nadar com tubarões brancos e até pular do maior bungee jump em uma ponte do mundo!

Para entrar no clima da viagem-delicinha, uma boa pedida é investir em um caprichado brunch em um dos belos wine estates na região de Stellenbosch. Uma amiga nos levou para conhecer o Vrede en Lust Wine Estate e tivemos uma ótima manhã por lá! E o que falar da paisagem? É até redundante dizer mas… Sim, era de tirar o fôlego!

Para um delicioso brunch!
para um delicioso brunch! :)
Cape Town - Cabo da Boa Esperança
até logo, Cabo da Boa Esperança!

Ah, Cape Town das belas paisagens. Deixou saudades.

Próxima parada: Betty’s Bay & Hermanus

Garden Route, na África do Sul
hit the road, babe!

A primeira parada foi em Betty’s Bay. Em Stony Poiny há outra colônia de pinguins. Mas, sinceramente, não chega aos pés da colônia de Boulders Beach, com suas águas azuis e onde é possível até nadar com os animais.

Stony Point - Bettys Bay - Garden Route
acesso livre aos pinguins de Stony Point, em Betty’s Bay <3
pinguim garden route
hello, friend!
Stony Point Tarsier Babies - Bettys Bay - Garden Route
já ouviu falar em dassie? eis uma amostrinha dos bebês fofos desse animal africano <3

Depois, seguimos rumo a Hermanus, onde é possível fazer o avistamento de baleias. Mas, não avistamos baleia nenhuma. Viajamos em novembro e as baleias fracas-austrais podem ser avistadas entre julho e dezembro. Enfim, não tivemos sorte. Mas o centrinho da cidade é uma graça e vale uma parada para saborear frutos do mar em um dos vários restaurantes do lugar.

É a vez de Oudtshoorn!

Saímos do litoral e seguimos até Oudtshoorn, no interior. No meio do caminho, paramos no ilustre Ronnies Sex Shop, ponto famoso entre os road trippers que passam pela região. Lá dentro, nada de brinquedinhos eróticos… Apenas muitos homens bebendo cerveja e sutiãs pendurados no teto (?).

O lugar surgiu como uma brincadeira entre amigos. Ronnie pintou em uma placa “Ronnies Shop” para divulgar a venda dos produtos de sua fazenda. Os amigos de Ronnie então pintavam a palavra SEX no mural e só prometiam parar a brincadeira quando Ronnie oferecesse uma cerveja. O Ronnies Sex Shop virou pub e ficou famoso na região. Esquisito, porém divertido!

Ronnies Sex Shop - Garden Route
na rota de Outshoorn: o famoso Ronnies Sex Shop!

Finalmente, Oudtshoorn! A cidade ficou mundialmente famosa por causa das fazendas de criação de avestruz. De 1865 a 1870 e 1900 a 1914 ocorreu o boom de exportação de penas e couro de avestruz. A moda passou, o glamour acabou e o lugar ainda guarda construções dessa época de ouro. Visitamos uma dessas fazendas, conhecemos o fofo avestruz anão e o namorado até montou em um desses animais.

Ostrich Farm - Oudtshoorn - Garden Route
a melhor foto que eu consegui sem que um avestruz saísse correndo :)

As Cango Caves também deram fama a Oudtshoorn. A cerca de 30 quilômetros da cidade estão essas incríveis cavernas, uma das maravilhas naturais sul-africanas.

Cango Caves - Oudtshoorn - Garden Route
as incríveis Cango Caves, em Oudtshoorn

Wilderness, Knysna e Plettenberg Bay

Passamos rápido por Wilderness, um vilarejo muito gracinha que vale a pena descobrir mais a fundo se você tiver tempo. Chegamos em Knysna que UAU é bonita demais. Essas fotos do alto de um rochedo à beira-mar não me deixam mentir! A cidade abriga uma lagoa e possui um waterfront mega charmoso. Fizemos uma trilha na região, não bem sucedida. Infelizmente, o que encontramos foi desmatamento e animais mortos.

Knysna Natureza - Garden Route - South Africa
ô knysna, larga de ser bonita

Knysna - Garden Route - South Africa

Para os amantes de frutos do mar Knysna é o paraíso. Knysna, essa cidade simpática e arrumada, não é só bonitinha como é também a capital das ostras da África do Sul e o que não faltam são ótimos restaurantes para apreciar a iguaria. Ponto para Knysna!

Ostras - Garden Route - South Africa
alô, alô oyster lovers: Knysna é o seu lugar no mundo
Knysna Casas - Garden Route - South Africa
casinhas charmosas na beira do precipício

Mais adiante, Plettenberg Bay abriga muitos santuários naturais: aves, macacos, elefantes, cobras… Não deixe de fazer a trilha por Robberg Nature Reserve. A natureza… Ah, a natureza! Do alto você verá centenas de leões-marinhos repousando nas pedras. As praias também valem o descanso e um pique-nique. São cerca de 11 quilômetros em uma trilha que dura menos de quatro horas e é uma delícia de ser feita.

Beach at Robberg Nature Reserve - Plettenberg Bay - South Africa
parece o Algarve mas é a África do Sul
Namorado - Plattenberg Bay South Africa
o príncipe e o mapa (sou fofa, fazer o quê)
Robberg Nature Reserve - Plettenberg Bay - South Africa
centenas de leões-marinhos de buenas
Robberg Nature Reserve - Plettenberg Bay - South Africa - Adrian
alguém feliz porque chegou na praia :)

Enfim, Tsitsikamma National Park!

No caminho de Plettenberg a Tsitsikamma uma ponte te chamará a atenção. Não pela altura impressionante (são 216 metros!), mas porque ali está um dos bungee jumps mais famosos do mundo: o Bloukrans Bungy. Não tive coragem de me aventurar ali… Tenho medo de altura. Mas, quem sabe na próxima? :)

Tsitsikamma é um parque especial. Alojado entre as montanhas e o mar, o parque tem esse nome porque a palavra Tsitsikamma significa “lugar de água abundante” em Khoi. É também o ponto ideal para esportes de aventura. No agitado Storms River é possível fazer tubing (atividade que a pessoa desce um rio ou a neve sobre uma bóia). Se preferir, você pode descer o rio de caiaque. Fãs de aventura ainda podem fazer mountain biking ou desbravar a região de cavalo. As trilhas também são um passeio bem procurado – mas é preciso se planejar, porque são longas. Então, chegue cedo!

Mariana - South Africa
tomb raider feelings kkk
Storms River - Africa do Sul
na Garden Route, o rio não chama ‘storms’ por acaso

Então depois de aproveitar tudo o que o Tsitsikamma pode oferecer (difícil, hein) é hora de seguir viagem. Uma paradinha em Jeffrey’s Bay para curtir as belas praias e então você está quase lá. Finalmente, Port Elizabeth!

Preparado para uma experiência única em um safári?

Veja também outros posts sobre a viagem para a África do Sul:
+Cidade do Cabo para visitar e se encantar!
+ Como é fazer um safári na África do Sul?